CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Israel proibe aos não-judeus criar frangos e cultivar batatas


ISRAEL PROIBE AOS NÃO-JUDEUS CRIAR FRANGOS E CULTIVAR BATATAS

Quem falou de racismo e de apartheid em relação a este pequeno Estado
moderno, civilizado, democrático, ao qual os nossos dirigentes não podem
recusar nada ? A medida que acaba de ser tomada pelo ministério israelita
da Agricultura diz respeito aos citadãos de Israel e proibe aos que não
são judeus criar frangos, produzir ovos e cultivar batatas!

“Esta actividade é um direito exclusivo dos judeus das aldeias
cooperativas (moshav)”, acabam de decretar as autoridades israelitas.

Os ovos produzidos pelas estruturas palestinianas (“palestinianos de
1948”, aqueles que têm a cidadania israelita) desapareceram do mercado em
poucos dias e foram substituídos por ovos israelitas produzidos em
cooperativas judaicas construídas sobre as ruinas das aldeias
palestinianas destruídas durante a Nakba.

As autoridades de Telavive publicaram igualmente um decreto proibindo aos
“árabes” de cultivar batatas, cedendo às pressões dos produtores
israelitas. As autoridades tinham descoberto que a produção de batatas é
barata e uma fonte importante de rendimentos para os palestinianos,
sublinha Zouheir Andraos no site em inglês de Al-Akhbar.

Nesse mesmo artigo, publicado e traduzido pelo site de ISM France, ele
relata que o “ministério israelita do Ambiente também proibiu recentemente
aos palestinianos de Israel colher plantas correntemente utilizadas na
alimentação dos palestinianos (como o tomilho e a malva), que não são nem
conhecidas nem consumidas pelos judeus”. Isso levou o governo israelita a
dar instruções às suas pretensas autoridades da Protecção do Ambiente para
reprimir “os ladrões de plantas”. O governo anunciou oficialmente que
essas plantas eram “espécies protegidas e que os que as colherem serão
levados à justiça”.

As autoridades da Protecção do Ambiente começaram a aplicar multas aos
palestinianos que colhiam “plantas protegidas”. Entretanto, comerciantes
judeus que acabavam de descobrir a importância dessas plantas para os
palestinianos, pediram as autorizações necessárias ao ministério da
Agricultura para as cultivar e vender nos mercados árabes. Os
palestinianos do interior tornaram-se o alvo de um comércio israelita
lucrativo e popular.

No mesmo contexto, as autoridades da ocupação encontraram um outro canal
para aumentar o domínio económico sobre os palestinianos: a empresa de
cigarros Dubek (a única cigarreira israelita) anunciou que ia deixar de
comprar tabaco aos agricultores árabes. O tabaco é uma das principais
culturas de comercialização para os palestinianos, em particular na
Galileia, dentro da chamada linha verde. Israel terá assim destruído uma
das culturas árabes mais importantes na Palestina, e já começou a importar
o tabaco do seu aliado turco.

Persistindo na sua guerra económica e em colaboração com a Jordânia,
Israel fechou recentemente as pequenas oficinas de costura e tricôt na
Galileia, no Triângulo e no Negev, a principal fonte de rendimentos para
numerosas famílias palestinianas. As autoridades de ocupação têm a
intenção de as deslocar para a Jordânia, com o pretexto de que lá a
mão-de-obra é barata. Os boatos dizem, no entanto, que o projecto tem por
objectivo apoiar a frágil economia jordana, além da determinação dos
ocupantes em cortar as fontes de rendimentos dos palestinianos
[refugiados] de 1948.

A política de domínio económico adoptada por Israel levou ao desemprego de
um terço da mão-de-obra no Negev e em Umm al-Fahm. Ela fez aumentar o
fosso entre o desemprego palestiniano e israelita, com uma taxa de
desemprego de 25% para os palestinianos e de 6,5% para os israelitas. As
mesmas estatísticas indicam que a metade das crianças palestinianas nos
territórios de 1948 vivem actualmente abaixo do limiar da pobreza”.


Tradução da versão francesa em: CAPJPO-EuroPalestine, 12.12.2014
Fonte: Al Akhbar.
http://www.ism-france.org//communiques/Israel-resserre-son-etau-sur-les-Palestiniens-de-1948-article-19324

Hezbo MC - Pa tudo kes k kai


Revolta varre a América contra a violência policial e o racismo

 "Como febre, explodiu a notícia. Mas, diferente da febre, depois não houve nenhum alivio...

 A notícia, na perspectiva da comunidade negra, não foi boa. Os doze membros do grande jurado em Ferguson, que investigava o assassinato do adolescente negro Mike Brown, disseram que não haveria pena nem acusação, apesar do fato de que Brown estava desarmado. Não há pena!O nome Ferguson se soma a uma velha lista de lugares com nomes dolorosos, perdas e mortes de afro-americanos. Lugares como Birmingham, Philadelphia e agora Ferguson. Têm um significado em si mesmo. Para os jovens, muitos do quais nasceram para o ativismo, e se sentiram obrigados a sair às ruas contra a impunidade, o desafio será como continuar, como seguir lutando, inclusive qual é a luta.
Alguns, com o coração partido, fugiram desse episódio e tentaram, talvez sem êxito, apagar essas recordações. Outros se radicalizaram, convencidos de que esse caso é a síntese da injustiça racista.
Mas Ferguson pode ser um ponto de inflexão. Um ponto de inflexão em um momento em que a nação elegeu um caminho equivocado."


Algumas fotos ilustrativas da revolta que varre a América contra a violência policial e o racismo . Os episódios mais recentes e a pseudo justiça associada a direitos humanos ausentes suscitaram grandes manifestações de repúdio contra práticas que se instituíram no dia a dia da metrópole americana que continua a ter os negros como seres de segunda .
Uma faixa "Acusem a América" no die-in de St. Louis
O die-in de St. Louis exigiu
justiça para Michael Brown
O Clube Revolução de Nova Iorque protesta a 22 de Novembro contra o assassinato de Akai Gurley no bairro social Louis Pink por um agente da NYPD
(Foto: AP)
A multidão grita "Estamos a ver-vos" aos presos na prisão de Back Bay, Boston, na noite da decisão de não acusar o polícia que matou Michael Brown
(Foto partilhada no Twitter)

 
Os presos da prisão de Southbay, Boston, batem nas grades, acendem as luzes e levantam as mãos nas janelas em protesto contra a decisão do Grande Júri
(Foto partilhada no Twitter)
 
Os manifestantes bloquearam nos dois sentidos a estrada I-44 no centro de St. Louis, Missouri, a 24 de Novembro, a seguir à decisão do Grande Júri
(Foto: AP)
 
Protestos em St. Louis, Missouri, a 24 de Novembro. "Nada a perder a não ser as nossas cadeias".
(Foto: AP)
 
Protestos em Houston, Texas, a 25 de Novembro.
Um cartaz diz "Ayotzinapa, Palestina, Ferguson"
 
A grande manifestação militante, diversificada e decidida de Houston, Texas, a 25 de Novembro
 
Na manifestação de 25 de Novembro que atravessou Crenshaw, South Central e a baixa de Los Angeles
foram presos mais de 200 manifestantes
 
Em Chicago, os manifestantes junto à Water Tower, no centro da cidade, cantaram no "Black Lives Matter Friday", a 28 de Novembro
 
Um painel com fotos junto à Water Tower, Chicago, lembra que a cada 28 horas um negro é assassinado pela polícia nos EUA
 

A carrinha do jornal Revolution "Justiça para Michael Brown", frente à Water Tower, Chicago
(Foto: Twitter/@OccupyChicago)

Os manifestantes reúnem-se no parque da Water Tower em Chicago no "Black Lives Matter Friday"
(Foto: Twitter/@EthosIII)
 
Às 2h da tarde, os manifestantes fizeram um grande die-in que bloqueou o trânsito no centro de Chicago
(Foto: Twitter/@EthosIII)
 
Die in no Mall de St. Louis a 28 de Novembro,
no "Black Lives Matter Friday", um trocadilho
com o "Black Friday", um dos maiores dias de compras natalícias nos EUA
 
Perturbando o "Black Friday"
no Walmart de Ferguson, Missouri
 
Manifestação em Detroit em honra a Michael Brown, a 25 de Novembro (Foto: Valerie Jean)
 
A manifestação em Detroit paralisou o trânsito na I-75
(Foto: Valerie Jean)
 
A caminhada e protesto organizado pelos Estudantes Negros Unidos (BUS) da Universidade Kent State (Foto: BUS Kent State)
 
Os manifestantes junto à Kent State em protesto contra a decisão do júri de não acusar o polícia que matou Michael Brown (Foto: BUS Kent State)
 
A 25 de Novembro, estudantes da Universidade de Washington manifestaram-se na baixa de Seattle
(Foto: Revolution/revcom.us)
 
Estudantes da Morehouse na sede da CNN em Atlanta protestam contra a decisão do Grande Júri (Foto: AP)
 
Activistas do The Blackout Collective prenderam-se com correntes e paralisaram a estação de comboios de West Oakland (zona da Baía) durante duas horas, na manhã de 28 de Novembro, dia do Black Friday

 
 


 
 
 
 
 
 
 
 

"AMADORA: Câmara promove urbicídio, desalojando centenas de pessoas"

Comunicado de O Habita

Bairro de Santa Filomena. Foto Sandra Bernardo.
O Habita – colectivo pelo direito à habitação e à cidade repudia a intenção da CâmaraMunicipal da Amadora (CMA) em promover um verdadeiro urbicídio, através da demolição de todos os bairros auto-construídos deste concelho, desalojando centenas de pessoas.

Esta intenção foi anunciada pela presidente do executivo municipal, Carla Tavares, na última Assembleia Municipal. Em causa estão os Bairros Santa Filomena, 6 de Maio, Estrela de África/Reboleira, Estrada Militar. Dada a completa desactualização do Programa Especial de Realojamento (PER) estima-se que ao longo do prazo indicado, de seis meses, sejam deixadas sem qualquer alternativa centenas de pessoas, agravando situação social e habitacional no concelho, hoje já muito preocupante. Na procura de uma imagem urbana de cidade mais moderna, o executivo municipal promove condições mais atractivas para a especulação imobiliária e não tem pruridos em destruir vidas, alimentar o racismo e promover um autentico urbicídio.

Esta semana, ficamos com um exemplo de como se prevê gastar os dinheiros públicos nesse urbicídio: escavadoras, aparato policial, fiscais e assistentes sociais da CMA foram mobilizados para Santa Filomena, destruindo o tecto de várias famílias - incluindo idosos e crianças -, sem apresentar qualquer alternativa, de forma violenta e ilegal.
Mais um passo na destruição do bairro e das vidas de quem aí vive, na defesa dos interesses de um Fundo de Investimento Imobiliário, o Fundo Fechado Especial VillaFundo.

O Habita repudia os despejos sem alternativas adequadas e acusa a CMA de actuar fora da lei. A CMA desrespeita as orientações internacionais sobre despejos e deslocalização da população; as normas regulamentares decretadas pela Constituição da República Portuguesa e pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais, onde Portugal se integra como Estado Parte.

O silêncio da sociedade e a falta de solidariedade são também demolidores. Continuaremos a resistência contra os despejos violentos e pelo direito à Habitação!

Ver para crer

 
 
Jim Hollander, Reuters

"A União Europeia poderá castigar empresas europeias que negoceiam com os colonatos e poderá boicotar numerosos deputados e ministros israelitas que se pronunciam contra a criação de um Estado palestiniano, incluindo mesmo o presidente israelita.


A revelação foi feita pelo diário israelita Haaretz, que teve acesso a um documento interno da União Europeia, no qual se recomenda "nenhum contacto político com organizações de colonos/recusa de contactar com colonos, incluindo figuras públicas e com aqueles que publicamente rejeitam a solução de dois Estados".

Entre as figuras que cabem nesta classificação incluem-se os ministros da extrema-direita Naftali Bennett e Uri Ariel, do partido Habayit Hayehudi, numerosos deputados do partido de direita Likud, e possivelmente o próprio chefe de Estado, Reuven Rivlin, notoriamente hostil à criação de um Estado palestiniano.

O documento também recomenda a reavaliação de financiamentos europeus a projectos israelitas, em função das contrapartidas políticas que Israel se mostre disposto a conceder. Independente de quaisquer contrapartidas deverá ser, por outro lado, a reavaliação de projectos como o de construções previstas, uma entre Ma’aleh Adumim e Jerusalém, outra entre Givat Hamatos e Har Homa, ambas para lá da "linha verde" que em 1967 separava Israel do território palestiniano.

De um modo geral, o documento manifesta preocupação com o "financiamento pela UE de actividades ou capacidades de construção civil que indirectamente ajudem a perpetuar o status quo da ocupação". Aí se recomenda uma maior fiscalização das verdadeiras utilizações dos fundos obtidos.

Inversamente, o documento recomenda que sejam encorajados os dirigentes israelitas que se disponham a "tomar decisões difíceis que a ajudem a restabelecer uma dinâmica positiva, incluindo nas relações com os palestinianos".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita tem vindo a criticar a nova comissária europeia, Federica Mogherini, como instigadora da nova política plasmada naquele documento interno. Contudo, o Haaretz cita vários "diplomatas europeus altamente colocados" que participaram na elaboração do documento e que apresentam uma explicação muito diferente.

Segundo estes, o director do Serviço Europeu de Acção Exterior, Christian Berger, apenas coordenou as contribuições vindas dos 28 países membros, integrando-as no documento. Segundo a citação do Haaretz, um destes diplomatas disse que "um grande grupo de Estados membros pressionou por este passo desde o falhanço da conversações entre Israel e os palestinianos, e desde a guerra em Gaza".

E acrescentou uma destas fontes que "vários países, incluindo alguns que são considerados grandes amigos de Israel, foram os que conceberam a iniciativa e agora estão a esconder-se atrás do serviço exterior da UE, para que este faça de polícia mau".

Em todo o caso, sublinha ainda um dos diplomatas citados no Haaretz que "este não é um caso em que os eurocratas de Bruxelas estejam por si próprios a trabalhar contra Israel (...) É um sinal de uma grande irritação e frustração que existem nos países membros. Nos últimos meses houve encontros de ministros europeus dos Negócios Estrangeiros em que ministros que são considerados extremamente próximos de Israel falaram da forma mais critica contra a política do Governo de Netanyahu".

Por outro lado, salomonicamente, o documento preconiza uma oposição da UE a quaisquer passos da Autoridade Palestiniana para fazer reconhecer um Estado sem prévio beneplácito israelita."

"Revolução e Religião"


"Da Ucrânia ao Médio-Oriente, A Luta Pela Paz"


Rip Manitas de Plata


Revolução e Religião


Vitória BDS pela Palestina

 
 
"COMUNICADO DA CAMPANHA "BLOQUEEMOS OS BARCOS
Oakland fez mais uma vez história com uma grande vitória BDS pela Palestina, contra a companhia marítima israelita Zim.


O Zim Pekin que se dirigia para o porto de Oakland foi reencaminhado directamente para a Rússia para evitar perturbações no terminal SSA. Pela primeira vez, um navio israelita foi completamente desviado antes de ter alcançado o seu porto de destino.
"Os danos à credibilidade de Israel não são exagerados, indicam os organizadores da campanha "Bloqueemos os barcos". A companhia Zim, embora propriedade privada, é uma "aposta de segurança" israelita. Israel exerce um controlo sobre esta empresa através de uma "carta de ouro" e utiliza-a para impedir a venda da empresa a estrangeiros. A empresa Zim tem por missão participar no abastecimento de Israel durante os períodos de conflitos militares prolongados. A repercussão e o impacto económico sobre a Zim estão ainda por calcular, mas são certamente devastadores.
As entregas foram adiadas e não efectuadas durante meses. Os trabalhadores da ILWU honraram os nossos piquetes e mostraram-se solidários contra a cumplicidade americana no apartheid israelita. A Zim ficou perturbada e confrontada com manifestações antissionistas em Seattle, Tacoma, Los Angeles, Vancouver, Nova Orleans, Nova York e Tampa. Esses portos espalhados pela América do Norte mostraram que Israel já não pode fazer negócios como habitualmente, porque o sionismo não é simplesmente bem vindo nas nossas costas.
As manobras da Zim
O Zim Pekin, que devia ter chegado a Oakland na manhã do sábado 25 de Outubro 2014, mudou de direcção pouco depois de ter alcançado a costa noroeste do México na quarta-feira 22 de Outubro, e dirigiu-se mais a noroeste. Várias fontes, incluindo o próprio calendário de bordo do Zim, mas também os portos e as autoridades portuárias, confirmaram que o destino inicial do Zim Pekin era Oakland, mas que ele mudou o seu itinerário para evitar uma nova derrota humilhante. Num artigo publicado em 26/10, intitulado "Zim Pekin evita Oakland", o jornal local relatou que o "navio devia ter chamado no sábado, mas adiou o seu apelo para domingo. Os relatórios de Oakland sugerem que a Zim decidiu anular o apelo. A Zim foi atingida por manifestações em Oakland em Agosto e Setembro, perturbando os seus apelos".
Seguimos também o navio por satélite, utilizando um serviço online de acompanhamento da marinha e documentámos que o navio fixou o seu destino em Oakland alguns minutos depois de ter deixado o Canal do Panamá como é a regra para os navios Zim na linha Ásia-Pacífico, que páram ou em Los Angeles ou em Oakland antes de partir para a China e a Rússia. Depois de alguns dias da sua viagem de 9 dias a partir do Canal, o Zim mudou no entanto bruscamente de direcção e bifurcou para noroeste, afastando-se assim definitivamente de Oalkland.
Face à repressão mundial
É claro que o Zim Pekin desviou o seu percurso em resposta à forte contestação de "Block the Boat". Em Agosto, o movimento tinha organizado e inspirado uma série de piquetes históricos de dia e de noite que, com o apoio dos trabalhadores da ILWU, impediram o descarregamento do Zim Pireu durante 4 dias e finalmente obrigou o navio a largar antes mesmo que a sua carga fosse descarregada. Em Setembro, a Zim enfrentou um outro conjunto de piquetes de greve que forçou o Zim Shangai a descarregar em Los Angeles em vez de o fazer no seu destino previsto, Oakland. A coligação de "Block the Boat" com a comunidade mais alargada de Bay Area fez claramente saber que podemos determinar o que se passa nas nossas cidades. E que os negócios com o Estado sionista racista de apartheid, Israel, que trabalha lado a lado com a polícia local e federal para reprimir as nossas comunidades, não serão facilitados.

Os militantes ficaram concentrados ao longo das manobras e das fintas do Zim. Organizaram um piquete de greve com um grande número de participantes sempre que o Zim Pekin chegava num sábado, num domingo ou em qualquer dia da semana. Tendo em conta as manobras em zigue-zague do Zim em Agosto, durante as quais ele tinha primeiro deixado o porto depois de um comunicado do consulado à imprensa israelita, para voltar a outro terminal menos de uma hora mais tarde, os organizadores conhecem agora essas estratégias e armam-se de paciência. Depois de ter seguido o Zim Pekin durante vários dias, "Block the Boat" preparou-se para uma semana de possíveis piquetes, organizando uma grande marcha de participantes no domingo em direcção ao porto de Oakland para mostrar a força e a orientação desse movimento. Era um aviso para que o Zim continuasse o seu caminho no momento em que ele atingia as 1000 milhas de Oakland e uma promessa de que as portas estariam de novo fechadas pelos grevistas antissionistas se ele voltasse.
Enquanto o Zim Pekin navega para além do horizonte, ele traz ainda a indicação do destino de Oakland, embora esteja, no momento desta declaração, há mais de 1200 milhas da baía de San Francisco. Os nossos esforços tiveram os seus frutos; o Zim Pekin não parece estar por perto. Mesmo se ele fizesse marcha atrás e decidisse voltar a Oakland, nesta fase já seria uma semana de atraso e ele voltaria a encontrar-nos prontos para pará-lo no porto.
Vitória BDS
Declaramos uma vitória histórica no nosso esforço para bloquear o Zim Pekin. É muito provável que a Zim ficará completamente desencorajada de uma futura tentativa no porto de Oakland. Só o tempo dirá se as mudanças da Zim no seu calendário levarão a uma nova organização do itinerário dos seus navios ou simplesmente a uma nova astúcia para enganar os adversários do apartheid israelita. Evidentemente, aqui em Oakland, estamos prontos para o regresso da Zim em qualquer momento. Juntos, com os nossos irmãos e irmãs, de Ferguson à Palestina, lutamos pelo fim do Estado de violência e de apartheid e estamos prontos para desmontá-lo tijolo a tijolo, muro a muro, porto a porto."

Concerto Pela Paz


Solidariedade com Kobanê no Rossio

Algumas dezenas de pessoas associaram-se á jornada internacional de solidariedade com a cidade curda de Kobanê que resiste aos ataques do EI e do seu terror .


 

Multiplicam-se as mortes nas prisões

informação via ACED
"mais mortes, em Paços de Ferreira e Vale de Judeus
 
Pelas 11:30 foi encontrado morto mais um recluso. Desta vez na cadeia de Paços de Ferreira. Aparentemente enforcado na cela. Como há poucos dias terá acontecido a uma reclusa cabo-verdiana na cela disciplinar em Tires, conforme oficiámos.
Ontem um recluso foi levado para o hospital prisional, onde veio a falecer. Consta que terá falecido na enfermaria da cadeia. Mas como consta ser importante onde morrem os reclusos, diz-se que desta vez se preferiu fazer o registo de óbito no hospital. Que pode ser uma forma de minimizar os números de obituário, sempre trágicos, ou de explicar através das estatísticas que são as doenças (e não a sobrelotação) que matam."
 
 

1de Novembro - Dia de Ação Global de Solidariedade com os lutadores resistentes e habitantes de Kobanê



O dia 1 de Novembro é o Dia de Ação Global de Solidariedade com os lutadores resistentes e habitantes de Kobanê, no Curdistão-Ocidental (Síria), que estão cercados por grupos fortemente armados do ISIS ("Estado Islâmico"), desde o início de Setembro, que os ameaçam com massacres. Já dezenas de milhares de pessoas fugiram da cidade, encontrando-se refugiadas do lado turco da fronteira com Kobanê, sem grandes apoios de qualquer governo. A situação deles é extremamente precária, e o inverno está a chegar! Informa-te! Organiza-te em solidariedade com a resistência em Kobanê!  Em Lisboa concentração no Rossio ás 14 h.s
http://en.firatnews.com/                      http://rojavareport.wordpress.com/

Contra EUA e Israel, 188 países votam pelo fim do criminoso bloqueio a Cuba

cubavsbloqueio

"Cuba - Diário Liberdade - Nesta terça-feira (28), foi discutido pelo 23º ano consecutivo o fim do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Na sessão foi apresentado o Relatório de Cuba sobre a resolução 68/8 da Assembleia Geral das Nações Unidas, "Necessidade de por um fim ao bloqueio econômico, comercial e fianceiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".
Tal como no ano passado, apenas EUA e seu comparsa, o governo sionista de Israel, votaram pela continuação do bloqueio contra a ilha cubana. Micronésia, Palau e Ilhas Marshall, submissos aos interesses imperialistas, se abstiveram. Os outros 188 países declararam seu apoio à autodeterminação do povo de Cuba e ao fim do embargo.
Desde 1992 a esmagadora maioria dos países da Assembleia Geral da ONU votam pelo fim da perseguição imperialista contra o povo cubano. (Veja tabela)
Até mesmo a imprensa dos Estados Unidos, como o jornal The New York Times, tem pedido o fim do bloqueio imperialista contra Cuba, mas com esse voto os EUA mantém a postura terrorista de sempre.

Cuba apresenta reconciliação igualitária; EUA repete a mesma coisa dos anos anterioresbloqueio

O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, lembrou que o crime econômico dos EUA contra Cuba produziu danos de mais de US$ 1 trilhão e declarou a necessidade de dar um fim ao embargo estadunidense contra o povo cubano e de estreitar as relações entre os dois países.
"Convidamos o Governo dos Estados Unidos a manter uma relação amistosa, com bases recíprocas, igualdade soberana, o respeito à Carta das Nações Unidas e especialmente um diálogo respeitoso. Viver de forma civilizada dentro de nossas diferenças", disse o chanceler.
"Cuba nunca renunciará à sua soberania nem ao caminho livremente escolhido por seu povo (...) tampouco desistirá da busca de uma nova ordem internacional", destacou também o representante cubano, citado pela Telesur.
Cinicamente, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Ronald Godard, disse que o bloqueio dos EUA busca ajudar o povo cubano para poder exercer seus direitos humanos e liberdades fundamentais. Afirmou também que seu governo dá grande prioridade às conexões entre os dois países, o que o portal Cubadebate ironizou: "não diz que é com financiamento governamental para 'a mudança de regime'", lembrando das inúmeras tentativas de Washington de derrubar o Governo cubano, como o recente Zunzuneo, entre muitos outros.


Representantes dos outros países "isolam" EUA
Antes disso, já haviam expressado suas opiniões a maioria dos representantes dos outros países na sessão. Mohamed Javad Sharif, representante do Irã na ONU, em nome dos países Não-Alinhados, declarou seu apoio ao fim do embargo estadunidense, "que nega o direito internacional, a Carta da ONU e as normas de convivência".
Acompanhando o representante iraniano, o Mercosul denunciou também que o bloqueio estadunidense viola "os princípios da justiça e os direitos humanos", enquanto o embaixador equatoriano Xavier Lasso foi ainda mais contundente: "nós seguiremos condenando as sanções contra Cuba, não importa que não estejam vinculadas às iniciativas adotadas pela Assembleia, que ficam na consciência de todo o planeta".
Sacha Llorenti, embaixador da Bolívia na ONU e representante do G77+China, rechaçou firmemente a inclusão de Cuba na lista dos EUA de países patrocinadores do terrorismo e lembrou da ajuda humanitária prestada pela ilha caribenha aos povos do mundo todo, como os mais de 50 mil trabalhadores da saúde em 66 países, destaca Cubadebate.
Já o representante do México, lembrou que "apesar das circunstâncias adversas enfrentadas por mais de 50 anos, Cuba elevou seus índices de desenvolvimento humano". "Ressaltamos que historicamente converteu a solidariedade como eixo de sua política exterior", acrescentou. Enquanto que o representante de Gâmbia felicitou o governo cubano "por sua resistência diante do bloqueio" e que "os cubanos se mantiveram firmes apesar dessa terrível política".
Por último, a embaixadora da Nicarágua declarou: "As expressões de apoio a Cuba que escutamos são a prova mais confiável de que quase todo o mundo repudia este criminoso bloqueio" e expressou seu reconhecimento aos feitos cubanos: "Cuba sempre está na vanguarda da humanidade". "

EM NOME DA PAZ E DOS DIREITOS HUMANOS APELAMOS À SUSPENSÃO DO ACORDO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E ISRAEL

Documento "Em nome da Paz e dos Direitos Humanos apelamos  á  suspensão do Acordo de Associaão entre a União Europeia e Israel" foi enviado a Primeiro-Ministro, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina e Deputados Portugueses ao Parlamento Europeu.
 
 
EM NOME DA PAZ E DOS DIREITOS HUMANOS APELAMOS À SUSPENSÃO DO ACORDO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E ISRAEL
Ao Primeiro-Ministro
Ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República
Ao Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Palestina
Aos Deputados portugueses ao Parlamento Europeu
 
As organizações subscritoras, solidárias com a causa do povo palestino e empenhadas na construção de uma paz justa e duradoura no Médio Oriente, apelam à suspensão do Acordo de Associação entre a União Europeia e o Estado de Israel, assinado em 20 de Novembro de 1995 e entrado em vigor em 1 de Junho de 2000, por terem sido grosseiramente violados os princípios sobre os quais foi estabelecido.
Nos considerandos do Acordo invoca-se, designadamente, “os valores comuns que [a Comunidade, os Estados Membros e Israel] partilham” e “a importância que as partes atribuem (…) aos princípios da Carta das Nações Unidas, particularmente o respeito pelos direitos humanos e pela democracia, que formam a verdadeira base da Associação”. Invoca-se, ainda, “a necessidade de unir esforços para reforçar a estabilidade política e o desenvolvimento económico através do encorajamento da cooperação regional”.
Ora, pela sua continuada prática de violação dos direitos humanos dos habitantes dos Territórios Palestinos Ocupados, de tratamento discriminatório dos seus próprios cidadãos de origem árabe, de total desprezo pelas resoluções da Nações Unidas e de desestabilização política da região através das suas constantes agressões militares a outros países, Israel coloca-se fora dos pressupostos do Acordo e em oposição aos valores humanitários proclamados pela Comunidade e pelos seus Estados Membros.
A recente Operação “Margem Protectora”, conduzida por Israel contra a população da Faixa de Gaza, que se traduziu no massacre de mais de 2.000 palestinos, muitos deles mulheres e crianças, em mais de 10.000 feridos, cerca de 500.000 desalojados e a destruição das infra-estruturas e do aparelho produtivo da região, já de si debilitado pelo desumano embargo a que está sujeita, foi alvo de condenação internacional pela sua brutalidade e pelo ataque intencional a alvos civis, incluindo escolas e hospitais. A acusação de prática de crimes de guerra, por parte de Israel, consta de relatórios internacionais conduzidos por investigadores independentes, alguns por incumbência da própria ONU.
 
As violações, por Israel, do direito internacional, são recorrentes. O Estado de Israel persiste, ilegalmente, na ocupação e colonização dos territórios palestinos, nem sequer respeitando as suas obrigações enquanto potência ocupante. Afrontando a condenação internacional, tem intensificado a construção e alargamento de colonatos, ao mesmo tempo que tem multiplicado as medidas e acções destinadas a provocar a expulsão das populações palestinas destruindo as suas casas e apropriando-se das suas terras e dos seus recursos naturais. Enquanto aumenta a repressão exercida sobre os habitantes dos territórios ocupados na Margem Ocidental e em Jerusalém Oriental, incluindo prisões arbitrárias, agressões e assassinatos, Israel mantém o bloqueio ilegal e criminoso sobre a população de Gaza.
 
As políticas belicistas e colonialistas de Israel e o não cumprimento das resoluções da Nações Unidas são o principal obstáculo ao estabelecimento de uma paz justa e duradoura no Médio Oriente com a criação do Estado da Palestina, com capital em Jerusalém Oriental, e com respeito pelos direitos dos refugiados.
 
Ao manter o Acordo de Associação com Israel, que lhe confere um acesso preferencial aos mercados europeus e lhe atribui subsídios e transmite conhecimentos que são, directa ou indirectamente, canalizados para o esforço de guerra e para a opressão do povo palestino, a União Europeia está a passar a mensagem de que não se importa que o direito internacional seja ignorado, que as Nações Unidas sejam escarnecidas.
 
Para respeitar os valores que proclama, a União Europeia não pode permitir relações comerciais com empresas estabelecidas nos colonatos ilegais ou que com eles se relacionem; não pode continuar a vender armamento que vem a ser usado no massacre de populações civis; não pode financiar programas de cooperação científica sem se assegurar de que eles não contribuem para desenvolver a indústria militar de Israel. Em suma, a União Europeia não pode continuar a desresponsabilizar Israel pela prática dos seus crimes, não pode continuar a assegurar-lhe uma impunidade absoluta.
A União Europeia tem, também, um dever de coerência. Não pode suspender acordos e aplicar sanções a uns países, por alegada prática de violação de direitos humanos, e continuar a fazer vista grossa às flagrantes violações por parte de Israel. O argumento de que a existência do Acordo de Associação permitia o estabelecimento de uma plataforma de diálogo com Israel que o levasse a respeitar o direitos internacional e os direitos humanos, tem sido estrondosamente contrariado por Israel: se alteração houve na expansão dos colonatos, nas agressões militares, nas violações direitos humanos, desde a assinatura do Acordo, foi apenas no sentido da sua intensificação.
Por tudo isto, e no respeito pela Constituição da República, pelos acordos e tratados internacionais de que é parte, e pela Carta das Nações Unidas com que se comprometeu, as organizações subscritoras apelam ao Governo da República Portuguesa, aos deputados à Assembleia da República e aos deputados portugueses ao Parlamento Europeu para que envidem todos os esforços, junto das instâncias adequadas, para que seja suspenso o Acordo de Associação entre a União Europeia e o Estado de Israel, exigindo que este cumpra com as disposições do direito internacional, do direito internacional humanitário, das convenções de direitos humanos e com as resoluções da Nações Unidas sobre a questão palestina.
 
Lisboa, 20 de Outubro de 2014
As organizações subscritoras (por ordem alfabética):
Associação Abril
Associação Água Pública
Associação Conquistas da Revolução
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Comité de Solidariedade com a Palestina
Confederação Geral do Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Grupo Acção Palestina
Movimento Democrático de Mulheres
Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Tribunal Iraque
União de Resistentes Antifascistas Portugueses

Alerta geral: Querem calar Mumia Abu-Jamal!



"Mumia Abu-Jamal, ex-integrante do Partido dos Panteras Negras, jornalista e reconhecido militante afro-americano, preso injustamente desde 9 de dezembro de 1981 sob a acusação forjada de ter assassinado de  um policia branco em Filadélfia, pode mais uma vez ser silenciado.
 
Neste momento Mumia Abu-Jamal e muitos presos estão sofrendo ataques do Estado da Filadélfia por meio de leis que tentam impedir que  façam declarações públicas (escritas ou faladas) sobre suas ideias e experiências.
 
O Senado da Pensilvânia pode votar nesta quarta-feira (15 de outubro) o projeto HB2533, conhecido por uma "lei de assistência" que permitiria que as "vítimas", promotores e o procurador-geral de processar pessoas que tenham sido condenadas por crimes de "danos pessoais", e assim poderem denunciar publicamente como "crime de angústia mental". O governador comprometeu-se a assinar o PL.
 
 
O Projeto de Lei foi escrito em resposta ao discurso de Mumia Abu-Jamal na cerimonia de graduação de estudantes do Goddard College, e é uma clara tentativa de silenciar a Mumia e outras pessoas anteriormente encarceradas. Acreditamos que esta legislação não é, na verdade, uma tentativa de ajudar as vítimas, mas um cínico movimento feito pelos legisladores para impedir que as pessoas na prisão possam falar contra um sistema injusto.
 
Esse é um chamado para ação!
 
Por favor, envie mensagens aos legisladores da Filadélfia dizendo que os presos não devem ter o direito de falar negados, e que não votem nas emendas HB2533 e SB508 (esta é uma emenda diferente que complementa a outra). Neste link você encontra um modelo de mensagem que pode ser enviado aos legisladores: http://ymlp.com/zKaKnw."
 
Contatos dos legisladores:
 
 
Mais infos:       http://ymlp.com/zKaKnw          http://decarceratepa.info
 
 

Polícia mata jovem negro nos EUA e os protestos regressam às ruas

in Público de 09-Outubro de 2014
 

“Michael Brown outra vez!”, grita-se em Shaw, um bairro perto de Ferguson, onde outro jovem foi morto durante uma perseguição policial.
 
 
Teme-se que os protestos de Ferguson voltem a repetir-se Michael B. Thomas / AFP   
 
"Um polícia baleou e matou um jovem negro na cidade norte-americana de St. Louis (Missouri), na noite desta quarta-feira. O episódio reacendeu os protestos que foram iniciados pela morte de um jovem em circunstâncias semelhantes a poucos quilómetros, em Ferguson há dois meses.
A polícia metropolitana de St. Louis revelou que o jovem de 18 anos estava armado e disparou na direcção do agente que o perseguia. Foi encontrada uma arma no local do crime.
O agente, de raça caucasiana e com seis anos de serviço, estava a trabalhar como segurança privado, embora estivesse a usar o seu uniforme da polícia. A polícia de St. Louis tinha conhecimento e aprovava a acumulação dos dois trabalhos pelo agente, de acordo com a CNN.
Tudo começou quando o agente de 32 anos, que seguia de carro, passou por um grupo de três jovens que correram quando o viram. Depois de uma primeira perseguição na viatura, o polícia perseguiu os jovens a pé e terá sido nessa altura que um deles disparou na sua direcção por três vezes. O agente respondeu e acabou por atingir o jovem de 18 anos. De acordo com o jornal local, St. Louis Dispatch, que cita o chefe da polícia, o agente disparou sobre a vítima 17 vezes.
A identificação do jovem ainda não foi revelada, mas o chefe Sam Dotson disse que ele “não era estranho às autoridades”, dando a entender que a vítima tinha cadastro.
 
Regresso a Ferguson
“Ele tinha uma sandes na mão e eles pensaram que era uma arma”, disse ao St. Louis Dispatch Teyonna Myers, uma prima da vítima. “Isto é Michael Brown outra vez.” A morte do jovem de 18 anos – a mesma idade de Brown – ocorreu em Shaw, um bairro a 18 quilómetros de Ferguson, nos subúrbios de St. Louis.
Cerca de 200 pessoas juntaram-se perto do local do episódio em protesto pela acção policial, que consideram demasiado dura para com os suspeitos negros – os manifestantes entoavam slogans como "As vidas negras também contam". Algumas ruas foram bloqueadas pelas pessoas e dois carros da polícia ficaram danificados, mas ninguém foi detido, segundo a Reuters.
O agente que matou o jovem não ficou ferido e foi colocado numa baixa administrativa enquanto se inicia uma investigação para averiguar se o procedimento foi o mais adequado.
Shaw é um bairro pacífico, com uma taxa de criminalidade bastante baixa. Diz a Reuters que até Setembro não tinha sido cometido qualquer homicídio este ano e tinham sido contabilizados apenas cinco assaltos graves. "Isto não é normal, vivo aqui há vinte anos", disse ao jornal local Dorenda Towsend, moradora em Shaw.
A morte do jovem ocorreu nas vésperas de uma série de manifestações agendadas para este fim-de-semana em Ferguson e em St. Louis com o objectivo de protestar contra a discriminação racial que dizem ser feita pela polícia. Os promotores dos protestos pedem a demissão do procurador responsável pelo julgamento do caso de Ferguson. Um júri irá decidir no próximo mês se será movida uma acção criminal contra Darren Wilson, o agente responsável pela morte de Michael Brown.
"Se não fizerem justiça, as pessoas têm todo o direito de sair e expressar a sua raiva de uma maneira igual àquela que sofreram", disse uma das fundadoras do movimento Millennial Activists United, Ashley Yates, que foi detida num protesto em Ferguson na semana passada."

Ainda a campanha BDS

 
No link que se segue encontram-se alguns produtos fabricados em Israel, nos territórios ocupados, bem como produtos agrícolas provenientes dos territórios ocupados e roubados ao Povo da Palestina.

O três primeiros algarismos do código de barras mais comuns são 729.
Podem também ser 841, 842, e 871. 


Há muito mais empresas que têm filiais/fábricas em Israel, incluindo em colonatos ilegais e/ou que trabalham para a ocupação da Palestina - A Hewlett Packard (HP) é um exemplo. Fornece dispositivos electrónicos de vigilância, com os quais são controlados os movimentos dos palestinianos.

Líder palestiniano preso defende boicote internacional a Israel

Artigo publicado em site da RTP

Líder palestiniano preso defende boicote internacional a Israel

Bargouthi, durante o seu julgamento em 2002
Oleg Popov, Reuters

O carismático dirigente da Fatah, Marwan Bargouthi, defendeu a campanha BDS (boicote, desinvestimento e sanções), visando isolar internacionalmente Israel, como noutro momento foi feito com o regime sul-africano do apartheid. Segundo Bargouthi, as negociações são inúteis porque Israel não deseja a paz e só as utiliza para ganhar tempo, enquanto vai expandindo os colonatos.

Marwan Bargouthi, que também é por vezes designado como "o Mandela palestiniano", encontra-se preso desde 15 de Abril de 2002 e foi entretanto condenado a prisão perpétua. Mesmo durante os 13 anos de cadeia, tem continuado a ser uma figura influente na política palestiniana e a eventualidade de uma candidatura presidencial sua, consensual entre a Fatah e o Hamas, tem voltado regularmente a ser objecto de discussão.

A entrevista de Bargouthi foi concedida à Reuters através do Palestinian Prisoners' Club e surge hoje citada no site do diario Yedioth Aaronot. Nela, Bargouthi pronuncia-se pela primeira vez a favor da prioridade da campanha internacional de BDS, sublinhando que as negociações com Israel não têm conduzido a nada.

Segundo as palavras do preso político mais proeminente da Palestina, "promover a campanha pelo boicote, desinvestimento e sanções contra a ocupação [foi] um prelúdio ao seu isolamento internacional e a aplicar sanções internacionais contra ela".

Bargouti manifestou-se também contra a possibilidade, admitida pelo presidente Mahmud Abbas, de reatar negociações com Israel, argumentando que "durante 20 anos as negociações com Israel falharam em conseguir liberdade, retorno [dos refugiados] e independência (...) Não vejo que Israel esteja disposto a uma paz autêntica, mas que quer usar negociações infrutíferas para continuar a ocupação e colonização, e para relaxar o seu isolamento internacional".

Um dos argumentos a favor da campanha de BDS é, segundo Bargouthi, que "os palestinianos devem fazer subir para Israel o preço da ocupação".

Sem mencionar o papel do Hamas nos recentes combates contra a tropa israelita que invadiu Gaza, Bargouthi considerou que "a batalha representa uma vitória para a resistência [porque] provou que Israel não pode e não tem a capacidade de resolver o conflito pela força militar, e que a única forma de pôr fim ao conflito é acabar com a ocupação nos territórios palestinianos ocupados em 1967".

Superespiões israelitas recusam prestar serviço na Cisjordânia


Publicado em RTP 12 Set, 2014

 A Unidade 8200, conhecida como força de elite do serviço de informações militares israelitas, encontra-se em crise devido a uma carta assinada por 43 dos seus membros, a recusarem espiar o povo palestiniano no território ocupado da Margem Ocidental do Jordão. A carta põe em causa as missões atribuídas à Unidade, que não são de defesa de Israel, mas de violação dos direitos de outro povo.

Segundo citação do diário israelita Jerusalem Post, a carta dirigida ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu e ao chefe dos serviços de informações, general Aviv Kochavi, afirma que "as informações recolhidas [na Margem Ocidental do Jordão] servem para atingir pessoas inocentes e são usadas para efeitos de perseguição política e de violação da privacidade dos palestinianos". Por isso, prossegue, "não somos, em consciência, capazes de continuar a servir este sistema".

Explicando com mais detalhe o sentido da carta, um capitão da Unidade 8200, falando à Rádio do Exército sob um nome falso, afirmou que "assinámos esta carta com um sentimento de urgência. Quando me alistei na Unidade, há mais de dez anos, sabia que ia para um lugar onde podia fazer um trabalho importante para defender o Estado de Israel. Hoje, entendemos que a situação é diferente, e que a única tarefa da unidade nos territórios ocupados não é de defesa. A tarefa central é controlar um outro povo".

A Unidade 8200 tem funções de vigilância sobre as comunicações eletrónicas, postais e telefónicas da população palestiniana e é geralmente conotada com a National Security Agency (NSA) norte-americana, com a qual mantém, alegadamente, estreitas relações de colaboração. Entre os signatários da carta, hoje publicada no site ynet, contam-se um major, dois capitães e um tenente.

Entretanto, um porta-voz do Exército rejeitou as críticas dos subscritores da carta, afirmando que "os que prestam serviço na Unidade são treinados depois de um rigoroso processo de selecção. O seu treino não tem comparação no mundo da inteligência em Israel e fora, e muito do seu conteúdo acentua especialmente as áreas da ética, moral e regras de trabalho".

Também o "Forum Legal para Israel", uma ONG da direita nacionalista, reagiu à carta dos espiões de elite, apelando ao chefe de Estado-Maior do Exército, general Benny Gantz, que expulse os 43 signatários. Numa declaração igualmente citada pelo Jerusalem Post, o Forum afirma que "estas pessoas não são dignas de envergar o uniforme do Exército".

E acrescenta que "faz menos de dois meses que três jovens foram assassinados às mãos do Hamas e que foram denunciados os túneis assassinos e os disparos de morteiros contra o Estado de Israel, e eles [os signatários] ignoram os mortos e feridos, mostrando-se dispostos a prejudicarem a segurança dos cidadãos deste país".

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=766337&tm=7&layout=121&visual=49

Grécia - 595 empregadas de limpeza gregas: 11 meses de luta cerrada contra o governo e a Troika

595 empregadas de limpeza gregas: 11 meses de luta cerrada contra o governo e a Troika
Por Sonia Mitralias
Dispensadas em Setembro de 2013 e colocadas sob estatuto de «disponibilidade», despedidas ao fim de oito meses, e após 11 meses de um longo e amargo combate, as 595 empregadas de limpeza da função pública tornaram-se a encarnação, o símbolo, a alma e a vida da resistência contra a política de austeridade na Grécia! Estas mulheres tornaram aos poucos «sujeito político» e líderes de toda a actual resistência contra a política da Troika, ousando afrontar um inimigo tão poderoso como o governo grego, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o FMI...
E no entanto, após 11 meses de luta, após terem desafiado e tornarem-se o inimigo principal do governo e da Troika, depois de terem curto-circuitado a aplicação de medidas de austeridade, depois de uma presença mediática na cena política, as empregadas de limpeza em luta ainda não são consideradas como sujeito político pelos opositores da austeridade.

E no entanto, desde o início das medidas de austeridade infligidas pela Troika que as mulheres tomaram a rua em massa e a sua resistência parece ter uma dinâmica muito própria e rica de lições políticas.
Durante estes quatro anos de políticas de austeridade que transformaram a Grécia num amontoado de ruínas sociais, económicas e sobretudo humanas, falou-se muito pouco da vida das mulheres e certamente ainda menos das suas lutas contra o ditames da Troika. Por isso é com surpresa que a opinião pública acolhe esta luta exemplar feita inteiramente por mulheres. Mas será realmente uma surpresa?
Elas participaram em massa nas 26 greves gerais. No movimento dos indignados, elas ocuparam praças, acamparam e manifestaram-se. Elas estiveram na linha da frente na ocupação e autogestão da ERT (televisão estatal grega). Exemplares, elas eram a alma das assembleias de grevistas das administrações universitárias na educação e nas universidades contra a «disponibilidade», isto é, o despedimento após 8 meses com 75% do salário. 25 mil funcionários do Estado, na maioria mulheres, foram afectadas pelo «emagrecimento» dos serviços públicos. Elas constituem também a maioria esmagadora (95%) dos voluntários do Movimento de Solidariedade e dos dispensários autogeridos que tentam fazer face à crise sanitária e humanitária.
A participação massiva das mulheres, nos movimentos de resistência contra a destruição do Estado social pelas políticas de austeridade, não é portanto uma surpresa, não é fruto do acaso: primeiro, porque a condição das mulheres está no olho do ciclone da austeridade. A destruição do Estado social e dos serviços públicos fez explodir a sua vida: enquanto empregadas maioritárias da função pública e enquanto utilizadoras principais dos serviços públicos, as mulheres foram duplamente afectadas por todo o tipo de cortes. Elas têm pois mil razões para não aceitar a regressão histórica da sua condição feminina, que equivalerá a um verdadeiro regresso ao século XIX!
É verdade que inicialmente elas não se demarcavam como «sujeito político mulheres», partilhando as mesmas reivindicações e as mesmas formas de luta com os homens nos movimentos. Elas eram numerosas apenas.
Mas, já na luta pioneira contra a extracção de ouro na região de Skouries, em Chalkidi (norte da Grécia), opondo-se à multinacional canadiana Eldorado, as mulheres rapidamente se distinguiram pelas formas de luta e sua radicalidade. E se a imprensa e a opinião pública ignoravam a incidência da sua identidade de género na forma de lutar, a polícia não fazia o mesmo! Com efeito, a polícia anti-motim tomou como alvo particularmente as mulheres, utilizando uma repressão feroz e selectiva para aterrorizar toda a população através de ELAS, para aniquilar qualquer desobediência ou movimento de resistência. Criminalizadas, prisioneiras, elas sofreram violências humilhantes, mesmo sexuais e... específicas do seu corpo e do seu... género!
Numa segunda fase, as mulheres exprimiram-se por iniciativas e formas de luta próprias.
Tudo começou quando, para impor a parte mais dura do seu programa de austeridade e satisfazer os compromissos relativos aos seus credores, o governo tomou como alvo prioritário as mulheres de limpeza do Ministério das Finanças, da administração fiscal e das alfândegas. Remeteu-as ao estatuto de «disponibilidade» desde o final de Agosto de 2013, o que significa que ficaram a receber três quartos do seu salário de 550 euros durante oito meses, antes de serem despedidas definitivamente. O governo seguiu exactamente a mesma estratégia que em Skouries. O objectivo: atacar primeiro os mais fracos e menos susceptíveis de serem apoiados... ou seja, as empregadas de limpeza, para em seguida remeter o grosso dos empregados ao esquecimento, para chegar a despedir 25 mil funcionários públicos! E isto no momento em que os movimentos de resistência estavam já sangrados pela austeridade sem fim, atomizados, fatigados, extenuados, vulneráveis...
O governo acreditava que – com «esta categoria de trabalhadores», as mulheres pobres de «classe baixa» com salários de cerca de 500 euros, e, pensavam, pouco inteligentes (daí o slogan das mulheres de limpeza: «Nós não somos mulas, somos mulheres de limpeza») – conseguiria rapidamente esmagá-las como moscas.
O objectivo era privatizar o trabalho das empregadas de limpeza e oferecê-las de presente às empresas privadas de limpeza. Estas sociedades mafiosas, conhecidas por serem campeãs da fraude fiscal, remuneram com salários de 200 euros por mês, ou seja, 2 euros por hora, com seguro parcial, sem qualquer direito laboral, o que equivale a condições de semi-escravatura.
Estas mulheres despedidas e sacrificadas no altar da antropofagia da Troika, estas mulheres de 45 a 57 anos, muitas com famílias monoparentais, divorciadas, viúvas, endividadas, com crianças a cargo ou maridos desempregados ou familiares deficientes, encontrando-se diante da impossibilidade de obter prematuramente a sua reforma, após mais de 20 anos de trabalho, e desprovidas de qualquer possibilidade de encontrar trabalho, decidiram não se deixar ficar. E tomaram as suas vidas em mãos!
Foi assim que um punhado de mulheres decidiu agitar as rotineira formas de luta dos sindicatos tradicionais. Algumas tomaram a iniciativa de se organizar por si próprias, um núcleo de empregadas de limpeza que já tinha lutado e ganhado, dez anos antes, o direito a contratos de longa duração. Elas trabalharam como formigas, tecendo pacientemente um teia de aranha à escala do país...
E como estas servidoras do Ministério das Finanças foram mandadas para a rua e porque fazer greve no seu caso já não fazia sentido, elas decidiram fazer um muro humano com os seus corpos, na rua diante da entrada do Ministério das Finanças na Praça Sintagma em Atenas, a praça que fica diante do parlamento, o lugar mais emblemático do poder...
Não é um acaso que sejam as mulheres a fazer nascer formas luta cheias de imaginação. Desconsideradas por causa do seu sexo e classe social, marginalizadas pelos sindicatos e sem ligações às organizações tradicionais da esquerda grega, elas tiveram que fazer barulho até serem ouvidas e compreendidas, tiveram que criar uma imagem para se tornarem visíveis!
As greves passivas, as jornadas de acção efémeras e ineficazes, foram substituídas pela acção directa e colectiva. Elas apostaram na não-violência, no humor e no espectacular. Usando coroas de espinhos na cabeça, na Páscoa, com a corda ao pescoço diante da sede do partido Nova Democracia, ou com música e com danças, elas reclamam: a recontratação imediata para todas! Tudo isto é inédito na Grécia...
Elas ocupam e bloqueiam o acesso ao Ministério, e sobretudo elas perseguem os membros da Troika quando querem entrar no ministério (!) obrigando-os a fugir a correr e a usar a porta de serviço, junto com os seus guarda-costas. Elas afrontam e batem-se corpo a corpo com as unidades de polícia especial. Todos os dias, elas inventam novas acções, que são acompanhadas pelos média, e alertam toda a população: em suma, elas quebram o isolamento. E assim é que, aquilo que habitualmente é representado por estatísticas sem vida e sem alma, pelos números dos recordes do desemprego e da pobreza, eis que estas «abstracções» se humanizam, adquirem um cara, tornam-se mulheres de carne e osso, que além disso têm personalidade e vontade política próprias. Elas chamam-se Litsa, Despina, Georgia, Fotini, Dimitra… E com o seu exemplo, a sua coragem, a sua perseverança, a sua raiva de vencer, elas devolvem esperança a todas as vítimas da austeridade...
Mas atenção, as forças anti-motim brutalizam quase quotidianamente estas mulheres, para dar o exemplo, pois os patrões temem o contágio. E é toda a Grécia que assiste ao triste espectáculo destas mulheres, muitas já de idade avançada, que, dia após dia, são pisoteadas, maltratadas e feridas pelos Rambos da polícia, que poderiam ser seus filhos! E porquê? Porque a própria Troika quer abatê-las, pois são exemplo a imitar por todos os oprimidos, pois são a ponta da contestação anti-austeridade, não somente na Grécia mas em toda a Europa. Porque a sua luta pode tornar-se contagiosa...
*Sonia Mitralia é membro de «Mulheres contra a dívida e as medidas de austeridade» na Grécia.

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