CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Contra a nomeação de Israel para presidir à Comissão da Assembleia Geral da ONU


Comunicado do MPPM (Movimento pelos Direitos do povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente)

Israel acaba de ser nomeado para presidir à Sexta Comissão da Assembleia Geral da ONU pelo Grupo dos Estados da Europa Ocidental e Outros, integrado actualmente (além de um observador, os EUA) por 28 Estados, entre os quais se incluem Portugal e — estranhamente — Israel.
A Sexta Comissão é descrita pela ONU como «o fórum principal dedicado ao exame das questões jurídicas na Assembleia Geral». Entre os assuntos em agenda para discussão na 71.a sessão, que terá início em Outubro de 2016, encontram-se questões como «Medidas para eliminar o terrorismo internacional», «O primado do direito aos níveis nacionais e internacionais» e «Responsabilidade dos Estados por actos internacionalmente impróprios». Trata-se de temas que Israel conhece bem, mas perversamente, pelo lado da prática do terrorismo de Estado contra o povo palestino e outros países da região, pelo lado da violação do direito internacional, pelo lado do desrespeito pelas resoluções da ONU.
Israel, impedido de aderir ao Grupo Asiático devido à oposição dos países árabes, é membro permanente do GEEOO desde 2004. Em 2014 Israel tinha já sido nomeado por este bloco regional para presidir à Quarta Comissão da AG da ONU, dedicada à descolonização, o que só por si constituía um insulto às decisões e afirmações da ONU relativamente à erradicação do colonialismo, já que Israel exerce ele próprio um colonialismo de povoamento no território da Palestina e viola persistentemente os direitos nacionais do povo palestino.
É inaceitável que Israel, que continua a infringir o direito e as convenções internacionais, o direito humanitário internacional e incontáveis resoluções da ONU, seja nomeado para encabeçar uma comissão jurídica que visa promover o direito internacional e proteger direitos e liberdades humanos básicos.
Ao nomear Israel, o Grupo dos Estados da Europa Ocidental e Outros está a pôr em causa o sistema jurídico internacional e a recompensar Israel pelas suas violações flagrantes do direito internacional e pelos seus actos de violência e de punição colectiva.
Assim sendo, e tendo em conta as disposições da Constituição, nomeadamente do seu artigo 7º, ao afirmar que «Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos» e que «Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência», o MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente:
— condena esta nomeação e lamenta a participação nela de Portugal;
— exorta o governo português a retirar o apoio à nomeação de Israel pelo GEEOO;
— exorta ainda o governo português a desenvolver na ONU acções tendentes a responsabilizar Israel pelas suas persistentes violações do direito internacional e dos direitos humanos e a assegurar o reconhecimento efectivo do direito do povo palestino a um Estado viável, dentro das fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém oriental e uma solução justa para o problema dos refugiados.
Lisboa, 10 de Junho de 2016
A Direcção Nacional do MPPM

Eleições primárias americanas

Os Clinton no casamento de Trump

Neste jogo o capital ganha
Por Mumia Abu-Jamal

As eleições primárias acabaram nos Estados Unidos e as eleições gerais começam de novo.
E Voila! Um bilionário enfrenta uma milionária. A batalha trump vs. Clinton, que descrevi como o sujo vs a astúcia, é um concurso entre primo e prima, porque ganhe quem ganhar, segundo o velho ditado dos jogadores, "a casa nunca perde".
Qual casa? A casa do capital.
No texto clássico do manifesto comunista, Karl Marx e Frederick Engels começam sua obra com uma cobrança extraordinária. O Estado, argumentam, é apenas um comitê para gerir os assuntos da burguesia inteira.
Ao observar a sociedade no século XIX, os autores consideram a classe política apenas como um instrumento da classe dominante-os capitalistas.
Como seriam eles a Donald Trump, um político bilionário? Ou a Hillary Clinton, uma multi-Milionária? Estariam a coçar a cabeça com espanto.
Anteriormente, a burguesia - uma elegante palavra francesa para a rica classe capitalista-comprava seus políticos, ou pelo menos os alugados.
Agora eliminaram os intermediários. Tomam o poder em seu próprio nome.
E se você acha que os bilionários ou os milionários se importam com a gente trabalhadora ou pobre, pois tenho uma ponte em Brooklyn que te quero vender-barato.
Esta é uma escolha, e ganhe quem ganhar, o capital ganha o prêmio.
Desde a nação encarcerada sou mumia Abu-Jamal.
—-©’16maj
9 de junho de 2016
Áudio gravado por noelle hanrahan: www.prisonradio.org





Quanto mais tempo se permitirá que continuem os massacres no mar?

Migrantes em protesto em 10 de Abril na fronteira encerrada de Idomeni na Grécia
(Foto: AP)
Quanto mais tempo se permitirá que continuem os massacres no mar? 30 de maio de 2016. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar.

“Esta semana foi um massacre”, disse um porta-voz da ONG Save the Children [Salvem as Crianças], depois de pelo menos 800 migrantes se terem afogado no Mediterrâneo em três dias.
As razões e responsabilidades foram múltiplas. Os barcos que os transportavam eram armadilhas de morte. Mas mesmo agora, depois de tragédia insuportável atrás de tragédia nas águas do Mediterrâneo central, as potências europeias recusam-se a iniciar uma operação sistemática de busca e salvamento. Milhares de refugiados têm sido recolhidos por barcos de ONGs, por navios de carga que passam, pela marinha italiana e por alguns outros navios militares da União Europeia [UE], mas o principal esforço ocidental continua a estar criminosamente focado na Operação Sophia, concebida e equipada para interditar e prender contrabandistas, para destruir os barcos deles e para intimidar a continuação da migração, e não para salvar as pessoas que se estão a afogar.
Se milhares de pessoas que partiram da Líbia têm sido salvas no Mediterrâneo central, é porque há tantas pessoas a tentar fazer a travessia que mesmo os esforços mais temporários e improvisados as conseguem resgatar. Estas intervenções de salvamento anémicas parecem visar salvar a legitimidade moral dos governos europeus e do Ocidente em geral. Sim, elas salvam algumas pessoas, mas não é possível deixar de se salientar que a situação existente faz com que massacre atrás de massacre no mar sejam inevitáveis. Estas mortes são o resultado de escolhas políticas. Qualquer número de afogamentos é considerado aceitável para impedir que a migração em massa ameace a ordem na Europa.
Esta indiferença pela humanidade é ainda mais demonstrada no modo como eles tratam os refugiados que sobrevivem. Seria, no mínimo, apenas um ligeiro exagero dizer que a UE transformou o governo grego num subcontratado prisional. A resistência obstinada dos refugiados que exigem ser admitidos na UE em Idomeni, na fronteira com a Bulgária, é um embaraço político para a UE. A polícia grega tem vindo a demolir com buldózeres a cidade de barracas e a levar os seus residentes para abrigos temporários em bases militares e outros estabelecimentos. A razão oficial é que o acampamento não é adequado para habitação humana. Mas os relatos iniciais das ONGs indicam que as redes que elas conseguiram estabelecer em Idomeni para fornecer serviços mínimos de saúde pública, apoio médico, ensino e outros têm sido destruídos, sem terem sido substituidos .
Migrantes em Idomeni enfrentam a polícia ao tentarem deitar abaixo uma parte da cerca da fronteira entre a Grécia e a Macedánia para
entrarem na Europa, 7 de Abril de 2016. 
(Foto: AP/Amel Emric)
A Save the Children diz que os novos acampamentos geridos pelo governo no norte da Grécia não têm instalações sanitárias adequadas. Os adultos e as crianças não estão a receber água suficiente, nem alimentos para comerem mais que uma vez por dia, nem os materiais de higiene mais básicos. A ONG também adverte do perigo para as crianças desacompanhadas, agora que essas cadeias informais existentes foram rompidas e que as relações que tinham foram destruídas (aparentemente, já nem sequer fazem um registo de quem foi enviado para onde), e de os pais e os filhos ficarem separados na pressa do governo grego para evacuar Idomeni. É inegável que esta atuação visou pôr as pessoas longe da vista e sob controlo, e que não foi mais motivada pela preocupação com o bem-estar delas que no caso do que as marinhas ocidentais estão a fazer no Mediterrâneo.
As escolhas políticas que estão a funcionar ficaram ainda mais aparentes com o estabelecimento de um governo fantoche apoiado pelo Ocidente na Líbia, cujo objetivo, entre outros, é transformar o país num muro para manter as pessoas fora da Europa, um projeto ainda mais criminoso que fútil. Este “governo” de papel visa autorizar os navios da NATO a invadir o litoral líbio, controlar os portos e destruir os barcos de pesca e outras embarcações vistas como potenciais barcos de contrabando, que a Grã-Bretanha, em particular, rotula como uma ameaça à segurança da Europa. Estas medidas podem vir a incluir operações armadas europeias em solo líbio – após anos de intervenção militar norte-americana e europeia, sob pretexto atrás de pretexto, tentando, sob dominação ocidental, repor a unidade de um país que a interferência ocidental destruiu.
É verdade que há contrabandistas sem preocupação com as vidas humanas – o que não é diferente, digamos, dos capitalistas financeiros que investem em companhias tabaqueiras, dos fabricantes de armas centrais nas economias ocidentais, das grandes marcas ocidentais de roupa cujas fábricas fornecedoras no Bangladesh são armadilhas de morte ainda maiores, ou de qualquer dos donos e representantes políticos do capital financeiro que estão a destruir o planeta e os seus habitantes. Qualquer que seja a responsabilidade destes oportunistas menores, esse não é o problema fundamental.
O problema fundamental é um sistema imperialista globalizado de exploração económica e dominação política que faz com que o risco de morte seja a melhor opção disponível para tantas pessoas nos países dominados por este sistema. Que podemos dizer sobre o modo como o mundo está organizado quando muitas pessoas da Eritreia, da Gâmbia, do Gana e da Nigéria, de onde veio a maioria dos mortos desta semana, estão tão desesperadas quanto as pessoas de países dilacerados pela guerra como a Síria?
A reação das potências europeias a esta “crise” é fazer com que a prioridade delas seja manter as pessoas do lado de fora – usando a polícia e os exércitos deles para imporem a atual ordem mundial num momento em que a crise “migratória” mostra o quanto a atual divisão do mundo é inaceitável e insustentável.

JUSTIÇA PARA MOVE 9



Notícias de ontem acerca dos Move e do desenvolvimento do seu processo
Hoje, dia 13 de Maio passam 31 anos sobre o assassinato de 11 membros desta organização .
"Recebemos a notícia hoje que a janet, Janine, e debbie África será visto pela pensilvânia condicional esta quinta-feira dia 12 de maio de 2016. Como de costume o pa condicional estão tentando dar mais um aviso rápido e curto para estas audiências para condicional como fizeram no passado com a debbie, delbert e Eddie África. Isto é feito como resultado da pressão estão sob sobre esta questão e eles sabem os olhos de pessoas de todo o mundo estão assistindo. Já sabemos que lhes foram dadas as suas encomendas pela ordem fraternal da polícia, mas nós, como as pessoas ter o nosso próprio trabalho para fazer e isso é para trazer os nossos lutadores da liberdade em casa lá para as famílias.
Também queremos salientar ainda outro exemplo dos jogos mentais da liberdade condicional como eles decidiram dar nossas irmãs longa e esperada audição no dia antes do 31º aniversário do dia 13 de maio 1985 bombardeamentos e Assassinato de onze mover membros seis adultos e cinco crianças. Duas das crianças nessa casa no dia 13 de maio de 1985, foram os filhos de Janet e Janine África. A Pensilvânia condicional mostrou outro nível de insensibilidade e baixas como realmente são. Esta é apenas outra tática por este sistema para tentar magoar a nossa família mas graças aos ensinamentos do fundador e coordenador do movimento organização John África nossas irmãs como outros mover pessoas são fortes e não será influenciado por esta táctica viva john África para sempre!!!!!.
Estamos pedindo às pessoas para ficar em solidariedade para com as nossas irmãs nesta quinta-feira dia 12 de maio de 2016.

A partir de 9:00 am até 1:00 PM
Telefone ou e-mail a liberdade condicional em pa
(717) 772-4343 ou e-mail Ra-pbppoc@Pa.gov
Depois das 2:00 PM às 5:00 PM
Chamada, fax, tweet e e-mail pa governador tom lobo
(p) (717) 772-2509
(F) (717) 772-8284
E-mail pa. Gov (contato)
Twitter @Governor tom lobo
A procura é condicional para o movimento 9 IRMÃS
Debbie (Sims) ÁFRICA 006307
Janet (Holloway) ÁFRICA 006308
Janine (Phillips) ÁFRICA 006309

Se as pessoas estão no facebook estamos pedindo às pessoas para mudar sua foto de perfil desta foto com as mulheres para mostrar solidariedade com a sua audiência nesta quinta-feira. O Pba e a fop tem lobby por anos contra a liberdade condicional para os presos políticos agora esta quinta-feira dia 12 de maio será a vez de povos lobby em apoio condicional para nossos prisioneiros políticos. Recebemos também a palavra que nosso irmão Michael África tinha apelado seu 2014 condicional negação em que ele foi dado um cinco anos de prisão. Michael ganhou o seu apelo e irá aparecer antes da liberdade condicional em agosto de 2016, em vez de dezembro de 2019. Então ainda temos um trabalho sério para fazer para trazer a nossa família para casa imediatamente.
Ona mover

A Justiça e a responsabilidade da campanha ."

Suécia - Sozinha, uma mulher negra fez frente a 300 neonazis






Tess Asplund levanta um punho fechado como forma de protesto contra o grupo de extrema-direitaDAVID LAGERLÖF/EXPO/TT NEWS AGENCY/PRESS ASSOCIATION IMAGES

"O que leva uma mulher a desafiar cerca de 300 neonazis? A protagonista desta história é Tess Asplund, uma mulher de 42 anos, com ascendência africana, cuja sua imagem se tornou viral depois de ter enfrentado sozinha, no último domingo, uma manifestação organizada pelo Movimento da Resistência Nórdica, na cidade de Borlänge, Suécia.
A imagem de Tess Asplund de punho erguido a enfrentar o grupo de extrema-direita está a correr o mundo. Entrevistada pelo jornal britânico The Guardian, Asplund conta que não reflectiu e agiu no momento. “Foi um impulso. Eu estava tão zangada, tive de sair para a rua”, confessa. “Só pensava: nem pensar, eles não podem marchar aqui. Nenhum nazi vai marchar aqui, não está correcto”.
Depois da manifestação, apanhou um comboio para Estocolmo e esqueceu o assunto. Segunda-feira percebeu que a foto estava a correr as redes sociais. Agora teme pelos seus 50 kgs de coragem que lhe parecem pouco quando pensa nos “grandes e loucos” membros do grupo de extrema-direita. “Talvez não o devesse ter feito, quero paz e sossego”, desabafa.
O medo não é em vão. Tess afirma que as acções daquele grupo lhe são familiares e conta que alguns dos seus amigos já foram atacados e obrigados a mudar de casa. A mulher já recebeu telefonemas anónimos a meio da noite onde pessoas lhe gritam do outro lado do auscultador. “É difícil falar sobre o ódio. Sinto vergonha por termos este problema. As autoridades dizem que é um país democrático. Mas estamos a falar de nazis! É horrível”, confessa.
A manifestação de domingo acontece numa altura em que os movimentos de extrema-direita estão a aumentar na Suécia, explica Daniel Poohl, editor daExpo, uma revista anti-racista sueca, à qual pertence o fotógrafo que captou a imagem viral.
O impacto da fotografia foi tal que os meios de comunicação suecos já a compararam a uma outra famosa imagem, capturada por Hans Runesson em 1985, e que ficou conhecida como “a senhora com a mala”. Na imagem, hoje com mais de três décadas, uma mulher usa a sua mala para bater numskinhead do partido neo-nazi sueco, dissolvido em 2009.
As sondagens mostram que os Democratas Suecos, um partido nacionalista, conservador e anti-imigração, conquistam 15% a 20% das intenções de voto dos eleitores e mantêm o poder no Parlamento, enquanto a proliferação do seu discurso se espalha por sites que incitam ao ódio. É no espectro mais extremista desta ideologia que encontramos o Movimento da Resistência Nórdica, explica Poohl.
“Vivemos numa Europa onde as ideias de extrema-direita se estão a tornar cada vez mais populares e também existe uma reacção contra elas”. “Vivemos dias em que as pessoas aguardam por algo que canalize esta necessidade de resistir à Europa que constrói muros e fronteiras contra refugiados, uma Europa com quem não podem cooperar mais. O gesto de Tess capturou um desses conflitos actuais”, analisa.
Recorde-se que a Suécia rejeitou, no início deste ano, a entrada de mais refugiados e migrantes da Ásia e Médio Oriente, alegando receio de que esta vaga ameace a segurança nacional, depois de se terem registado episódios de violência em centros de acolhimento de refugiados. Em Janeiro o país começou a recusar a entrada de migrantes sem documentos.
No último ano, as Nações Unidas consideraram que o país tem um problema específico de Afrofobia.
“O racismo foi normalizado na Suécia. Pensava que a Suécia em 2016 iria ser mais aberta, mas alguma coisa aconteceu”, lamenta Tess. “Espero que algo positivo resulte desta fotografia. Talvez aquilo que eu fiz se torne um símbolo de que qualquer pessoa pode fazer alguma coisa. Se uma pessoa o conseguiu, qualquer um consegue”, conclui."

Mumia Abu Jamal faz 62 Anos, 34 dos quais em prisão


Multiplas iniciativas estão agendadas em muitos paises a assinalar a passagem do 62ºaniversário de Múmia , 34 dos quais em prisão, acto injustamente cometido pelo sistema norte americano que persiste em abreviar-lhe o tempo de existência enquanto ser consciente e defensor acérrimo da justiça .

No México
"Celebremos a vida e luta de Mumia Abu-Jamal na passagem do seu 62º Aniversário !"



Palestina - No Dia da Terra

Comunicado do MPPM sobre o Dia da Terra 
NO DIA DA TERRA O MPPM APOIAA LUTA DO POVO PALESTINO
PELA PAZ, PELA LIBERDADE E PELA DIGNIDADE
1. Em Março de 1976, as autoridades israelitas anunciaram a expropriação de grandes extensões de terras de palestinos na Galileia para a construção de um campo de treino militar e novos colonatos judaicos, no âmbito de um plano de judaização da região. No dia 30 desse mês, uma greve geral e grandes manifestações de protesto sacudiram as localidades palestinas no território do Estado de Israel (segundo as linhas do armistício de 1949). Na repressão sangrenta que se seguiu, seis palestinos foram mortos pelas autoridades de Israel e centenas foram feridos ou presos. Desde então, o dia 30 de Março ficou conhecido como o Dia da Terra, uma data que simboliza a luta do povo palestino pelo direito aos seus lares, às suas terras de cultivo, à sua Pátria.

2. A ocupação de terras palestinas, com a expulsão dos seus habitantes, não começou, nem terminou em 1976. A limpeza étnica tem sido, desde o início, um aspecto central da criação do Estado sionista. E, não por acaso, desde a assinatura dos acordos de Oslo (1993) e as encenações de paz subsequentes, tem-se registado uma agudização dramática da situação. A contínua ocupação israelita de terra palestina está a modificar a realidade no terreno. Os territórios palestinos ocupados em 1967, incluindo Jerusalém Oriental, reconhecidos por direito aos palestinos pelas resoluções das Nações Unidas, respeitam, apenas, a menos de um quarto (22%) do território da Palestina histórica. Apesar disso, os palestinos só têm controlo, e ainda assim com autonomia limitada, sobre 18 % dessa já de si reduzida parcela, e está-lhes interdito o acesso a cerca de um quarto desse território, que é legitimamente seu!

3. As autoridades sionistas, com o apoio activo ou, pelo menos, a passividade dos Estados Unidos da América e da União Europeia, assim como o silêncio do Conselho de Segurança e a indiferença da comunidade internacional, estão a criar factos consumados que tornam inviável a construção de qualquer Estado Palestino, mesmo apenas numa parte menor da Palestina Histórica. Ao mais de meio milhão de habitantes dos colonatos nos territórios ocupados em 1967, junta-se o retalhamento da Margem Ocidental pelo Muro do Apartheid, pelas estradas exclusivamente reservadas a colonos, pelos terrenos sob controlo directo de Israel, bem como pelo cerco à faixa de Gaza. A ocupação física visa impor, de facto, um único Estado no território da Palestina histórica – o Estado judaico de Israel. Tal objectivo é, ao mesmo tempo, acompanhado pela mais brutal repressão sobre o povo palestino, que se prolonga desde o sistema prisional até à violência quotidiana do exército israelita.
4. O governo de Benyamin Netanyahu, resultante da vitória do Likud nas eleições do ano passado em Israel, não surpreendeu, continuando a política de judaização da Palestina, a inviabilização da construção do Estado Palestino e a negação dos direitos aos palestinos, tanto os dos territórios ocupados como os cidadãos de Israel. E não se vislumbram, nas forças políticas dominantes em Israel, alternativas que deixem entrever a possibilidade de uma inflexão desta política. Enquanto isto, os extremistas sionistas prosseguem livremente a sua campanha de incitamento ao ódio e à violência, ao passo que as organizações que, em Israel, procuram promover a paz e a defesa dos direitos dos palestinos são perseguidas até serem silenciadas.

5. O MPPM, ao assinalar este Dia da Terra em 2016
 Exprime a sua solidariedade ao povo palestino na sua justa luta pela terra, pela paz, pela independência e pelos seus direitos nacionais
Exorta a comunidade internacional – a União Europeia em particular – e bem assim o Governo de Portugal, a empenharem-se, em todos os planos, a favor dos direitos legítimos do povo palestino, exigindo o fim da ocupação e o respeito pelo Estado de Israel da legalidade e dos acordos internacionais que sistematicamente viola com impunidade.


TODO O APOIO A MUMIA



Mumia precisa de nosso apoio novamente! Telefonar, enviar fax ou um e-mail agora!

As más práticas médicas e a indiferença intencional na prisão SCI-Mahanoy estão matando Mumia Abu-Jamal

Estamos muitíssimos preocupados com a deterioração da saúde de Mumia, como observado nas últimas semanas pelo médico que o visita, assim como os clérigos, advogados, professores, familiares e amigos. A presença de sintomas mais graves de Hepatite C e o possível desenvolvimento da diabetes que quase o matou um ano atrás alertam para um tratamento adequado e imediato. Portanto, pedimos :

E x i g i r

1. O fornecimento imediato a Mumia do tratamento anti-viral para curar sua condição de Hepatite C. Como o seu médico testemunhou no tribunal, esta é a provável causa da persistência e piora da doença de pele, do dano quase certo ao seu fígado, do extremo ganho de peso e fome, e outras condições associadas com a diabete

2. A entrega imediata de todos os exames de sangue aos advogados de Mumia.

3. A acompanhar de perto a saúde de Mumia para detectar os sinais de alerta do diabetes e, especialmente, seus níveis de glicose, dado que um ataque de diabetes quase matou Mumia na primavera de 2015.

Enviar as demandas para:

Governador da Pensilvânia, Tom Wolf
Tel: 001-717-787-2500
Fax: 001-717-772-8284
E-mail: governor@pa.gov

Departamento de Correções, Pensilvânia; Secretário John Wetzel

Dirigente indígena Berta Cáceres é assassinada em Honduras

GoldmanPrize
Berta Cárceres denunciou as ameaças que vinha recebendo há pouco mais de uma semana, em coletiva de imprensa   Berta Cárceres denunciou as ameaças que vinha recebendo há pouco mais de uma semana, em coletiva de imprensa



Dirigente indígena Berta Cáceres é assassinada em Honduras

A coordenadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (Copinh), Berta Cáceres, foi assassinada em sua casa na madrugada desta quinta-feira (3) em La Esperanza, na região oeste do país. Segundo as primeiras informações relatadas por fontes locais, homens não identificados e armados invadiram a casa de Cáceres enquanto ela dormia e a mataram e feriram seu irmão.

Cáceres era líder da comunidade indígena Lenca e de movimentos de camponeses hondurenhos, defensora de direitos humanos e ativista ambiental. Há pouco mais de uma semana, concedeu uma coletiva de imprensa onde denunciou que quatro dirigentes de sua comunidade haviam sido assassinados e outros, incluindo ela, estavam recebendo ameaças. 


Em 2015 recebeu o prêmio Goldman, considerado o Nobel do Meio Ambiente, em decorrência de sua luta em defesa das comunidades rurais hondurenhas. Na ocasião Cáceres afirmou "O que nos inspira não são os prêmios, mas os princípios. Aqui, com reconhecimento ou sem, lutamos e vamos continuar lutando".
As comunidades indígenas lencas, que habitam o ocidente hondurenho lutam em defesa de seu território ancestral que está ameaçado por projetos hidroelétricos e mineradoras aprovados pelo governo sem consultas aos moradores. 
Cáceres dedicou sua vida a denunciar as expropriações e violação aos direitos humanos impulsionadas pelo governo em territórios ancestrais. Além disso, cobrou ampliação de serviços básicos de saúde e assistência rural. Também não se curvou diante das tentativas norte-americanas de implementar bases militares no território Lenca. 


Do Portal Vermelho, com agências

Como Israel colabora com Al Qaeda na Síria




Mundo


Combatentes sírios da Al Qaeda
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O recente ataque de um drone israelita, que matou um general iraniano e cinco combatentes do Hezbollah, encorajou os "capacetes azuis" da ONU a falarem. E contaram que é sistemática a política israelita, de visar o bloco Irão-Síria- Hezbollah, e de poupar as forças da Al Qaeda e do "Estado Islâmico"

Os testemunhos dos "capacetes azuis" estacionados numa zona-tampão dos Montes Golã são referidos extensamente num artigo publicado em Der Spiegel, sobre a situação naquele território sírio parcialmente ocupado por Israel. 

Segundo esses testemunhos, e segundo quatro relatórios de Ban Ki Moon entregues ao Conselho de Segurança no ano passado, tinha havido até 19 de Novembro pelo menos três tentativas originadas naquela zona tampão para colocar armadilhas explosivas em território israelita. Também tinha havido vários disparos de armas ligeiras e de morteiros dessa zona contra Israel, tendo-se registado um morto e dois feridos israelitas.

Os testemunhos e relatórios da ONU não identificam os responsáveis dos atentados e dos disparos, nem precisam se se tratou de disparos direccionados para atingirem alvos israelitas ou de consequências de trocas de fogo entre as forças beligerantes que operam na região. E admitem que o Hezbollah tenha visado alvos israelitas a partir daquela zona tampão, porque assim protegeria de algum modo as suas bases em território libanês contra as retaliações israelitas.

Mas os "capacetes azuis" tornam-se muito mais assertivos quando se referem ao alvo das retaliações em território sírio: em cinco vezes que elas ocorreram, dizem, nenhuma foi apontada contra as forças da Frente Al-Nusra, o ramo sírio da Al Qaeda, ou contra o "Estado Islâmico". Os ataques israelitas visaram sempre o Exército sírio ou os seus aliados iranianos e libaneses. No conjunto, causaram a morte de sete soldados sírios e ferimentos em 43.

Além disso, têm-se registado episódios de auxílio activo de Israel aos combatentes da Al Qaeda. Segundo os relatórios da ONU, verificou-se pelo menos uma vez a entrega de caixotes por militares israelitas aos rebeldes sírios. E verifica-se repetidamente a vinda de rebeldes feridos para tratamento médico em Israel.

Oficialmente, as autoridades israelitas admitem receber feridos sírios, embora digam que não procuram saber se se trata de civis ou combatentes e, neste caso, por conta de quem. De qualquer modo, tal como a política externa israelita tem hoje no Irão e no Hezbollah os seus alvos prioritários, não surpreende que, no terreno, a política militar israelita considere os inimigos dos seus inimigos, ao menos temporariamente, como aliados tácitos.

in ://www.rtp.pt/noticias/mundo/como-israel-colabora-com-al-qaeda-na-siria_n799047

Albert Woodfox , finalmente foi libertado


Texto do comunicado sobre a libertação de Albert Woodfox

Albert Woodfox foi libertado hoje dia do seu 69º Aniversário .

 Louisiana, EUA

Há poucos momentos, Albert Woodfox, o último membro remanescente da Angola 3 ainda atrás das grades, foi libertado da prisão de 43 anos e 10 meses depois de ter sido colocado em primeiro lugar em uma cela solitária 6 × 9 pés por um crime que não cometeu. Depois de décadas de litígios onerosos, funcionários do Estado Louisiana terem agido interesse da justiça e chegando a acordo o que traz um final muito atrasado este pesadelo. Albert tem mantido a sua inocência a cada passo, e hoje, em seu 69º aniversário, ele vai finalmente começar uma nova fase de sua vida como um homem livre.
Na expectativa de sua libertação, esta manhã, Albert agradeceu aos seus muitos adeptos e acrescentou: "Embora eu estava ansioso para provar a minha inocência em um novo julgamento, a preocupação com a minha saúde e da minha idade me fizeram para resolver este caso agora e obter minha libertação com este no-contest apelo para cargas menores. Espero que os acontecimentos de hoje vai encerrar a muitos. "
Ao longo das últimas quatro décadas, a condenação de Albert foi derrubado três vezes separados para uma série de violações constitucionais, incluindo a má conduta do Ministério Público, a defesa inadequada, discriminação racial na seleção do foreperson grande júri, e supressão de provas de defesa.Em 08 de junho de 2015, o Juiz Federal James Brady ordenou a libertação imediata de Albert e proibiu o Estado de repetir Albert, uma decisão extraordinária que ele chamou de "o único remédio justo". Um painel dividido do 5º Circuito de Apelações reverteu essa ordem em novembro com o juiz dissidente argumentando que "Se alguma vez um caso justificadamente poderia ser considerado para apresentar restrição re-julgamento" circunstâncias excepcionais ", este é o caso." essa decisão foi em sede de recurso para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos quando a notícia de sua libertação quebrou.
Em nome da Angola 3 - Albert Woodfox, Robert King, e em memória de Herman Wallace - nós gostaríamos de agradecer sinceramente a todas as organizações, ativistas, artistas, peritos legais e outros indivíduos que têm tão graciosamente dado o seu tempo e talento para extraordinária luta de a Angola 3 por justiça. Esta vitória pertence a todos nós e deve motivar-nos a levantar-se e exigir ainda mais fervorosamente que o isolamento de longo prazo ser abolida, e todos os inocentes e injustamente encarcerados ser liberado.
Favor encaminhar todas as consultas da mídia para a equipe jurídica da Albert: laura.burstein@squirepb.com, 

202-626-6868 (o) 

202-669-3411 (C)

Breve entrevista à Democracy Now

Bem, se juntar a nós agora em uma exclusiva transmissão de Nova Orleans estação PBS WLAE é o próprio Albert Woodfox, dando sua primeira entrevista televisiva desde o seu lançamento na sexta-feira. Também se juntando a nós existe Robert King, o outro membro sobrevivente da Angola 3. E o advogado de Albert Woodfox, Billy Sothern, também se junta a nós a partir de New Orleans. Congratulamo-nos com todos vocês para Democracy Now! 
Albert Woodfox, como é a sensação de ser livre? ALBERT WOODFOX: Eu não tenho bastante percebi isso ainda, mas se sente muito bem. Amy Goodman: Bem, você pode falar sobre o que aconteceu na sexta-feira como você deixou a prisão paróquia em New Orleans? Isso foi depois de 45 anos de prisão, 43 anos em confinamento solitário. Você é o prisioneiro mais antigo em confinamento solitário nos Estados Unidos. ALBERT WOODFOX: Eu acho que, você sabe, por um momento, tudo parecia surreal. E tivemos de sentar-se ao redor, cerca de uma hora e alguns, esperando nos documentos finais a ser enviada por fax para o centro de detenção Feliciana ocidental. E quando isso finalmente aconteceu e, você sabe, meu irmão e meus advogados, eles saíram comigo, e a família e amigos começaram a expressar alegria e emoção. E nós temos no carro do meu irmão, e nós dirigiu lentamente. E nós respondeu a algumas perguntas, e então passou a ir dizer adeus à minha mãe ...

Free Palestine

Nuestros muros..."libertad a presos políticos".


Foto de Desinformémonos.
Desinformémonos
Nuestros muros... "libertad a presos políticos".
Av. Cuauhtémoc en la ciudad de México.
foto: Ojarasca

Conselho de Segurança Nuclear alerta para falhas na central de Almaraz


                                                                            Frobles/wikimedia
                            
Inspetores do Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol alertaram para falhas no sistema de arrefecimento da central nuclear de Almaraz (Cáceres).
De acordo com o jornal El País, a central localizada à beira do Tejo, a 100 km da fronteira com Portugal, sofreu duas avarias nos motores das bombas de água.
Os cinco técnicos que fizeram a inspeção consideram, de acordo com uma nota de 28 de janeiro, que não existem “garantias suficientes de que exista uma expectativa razoável” de que o sistema de arrefecimento possa funcionar de forma adequada.
O El País avança ainda que fontes internas do CSN consideram que a inspeção devia ter levado à suspensão imediata de atividade no reator que ainda está em funcionamento em Almaraz – o outro está parado, para uma intervenção programado -, mas não houve até agora nenhuma ordem nesse sentido.
Os diretores da central de Almaraz e da CSN encontraram-se esta terça-feira, mas ainda não são conhecidos resultados dessa reunião.

Obsoleta

Em Portugal, o deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), André Silva, apresentou no Parlamento um projeto de resolução que recomenda ao Governo uma intervenção junto de Espanha para encerrar a central.

No documento, André Silva argumenta que a central “não só não possui as condições necessárias para estar em funcionamento tendo reprovado em teste de resistência realizado pela Greenpeace, como já deveria ter sido encerrada em 2010, estando já ultrapassado o tempo de vida útil para as centrais nucleares deste tipo”.
A central de Almaraz, em funcionamento desde o início da década de 1980, “é das centrais nucleares mais antigas da Europa”.
Sendo “refrigerada pelas águas do rio Tejo”, o deputado acrescenta que a sua localização “expõe Portugal a eventuais perigos”, relembrando que, “nos últimos anos, tem vindo a registar vários incidentes que obrigaram a paragens no seu funcionamento”.
“O tempo de vida útil para as centrais nucleares deste género é de 25 anos, o que a torna atualmente como obsoleta. A verdade é que esta central deveria ter encerrado em 2010, depois de cumpridos os seus 25 anos de vida, mas o Governo espanhol prolongou o período de vida da central até 2020, funcionando sem possuir os mais modernos e avançados sistemas de segurança”, lê-se no projeto.
O PAN recorda os alertas para esta situação dados por algumas associações, sobretudo no que diz respeito às “consequências negativas a nível da poluição no Rio Tejo“, devido ao processo de refrigeração, mas também para a região da Serra da Estrela, em caso de “acidente nuclear grave” e numa situação em que se verifiquem ventos de leste que arrastem a nuvem radioativa para a região.
O deputado conclui que “permitir passivamente a continuidade do seu funcionamento poderá trazer consequências catastróficas para Portugal numa situação de desastre nuclear”.
 

"Lisboa: duas mães com dois e seis filhos menores alvo de despejo"

inTVI24 
                                                                                                                                                                             
Cerca de 50 moradores do bairro da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar, em Lisboa, protestaram esta quinta-feira contra a desocupação de duas casas deste bairro habitadas ilegalmente, exigindo uma solução por parte da Câmara. 

O protesto decorreu junto ao edifício da vereação da Habitação, onde se concentraram moradores deste bairro social que “estão solidários” com a situação das famílias, compostas por duas mães com dois e seis filhos menores e que foram esta quinta-feira “surpreendidas” com “despejos sumários”, disse à agência Lusa a presidente da Habita - Associação pelos Direitos à Habitação e à Cidade, Rita Silva.

 
De acordo com a responsável da Habita, estas mulheres têm “rendimentos muito baixos, têm procurado arrendar casas no mercado e não conseguem”, explicando que, “em desespero”, entraram em casas municipais vazias e viviam sem água e luz. 


“Isto é uma questão de direito fundamental de proteção da vida das pessoas. Tem que haver uma moratória aos despejos por motivo de carência económica”, defendeu Rita Silva.

 
As famílias despejadas pretendiam reunir-se hoje com a vereadora da Habitação da Câmara de Lisboa, Paula Marques, mas a autarca agendou o atendimento para segunda-feira nos Serviços do Campo Grande. 
Sobre as desocupações hoje realizadas, a vereadora Paula Marques esclareceu que “o direito à habitação é um direito constitucional mas, em prol da defesa deste direito para todas as pessoas, da equidade e justiça no acesso ao mesmo e do bom uso do bem público, há um conjunto de regras a observar”.

 
“A ocupação não titulada de fogos prejudica os agregados que aguardam a atribuição por via do concurso público através do Regulamento do Regime de Acesso à Habitação Municipal (RRAHM)”, considerou a autarca, referindo que este instrumento “é o único que garante um tratamento equalitário e sem lugar a qualquer discricionariedade”. 


De acordo com a vereadora da Habitação, as desocupações expeditas foram efetuadas depois de alerta e denúncia por parte de moradores do bairro da Cruz Vermelha. 


Paula Marques disse que “uma das cidadãs é co-habitante autorizada em fogo municipal e efetuou candidatura ao RRAHM somente em 2015”, esclarecendo a informação dada pela associação Habita de que uma das mulheres tem procurado habitação social desde 2006. 


A outra cidadã, acrescentou, “foi co-habitante autorizada em fogo municipal, no mesmo bairro, tendo prescindido do direito ao fogo por possuir alternativa habitacional no concelho de Sintra, juntamente com o marido e restante agregado”.

 
“Em ambos os casos, esta manhã foi proposto apoio através da rede social e linha de emergência social, 144, pelos agentes da Polícia Municipal. Este apoio foi recusado”, afirmou a vereadora da Habitação.

 
Para a presidente da Habita, o parque habitacional da Câmara de Lisboa “não chega de todo para aquilo que são as listas de espera”, referindo que existem “milhares de pessoas a solicitar uma habitação social, porque já não conseguem fazer face ao mercado do arrendamento ou porque são insolventes ou porque perderam as casas para os bancos”.

 
“Isto é um retrato daquilo que temos no nosso país. Temos muitas famílias que estão em situações desesperadas em termos de habitação. Os rendimentos das pessoas são muito baixos, o preço da habitação no arrendamento privado é muito elevado e há mais de 20 anos que não se desenvolveu nova habitação a preços sociais, isto faz com que haja uma bomba-relógio que está a rebentar lentamente”, esclareceu.

Tudu pobri é um soldjah



Filmagens e ediçao: Thugpaxion e diogo cachouça

Mães com crianças despejadas sem qualquer solução pela Câmara Municipal de Lisboa

 
Protesto para exigir soluções dignas hoje, 15h, junto à Vereação da Habitação


Hoje duas mulheres, mães sozinhas com crianças foram despejadas de forma sumária pela Câmara Municipal de Lisboa, no Lumiar.
Uma das mulheres tem 4 filhos, um deles com um mês e meio de idade, a outra tem duas crianças de 6 e 9 anos. Não houve qualquer avaliação da situação destas mulheres, nem o cumprimento dos prazos mínimos para que as pessoas se possa defender e nomear os seus motivos.
Com rendimentos muito baixos, têm procurado arrendar casas no mercado e não conseguem, têm procurado, uma delas desde 2006, obter a pontuação necessária para aceder a uma habitação social sem sucesso. Em desespero entraram em casas municipais vazias há anos e ali viviam sem água e luz, mas pelo menos com um tecto. Hoje são surpreendidas pela polícia e suas carrinhas, não têm direito sequer a defender-se, não têm direito a um acompanhamento social, não têm direito a nada a não ser a rua.
Os moradores do bairro estão revoltados com esta situação. Assim sendo, não nos resta outra solução que não seja exigir à Camara Municipal de Lisboa uma solução imediata para estas mulheres e o respeito pelos direitos fundamentais.
A partir das 15h, na rua Alexandre Herculano nº 46, os moradores acompanhados das associações vão exigir soluções.
 

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