CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

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Síria-Sabia disto ?


Embora não sejamos advogados de defesa de Assad, julgamento que cabe ao Povo Sírio fazer sobre os seus actos e implicações nas suas vidas. Divulgamos neste espaço um texto sobre este país mergulhado numa guerra atrós , fruto da ganância imperialista e satélites, numa busca pelo domínio das riquezas petrolíferas e zonas geoestratégicas .

"Sabia isto da Síria?
A família Assad pertence ao Islão tolerante da orientação Alawid.
As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e educação.
Na síria as mulheres não são obrigadas a usar Burca. A Xariá (lei Islâmica) é inconstitucional.
A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos.
Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social.
Noutros países árabes a população cristã não chega a 1% devido à hostilidade sofrida.
A Síria é o único país do mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar.
A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe.
Ao longo da historia houve cinco Papas de origem síria. A tolerância religiosa é única na zona.
Antes da guerra civil era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos.
A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional.
A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma descriminação social, política ou religiosa.
Bashar Al Assad tem um suporte popular extremamente elevado.
Sabia que a Síria possui uma reserva de petróleo de 2500 milhões de barris, cuja exploração está reservada a empresas estatais?
Talvez agora se consiga compreender melhor a razão de tanto interesse ....pela Síria!"
 

Manifesto - Pela Paz ! Não à agressão à Síria !

O CMA-J , tal como outras associações subscreve o Manifesto seguinte
     
Assistimos a um prolongado conflito na Síria, que tendo aparentemente surgido a partir de manifestações de insatisfação social, rapidamente foi apropriado por organizações subversivas armadas, com conexões e apoios em países e organizações estrangeiras, cuja violência evoluiu para uma guerra em larga escala, que conta já milhares de mortos e dois milhões de deslocados que sobrevivem em condições de grande carência e incerteza. A evolução desta crise trágica assenta em objetivos sombrios das potências ocidentais, lideradas pelos EUA, e pelas monarquias do Golfo Pérsico. A diversidade de objetivos ocidentais e regionais tem conjunturalmente confluído para uma aliança e partilha de meios e tarefas contra a soberania e a integridade da Síria.

A Síria é um país com uma identidade longamente consolidada, um mosaico de culturas étnicas e religiosas coexistentes no quadro de um estado unitário, secular e de grande importância para a estabilidade do Médio Oriente.

A agressão insidiosamente imposta ao povo sírio tem conduzido a enormes sacrifícios da população, mas tem sido sustida pelo patriotismo e pela férrea vontade desse povo em preservar a sua unidade e soberania.

O governo dos EUA tem persistido sem descanso na ofensiva diplomática e subversiva contra o governo sírio, para tal encorajando a intromissão e o armamento de forças «rebeldes», porém com sucesso aparentemente insuficiente face aos seus objetivos imperialistas. Afrontando o direito internacional e os princípios inscritos na Carta da ONU, ameaça agora com o ataque militar direto, a pretexto da utilização não comprovada de armas químicas, pelo governo sírio – e negada por este. As consequências e os desenvolvimentos ulteriores são imprevisíveis, mas potencialmente múltiplos e extensíveis a todo o Próximo e Médio Oriente, ou mais além.

Esse desígnio sinistro de ameaça de escalada de guerra tem merecido a ampla oposição dos povos, assim como a crítica cerrada e denúncia da parte de muitas autoridades nacionais (designadamente parlamentos), e reserva ou oposição da parte de instâncias internacionais. A hipotética boa-fé dos agressores vai-se diluindo e só os seus inconfessáveis interesses económicos e de domínio persistem inapagáveis.

Estes desaires sofridos pelos governos de países ocidentais que integram a NATO e que no passado recente não hesitaram em levar a guerra e a destruir países – na Jugoslávia, no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, no Mali, na Somália – são impostos pela opinião pública mundial e concretamente nesses mesmos países, cansada de mentiras e artificiosas campanhas de preparação de nefastas guerras e desenganada pelas suas desastrosas consequências.

O povo português - que foi envolvido em alguns desses conflitos, mas que por outro lado viveu a descolonização, incluindo a luta pela independência de Timor Leste, e que partilha a solidariedade com os povos ainda em luta pela independência ou que defendem a sua soberania - encontra-se entre aqueles que afirma a sua oposição à agressão à Síria e a mais esta ameaça de escalada de guerra que agora pesa sobre o seu povo.

O povo português está do lado da paz e da soberania do povo sírio. Portugal, fiel aos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa tem de dizer não à agressão, e assumir no plano humanitário e diplomático a sua solidariedade atuante para com a Síria.
Setembro de 2013

Fim à Agressão imperialista à Síria ! Participa nos desfiles amanhã em Lisboa e no Porto !

 
Passamos a divulgar  e a apelar à participação de todos nos desfiles agendados para amanhã em Lisboa e no Porto a dondenar a agressão sobre a Síria
 
"A ameaça de guerra directa dos EUA à Síria parece ter sido momentaneamente afastada. Para tal contribui a determinação e resistência do povo sírio face à agressão estrangeira; o papel da Rússia e da China em defesa dos princípios da Carta da ONU; o relativo isolamento dos EUA face à sua intenção de praticar um autêntico acto de terrorismo de Estado; e uma opinião pública que não se deixou manipular pela gigantesca e desumana operação com que os EUA pretenderam «justificar» mais uma guerra de agressão contra um Estado que persiste em afirmar a sua soberania e independência.

No entanto, a guerra contra a Síria e a preparação dos pretextos para a intensificar continuam. Os EUA e os seus aliados reforçam o seu apoio aos grupos mercenários e terroristas que actuam na Síria, perpetrando todo o género de crimes e procurando semear a divisão étnica e do país. As consequências para o povo sírio são dramáticas, dezenas de milhares de mortos e milhões de refugiados, a destruição do seu país.

Às forças e a todos os amantes da paz coloca-se a necessidade de agir em prol do fim da guerra, da morte e da destruição. As forças da paz têm razões acrescidas para fazer ouvir a sua voz e expressar:

- A exigência do fim da agressão contra a Síria e das acções de desestabilização deste país, promovidas por potências estrangeiras;

- O apelo ao diálogo, à negociação e à diplomacia para uma solução pacífica dos conflitos na região, no respeito dos princípios da Carta das Nações Unidas;

- A exigência de uma investigação completa, não só dos ataques com armas químicas, como também de outros crimes ocorridos neste conflito, e a punição dos seus responsáveis;

- A criação de um Médio Oriente livre de armas de destruição massiva, incluindo as armas nucleares;

- A exigência de que o Governo português, em consonância com a Constituição da República Portuguesa, condene a agressão ao povo sírio e rejeite a participação de Portugal, de forma directa ou indirecta, nessa agressão."

Que as forças da paz façam ouvir a sua voz!

Pela paz! Não à agressão à Síria!

Participa:

LISBOA - 19 de Setembro - 18h00 - Desfile com início junto aos Armazéns do Chiado até o Largo Camões

PORTO - 20 de Setembro - 17h30 - Praça da Liberdade - junto à igreja dos Congregados



A agressão imperialista à Síria está apenas adiada


Ataque de Israel à Síria, a verdadeira face da agressão contra o povo sírio












Divulgamos o comunicado do CPPC, posição com a qual nos identificamos, no repúdio das provocações sionistas contra os povos do médio oriente






 
"O Conselho Português para a Paz e Cooperação condena veementemente os ataques do exército israelita à Síria, que constituem uma inaceitável agressão à soberania e ao povo sírio, uma flagrante violação do direito internacional e o mais completo desrespeito pelos princípios da Carta da Nações Unidas.
Esta nova agressão de Israel à Síria vem mostrar que o que está efectivamente a acontecer na Síria é uma guerra de agressão instigada, fomentada e apoiada do exterior, nomeadamente pelos EUA, a França, a Grã-Bretanha ou a Alemanha, e os seus aliados na região, como Israel, a Turquia, a Jordânia e as ditaduras do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita ou o Qatar.
Estes ataques vêm ainda mostrar o desespero daqueles que, confrontados com o facto da táctica de desestabilização da Síria – fomentando a dissensão interna e armando os grupos terroristas que atacam este país – não estar a atingir o objectivo de derrubar o Governo sírio, procuram, agora, através da provocadora agressão militar directa, escalar o conflito para justificar uma intervenção militar estrangeira de grande escala.
O ataque de Israel contra a Síria confirma que Israel é um foco permanente de guerra, agressão e ocupação contra todos os povos da região. Israel comporta-se como o instrumento e principal aliado da estratégia de tensão e guerra dos EUA no Médio Oriente. Israel viola da forma mais ostensiva os direitos dos povos do Médio Oriente, com a ilegal ocupação da Palestina, de territórios da Síria (os Montes Golã) e do Líbano (as Quintas de Shebaa) e as sucessivas agressões contra os países, como o Líbano, o Iraque e agora a Síria.
O apoio que a Administração Obama deu a estes ataques de Israel à Síria desmascara a farsa que é a política externa dos EUA, quando afirma defender o direito internacional e os direitos humanos.
A grave evolução da situação no Médio Oriente tem demonstrado ter nos EUA a sua principal força desestabilizadora, que tem o plano de reconfigurar e recolonizar toda uma região – que denomina por "Grande Médio Oriente" – a fim de explorar os seus recursos. Todos os países que resistem às intenções de domínio dos EUA na região são alvo de agressões que visam a debilitação ou, mesmo, a fragmentação dos seus Estados, como aconteceu com o Iraque e a Líbia ou acontece, agora, com a Síria, sem esquecer as sanções e ameaças contra o Irão.
Tendo presente o sofrimento já infligido aos povos do Médio Oriente e alertando para os riscos imprevisíveis de uma escalada do conflito na Síria, o Conselho Português para a Paz e Cooperação:
- Exige o fim da agressão externa à Síria;
- Exige o fim das acções de ingerência, da militarização do conflito e do boicote a qualquer esforço e tentativa de solução negociada e política do conflito na Síria, pelas potências ocidentais e seus aliados na região;
- Exige o fim das sanções contra a Síria, cujas primeiras vítimas são a sua população;
- Exige do Governo português, em consonância com a Constituição da República Portuguesa, a clara condenação dos ataques de Israel à Síria;
- Apela, no espírito e respeito da Carta das Nações Unidas, ao diálogo, à negociação e à diplomacia para a resolução pacífica dos conflitos na região;
- Considera que todos os povos, incluindo o da Síria, têm o direito a viver em paz e em democracia e a determinar o seu presente e futuro, livre de quaisquer ingerências e de acordo com as suas decisões soberanas."

Repudiemos o ataque de Israel à Síria


Mais uma provocação de Israel à Síria suscitou o comunicado seguinte do CPPC que passamos a divulgar .

O CPPC não pode deixar de qualificar como  absolutamente condenável o bombardeamento levado a cabo dia 30 de Janeiro pela força aérea israelita contra a Síria.

Mais uma vez, Israel viola e mostra profundo desrespeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e actua criminosamente em desrespeito pelo direito internacional.

Esta actuação de Israel agrava e alarga ainda mais o conflito sírio, com todos os riscos que este representa para toda a região, em primeiro lugar para o já martirizado povo sírio.

Este ataque demonstra, uma vez mais, que este conflito é gerado e alimentado por interesses e potências exteriores – à revelia do governo legítimo e das forças sociais e políticas sírias – que com financiamento, equipamento, e orquestrada cobertura diplomática e mediática, são responsáveis pela actuação quotidiana das denominadas
“forças da oposição”, sobre as quais todos os dias surgem evidência de responsabilidade de massacres de civis e inúmeros outros crimes
inumanos.

Cabe ainda denunciar que Israel ocupa ilegalmente, e em flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional, território da Síria, designadamente os Montes Golã.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação:

- Exige o fim da agressão externa à Síria;
-Condena as acções de intromissão e boicote de potências estrangeiras paradesestabilizar esse país;
- Exige o fim das sanções contra a Síria, cujas primeiras vítimas são as populações de todas as etnias e credos;
- Apela, no espírito e respeito da Carta das Nações Unidas, ao diálogo, à negociação e à diplomacia para a resolução pacífica dos conflitos na região;
- Considera que todos os povos, incluindo o da Síria, têm o direito a viver em paz e em democracia, de acordo com as suas decisões soberanas.

 

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