CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

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Relatório do Senado dos EUA diz que a CIA tortuta detidos até à morte



por LusaOntem
A Agência de Informações norte-americana (CIA) torturou suspeitos de pertencerem à rede terrorista Al-Qaida "até ao ponto da morte", afogando-os em banheiras, noticia o Daily Telegraph, antecipando um relatório do senado norte-americano sobre técnicas de interrogatório.
O jornal cita uma fonte dos serviços de segurança, que diz que a tortura de pelo menos dois suspeitos, incluindo o alegado cabecilha dos ataques do 11 de setembro, Khalid Sheikh Mohammed, foi muito além do 'waterboarding' admitido pela CIA, que consiste em simular um afogamento despejando água pela cabeça do inquirido.
"Eles não estavam apenas a despejar água pela cabeça ou através de um pano", lê-se na citação que o Daily Telegraph atribui à fonte dos serviços de segurança". Eles estavam a segurá-lo debaixo de água até ao ponto da morte, com um médico presente para garantir que não iam longe demais".
De acordo com outra fonte, o relatório do senado norte-americano baseado numa análise de documentos classificados irá "chocar profundamente" o público devido à extrema natureza gráfica das técnicas de interrogatório extremas usadas pela CIA.

Presença da Associação Portuguesa para a Prevenção da Tortura (APPT) no Parlamento


 
"No próximo dia 28 de Maio às 11h45 na AR, a APPT será recebida não por quaisquer das Senhoras a quem foi dirigido o pedido (Senhora Presidente da Assembleia da República e Senhora Ministra da Justiça) mas por alguém da 1.ª Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias presidida pelo Deputado Fernando Negrão.
A APPT e outras pessoas e entidades empenhadas em assuntos prisionais, incluindo a ACED, procuram organizar esforços no sentido de dar conteúdo e capacidade de intervenção ao processo de implementação dos normativos a desenvolver a partir da ratificação por parte do Estado português do Protocolo Adicional da Convenção da Tortura. Cujo primeiro acto público foi a indigitação da Provedoria de Justiça como sede da Entidade Nacional para a Prevenção da Tortura.
A Provedoria de Justiça, pela sua actuação passada e presente, expôs-se a merecer uma conotação de proximidade com o poder do Estado e insensibilidade às questões da tortura - a que jamais fez referência pública (será que existe tortura em Portugal?). Foi o Conselho da Europa, através do mais recente relatório do Comité de Prevenção da Tortura, referente a 2012 e publicado este ano, a vir dizer que quase nunca as autoridades portuguesas conseguem determinar os factos quando ocorrem fortes indícios de existência de maus-tratos, tratamentos degradantes ou torturas – embora haja notícias de perseguições policiais e judiciais contra quem denuncia torturas, a começar pelas vítimas. Por outro lado, em audiência com o actual Provedor de Justiça soubemos que ele se dispunha (à data) a fazer o trabalho de prevenção da tortura sem custos e fazendo, portanto, o mesmo que tem vindo a fazer - pois nunca lhe faltou competência estatutária para cumprir essa missão, caso entendesse dever fazê-la. Tendo ficado inclusivamente claro que, por vontade do actual titular, nenhuma acção da sociedade civil seria admitida nesse quadro, a não ser o concurso à participação de um conselho para produção de conversa sobre o assunto.
Dados os factos, é nossa preocupação estar-se a encenar um processo político de esterilização do Protocolo Adicional da Convenção da Prevenção Contra a Tortura da ONU, em Portugal. Como se sabe, o estado português, judicial e executivo, especializou-se em desenvolver, ao mesmo tempo, uma vergonhosa e escandalosa impunidade para os poderosos e uma dureza discriminatória, mesmo sem justificação, contra os mais fracos.
Esperamos que a APPT saia do Parlamento com alguma esperança concreta de não ser mais do mesmo que esteja a ocorrer.
A ACED apoia e apoiará as iniciativas da APPT no sentido de fazer vingar o espírito do compromisso internacional que Portugal subscreveu e ratificou de se esforçar para evitar a tortura. "

Galiza - Tortura e repressão policiais intensificam-se contra os presos dos movimentos sociais

A partir do Diário da Liberdade denunciamos as acções de tortura e repressão das polícias
 
 
Galiza - Diário Liberdade - Pessoas presas e movimentos sociais som os coletivos que denunciam mais brutalidades policiais e de funcionariado do estado. Mortes em prisom sob estranhas circunstáncias tampouco som convenientemente explicadas.

O número de pessoas que denunciárom torturas ou maus-tratos por parte de membros das administraçons públicas na Galiza mantivo-se constante em 2012 segundo os dados da Coordenadora Estatal para a Prevençom da Tortura, publicados no seu relatório anual (acessível aqui, em espanhol) de maio de 2013, que compreende informaçons do ano passado.
Apesar de que a elaboraçom do relatório foi muito restritiva nas fontes e subsidiada a umha máxima certeza sobre os factos ocorridos (isso é: o número de pessoas afetadas realmente será necessariamente muitíssimo maior do que se recolhe no relatório) registárom-se os casos de 31 pessoas que denunciárom torturas ou maus tratos policiais ou de 'servidores' públicos na Galiza, em 24 contextos diferentes. Isso supom 1.14 em cada 100.000 galegas e galegos ao longo de 2012.
Embora o dado supom um leve decrescimento a respeito de 2011 (ano em que houvo um ratio de 1.28 afetados/as em cada 100.000 habitantes), é de extrema gravidade, nom só por quanto se trata de abusos exercidos por elementos legitimados polo estado burguês para o exercício da violência, mas também porque os dados reais som muito maiores que os que recolhe o relatório.
Do outro lado, a Coordenadora destaca que as novas tecnologias (telemóveis com cámera e internet) tenhem ajudado a documentar em 2012 situaçons que, doutra forma, teriam ficado desconhecidas. Provavelmente como consequência disso, a polícia espanhola parece embarcada numha espécie de 'cruzada' contra o jornalismo, tendo agredido 53 jornalistas no conjunto do Estado em 2012, um deles na Galiza, em Vigo.
 
Dados muito minorizados
A Coordenadora e a própria lógica indicam que os dados reais som muitíssimo piores do que o recolhido no relatório. Segundo indica a Coordenadora, existe umha forte tendência das pessoas afetadas a nom denunciar, por medo a repressalias policiais, entre outras circunstáncias que reduzem fortemente as estatísticas. Há, ainda, denúncias que nom se recolhem no relatório por diferentes motivos (petiçom expressa das pessoas afetadas, dados nom suficientemente contrastados, etc. ...).
Portanto, o número é, presumivelmente, umha pequena minoria de todas as situaçons de torturas e tratos crueis e desumanos que a cada dia se perpetram polas forças policiais e do Estado espanhol no nosso país.
 
Casos registados na Galiza
Pessoas presas e movimentos sociais fôrom os que mais denunciárom. Polícia espanhola e funcionariado de prisons, polo seu lado, fôrom os mais denunciados. Umha estatística especialmente truculenta é a de mortes em prisom sob circunstáncias pouco claras, que também se recolhe no relatório da coordenadora.
A maior parte das denúncias que na Galiza há sobre este tipo de atuaçons das forças repressivas correspondem a pessoas presas. O segundo grupo mais numeroso é o dos movimentos sociais. Na tabela a seguir relaciona-se o contexto das denúncias veiculadas pola Coordenadora:

quadrosituaçons

Já por corpo repressivo, os mais acusados de torturas e maus tratos é o de funcionariado de prisons; muito perto da polícia espanhola (Cuerpo Nacional de Policía, CNP), como se verifica nesta tabela:

quadrocorpos

Os 24 casos denunciados e recolhidos pola Coordenadora na Galiza -lembremos que supom, com certeza, apenas umha pequena parte- som os que se indicam a seguir, e incluem gravíssimas lessons (mesmo com risco de morte), torturas e toda classe de comportamentos fascistas:
Vigo, 10/03/2012
D.V.V., denunciou ter sido agredido por agentes da Polícia Espanhol (CNP) quando, logo de observar como os agentes davam umha surra a um joven saaraui, se achegou para perguntar polo motivo dessa agressom. Foi respondido a cacetaços, sendo derrubado e recebendo pontapés na cabeça. A seguir, foi detido e acusado de atentado a agentes da autoridade.
Cadeia da Lama (Terra de Montes), 23/03/2012
J.J.N.R., denunciou agressons do funcionariado da prisom da Lama, quando convalecia de um grave episódio de convulsons epilépticas. Segundo o afetado, funcionários registárom a sua cela deitando no cham e rompendo os seus pertences, após o qual foi golpeado repetidamente. Já deslocado para umha cela de isolamento, terá sido obrigado a espir-se e fazer flexons. Finalmente, umha médica ordenou o translado do preso para receber cuidados médicos. Ademais, foi punido com 15 dias de isolamento.
Cadeia da Lama (Terra de Montes), 26/03/2012
R.F.P. denunciou maus tratos durante o seu internamento na prisom, apenas três dias após um doente de epilépsia ter alegadamente sofrido umha bruta agressom. Com umha doença que lhe figera perder 20 kg em três meses e sob tratamento médico por um transtorno psíquico, o denunciante foi isolado e se lhe retirou toda a medicaçom que necessitava. A razom? Um incidente leve com um outro preso.
Cadeia da Lama (Terra de Montes), 27/03/2012
Segundo as denúncias recebidas, o final de março foi muito intenso e especial para o funcionariado da Lama. Assim, R.A.B. denunciou haber sido agredido por varios funcionarios do centro de reclussom. Recebeu pontos na celha esquerda e sofreu outras lesons no corpo. Na sua denúncia perante o tribunal de primeira instáncia, o afectado diz que foi amarrado à cama e, nessa posiçom, golpeado nos pés e no estómago. Após 15 horas assim, ingressou numha cela de isolamento sem qualquer reconhecimento médico prévio.
 
 
Ferrol (Trasancos), Greve  Geral de 29/03/2012
J.J.C., de 63 anos, denuncou agressons de dous agentes da Polícia Municipal ferrolana na madrugada do dia da Greve Geral de 29M. No seu regresso a casa com outros dous sindicalistas, J.J.C. assegura que foi abordado por um policial que o deitou no cham e lhe provocou lesons em pulso e costelas, como consequência do qual precisou atendimento médico. Os acusados digérom que as lesons acontecérom quando o homem "se esbarrou num buraco e caiu".
Vigo, Greve Geral de 29/03/2012
B.R.F., repórter gráfico dum sindicato, denunciou ser agredido e detido por quatro agentes do Corpo de Polícia do país vizinho enquanto informava sobre a Greve Geral de 29M. Tomava imagens de um piquete quando os agressores o empurrárom e agredírom, após tentar escondé-lo atrás do carro policial e enquanto o jornalista tentava proteger a sua cámera. Acusado de desobediência e resistência, os elementos repressores estám a ser investigados pola justiça em relaçom a um possível delito de detençom ilegal e lesons.
Cadeia de Teixeiro (Marinhas), 08/05/2012
F.J.F.C. denuncia ter sido agredido por funcionariado dessa prisom. Segundo a denúncia apresentada polo EsCULcA, o afetado recebeu a ordem de entrar na sua cela quando se dirigia ao pátio. Obedecendo imediatamente, perguntou o porquê da ordem, recebendo como resposta que "ele próprio tinha decidido nom ir ao pátio". Perante as suas queixas, F.J.F.C recebeu um "me tiene usted hasta los huevos" e foi ameaçado: "se nom lhe queda claro, vou e lhe explico doutra forma".
Dado que na hora da ceia o preso foi proibido de realizar a chamada telefónica a que tem direito, começou umha greve de fame e tentou entregar as reclamaçons correspondentes. Mas o funcionário negou-se a recolhé-las e ordenou deixar o preso só e encerrado já que "vamos a entrar a por él", após o qual foi espido e agredido por três funcionários em rosto, pernas, etc. .... A surra só se detivo quando os protestos dos presos nas celas vizinhas elevárom o tom até bater nas portas. Em resposta a isso, o funcionário que conduziu a agressom contra F.J.F.C. também agrediu a pessoa da cela vizinha, G.W.M.
A seguir, um outro preso solicitou presença médica para socorrer F.J.F.C., dado que este nom respondia o que se lhe dizia. Novamente, aparecérom os três funcionários e, noutra galeria, batérom novamente e ameaçárom de morte a vítima da terrível agressom.
Quando, mais tarde, aparece umha médica só lhe pergunta como esta e lhe dá duas pílulas, sem nem sequer reconhecer fisicamente o recluso.
Cadeia de Teixeiro (Marinhas), 26/05/2012
R.A.V. denunciou agressons de quatro funcionários da cadeia, como resposta aos seus gritos no refeitório denunciando que alguém lhe roubara um pacote de tabaco. Nesse momento, três funcionários levárom-no a ele e mais o seu irmao A.A.V. -com quem R.A.V. estava sentado- para a zona de segurança. A.A.V. sofreu sangrado como consequência dos golpes recebidos de três funcionários em cara e cabeça. Também R.A.V. recebeu vários socos, perantes os quais tentou defender-se. Os funcionários deitárom-no no cham e dérom-lhe vários pontapés, antes de algemá-lo e levá-lo a sala de enfermagem a receber curas. Após isso, foi isolado e novamente agredido, relata R.A.V., com socos e pontapés polo corpo todo, situaçom que se repetiu no dia seguinte. Apesar disso, os serviços médicos só lhe subministrárom umha injeçom de Voltaren e digérom que padecia insónio.
13 dias depois o abdome de R.A.V. estava fortemente inflamado e sofria intensas dores. Após perder a consciência em duas ocasions, os funcionários do C.P. de Teixeiro o levam para atendimento médico. A vítima é submetida a umha cirurgia de urgência ao ter o baço roto polos golpes recebidos dias antes, além de vários ossos.
Cadeia de Teixeiro (Marinhas), 02/06/2012
F.J.F.C. denunciou ter sido agredido por funcionariado do Centro. A sua advogada foi impedida por funcionariado de prisons de aceder à documentaçom relativa à agressom e a sançom que, posteriormente, lhe foi imposta a F.J.F.C. Apesar de ter denunciado o caso, o tribunal de Betanços nº1 arquivou a demanda sem iniciar qualquer pesquisa.
Ferrol (Trasancos), 05/06/2012
Segundo a vítima, A.C., relatou na altura ao Diário Liberdade (numha entrevista que podes ler aqui), "todo começou quando eu fazia umha consulta bibliográfica num dos computadores da sala de leitura e umha segurança privada se aproximou para me reclamar que deixasse de navegar na internet". As explicaçons do usuário, indicando que estava a procurar umha obra no catálogo de publicaçons da Biblioteca, nom servírom para que a segurança mudasse a sua atitude, exigindo com maus modos que o vizinho abandonasse o lugar. A negativa de Alexandre a ir embora originou umha imediata chamada à Polícia Municipal: "Em poucos minutos -conta-nos Alexandre-, dous elementos da Polícia local acedêrom ao local, dirigindo-se a mim com umha agressividade inusitada". "Eu identifiquei-me imediatamente, o que eles nom figérom, e em seguida vim que me encontrava seriamente ameaçado. Sentim verdadeiro medo e dixem-lhes repetidamente que, por favor, nom me agredissem". Entre ameaças e com atitude "de porteiro de discoteca" (sic), os dous guardas municipais agarrárom o vizinho e um deles deu-lhe umha forte bofetada no rosto, levando-o aos empurrons até a porta da saída, onde foi expulso à rua.
Vigo, 13/08/2012
A agressom a R.E., fotógrafo do Diario de Pontevedra, por policiais espanhóis foi recolhida por meios de comunicaçom, que se encontravam -tal como a vítima- no aeroporto de Peinador (Vigo) no aguardo de desportistas que participaram nos Jogos Olímpicos de Londres. Foi violentamente detido por quatro agentes, e logo deslocado numha carrinha para a esquadra policial. O procurador pede para R.E. três anos de prisom por umha imaginária cabeçada a um polícia, apesar de numerossíssimas testemunhas se oferecerem para desmentir a acusaçom. Umha outra pessoa que reprendeu a violência policial recebeu umha sançom de 600€ por 'desórdenes graves en las vías, al recriminar a los agentes su actuación durante una detención'.
Sam Genjo (Salnês), 21/08/2012
P.C. denunciou na corte de Cambados umha agressom de agentes da polícia municipal de Sam Genjo. Esta teria acontecido quando os policiais exigírom a retirada de equipamento para a venda de comida nas festas locais. P.C. contestou indicando que tinha o equipamento corretamente colocado na via pública, recebendo gritos dos agentes e sendo apanhado do pescoço, o que lhe dificultou a respiraçom. A seguir, foi golpeado e insultado no veículo policial que o levou para a esquadra. Foi diagnosticado de um entorse cervical, lesons nos pulsos e vários golpes aranhons.
Vigo (e Madrid, Castela), 15/09/2012
X.R.O., denunciou na Audiência Nacional (AN) espanhola agressons, ameaças e pressons de agentes da Guarda Civil durante a sua detençom. O relatório forense da própria AN (que dirigia a operaçom contra X.R.O.) e os da Guarda Civil (os supostos agressores) fôrom suficiente para o juíz Velasco rejeitar a denúncia do detido.
Ferrol (Trasancos), 04/10/2013
Tal e como recolheu este meio no seu dia, a inauguraçom da campanha eleitoral do Partido Popular nom foi possível em Ferrol, onde a plana maior da formaçom direitista tivo que fechar-se num hotel central custodiado por um grupo de polícias de choque espanhóis. Centenas de trabalhadores e trabalhadoras do setor naval trasanquês e de umha empresa de Narom em conflito laboral impedírom o espetáculo previsto. Umha forte carga policial deixou cinco pessoas feridas e acabou com a detençom e agressom a um dos dous secretários-comarcais da CIG em Trasancos, Xesus A. Lopes Pintos.
O sindicalista agredido participava numha concentraçom contra a política laboral do PP coincidindo com o início da campanha eleitoral. Foi assaltado e espancado por polícias espanhóis, que lhe abrírom a cabeça e o conduzírom para a esquadra de Ferrol, onde passou toda a noite antes de depor ao meio-dia de hoje nos julgados da cidade. Segundo denunciou a vítima, durante a noite estivo algemado e foi repetidamente espancado por um dos polícias, que cobria a sua mao com umha luva de coiro, batia nele e insultava-o. Quando Pintos se dirigia aos outros polícias, testemunhas das agressons, todos respondiam que nom estavam a ver nada.
Cadeia de Teixeiro (Marinhas), 15/10/2012
Duas denúncias independentes entre si (chegadas de duas pessoas diferentes) denunciárom perante o tribunal de primeira instáncia de Betanços serem testemunhas de agressons de funcionariado do CP de Teixeiro contra pessoas presas. Segundo essas denúncias, J.L.H. foi agredido com cassetetes no interior da sua cela quando pediu repetidamente tabaco. Após os factos, foi deslocado para outra prisom.
Ourense, 18/10/2012
Várias pessonas fôrom agredidas por agentes da polícia espanhola nas portas do Pavilhom dos Remédios, em Ourense, onde o ultradireitista Partido Popular celebrava o final da campanha eleitoral autonómica. Entre as pessoas manifestantes havia estudantado e pessoas afetadas polo calote das preferentes. A prática totalidade dos e das jovens fôrom golpeados, com algumhas pessoas ficando mesmo semi-inconscientes. Após a sua detençom, umha jovem recebeu atençom hospitalar apresentando lesons no pescoço.
Vigo, 29/10/2012
A gravaçom que se pode ver nesta ligaçom testemunha a denúncia da pessoa atacada por agentes de distúrbios dos corpos policiais espanhóis. O ataque aconteceu nas redondezas do estadio de futebol de Balaidos, quando a vítima gravava imagens do lugar. Três policiais atacárom, tal e como se pode ver no vídeo, o homem que usava o seu telemóvel para gravar o acontecido. Numha demonstraçom de qual o seu nível inteletual, os policiais nom apagárom as imagens que provam a agressom.
Compostela, Greve Geral de 14/11/2012
V.M.S. de 60 anos, fue agredido por um polícia espanhol quando fazia parte de um piquete de greve. O agente assegurou fortemente a vítima do braço e, perante a sua disconformidade, deu-lhe três pontapés.
 
Mortes em prisom sob estranhas circunstáncias
A Coordenadora Estatal para a Prevençom da Tortura tivo conhecimento de seis mortes em cadeias na Galiza em 2012. As fontes do sistema repressivo espanhol decretárom com causa da morte suicídio por enforcamento para duas delas (esse pretexto tem sido utilizado noutras ocasions para ocultar mortes por negligência ou mesmo por assassinato), umha delas menor de idade. Noutro dos casos, as fontes oficiais dizem que foi por overdose.
Outros dous dos presos falecidos sofriam doenças. Um dos casos, o de umha pessoa epiléptica, está sob investigaçom do sistema judiciário. No outro caso, J.C. permaneceu por quatro dias com mal-estar mas sem atençom médica. A atençom nom chegou a tempo para salvar a sua vida, e faleceu a 29/12 no CP de Teixeiro.
Mas sem dúvida, o caso mais suspeitoso é o de J.A.F.O., quem perdeu a sua vida apenas duas horas depois de ingressar na prisom de Bonge, na comarca de Lugo. 
 
Entidades galegas na Coordenadora Estatal para a Prevençom da Tortura
A Coordenadora elaborou o seu relatório em base às informaçons fornecidas polas entidades que a conformam em cada naçom sob administraçom espanhola. No caso galego, as entidades que pertencem à coordenadora som:
  • Asociación Concepción Arenal
  • Comité Anti-Sida de Lugo
  • Esculca - Observatorio para a Defensa dos Direitos e Liberdades
  • Federación de Asociacións de Loita contra a Droga
  • Movemento polos Dereitos Civis
  • PreSOS Galiza
  • Xustiza e Sociedade.
Fotos do Diário Liberdade - 1. Dia da Pátria 2011: Polícia espanhola persegue manifestantes em Compostela; 2. Dia da Pátria 2012: Polícia espanhola coloca aparelho desmesurado para criminalizar manifestaçom pacífica; 3. Alexandre Carredéguas denunciou ser agredido pola polícia municipal ferrolana durante a sua visita a umha biblioteca pública.
 

Conferênci​a «Issues and Challenges in the European Prison Context»


Greve de fome para não ir para a cadeia de Monsanto


Nota da ACED, que passamos a divulgar

Jaime Gimenez Arbe ficou conhecido por ter declarado à comunicação social que a cadeia de Monsanto era o Guantanamo português. Está desde 26 de Março em Madrid, na prisão de alta segurança do Soto. Começou dia 2 de Abril uma greve de fome para manifestar a sua oposição à transferência planeada pelas autoridades espanholas para Portugal.
 
À família declarou preferir morrer a ter de voltar a Portugal.
 
Foi este o relato que nos chegou à ACED. Não há neste relato nenhum facto alegado. Talvez porque “como toda a gentes sabe”, para citar um acórdão recentemente tornado público a respeito do encobrimento de actos de tortura por parte da polícia portuguesa, tais alegações são sistematicamente desvalorizadas.
 
Em todo o caso a ACED sente ser sua obrigação informar as autoridades responsáveis pelo combate à tortura deste episódio, que certamente terá sequelas. É obrigação assumida internacionalmente pela livre vontade do Estado português assegurar que a tortura não é praticada impunemente pelos seus funcionários. Este caso é mais uma oportunidade para mostrar o empenhamento do Estado neste seu compromisso formal.
 

Rafaelle Cifrone cumpre 25 dias de greve da fome

 
Comunicado divulgado pela agência lusa
"Um recluso do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, está em greve de fome há 24 dias, tendo perdido 21 quilos, por entender que foi preso injustamente e querer a repetição do julgamento, disse o seu advogado.

O recluso italiano chama-se Rafaelle Cifrone, tem 39 anos e está detido por tráfico de droga. O caso remonta a novembro de 2008, quando foi detido numa operação da Polícia Judiciária para desmantelar uma rede que traficava haxixe entre Marrocos e Portugal.

Em declarações à agência Lusa, um dos advogados que representa Rafaelle Cifrone adiantou que o recluso está em greve de fome desde 20 de fevereiro, ingerindo apenas água, o que lhe provocou já a perda de 21 quilos.

«A greve de fome tem a ver com a violação dos direitos enquanto recluso e com a questão do processo porque não aceita que o processo não seja revisto», adiantou Victor Gaspar, acrescentando que se Cifrone mantiver a greve, pode correr risco de vida.

Segundo o advogado, Cifrone garante que nunca teve qualquer relação com o grupo criminoso e que simplesmente estava no local errado à hora errada.

A Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou à Lusa que o recluso está em greve de fome, mas aponta que os «motivos alegados são alheios à sua situação prisional e à atuação» daquele organismo, já que este reclama inocência.

«O recluso está a ser objeto do acompanhamento clínico previsto na lei, sendo a sua situação clínica considerada normal para quem se encontra em greve de fome», indica a DGRSP.

De acordo com o advogado, Rafaelle Cifrone sempre disse estar inocente, entendendo, por isso, ter sido condenado injustamente a nove anos de cadeia pelo Tribunal de Olhão, em 2010.

Depois de alguns recursos, Cifrone acaba por ver a pena confirmada, tendo a sentença transitado em julgado em dezembro de 2012.

Entre novembro de 2008 e dezembro de 2010 esteve detido preventivamente em Lisboa, passou depois para Coimbra, onde esteve até dezembro de 2012, tendo posteriormente sido transferido para o Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus.

O advogado diz que a transferência para Vale de Judeus foi feita ao «arrepio da lei» e não foram cumpridos os formalismos definidos no Código de Execução de Penas e no regulamento geral dos serviços prisionais em caso de transferência de estabelecimento prisional.

Segundo o advogado houve episódios de torturaf, física e psicológic, que ocorreram em dois momentos distintos: primeiro no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) e depois em Coimbra.

O advogado disse ainda que está a ser preparado um pedido de recurso extraordinário, com vista à repetição do julgamento."

Apelo da família de Raffaele Cifrone que teme o pior


"Raffaele Cifrone, que perdeu 21 kilos desde 20 de Fevereiro, quando começou a greve de fome contra a série de abusos judiciais e prisionais de que tem sido alvo e vítima. Esses abusos foram denunciados pelo próprio às autoridades.
Está preso 22 horas na sua cela, o que tem causado atrofia muscular que não teria ocorrido se tivesse acesso a um espaço maior por mais tempo.
A família não o consegue demover de continuar a greve de fome. Ele está determinado a libertar-se das injustiças e, sobretudo, de sentir que lhe negam a possibilidade de lutar pela justiça, pela qual se manifestou abundantemente durante todo o tempo que está preso.
A situação é conhecida das autoridades. A ACED limita-se a registar a ansiedade da família e dos amigos perante a situação aflitiva que se vive e a transmiti-la a quem de direito, para os fins que entenderem úteis."

Apelo para apoio à greve de fome de Raffaele Cifrone

Passamos a divulgar nota da ACED com Apelo para apoio à greve de fome de Raffaele Cifrone
 
 
Caras amigas e caros amigos,
A ACED organizou ontem, segunda-feira, uma conferência sobre a situação de Raffaele Cifrone, que já perdeu 17 kilos desde 20 de Fevereiro quando começou a greve de fome contra a série de abusos judiciais e prisionais de que tem sido alvo e vítima. Esses abusos foram denunciados pelo próprio às autoridades que reagem escapando às suas responsabilidades e isolando o queixoso - abusando do poder de o terem nas "suas mãos" pelo facto de estar sob ordem de prisão. Nomeadamente levando-o inopinadamente de Coimbra (onde tinha e tem o seu apoio judicial em advogado constituído) para Vale de Judeus, onde esse apoio tem mais dificuldade em realizar-se em tempo útil. Sendo que de cada vez que é transferido - no último caso, ilegitimamente e contra as legislação aplicável em vigor, argumentando castigo contra maus comportamentos que só foram relatados em resposta a pedidos de esclarecimento, sem nunca terem sido registados (e portanto, não passam de meras desculpas, para não dizer mentiras) - se verifica uma redução do dossier de saúde que o acompanha. Não se sabe o que se pretende esconder com tal subtracção, mas não se pode deixar de suspeitar que tenha alguma coisa a ver com as queixas promovidas pelo recluso sobre torturas a que terá sido submetido desde que está às ordens da justiça portuguesa.
No ano em que Portugal ratificou o Protocolo Adicional à Convenção da ONU contra a Tortura, a ACED, em nome do grevista de fome, apela a quem sinta que pode ser útil a fazer chegar às autoridades e à opinião pública o caso. Pele que pode contar com toda a vontade do seu advogado constituído, Dr Victor Gaspar 968040870, e da ACED. Por razões humanitárias, de respeito pelo Direito, em nome de uma moral renovada, onde a segurança da sociedade não seja um pretexto para o aligeiramento das responsabilidades do Estado nas torturas que são cometidas.

Para prevenção da tortura


Conferência "Prevenção Tortura"

 
"Porque há tortura nas prisões, e também em Portugal, a ONU e os estados que ratificaram a Convenção contra a Tortura e o seu Protocolo Adicional encetaram procedimentos legais no âmbito do direito internacional com vista à prevenção da tortura. A ACED, com o apoio de outras associações e com a colaboração do Museu da República e da Resistência, promove no dia 11 de Março de 2013 uma conferência sobre o assunto, trazendo ao conhecimento do público alguns casos, com especial ênfase para as queixas produzidas por um cidadão italiano, com a presença do respectivo advogado, que o representará."
 
 

Em Portugal estuda-se a criminalização da denúncia da tortura

Dois colaboradores da ACED têm audiência de julgamento marcada para 6 de fevereiro de 2012, em Faro, acusados de difamação e lesão da honra de um polícia acusado de tortura por uma pessoa presa, a quem a ACED deu voz pública, como sempre faz, por ser esse o seu desígnio principal.

O Ministério Público e a PJ são conhecidos no meio prisional pela sua incapacidade de investigação de casos de crimes graves, em geral, e tortura em particular. O que é reconhecido por alguns procuradores envolvidos nessas investigações. No caso concreto de que trata o processo acima citado, não só a tortura foi reconhecida por acórdão judicial como o polícia alegadamente difamado foi condenado por mentir ao tribunal e assim obstruir a justiça. No mesmo tribunal de Faro. No que terá sido bem sucedido, já que ninguém terá sido identificado como autor dos actos de tortura reconhecidos.


A vítima confirmou ao tribunal o rigor da transcrição da sua declaração que a ACED divulgou. Mas, pelos vistos, a verdade pode ser ofensiva da honra de agentes do Estado envolvidos em crimes que deveriam perseguir mas com que, na prática, colaboram.
Ler mais em http://home.iscte-iul.pt/~apad/ACED/


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A. I. pede a governos de África para que prendam Bush


A Amnistia Internacional pediu à Zâmbia, Tanzânia e Etiópia para que prendam George W. Bush durante a visita que este ex presidente dos E.U.A. está a fazer a estes países .

Bush enquanto presidente dos Estados Unidos ordenou várias guerras, casos do Iraque e Afeganistão o que originou a morte de largas centenas de milhar de pessoas, milhões de refugiados e devastação destes países .

Foi no "reinado" de Bush que foram ativadas prisões cujo objetivo era retirar informação aos prisioneiros através de torturas mostruosas para fornecer aos seus exércitos de ocupação. Estas prisões foram erigidas em países aliados da potência americana .

Foi ainda na governação de Bush que foi aberta a prisão de Guantanamo, que ainda permanece ativa com algumas centenas de presos pese embora as promessas eleitorais do atual presidente americano .

Relatório denuncia tortura em Espanha

O Estado espanhol tem reagido mal às recomendações do Alto Comissário da ONU para a prevenção da tortura e às denúncias da Amnistia Internacional. As provas de tortura acumulam-se sem consequências a nível de condenação e de prevenção .

Relatório

26 de mayo de 2006

Casi seiscientas personas sufrieron tortura o malos tratos en España durante 2005 por parte de los cuerpos policiales, funcionarios de prisiones o empleados de centros de menores. El dato lo ha ofrecido la Coordinadora para la Prevención de la Tortura que ha presentado hoy en Sevilla su informe anual.

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1. Denúncia de torturas na primeira pessoa no Centro Penitenciario de Nanclares de la Oca (Vitoria) AQUI

2. Comunicação sobre Tortura em Espanha ao Congresso Penitenciário Internacional (30 Março 2006 em Barcelona) AQUI (English version)

3. Dia 21 de Abril de 2002 recebemos a seguinte mensagem:

"Ayer se informaba de la muerte de Pedro cuando era detenido por dos agentes de la Policía Municipal en Sevilla... Hoy le toca el turno a Murcia. !Otra vez Murcia!

Hace unos días otras personas morían en Tomares (Sevilla, 14-1-06), Cieza (Murcia, 16-1-06), Villarrobledo (Albacete, 17-1-06), Coslada (Madrid, 27-1-06), Mataró (Barcelona, 5-2-06), Marbella (Málaga, 6-2-06), Novelda (Valencia, 16-3-06), Sevilla (7-4-11) cuando iban a ser detenidas o se encontraban en calabozos policiales o de la Guardia Civil.

La situación es pero en las prisiones: En lo que va de año han muerto personas en Zuera (Zaragoza, 23-1-06), Monterroso (Lugo, 27-1-06), Cuenca (27-2-06), Aranjuez (Madrid, 2-3-06), Nanclares de la Oca (Älava, 10 de marzo), A Lama (Pontevedra, 18-3-06), Nanclares (Álava, 20-3-06), Zuera (Zaragoza, 27-3-06), Albolote (Granada, 1-4-06), Puerto de Santa María II (Cádiz, 14-3-06), Puerto de Santa María II (Cádiz, 15-3-06) ,...

Eso solo en el presente año y solo son los que conocemos (http://www.nodo50.org/tortura) ¿cuantas muertes bajo custodia se han producido? Al menos estas 19 muertes ¿Cuándo, quien y cómo podrá fin a esta situación?"

Notícia via ACED

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