CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

1de Novembro - Dia de Ação Global de Solidariedade com os lutadores resistentes e habitantes de Kobanê



O dia 1 de Novembro é o Dia de Ação Global de Solidariedade com os lutadores resistentes e habitantes de Kobanê, no Curdistão-Ocidental (Síria), que estão cercados por grupos fortemente armados do ISIS ("Estado Islâmico"), desde o início de Setembro, que os ameaçam com massacres. Já dezenas de milhares de pessoas fugiram da cidade, encontrando-se refugiadas do lado turco da fronteira com Kobanê, sem grandes apoios de qualquer governo. A situação deles é extremamente precária, e o inverno está a chegar! Informa-te! Organiza-te em solidariedade com a resistência em Kobanê!  Em Lisboa concentração no Rossio ás 14 h.s
http://en.firatnews.com/                      http://rojavareport.wordpress.com/

Contra EUA e Israel, 188 países votam pelo fim do criminoso bloqueio a Cuba

cubavsbloqueio

"Cuba - Diário Liberdade - Nesta terça-feira (28), foi discutido pelo 23º ano consecutivo o fim do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Na sessão foi apresentado o Relatório de Cuba sobre a resolução 68/8 da Assembleia Geral das Nações Unidas, "Necessidade de por um fim ao bloqueio econômico, comercial e fianceiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".
Tal como no ano passado, apenas EUA e seu comparsa, o governo sionista de Israel, votaram pela continuação do bloqueio contra a ilha cubana. Micronésia, Palau e Ilhas Marshall, submissos aos interesses imperialistas, se abstiveram. Os outros 188 países declararam seu apoio à autodeterminação do povo de Cuba e ao fim do embargo.
Desde 1992 a esmagadora maioria dos países da Assembleia Geral da ONU votam pelo fim da perseguição imperialista contra o povo cubano. (Veja tabela)
Até mesmo a imprensa dos Estados Unidos, como o jornal The New York Times, tem pedido o fim do bloqueio imperialista contra Cuba, mas com esse voto os EUA mantém a postura terrorista de sempre.

Cuba apresenta reconciliação igualitária; EUA repete a mesma coisa dos anos anterioresbloqueio

O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, lembrou que o crime econômico dos EUA contra Cuba produziu danos de mais de US$ 1 trilhão e declarou a necessidade de dar um fim ao embargo estadunidense contra o povo cubano e de estreitar as relações entre os dois países.
"Convidamos o Governo dos Estados Unidos a manter uma relação amistosa, com bases recíprocas, igualdade soberana, o respeito à Carta das Nações Unidas e especialmente um diálogo respeitoso. Viver de forma civilizada dentro de nossas diferenças", disse o chanceler.
"Cuba nunca renunciará à sua soberania nem ao caminho livremente escolhido por seu povo (...) tampouco desistirá da busca de uma nova ordem internacional", destacou também o representante cubano, citado pela Telesur.
Cinicamente, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Ronald Godard, disse que o bloqueio dos EUA busca ajudar o povo cubano para poder exercer seus direitos humanos e liberdades fundamentais. Afirmou também que seu governo dá grande prioridade às conexões entre os dois países, o que o portal Cubadebate ironizou: "não diz que é com financiamento governamental para 'a mudança de regime'", lembrando das inúmeras tentativas de Washington de derrubar o Governo cubano, como o recente Zunzuneo, entre muitos outros.


Representantes dos outros países "isolam" EUA
Antes disso, já haviam expressado suas opiniões a maioria dos representantes dos outros países na sessão. Mohamed Javad Sharif, representante do Irã na ONU, em nome dos países Não-Alinhados, declarou seu apoio ao fim do embargo estadunidense, "que nega o direito internacional, a Carta da ONU e as normas de convivência".
Acompanhando o representante iraniano, o Mercosul denunciou também que o bloqueio estadunidense viola "os princípios da justiça e os direitos humanos", enquanto o embaixador equatoriano Xavier Lasso foi ainda mais contundente: "nós seguiremos condenando as sanções contra Cuba, não importa que não estejam vinculadas às iniciativas adotadas pela Assembleia, que ficam na consciência de todo o planeta".
Sacha Llorenti, embaixador da Bolívia na ONU e representante do G77+China, rechaçou firmemente a inclusão de Cuba na lista dos EUA de países patrocinadores do terrorismo e lembrou da ajuda humanitária prestada pela ilha caribenha aos povos do mundo todo, como os mais de 50 mil trabalhadores da saúde em 66 países, destaca Cubadebate.
Já o representante do México, lembrou que "apesar das circunstâncias adversas enfrentadas por mais de 50 anos, Cuba elevou seus índices de desenvolvimento humano". "Ressaltamos que historicamente converteu a solidariedade como eixo de sua política exterior", acrescentou. Enquanto que o representante de Gâmbia felicitou o governo cubano "por sua resistência diante do bloqueio" e que "os cubanos se mantiveram firmes apesar dessa terrível política".
Por último, a embaixadora da Nicarágua declarou: "As expressões de apoio a Cuba que escutamos são a prova mais confiável de que quase todo o mundo repudia este criminoso bloqueio" e expressou seu reconhecimento aos feitos cubanos: "Cuba sempre está na vanguarda da humanidade". "

EM NOME DA PAZ E DOS DIREITOS HUMANOS APELAMOS À SUSPENSÃO DO ACORDO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E ISRAEL

Documento "Em nome da Paz e dos Direitos Humanos apelamos  á  suspensão do Acordo de Associaão entre a União Europeia e Israel" foi enviado a Primeiro-Ministro, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Grupos Parlamentares da Assembleia da República, Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina e Deputados Portugueses ao Parlamento Europeu.
 
 
EM NOME DA PAZ E DOS DIREITOS HUMANOS APELAMOS À SUSPENSÃO DO ACORDO DE ASSOCIAÇÃO ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E ISRAEL
Ao Primeiro-Ministro
Ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República
Ao Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Palestina
Aos Deputados portugueses ao Parlamento Europeu
 
As organizações subscritoras, solidárias com a causa do povo palestino e empenhadas na construção de uma paz justa e duradoura no Médio Oriente, apelam à suspensão do Acordo de Associação entre a União Europeia e o Estado de Israel, assinado em 20 de Novembro de 1995 e entrado em vigor em 1 de Junho de 2000, por terem sido grosseiramente violados os princípios sobre os quais foi estabelecido.
Nos considerandos do Acordo invoca-se, designadamente, “os valores comuns que [a Comunidade, os Estados Membros e Israel] partilham” e “a importância que as partes atribuem (…) aos princípios da Carta das Nações Unidas, particularmente o respeito pelos direitos humanos e pela democracia, que formam a verdadeira base da Associação”. Invoca-se, ainda, “a necessidade de unir esforços para reforçar a estabilidade política e o desenvolvimento económico através do encorajamento da cooperação regional”.
Ora, pela sua continuada prática de violação dos direitos humanos dos habitantes dos Territórios Palestinos Ocupados, de tratamento discriminatório dos seus próprios cidadãos de origem árabe, de total desprezo pelas resoluções da Nações Unidas e de desestabilização política da região através das suas constantes agressões militares a outros países, Israel coloca-se fora dos pressupostos do Acordo e em oposição aos valores humanitários proclamados pela Comunidade e pelos seus Estados Membros.
A recente Operação “Margem Protectora”, conduzida por Israel contra a população da Faixa de Gaza, que se traduziu no massacre de mais de 2.000 palestinos, muitos deles mulheres e crianças, em mais de 10.000 feridos, cerca de 500.000 desalojados e a destruição das infra-estruturas e do aparelho produtivo da região, já de si debilitado pelo desumano embargo a que está sujeita, foi alvo de condenação internacional pela sua brutalidade e pelo ataque intencional a alvos civis, incluindo escolas e hospitais. A acusação de prática de crimes de guerra, por parte de Israel, consta de relatórios internacionais conduzidos por investigadores independentes, alguns por incumbência da própria ONU.
 
As violações, por Israel, do direito internacional, são recorrentes. O Estado de Israel persiste, ilegalmente, na ocupação e colonização dos territórios palestinos, nem sequer respeitando as suas obrigações enquanto potência ocupante. Afrontando a condenação internacional, tem intensificado a construção e alargamento de colonatos, ao mesmo tempo que tem multiplicado as medidas e acções destinadas a provocar a expulsão das populações palestinas destruindo as suas casas e apropriando-se das suas terras e dos seus recursos naturais. Enquanto aumenta a repressão exercida sobre os habitantes dos territórios ocupados na Margem Ocidental e em Jerusalém Oriental, incluindo prisões arbitrárias, agressões e assassinatos, Israel mantém o bloqueio ilegal e criminoso sobre a população de Gaza.
 
As políticas belicistas e colonialistas de Israel e o não cumprimento das resoluções da Nações Unidas são o principal obstáculo ao estabelecimento de uma paz justa e duradoura no Médio Oriente com a criação do Estado da Palestina, com capital em Jerusalém Oriental, e com respeito pelos direitos dos refugiados.
 
Ao manter o Acordo de Associação com Israel, que lhe confere um acesso preferencial aos mercados europeus e lhe atribui subsídios e transmite conhecimentos que são, directa ou indirectamente, canalizados para o esforço de guerra e para a opressão do povo palestino, a União Europeia está a passar a mensagem de que não se importa que o direito internacional seja ignorado, que as Nações Unidas sejam escarnecidas.
 
Para respeitar os valores que proclama, a União Europeia não pode permitir relações comerciais com empresas estabelecidas nos colonatos ilegais ou que com eles se relacionem; não pode continuar a vender armamento que vem a ser usado no massacre de populações civis; não pode financiar programas de cooperação científica sem se assegurar de que eles não contribuem para desenvolver a indústria militar de Israel. Em suma, a União Europeia não pode continuar a desresponsabilizar Israel pela prática dos seus crimes, não pode continuar a assegurar-lhe uma impunidade absoluta.
A União Europeia tem, também, um dever de coerência. Não pode suspender acordos e aplicar sanções a uns países, por alegada prática de violação de direitos humanos, e continuar a fazer vista grossa às flagrantes violações por parte de Israel. O argumento de que a existência do Acordo de Associação permitia o estabelecimento de uma plataforma de diálogo com Israel que o levasse a respeitar o direitos internacional e os direitos humanos, tem sido estrondosamente contrariado por Israel: se alteração houve na expansão dos colonatos, nas agressões militares, nas violações direitos humanos, desde a assinatura do Acordo, foi apenas no sentido da sua intensificação.
Por tudo isto, e no respeito pela Constituição da República, pelos acordos e tratados internacionais de que é parte, e pela Carta das Nações Unidas com que se comprometeu, as organizações subscritoras apelam ao Governo da República Portuguesa, aos deputados à Assembleia da República e aos deputados portugueses ao Parlamento Europeu para que envidem todos os esforços, junto das instâncias adequadas, para que seja suspenso o Acordo de Associação entre a União Europeia e o Estado de Israel, exigindo que este cumpra com as disposições do direito internacional, do direito internacional humanitário, das convenções de direitos humanos e com as resoluções da Nações Unidas sobre a questão palestina.
 
Lisboa, 20 de Outubro de 2014
As organizações subscritoras (por ordem alfabética):
Associação Abril
Associação Água Pública
Associação Conquistas da Revolução
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Comité de Solidariedade com a Palestina
Confederação Geral do Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Grupo Acção Palestina
Movimento Democrático de Mulheres
Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Tribunal Iraque
União de Resistentes Antifascistas Portugueses

Alerta geral: Querem calar Mumia Abu-Jamal!



"Mumia Abu-Jamal, ex-integrante do Partido dos Panteras Negras, jornalista e reconhecido militante afro-americano, preso injustamente desde 9 de dezembro de 1981 sob a acusação forjada de ter assassinado de  um policia branco em Filadélfia, pode mais uma vez ser silenciado.
 
Neste momento Mumia Abu-Jamal e muitos presos estão sofrendo ataques do Estado da Filadélfia por meio de leis que tentam impedir que  façam declarações públicas (escritas ou faladas) sobre suas ideias e experiências.
 
O Senado da Pensilvânia pode votar nesta quarta-feira (15 de outubro) o projeto HB2533, conhecido por uma "lei de assistência" que permitiria que as "vítimas", promotores e o procurador-geral de processar pessoas que tenham sido condenadas por crimes de "danos pessoais", e assim poderem denunciar publicamente como "crime de angústia mental". O governador comprometeu-se a assinar o PL.
 
 
O Projeto de Lei foi escrito em resposta ao discurso de Mumia Abu-Jamal na cerimonia de graduação de estudantes do Goddard College, e é uma clara tentativa de silenciar a Mumia e outras pessoas anteriormente encarceradas. Acreditamos que esta legislação não é, na verdade, uma tentativa de ajudar as vítimas, mas um cínico movimento feito pelos legisladores para impedir que as pessoas na prisão possam falar contra um sistema injusto.
 
Esse é um chamado para ação!
 
Por favor, envie mensagens aos legisladores da Filadélfia dizendo que os presos não devem ter o direito de falar negados, e que não votem nas emendas HB2533 e SB508 (esta é uma emenda diferente que complementa a outra). Neste link você encontra um modelo de mensagem que pode ser enviado aos legisladores: http://ymlp.com/zKaKnw."
 
Contatos dos legisladores:
 
 
Mais infos:       http://ymlp.com/zKaKnw          http://decarceratepa.info
 
 

Polícia mata jovem negro nos EUA e os protestos regressam às ruas

in Público de 09-Outubro de 2014
 

“Michael Brown outra vez!”, grita-se em Shaw, um bairro perto de Ferguson, onde outro jovem foi morto durante uma perseguição policial.
 
 
Teme-se que os protestos de Ferguson voltem a repetir-se Michael B. Thomas / AFP   
 
"Um polícia baleou e matou um jovem negro na cidade norte-americana de St. Louis (Missouri), na noite desta quarta-feira. O episódio reacendeu os protestos que foram iniciados pela morte de um jovem em circunstâncias semelhantes a poucos quilómetros, em Ferguson há dois meses.
A polícia metropolitana de St. Louis revelou que o jovem de 18 anos estava armado e disparou na direcção do agente que o perseguia. Foi encontrada uma arma no local do crime.
O agente, de raça caucasiana e com seis anos de serviço, estava a trabalhar como segurança privado, embora estivesse a usar o seu uniforme da polícia. A polícia de St. Louis tinha conhecimento e aprovava a acumulação dos dois trabalhos pelo agente, de acordo com a CNN.
Tudo começou quando o agente de 32 anos, que seguia de carro, passou por um grupo de três jovens que correram quando o viram. Depois de uma primeira perseguição na viatura, o polícia perseguiu os jovens a pé e terá sido nessa altura que um deles disparou na sua direcção por três vezes. O agente respondeu e acabou por atingir o jovem de 18 anos. De acordo com o jornal local, St. Louis Dispatch, que cita o chefe da polícia, o agente disparou sobre a vítima 17 vezes.
A identificação do jovem ainda não foi revelada, mas o chefe Sam Dotson disse que ele “não era estranho às autoridades”, dando a entender que a vítima tinha cadastro.
 
Regresso a Ferguson
“Ele tinha uma sandes na mão e eles pensaram que era uma arma”, disse ao St. Louis Dispatch Teyonna Myers, uma prima da vítima. “Isto é Michael Brown outra vez.” A morte do jovem de 18 anos – a mesma idade de Brown – ocorreu em Shaw, um bairro a 18 quilómetros de Ferguson, nos subúrbios de St. Louis.
Cerca de 200 pessoas juntaram-se perto do local do episódio em protesto pela acção policial, que consideram demasiado dura para com os suspeitos negros – os manifestantes entoavam slogans como "As vidas negras também contam". Algumas ruas foram bloqueadas pelas pessoas e dois carros da polícia ficaram danificados, mas ninguém foi detido, segundo a Reuters.
O agente que matou o jovem não ficou ferido e foi colocado numa baixa administrativa enquanto se inicia uma investigação para averiguar se o procedimento foi o mais adequado.
Shaw é um bairro pacífico, com uma taxa de criminalidade bastante baixa. Diz a Reuters que até Setembro não tinha sido cometido qualquer homicídio este ano e tinham sido contabilizados apenas cinco assaltos graves. "Isto não é normal, vivo aqui há vinte anos", disse ao jornal local Dorenda Towsend, moradora em Shaw.
A morte do jovem ocorreu nas vésperas de uma série de manifestações agendadas para este fim-de-semana em Ferguson e em St. Louis com o objectivo de protestar contra a discriminação racial que dizem ser feita pela polícia. Os promotores dos protestos pedem a demissão do procurador responsável pelo julgamento do caso de Ferguson. Um júri irá decidir no próximo mês se será movida uma acção criminal contra Darren Wilson, o agente responsável pela morte de Michael Brown.
"Se não fizerem justiça, as pessoas têm todo o direito de sair e expressar a sua raiva de uma maneira igual àquela que sofreram", disse uma das fundadoras do movimento Millennial Activists United, Ashley Yates, que foi detida num protesto em Ferguson na semana passada."

Ainda a campanha BDS

 
No link que se segue encontram-se alguns produtos fabricados em Israel, nos territórios ocupados, bem como produtos agrícolas provenientes dos territórios ocupados e roubados ao Povo da Palestina.

O três primeiros algarismos do código de barras mais comuns são 729.
Podem também ser 841, 842, e 871. 


Há muito mais empresas que têm filiais/fábricas em Israel, incluindo em colonatos ilegais e/ou que trabalham para a ocupação da Palestina - A Hewlett Packard (HP) é um exemplo. Fornece dispositivos electrónicos de vigilância, com os quais são controlados os movimentos dos palestinianos.

Líder palestiniano preso defende boicote internacional a Israel

Artigo publicado em site da RTP

Líder palestiniano preso defende boicote internacional a Israel

Bargouthi, durante o seu julgamento em 2002
Oleg Popov, Reuters

O carismático dirigente da Fatah, Marwan Bargouthi, defendeu a campanha BDS (boicote, desinvestimento e sanções), visando isolar internacionalmente Israel, como noutro momento foi feito com o regime sul-africano do apartheid. Segundo Bargouthi, as negociações são inúteis porque Israel não deseja a paz e só as utiliza para ganhar tempo, enquanto vai expandindo os colonatos.

Marwan Bargouthi, que também é por vezes designado como "o Mandela palestiniano", encontra-se preso desde 15 de Abril de 2002 e foi entretanto condenado a prisão perpétua. Mesmo durante os 13 anos de cadeia, tem continuado a ser uma figura influente na política palestiniana e a eventualidade de uma candidatura presidencial sua, consensual entre a Fatah e o Hamas, tem voltado regularmente a ser objecto de discussão.

A entrevista de Bargouthi foi concedida à Reuters através do Palestinian Prisoners' Club e surge hoje citada no site do diario Yedioth Aaronot. Nela, Bargouthi pronuncia-se pela primeira vez a favor da prioridade da campanha internacional de BDS, sublinhando que as negociações com Israel não têm conduzido a nada.

Segundo as palavras do preso político mais proeminente da Palestina, "promover a campanha pelo boicote, desinvestimento e sanções contra a ocupação [foi] um prelúdio ao seu isolamento internacional e a aplicar sanções internacionais contra ela".

Bargouti manifestou-se também contra a possibilidade, admitida pelo presidente Mahmud Abbas, de reatar negociações com Israel, argumentando que "durante 20 anos as negociações com Israel falharam em conseguir liberdade, retorno [dos refugiados] e independência (...) Não vejo que Israel esteja disposto a uma paz autêntica, mas que quer usar negociações infrutíferas para continuar a ocupação e colonização, e para relaxar o seu isolamento internacional".

Um dos argumentos a favor da campanha de BDS é, segundo Bargouthi, que "os palestinianos devem fazer subir para Israel o preço da ocupação".

Sem mencionar o papel do Hamas nos recentes combates contra a tropa israelita que invadiu Gaza, Bargouthi considerou que "a batalha representa uma vitória para a resistência [porque] provou que Israel não pode e não tem a capacidade de resolver o conflito pela força militar, e que a única forma de pôr fim ao conflito é acabar com a ocupação nos territórios palestinianos ocupados em 1967".

Superespiões israelitas recusam prestar serviço na Cisjordânia


Publicado em RTP 12 Set, 2014

 A Unidade 8200, conhecida como força de elite do serviço de informações militares israelitas, encontra-se em crise devido a uma carta assinada por 43 dos seus membros, a recusarem espiar o povo palestiniano no território ocupado da Margem Ocidental do Jordão. A carta põe em causa as missões atribuídas à Unidade, que não são de defesa de Israel, mas de violação dos direitos de outro povo.

Segundo citação do diário israelita Jerusalem Post, a carta dirigida ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu e ao chefe dos serviços de informações, general Aviv Kochavi, afirma que "as informações recolhidas [na Margem Ocidental do Jordão] servem para atingir pessoas inocentes e são usadas para efeitos de perseguição política e de violação da privacidade dos palestinianos". Por isso, prossegue, "não somos, em consciência, capazes de continuar a servir este sistema".

Explicando com mais detalhe o sentido da carta, um capitão da Unidade 8200, falando à Rádio do Exército sob um nome falso, afirmou que "assinámos esta carta com um sentimento de urgência. Quando me alistei na Unidade, há mais de dez anos, sabia que ia para um lugar onde podia fazer um trabalho importante para defender o Estado de Israel. Hoje, entendemos que a situação é diferente, e que a única tarefa da unidade nos territórios ocupados não é de defesa. A tarefa central é controlar um outro povo".

A Unidade 8200 tem funções de vigilância sobre as comunicações eletrónicas, postais e telefónicas da população palestiniana e é geralmente conotada com a National Security Agency (NSA) norte-americana, com a qual mantém, alegadamente, estreitas relações de colaboração. Entre os signatários da carta, hoje publicada no site ynet, contam-se um major, dois capitães e um tenente.

Entretanto, um porta-voz do Exército rejeitou as críticas dos subscritores da carta, afirmando que "os que prestam serviço na Unidade são treinados depois de um rigoroso processo de selecção. O seu treino não tem comparação no mundo da inteligência em Israel e fora, e muito do seu conteúdo acentua especialmente as áreas da ética, moral e regras de trabalho".

Também o "Forum Legal para Israel", uma ONG da direita nacionalista, reagiu à carta dos espiões de elite, apelando ao chefe de Estado-Maior do Exército, general Benny Gantz, que expulse os 43 signatários. Numa declaração igualmente citada pelo Jerusalem Post, o Forum afirma que "estas pessoas não são dignas de envergar o uniforme do Exército".

E acrescenta que "faz menos de dois meses que três jovens foram assassinados às mãos do Hamas e que foram denunciados os túneis assassinos e os disparos de morteiros contra o Estado de Israel, e eles [os signatários] ignoram os mortos e feridos, mostrando-se dispostos a prejudicarem a segurança dos cidadãos deste país".

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=766337&tm=7&layout=121&visual=49

Grécia - 595 empregadas de limpeza gregas: 11 meses de luta cerrada contra o governo e a Troika

595 empregadas de limpeza gregas: 11 meses de luta cerrada contra o governo e a Troika
Por Sonia Mitralias
Dispensadas em Setembro de 2013 e colocadas sob estatuto de «disponibilidade», despedidas ao fim de oito meses, e após 11 meses de um longo e amargo combate, as 595 empregadas de limpeza da função pública tornaram-se a encarnação, o símbolo, a alma e a vida da resistência contra a política de austeridade na Grécia! Estas mulheres tornaram aos poucos «sujeito político» e líderes de toda a actual resistência contra a política da Troika, ousando afrontar um inimigo tão poderoso como o governo grego, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o FMI...
E no entanto, após 11 meses de luta, após terem desafiado e tornarem-se o inimigo principal do governo e da Troika, depois de terem curto-circuitado a aplicação de medidas de austeridade, depois de uma presença mediática na cena política, as empregadas de limpeza em luta ainda não são consideradas como sujeito político pelos opositores da austeridade.

E no entanto, desde o início das medidas de austeridade infligidas pela Troika que as mulheres tomaram a rua em massa e a sua resistência parece ter uma dinâmica muito própria e rica de lições políticas.
Durante estes quatro anos de políticas de austeridade que transformaram a Grécia num amontoado de ruínas sociais, económicas e sobretudo humanas, falou-se muito pouco da vida das mulheres e certamente ainda menos das suas lutas contra o ditames da Troika. Por isso é com surpresa que a opinião pública acolhe esta luta exemplar feita inteiramente por mulheres. Mas será realmente uma surpresa?
Elas participaram em massa nas 26 greves gerais. No movimento dos indignados, elas ocuparam praças, acamparam e manifestaram-se. Elas estiveram na linha da frente na ocupação e autogestão da ERT (televisão estatal grega). Exemplares, elas eram a alma das assembleias de grevistas das administrações universitárias na educação e nas universidades contra a «disponibilidade», isto é, o despedimento após 8 meses com 75% do salário. 25 mil funcionários do Estado, na maioria mulheres, foram afectadas pelo «emagrecimento» dos serviços públicos. Elas constituem também a maioria esmagadora (95%) dos voluntários do Movimento de Solidariedade e dos dispensários autogeridos que tentam fazer face à crise sanitária e humanitária.
A participação massiva das mulheres, nos movimentos de resistência contra a destruição do Estado social pelas políticas de austeridade, não é portanto uma surpresa, não é fruto do acaso: primeiro, porque a condição das mulheres está no olho do ciclone da austeridade. A destruição do Estado social e dos serviços públicos fez explodir a sua vida: enquanto empregadas maioritárias da função pública e enquanto utilizadoras principais dos serviços públicos, as mulheres foram duplamente afectadas por todo o tipo de cortes. Elas têm pois mil razões para não aceitar a regressão histórica da sua condição feminina, que equivalerá a um verdadeiro regresso ao século XIX!
É verdade que inicialmente elas não se demarcavam como «sujeito político mulheres», partilhando as mesmas reivindicações e as mesmas formas de luta com os homens nos movimentos. Elas eram numerosas apenas.
Mas, já na luta pioneira contra a extracção de ouro na região de Skouries, em Chalkidi (norte da Grécia), opondo-se à multinacional canadiana Eldorado, as mulheres rapidamente se distinguiram pelas formas de luta e sua radicalidade. E se a imprensa e a opinião pública ignoravam a incidência da sua identidade de género na forma de lutar, a polícia não fazia o mesmo! Com efeito, a polícia anti-motim tomou como alvo particularmente as mulheres, utilizando uma repressão feroz e selectiva para aterrorizar toda a população através de ELAS, para aniquilar qualquer desobediência ou movimento de resistência. Criminalizadas, prisioneiras, elas sofreram violências humilhantes, mesmo sexuais e... específicas do seu corpo e do seu... género!
Numa segunda fase, as mulheres exprimiram-se por iniciativas e formas de luta próprias.
Tudo começou quando, para impor a parte mais dura do seu programa de austeridade e satisfazer os compromissos relativos aos seus credores, o governo tomou como alvo prioritário as mulheres de limpeza do Ministério das Finanças, da administração fiscal e das alfândegas. Remeteu-as ao estatuto de «disponibilidade» desde o final de Agosto de 2013, o que significa que ficaram a receber três quartos do seu salário de 550 euros durante oito meses, antes de serem despedidas definitivamente. O governo seguiu exactamente a mesma estratégia que em Skouries. O objectivo: atacar primeiro os mais fracos e menos susceptíveis de serem apoiados... ou seja, as empregadas de limpeza, para em seguida remeter o grosso dos empregados ao esquecimento, para chegar a despedir 25 mil funcionários públicos! E isto no momento em que os movimentos de resistência estavam já sangrados pela austeridade sem fim, atomizados, fatigados, extenuados, vulneráveis...
O governo acreditava que – com «esta categoria de trabalhadores», as mulheres pobres de «classe baixa» com salários de cerca de 500 euros, e, pensavam, pouco inteligentes (daí o slogan das mulheres de limpeza: «Nós não somos mulas, somos mulheres de limpeza») – conseguiria rapidamente esmagá-las como moscas.
O objectivo era privatizar o trabalho das empregadas de limpeza e oferecê-las de presente às empresas privadas de limpeza. Estas sociedades mafiosas, conhecidas por serem campeãs da fraude fiscal, remuneram com salários de 200 euros por mês, ou seja, 2 euros por hora, com seguro parcial, sem qualquer direito laboral, o que equivale a condições de semi-escravatura.
Estas mulheres despedidas e sacrificadas no altar da antropofagia da Troika, estas mulheres de 45 a 57 anos, muitas com famílias monoparentais, divorciadas, viúvas, endividadas, com crianças a cargo ou maridos desempregados ou familiares deficientes, encontrando-se diante da impossibilidade de obter prematuramente a sua reforma, após mais de 20 anos de trabalho, e desprovidas de qualquer possibilidade de encontrar trabalho, decidiram não se deixar ficar. E tomaram as suas vidas em mãos!
Foi assim que um punhado de mulheres decidiu agitar as rotineira formas de luta dos sindicatos tradicionais. Algumas tomaram a iniciativa de se organizar por si próprias, um núcleo de empregadas de limpeza que já tinha lutado e ganhado, dez anos antes, o direito a contratos de longa duração. Elas trabalharam como formigas, tecendo pacientemente um teia de aranha à escala do país...
E como estas servidoras do Ministério das Finanças foram mandadas para a rua e porque fazer greve no seu caso já não fazia sentido, elas decidiram fazer um muro humano com os seus corpos, na rua diante da entrada do Ministério das Finanças na Praça Sintagma em Atenas, a praça que fica diante do parlamento, o lugar mais emblemático do poder...
Não é um acaso que sejam as mulheres a fazer nascer formas luta cheias de imaginação. Desconsideradas por causa do seu sexo e classe social, marginalizadas pelos sindicatos e sem ligações às organizações tradicionais da esquerda grega, elas tiveram que fazer barulho até serem ouvidas e compreendidas, tiveram que criar uma imagem para se tornarem visíveis!
As greves passivas, as jornadas de acção efémeras e ineficazes, foram substituídas pela acção directa e colectiva. Elas apostaram na não-violência, no humor e no espectacular. Usando coroas de espinhos na cabeça, na Páscoa, com a corda ao pescoço diante da sede do partido Nova Democracia, ou com música e com danças, elas reclamam: a recontratação imediata para todas! Tudo isto é inédito na Grécia...
Elas ocupam e bloqueiam o acesso ao Ministério, e sobretudo elas perseguem os membros da Troika quando querem entrar no ministério (!) obrigando-os a fugir a correr e a usar a porta de serviço, junto com os seus guarda-costas. Elas afrontam e batem-se corpo a corpo com as unidades de polícia especial. Todos os dias, elas inventam novas acções, que são acompanhadas pelos média, e alertam toda a população: em suma, elas quebram o isolamento. E assim é que, aquilo que habitualmente é representado por estatísticas sem vida e sem alma, pelos números dos recordes do desemprego e da pobreza, eis que estas «abstracções» se humanizam, adquirem um cara, tornam-se mulheres de carne e osso, que além disso têm personalidade e vontade política próprias. Elas chamam-se Litsa, Despina, Georgia, Fotini, Dimitra… E com o seu exemplo, a sua coragem, a sua perseverança, a sua raiva de vencer, elas devolvem esperança a todas as vítimas da austeridade...
Mas atenção, as forças anti-motim brutalizam quase quotidianamente estas mulheres, para dar o exemplo, pois os patrões temem o contágio. E é toda a Grécia que assiste ao triste espectáculo destas mulheres, muitas já de idade avançada, que, dia após dia, são pisoteadas, maltratadas e feridas pelos Rambos da polícia, que poderiam ser seus filhos! E porquê? Porque a própria Troika quer abatê-las, pois são exemplo a imitar por todos os oprimidos, pois são a ponta da contestação anti-austeridade, não somente na Grécia mas em toda a Europa. Porque a sua luta pode tornar-se contagiosa...
*Sonia Mitralia é membro de «Mulheres contra a dívida e as medidas de austeridade» na Grécia.

A passagem do aniversário do 11 de Setembro, leva-nos a outros horizontes



Contribuição de Kem   Loach, que traça um paralelo com outro 11 de Setembro, este em 1973 no Chile .

EUA - Em Ferguson, repete-se a violência policial e o racismo

 
 
Ferguson, Missouri, EUA: Uma justa revolta contra os assassinatos policiais e a lei marcial
18 de Agosto de 2014. Serviço Noticioso Um Mundo A Ganhar.
Um jovem negro de 18 anos chamado Michael Brown foi abatido a tiro a sangue frio por um agente da polícia branco, quando a 9 de Agosto ele e um amigo passeavam rua abaixo em Ferguson, um subúrbio da classe operária de Saint Louis, a maior cidade do estado norte-americano do Missouri. Ferguson tem uma população que é cerca de dois terços negra, com uma força policial que é quase totalmente branca.
Os assassinatos de jovens negros e de jovens de outras minorias pela polícia são uma ocorrência comum nos EUA. E as pessoas já estavam fartas. Em Ferguson, elas levantaram-se e defenderam a sua posição, revoltando-se justamente contra a morte de Brown, a cruel repressão policial militarizada e a recusa das autoridades a inculparem o agente policial. A desafiadora resposta das pessoas a esta brutal execução à vista de todos tem atraído a atenção dos noticiários nos EUA e no mundo. As redes sociais explodiram com exaltados comentários e debates. Durante os protestos nocturnos, uma mulher levava um cartaz que dizia: “Fazendo história”.
Um relato enviado por um correspondente do jornal Revolution descrevia o local a 14 de Agosto:
“Ferguson está sob cerco. Embora eles não o digam, é a lei marcial, abertamente. A cidade tem estado cortada do resto das zonas vizinhas. Os veículos policiais montaram bloqueios em muitos dos cruzamentos usando veículos militares de transporte de pessoal e a polícia antimotim. O governo norte-americano forneceu equipamento militar à polícia local e ela está a usá-lo contra as pessoas para as tentar intimidar.”
“Há uma zona de interdição de voo sobre a cidade e estão a usar drones [aviões não tripulados – NT] para permitirem que as autoridades se foquem nos manifestantes. Helicópteros da polícia têm pairado sobre os protestos, despejando luzes intensas sobre toda a zona dos protestos. Há uma sensação de zona de guerra e de utilização de tácticas de guerra, que estão a ser usadas contra as pessoas desta cidade. Mas as pessoas não recuaram...”
A morte de Brown acontece dois anos e meio depois do assassinato na Flórida, amplamente coberto pela comunicação social, de outro jovem negro, Trayvon Martin, por um vigilante de bairro que foi declarado inocente pelo sistema judicial norte-americano apesar de meses de indignados protestos a nível nacional. Ao mesmo tempo que decorria a rebelião em Ferguson, no centro-sul de Los Angeles as pessoas gritavam as mesmas palavras de ordem: “Mãos para cima, não disparem”, manifestando-se para exigirem justiça pelo assassinato de Ezell Ford, um negro de 25 anos com uma doença mental abatido a tiro no início de Agosto pelo notoriamente racista Departamento de Polícia de Los Angeles. Nove dias antes, essa mesma polícia tinha espancado até à morte Omar Abrego, de 37 anos. Um negro de meia-idade, Eric Garner, foi recentemente estrangulado até à morte pela polícia da cidade de Nova Iorque quando estava a ser preso por vender cigarros. Tudo isto são apenas algumas das muitas vítimas da brutalidade policial nos EUA.
A situação em Ferguson está a mudar rapidamente à medida que os diferentes contingentes da classe dominante tentam compreender como lidar e controlar esta afronta em massa – usando mentiras vergonhosas para caluniarem Brown e enviando representantes negros de outras agências policiais, porta-vozes negros das igrejas e “políticos liberais” negros (indo até ao topo até Obama) para dissuadirem as pessoas a parar a sua luta, enquanto eles intensificam a repressão. No momento em que fechamos esta edição, a Guarda Nacional tinha sido chamada a 18 de Agosto, mas os manifestantes continuavam sem se deixar intimidar nessa noite, vários deles tendo sido presos. Mais informações disponíveis em revcom.us.
O texto que se segue é um editorial datado de 17 de Agosto do Revolution, jornal do Partido Comunista Revolucionário, EUA.

Uma semana de luta por justiça para Michael Brown e tudo mudou – e nada mudou.

Tudo mudou: as pessoas ergueram-se e lutaram e recusaram-se a desistir apesar das balas e dos tanques, dos ralhetes e das falsas condolências e de tudo o resto. Lutando e simplesmente exigindo justiça para Michael Brown e que esses porcos (bófias) deixem de assassinar jovens negros. Exigindo simplesmente que seja reconhecida a humanidade de milhões de jovens. E quando o fizeram – quando foram direitos aos cães e ao gás e às balas –, obtiveram a simpatia vinda do mundo inteiro, inspiraram outros a se erguerem, colocaram este assunto abertamente na agenda e mudaram os termos em que toda a gente pensou e falou sobre isto. As pessoas ergueram-se e mostraram que as pessoas que controlam isto não são todo-poderosas e que a força que elas usam contra o povo não é legítima. Isto é um verdadeiro progresso e deve-se apenas a uma luta determinada.
Ao mesmo tempo, nada mudou. Não há justiça nenhuma – qualquer que seja. O bófia que assassinou Michael Brown continua a sair à rua sem ter sido inculpado. De facto, nós nem sequer sabemos o número de balas que ele disparou sobre o Michael! Nós nem sequer sabemos porque é que estes bófias deixaram o Michael deitado na rua como um cão durante QUATRO HORAS depois de ele ter sido baleado e quem é que tomou essa decisão cruel, horrível. E aquele maldito chefe dos porcos que divulgaram o vídeo com o objectivo de assassinar o carácter de Michael continuar a ter o seu emprego. Não há sequer um esboço de consequências para nenhuns destes porcos. MALDITA seja esta merda!
Este não é o momento para parar a luta, nem para tentar transformá-la nalguma forma falsa de sentido de voto nem em nenhuma exigência de alguns políticos mentirosos. Este é o momento para redobrar a luta, fazê-la ascender a um nível mais ELEVADO. Estas justas reivindicações – inculparem e encarcerarem esse porco, despedirem o chefe dos porcos, fazerem rapidamente um esclarecimento completo – têm de ser imediatamente satisfeitas, não na semana que vem nem no ano que vem.
Não nos digam que “é preciso algum tempo para inculpar alguém” – não demora tempo nenhum a inculpar e acusar um jovem negro ou latino-americano que eles pensem que possa ter feito alguma coisa. Que diabo, não demora tempo nenhum a matá-los, quando eles não vão rapidamente para o passeio ou não param de vender cigarros ou quando apenas olham para o lado errado.
Não precisamos de promessas sobre como o Departamento de Justiça vai tratar disto – o Departamento de Justiça é o Departamento de IN-justiça. A única coisa que ele faz é proteger este maldito sistema.
Sejamos verdadeiramente claros: se as pessoas tivessem dado ouvidos aos que a meio da semana diziam “confiem em Ron Johnson” [o chefe negro da polícia estatal enviado para “acalmar” a situação] (...), se as pessoas tivessem dado ouvidos aos que diziam “Ok, indignem-se, mas não se indignem muito” (...), se as pessoas tivessem saído das ruas quando os porcos lhes disseram, (...) então nada do progresso que FOI conseguido teria sido conseguido. Esta luta tem de continuar e tem de ir mais alto, de ser mais vasta e de envolver mais pessoas.
E enquanto continuamos a lutar, perguntemo-nos o seguinte: PORQUE É QUE isto continua a acontecer? PORQUE É QUE, ao fim de tantos anos de votos, de se tentar ter estudos, de “se fazer todas as coisas certas” e tudo isso, (...) PORQUÊ? Porque é um sistema – e neste momento este sistema não tem mais nenhuma utilidade para milhões de jovens negros e latino-americanos e está a detê-los, a encarcerá-los e a exterminá-los. Eles estão a diabolizar e a perseguir estes jovens para justificarem tudo isto. Precisamos de uma revolução para acabar com isto – uma revolução que desmantele todo o poder de estado deles e que crie um novo poder que realmente sirva o povo para o emancipar e que contribuía para a emancipação do mundo inteiro.
Não precisamos de pessoas que digam às pessoas que votem, que confiem no Departamento de Justiça, e toda essa confusão. Não precisamos de pessoas que digam que são militantes e depois ajam como se fossem adjuntos ou auxiliares da polícia. Precisamos de unidade, de exigir justiça – JÁ!
Acusem e encarcerem o polícia assassino! Despeçam o chefe da polícia! Esclarecimento total do que aconteceu: imediatamente!
Combater o poder e transformar as pessoas, pela revolução!

Relatório do Senado dos EUA diz que a CIA tortuta detidos até à morte



por LusaOntem
A Agência de Informações norte-americana (CIA) torturou suspeitos de pertencerem à rede terrorista Al-Qaida "até ao ponto da morte", afogando-os em banheiras, noticia o Daily Telegraph, antecipando um relatório do senado norte-americano sobre técnicas de interrogatório.
O jornal cita uma fonte dos serviços de segurança, que diz que a tortura de pelo menos dois suspeitos, incluindo o alegado cabecilha dos ataques do 11 de setembro, Khalid Sheikh Mohammed, foi muito além do 'waterboarding' admitido pela CIA, que consiste em simular um afogamento despejando água pela cabeça do inquirido.
"Eles não estavam apenas a despejar água pela cabeça ou através de um pano", lê-se na citação que o Daily Telegraph atribui à fonte dos serviços de segurança". Eles estavam a segurá-lo debaixo de água até ao ponto da morte, com um médico presente para garantir que não iam longe demais".
De acordo com outra fonte, o relatório do senado norte-americano baseado numa análise de documentos classificados irá "chocar profundamente" o público devido à extrema natureza gráfica das técnicas de interrogatório extremas usadas pela CIA.

NATO - Cimeira da Guerra

Hoje, dia 4 e 5 de Setembro  realiza-se no Reino Unido (País de Gales), uma Cimeira da NATO. Num contexto internacional em que se multiplicam conflitos e aumentam a
insegurança e a instabilidade, as organizações portuguesas abaixo assinadas, comprometidas com a Paz, a cooperação, o progresso e a justiça social:

Recordam que a NATO é um bloco político-militar de natureza agressiva, criado pelos EUA para inserir países da Europa e de outros continentes nos seus objectivos e
estratégia imperialista contra a soberania e os direitos e aspirações dos povos do mundo.

Lembram que em 1949, a NATO contou com  Portugal – que então estava sob uma ditadura fascista – entre os seus países fundadores; que os países da NATO apoiaram as guerras  coloniais do regime fascista contra os povos  de Angola, da Guiné-Bissau e de Moçambique e  que, após o 25 de Abril de 1974, a NATO tentou  ameaçar e condicionar, através da realização de manobras de forças navais junto à costa portuguesa, a liberdade conquistada pelo povo português de decidir o seu destino.
Denunciam a NATO como a principal ameaça à paz mundial. A NATO é um instrumento de guerra.  Foi através da NATO que a guerra regressou à  Europa depois do fim da II Guerra Mundial, com  a destruição da Jugoslávia. A NATO é   responsável pela agressão ao Afeganistão e à Líbia, tendo estado envolvida na ocupação do Iraque. A NATO apoia a agressão à Síria e  promove a escalada de conflito na Ucrânia .

Denunciam que – no momento em que são exigidos  inaceitáveis sacrifícios e impostas graves  regressões às condições de vida dos trabalhadores e dos povos – os países da NATO  promovem uma perigosa corrida armamentista, nomeadamente através da instalação de um sistema anti-míssil na Europa, e afirmam objectivo de aumentar as suas despesas  militares, que já representam cerca de 70% dos gastos militares mundiais.

Responsabilizam sucessivos governos portugueses por, em claro desrespeito pela
Constituição da República Portuguesa e pelos  princípios da Carta das Nações Unidas,
seguirem uma política de subserviência e de  envolvimento de Portugal na estrutura e
missões de agressão da NATO a outros povos.

Reclamam a retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO contra  outros povos.

Afirmam como urgente a dissolução da NATO, o  desarmamento geral e controlado, o fim das bases militares estrangeiras – nomeadamente  em Portugal – e das armas nucleares e de  destruição massiva.
Exigem das autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações  Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania e igualdade de direitos dos povos.

 Agosto de 2014                            As organizações subscritoras
 
.Associação de Amizade Portugal-Cuba           . Colectivo Mumia Abu-Jama        .Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional            .Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idoso   . Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto          .Conselho Português para a Paz e Cooperação    .Cooperativa Mó de Vida          . Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal           .Federação dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços            . Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Mina    .Movimento Democrático de Mulheres            .Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente   .Sindicato de Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte                 .Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa      .Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve            .Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal            .União dos Sindicatos do Distrito de Braga

Dede 2000, já morreram 25 000 Imigrantes a tentarem chegar à Europa


Desde 2000 mais de 25000 imigrantes morreram no caminho para a Europa . https://www.detective.io/detective/the-migrants-files/

Denuncia do terrorismo do estado de Israel



AMÉRICA LATINA MOVIMENTA-SE CONTRA MATANÇA EM GAZA (2014-07-31)
 
A Bolívia declarou Israel “um Estado terrorista” e cancelou o acordo de isenção de vistos que estava em vigor desde 1972. A decisão foi anunciada pelo próprio presidente Evo Morales e segue-se a outras atitudes assumidas por dirigentes latino americanos fazendo sentir a sua indignação perante a violência praticada pelo exército israelita em Gaza.

“Se os Estados Unidos e a União Europeia se acham no direito de decidir quem é ou não terrorista e, ao mesmo tempo, toleram e são até cúmplices do que está a acontecer em Gaza, é natural que apareçam países com uma visão mais geral e equilibrada do fenómeno terrorista”, afirma Nadia Taebi, professora libanesa de ciências políticas em Beirute. “Os países da América Latina que se libertaram de terríveis ditaduras sabem por experiência própria o que são violações dos direitos humanos, pelo que estão sensíveis e despertos para os dramas de uma carnificina como esta que, pelos vistos, não incomoda os dirigentes europeus e norte-americanos”, acrescentou.
Na sua declaração, Evo Morales afirmou que “Israel não é um garante dos princípios do respeito pela vida e pelos direitos elementares que governam a coexistência pacífica e harmoniosa da comunidade internacional”. O presidente boliviano recordou que o acordo de isenção de vistos com Israel resultava de uma decisão tomada em 1972 por um regime ditatorial que não representava os interesses e a vontade dos bolivianos.
Evo Morales defendera já anteriormente a necessidade de a comunidade internacional assumir que o Estado de Israel deverá ser acusado da “prática de crimes contra a humanidade”.
Chile, Brasil, El Salvador, Equador, Venezuela e Peru são países que já tomaram igualmente posições perante os acontecimentos de Gaza chamando os embaixadores israelitas nas respectivas capitais para os confrontarem com o seu desagrado.
“São atitudes corajosas e contra uma corrente de cobardia que parece paralisar a maior parte dos dirigentes mundiais perante os crimes de Israel”, segundo John Stevenson, economista e cidadão norte-americano que trabalhou para o Banco Mundial e se radicou em Beirute incentivando projectos humanitários de desenvolvimento. “Se mais países reagissem assim talvez a convicção de impunidade que retirou os limites aos dirigentes israelitas começasse a ficar abalada”, acrescentou. “Infelizmente”, concluiu, “as posições dominantes estão mais próximas da vergonhosa atitude tomada pelos Estados Unidos, um país que ao mesmo tempo que diz condenar o massacre numa escola de Gaza decide reforçar o fornecimento de munições ao exército de Israel para que a matança continue”.

César Augusto Carnoto, La Paz, Charles Hussain, Beirute

Carta ao Tribunal Penal Internacional

Assina a carta ao Tribunal Penal Internacional, para que Benjamin Netanyahu responda perante os Crimes de Guerra.
Vamos agir e denunciar os crimes dos Nazi/sionistas
Enviar uma carta ao Tribunal Penal Internacional 

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