CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Pela Paz ! Não à NATO !

       
No próximo dia 4 de Abril assinalam-se 65 anos da criação da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), instrumento de domínio global, pelo qual foram protagonizadas várias agressões a povos e a Estados soberanos, que deixaram duradouros rastos de morte e destruição, de que são exemplo a Jugoslávia, o Afeganistão o Iraque e a Líbia, e bloco também responsável pela chocante corrida aos armamentos que prossegue na actualidade.

   
Actos públicos a realizar no dia 4 de Abril, em: Lisboa 18:30h
Início junto aos armazéns do Chiado
deslocação até Largo Camões
Porto 17:30 h Praça da Liberdade Junto à Igreja dos Congregados



Pelo à participação nas iniciativas públicas que se realizarão em Lisboa e no Porto, no dia 4 de Abril
  
Pela Paz! Não à Nato!
   
Em 2014 assinalam-se 65 anos da criação da NATO, o maior bloco político-militar do Mundo e meio belicista fundamental através do qual os Estados Unidos da América e seus aliados procuram assegurar o domínio global.
 
A NATO, instrumento pelo qual foram protagonizadas várias agressões a povos e a Estados soberanos, que deixaram duradouros rastos de morte e destruição, de que são exemplo a Jugoslávia, o Afeganistão o Iraque e a Líbia, é também responsável pela chocante corrida aos armamentos que prossegue na actualidade. Os países membro deste bloco são responsáveis por cerca de 75% das despesas militares mundiais. No conceito estratégico desta aliança agressiva, permanece a possibilidade da utilização de armas nucleares num primeiro ataque e esta arroga-se o direito de actuar em qualquer parte do globo, sob qualquer pretexto.
As organizações portuguesas, abaixo assinadas, recordam que, aquando da realização da cimeira da NATO em Portugal, em 2010, um grande movimento pela paz, demonstrou a sua firme oposição à realização da Cimeira e aos seus objectivos, organizando, ao longo do ano, dezenas de iniciativas por todo o país, culminando com a grande manifestação convocada pela «Campanha em Defesa da Paz e contra a cimeira da NATO em Portugal - Campanha “Paz Sim! NATO Não!”», onde participaram mais de cem organizações e dezenas de milhares de pessoas que encheram a Avenida da Liberdade, em Lisboa, denunciando os objectivos militaristas da NATO e afirmando a necessidade da construção de um Mundo de paz, solidariedade e cooperação.
   
Em 2014, ano em que também se comemoram os 40 anos da Revolução de Abril, que pôs fim à guerra colonial e reconheceu a independência dos povos irmãos africanos, as organizações subscritoras apelam à participação nas iniciativas públicas que se realizarão em Lisboa e no Porto, no dia 4 de Abril, para reafirmar as justas e legítimas reivindicações e aspirações em prol da paz, designadamente:
- Oposição à NATO e a todos os blocos militaristas e seus objectivos belicistas;
- Retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;
- Encerramento das bases militares estrangeiras, nomeadamente em território nacional;
- Dissolução da NATO;
- Desarmamento e fim das armas nucleares e de destruição massiva;
- Exigência do respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das determinações da Carta das Nações Unidas, em defesa do direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.
   
Organizações que subscreveram, até o momento:

Associação Conquistas da Revolução, Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental, Associação Intervenção Democrática - ID, Comité de Solidariedade com a Palestina´, Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional, Confederação Nacional da Agricultura, Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos, Conselho Português para a Paz e Cooperação,Cooperativa Mó de Vida, Ecolojovem - «Os Verdes , Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas, Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, Juventude Comunista Portuguesa,Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos,Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente,Projecto Ruído, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul,Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins, União dos Sindicatos de Lisboa, União dos Sindicatos do Porto

RAP DI PROTESTO

Acção de rua contra o acordo Epal-Mekorot

Acção de rua contra o acordo Epal-Mekorot 
No dia 25 de março, estaremos no Largo de Camões, entre as 18h e as 19h.
 
A empresa das águas holandesa Vitens cancelou a sua parceria com a Mekorot.
Na Argentina, o movimento de boicote fez perder à Mekorot um contrato milionário.
Em Lisboa, queremos que a EPAL denuncie o seu acordo com a Mekorot.
Junta-te à semana mundial contra a Mekorot, empresa israelita responsável pelo apartheid da água na Palestina.

No dia 25 de março, estaremos no Largo de Camões, entre as 18h e as 19h.Participa, traz garrafões de água vazios.
MEKOROT FORA DE PORTUGAL!

Organizações participantes:
Associação de Agricultores do Distrito de Lisboa - Associação Água Pública - Associação Intervenção Democrática - Casa Viva - Colectivo Mumia Abu-Jamal- Comité de Solidariedade com a Palestina - Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Conselho Português para a Paz e a Cooperação - Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal - Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos - Grupo Acção Palestina - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente - SOS Racismo

Protesto contra o MIPIM, pelo direito à habitação e à cidade


Free Eddie Conway


http://www.rebelion.org/noticia.php?id=181712

"Graffiti é crime no país onde roubar é ARTE"


Sabem quem é?


Kateryna Chumachenko, casada com Viktor Yushchenko, o homem da Revolução Laranja. Cidadã nascida e criada nos EUA, onde adere ao movimento norte-...americano nazi chamado "National Alliance". Trabalhou na Casa Branca durante a administração de Ronald Reagan e posteriormente na de George H. W. Bush. Foi co-fundadora e vice-presidente da fundação Ukraine-USA.

É uma das heroínas da actual "revolução ucraniana".

Anti-fascistas europeus, despertem ! A peste castanha está de volta !

 Por Yorgos Mitralias
Desta vez não há dúvida. Monstruosa e horrível, a ameaça fascista está de volta, sem que a nossa Europa se escandalize por aí além. A prova? Nazis “puro-sangue”, que se reivindicam do 3º Reich e das suas divisões SS, perante os quais os brutos da Aurora Dourada grega quase parecem meninos de coro, ocupam os postos mais nevrálgicos (Ordem Pública, Defesa, Justiça) no governo interino ucraniano. E, o que é mais, a sua presença nesse governo não choca nada os nossos media, que se apressam a baptizá-los de ... “nacionalistas”, nem os nossos queridos dirigentes europeus de todas as espécies (social-democratas incluídos), que se apressam a reconhecê-los como parceiros totalmente frequentáveis.
Em suma, é como se o processo de Nuremberga nunca tivesse existido! E não é tudo. O pior é que os acólitos desses fantasmas de um mundo que acreditávamos – erradamente – desaparecido para sempre  se contam hoje por milhares, se passeiam armados até aos dentes nas ruas de Kiev e de Lviv e, sobretudo, estão a ganhar a confiança de um grande número dos seus compatriotaas. Porque, paradoxo ou não, é infelizmente um facto que essa revolta autenticamente popular que acaba de varrer o regime de Yanoucovitch tem entre os seus dirigentes nostálgicos da colaboração banderista de Svoboda e – sobretudo - os neo-nazis,  em plena  ascensão, de Praviy Sektor.
Então, se os Svoboda e Praviy Sektor fazem parte do governo ucraniano sem que os nossos dirigentes europeus ou norte-americanos – como aliás os nossos media de grande dimensão e outras instituições internacionais – se perturbem, não nos surpreendamos se todo esse belo mundo neo-liberal aceitar amanhã sem protesto a presença de um partido como o Aurora Dourada num governo grego. Se Dmytro Yarosh, chefe de Praviy Sektor, se torna o segundo de Andriy Parubi (aliás ele próprio fundador do partido nacional-socialista da Ucrânia) à cabeça do Conselho de Segurança Ucraniano, por que não amanhã o führer do Aurora Dourada, N. Mihaloliakos, à frente dos Ministérios da Defesa ou da Ordem Pública gregos? Eis uma razão mais para considerarmos o que se passa actualmente na Ucrania como uma verdadeira viragem na história europeia do pós-guerra, um imenso salto qualitativo da ameaça neo-fascista que pesa agora sobre todos nós.
Mas não se trata apenas disso. Independentemente do caminho que tomem os acontecimentos que vêem afrontar-se no solo ucraniano não só a Rússia e a Ucrânia (igualmente reaccionárias e enfeudadas aos oligarcas) mas também as grandes potências imperialistas do nosso tempo, tudo indica que os neo-nazis ucranianos, já poderosos, serão os únicos a aproveitar-se da devastação que não deixarão de provocar tanto as políticas de austeridade do FMI como os ventos guerreiros e nacionalistas que varrem a região. As consequências são previsíveis. Os neo-nazis ucranianos em armas serão provavelmente capazes de estender a sua influência para lá do Leste europeu e gangrenar o conjunto do nosso continente. Como? Primeiro, impondo, no interior do campo da extrema-direita europeia em ascensão, relações de força favoráveis ao neo-nazismo militante. Depois, servindo como modelo de exportação ao menos para os países vizinhos (incluindo a Grécia), já martirizados pelas políticas de austeridade e já contaminados por vírus racistas, homofóbicos, anti-semitas e neo-fascistas. E, evidentemente, sem esquecer o grande “argumento” que constituem os milhares e milhares de armas – incluindo pesadas – na sua posse, que não deixarão de exportar. A conclusão salta à vista. É o conjunto da paisagem, equilíbrios e relações de força na Europa que será inevitavelmente transformado, às custas de sindicatos operários, organizações de esquerda e movimentos sociais. Em palavras simples, já há de que ter pesadelos.
Então, que mais é preciso para que a esquerda europeia saia do seu actual torpor, toque o alarme, se mobilize urgentemente e tome o mais rapidamente possível a única iniciativa capaz de contrariar o tsunami fascista e fascistóide que se aproxima: uma iniciativa que não pode senão visar a criação de um movimento anti-fascista europeu, unitário, democrático, radical, de longa duração e de massas, que combine a luta contra as políticas neo-liberais da austeridade draconiana contra a peste castanha, onde quer que esta se manifeste. A hora não é de tergiversações, nem de ilusões de que tudo se passa longe de nós, nem o alibi da rotina anti-fascista que consiste em lutar no seu bairro ou no seu país, sem ligar ao que se passa do outro lado da fronteira. Em primeiro lugar, porque mesmo antes do alarme anti-nazi ucraniano a situação na Europa ocidental era – e continua a ser – mais do que alarmante, justificando plenamente a mobilização geral contra a subida impetuosa da extrema-direita. E depois, porque, por mais necessárias que sejam, as lutas e as campanhas anti-fascistas nacionais ou regionais não bastam, não estão à altura das circunstâncias actuais, completamente excepcionais e históricas.
Por outras palavras: anti-fascistas da Europa, desperte, porque já é quase meia-noite e a história tende a repetir-se tão trágica como no passado.
 

Amnistia Internacional critica Israel por mortes de palestinianos

                                                             

Dois dias antes, Jihad Abdul Attawil, um preso de 47 anos, morreu depois de ter sido espancado e atacado com gás lacrimogéneo na sua cela.
Estes três exemplos não descrevem uma semana negra. Eles acontecem todas as semanas, todos os dias e são reveladores da brutalidade da ocupação e da impunidade dos crimes perpretados pelo exército e pelos colonos na Palestina.
 
Um artigo no Público, 27/02/2014: (Maria João Guimarães)                            
Repressão de manifestações palestinianas pelos soldados israelitas é um dos focos do relatório da organização de defesa de direitos humanos.
Samir Awad morreu em Janeiro de 2013. A investigação israelita à sua morte ainda decorre Mohamad Torokman/Reuters
Uso de força excessiva, clima de impunidade no exército, violações graves de direitos humanos e da lei internacional: são várias as acusações que a Amnistia Internacional (AI) faz a Israel sobre o seu tratamento dos palestinianos na Cisjordânia. A organização faz recomendações não só a Israel, mas também aos Estados Unidos e Europa: que suspendam o envio de armas para o país até “Israel poder assegurar que não as usará para violar a lei humanitária internacional”, disse Phillip Luther, director para o Médio Oriente da AI.
Israel reagiu dizendo que o relatório ignora as condições que os soldados enfrentam na Cisjordânia e argumenta que número de ataques dos palestinianos aos militares também aumentou.
No entanto, a Amnistia considera que a maioria das acções agressivas dos palestinianos – lançar pedras contra os soldados, às vezes contra torres distantes ou veículos blindados – raramente causam perigo à vida dos militares. E ainda assim, estes respondem normalmente com disparos, e por vezes matam.
O relatório de 80 páginas “Trigger happy – o uso excessivo da força por Israel na Cisjordânia” começa com o caso de Samir Awad, 16 anos, que saiu de um exame de Ciência para ir, com colegas, até ao muro que divide Israel da Cisjordânia, passando por um buraco a primeira vedação da barreira dupla. Os soldados correram atrás de Samir e dos outros jovens que estavam com ele. A primeira bala atingiu a perna, e Samir correu. “Quanto é que consegue correr uma criança ferida?”, perguntou um amigo de Samir, Malek Murrar, também de 16 anos. “Uns 20, talvez 30 metros? Eles podiam tê-lo prendido com facilidade, especialmente porque ele estava ferido. Mas em vez disso, dispararam contra ele com balas reais”, contou. A bala entrou pela parte de trás da cabeça e Samir morreu, diz o relatório. A investigação decorre há mais de um ano.
É um dos casos que a Amnistia diz que está a acontecer cada vez mais – “mortes e ferimentos de palestinianos como resultado de disparos ou outro tipo de violência por soldados israelitas fora de um contexto de conflito armado”. O contexto é muitas vezes o de protestos contra a ocupação.
O relatório cita números da ONU: em 2013 houve 27 palestinianos mortos por soldados israelitas (25 por balas reais disparadas por soldados israelitas, outros dois por balas de borracha). Em 2011 tinham morrido nove (oito por balas reais e um atingido por uma lata de gás lacrimogéneo) e em 2012 oito por balas reais.
“A maioria dos protestos começa em geral de forma pacífica mas vai ficando violento quando uma minoria, normalmente de jovens, começa a atirar pedras em direcção aos soldados israelitas, por sua iniciativa ou em resposta a uma acção agressiva das forças israelitas”, diz a AI. “Na prática, este atirar de pedras, mesmo quando são usadas catapultas, não representa risco, ou se representar é muito pouco, para os soldados, que estão geralmente muito longe e bem protegidos”. O lançamento das pedras, considera a Amnistia, “não terá mais do que um valor irritante”. Em 22 das 27 mortes palestinianas do ano passado, as vítimas não pareciam representar uma ameaça directa e imediata para os soldados. Assim, continua a AI, estes actos poderiam ser considerados “crimes de guerra”.
Gás lacrimogéneo dentro de casa
Israel muitas vezes reage também com “castigos colectivos”, segundo o relatório. Em Nabi Sabeh, onde há manifestações frequentes, a localidade é frequentemente declarada zona militar fechada e os seus habitantes sujeitos a acções como o uso de gás lacrimogéneo para dentro de casas ou ataques a paramédicos tentando assistir feridos. A AI critica o uso de irritantes químicos em espaços fechados, demasiado perto de pessoas, ou em locais onde possam contaminar água.
Outro ponto apontado no relatório é um clima de impunidade entre os militares. O Estado hebraico decidiu em 2011 exigir investigações a todas as mortes de palestinianos fora de contextos de combates. No entanto, de 20 investigações à morte de 24 palestinianos, apenas uma resultou em condenação de um soldado.
Comentando estes dados, Avihari Stollar, da associação Breaking the Silence, um grupo formado por antigos soldados que se opõem às práticas militares na Cisjordânia, nota que é importante ver o contexto alargado: soldados jovens, de 18 ou 19 anos, encarregados de lidar com uma população civil. “Eles são treinados para combater, não para lidar com civis, muito menos com agitação de civis”, disse ao jornal norte-americano Christian Science Monitor. “Não aceito a ideia de que isto é uma acção deste ou daquele soldado – não aceito a terminologia da maçã podre.”
Israel argumenta que o relatório da AI ignora os mais de 130 feridos por pedras lançadas pelos palestinianos – quase o dobro dos ferimentos do ano anterior – “num total de 5000 incidentes envolvendo o lançamento de pedras”, segundo um porta-voz do exército citado pelo jornal israelita Jerusalem Post.
No ano passado, morreram cinco israelitas em ataques com origem na Cisjordânia, comparado com zero no ano anterior, de acordo com os serviços de segurança interna de Israel. Em 2013, 44 foram feridos em circunstâncias semelhantes, contra 40 em 2012.
Obama vai entrar nas negociações para acordo
Tudo isto acontece num clima político em curva descendente, as negociações em curso entre israelitas e palestinianos são encaradas com cada vez mais cepticismo.
Para contrariar este ambiente de impasse, o Presidente norte-americano, Barack Obama, está a preparar-se para se empenhar pessoalmente no esforço de levar os dois lados a um acordo até Abril, algo que até agora tinha sido sobretudo obra do envolvimento pessoal do seu secretário de Estado, John Kerry.
A Casa Branca anunciou esta quinta-feira que Obama receberá o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, em Washington a 17 de Março.
Obama, nota o New York Times, corre um enorme risco com esta decisão: no seu primeiro mandato o Médio Oriente tinha sido a sua aposta – mas depois de ter juntado israelitas e palestinianos na Casa Branca em 2010 não conseguiu evitar que as negociações se desmoronassem apenas três meses depois. O desafio para a Casa Branca, diz o NYT, era pôr o Presidente em campo quando pudesse fazer diferença. Os conselheiros acreditam que essa altura chegou.
Mas num processo onde os falhanços são comuns e os sucessos raros, há muitos que temem que o Presidente possa estar a arriscar o seu prestígio por algo com poucas hipóteses.
No terreno, o aumento de violência é visto por muitos analistas como um mau prenúncio.

Saudação ao 38º Aniversário da República Árabe Saarauí Democrática



Saudação da Direcção do CPPC acerca do 38º Aniversário da república do Saarauí

O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda o 38º Aniversário da República Árabe Saarauí Democrática que ocorre, hoje, dia 27 de Fevereiro de 2014.

Em Fevereiro de 1976 a Frente Polisário Movimento de Libertação da antiga colónia espanhola de Sagia el Hamra e Rio de Ouro, constituído em 1968, tomou a decisão histórica de, em nome do Povo Saarauí, proclamar a República Árabe Saarauí Democrática, assumindo a responsabilidade de garantir a soberania do Saara Ocidental e a defesa dos direitos inalienáveis do seu povo a uma Pátria livre e independente, no território que lhe foi legado pelos seus antepassados.

A violenta ocupação do território do Saara Ocidental por Marrocos e pela Mauritânia, o prosseguimento da luta contra as potência ocupantes, a saída da Mauritânia do conflito e a deslocação forçada de centenas de milhares de saarauís para acampamentos no território contiguo da República da Argélia, a ocupação por colonos marroquinos de grande parte do Saara Ocidental, figuram na História moderna como uma das mais graves violações do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

O direito do povo do Saara Ocidental à autodeterminação foi confirmado pela Resolução 1514 da Organização das Nações Unidas, assim como a República Árabe Saarauí Democrática é, reconhecida por largas dezenas de Estados membros da ONU.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda, nesta data de tão grande significado, o povo do Saara Ocidental, a Frente Polisário e os Órgãos de Estado da República Árabe Saarauí Democrática a quem manifesta, uma vez mais, o seu incondicional apoio à luta por uma Pátria Livre e Soberana.

         

60º Aniversário de Mumia - Festival Celebração da Vida


"O Festival de celebração da vida, de 24 a 26 de abril na Filadélfia, marca o 60º aniversário da Mumia. Em sábado, 26 de abril, o Free Mumia Abu-Jamal Coalition (NYC) irá reunir adeptos em dois ônibus, um da rua 31 e a 8ª Avenida e um da Igr...eja de Riverside, Claremont Avenue na rua 120 e passeio para Filadélfia pelo festival durante todo o dia, uma festa enorme bloco internacional. Vamos sair de Nova York em 08 e deixar Philadelphia em 20 para a viagem para casa; Bilhetes de ida e volta são US $20. Para um assento em um ônibus, envie um cheque ou ordem de pagamento feitos para FMAJC/IFCO por US $20 para FMAJC, P.O. Box 16, College Station, Nova Iorque, 10030 NY. Incluir seu nome, número de telefone e endereço de e-mail e qual ônibus você gostaria de andar. Nós vai pelo correio volta seu bilhete.

O festival será uma reunião de todos aqueles que já participaram de Mumia apoiar esforços ao longo dos anos juntamente com todos os jovens que se juntaram e fortaleceu nosso movimento nos últimos anos. As actividades incluem apresentações de Dead Prez, Jasiri X, Immortal Technique, Taina Asili e Dice Raw, entre outros e uma performance especial pela dança africana Universal e Drum Ensemble. Alto-falantes, fornecedores, tabelas de recursos, um pavilhão de saúde e oficinas complementam o programa. Oficinas regulares incluem saber seus direitos, a escola para prisão Pipeline, mulheres e prisões e os presos políticos.

Para aqueles de você dirigindo, o festival terá lugar em e ao redor da Igreja do advogado, 1801 W. Diamond Street.

Dois dias antes, no aniversário da Mumia — 24 de abril, haverá um evento de gala com Cornel West, o Last Poets, Sonia Sanchez, Marvin X, um desfile de moda, jantar e muito mais. Mumia pediu que ele seja dedicado à família de Baraka. O custo é de r $30 por pessoa, e a localização é 1016-18 South Street, na Filadélfia. Tempo: 06:30 a 21:30
Galera que esta no USA vambora lá Apoiar!!!"

Solidariedade com a Revolução Bolivariana


Terrorismo israelita em acção

 
Soldados do exército de ocupação invadiram esta terça-feira de madrugada a casa de Yusef Abu Maria, coordenador do comité de resistência popular de Beit Ommar (perto de Hebron), aterrorizando a sua mulher e os seus 4 filhos, antes de o deter e levar para um destino desconhecido.
Não há nada que o ocupante israelita mais deteste que a resistência popular não violenta. E ele usa todo o peso do seu terror para tentar quebrar esses militantes e desencorajar os palestinianos que resistem desta maneira.Na manhã de terça-feira, a casa de Yusef foi envadida pelos soldados do regime israelita, que não se privaram de aterrorizar a sua esposa e os seus 4 filhos, com idades entre os 6 meses e os 13 anos.Este militante, que já passou 5 anos da sua vida nas cadeias fascistas do ocupante israelita, é assim detido pela 19ª vez, o que deixa a sua família sem recursos.
Para manifestar o seu apoio: beitommarpopularmovement@gmail.com
Comité de Resistência Popular do Sul da Cisjordânia

O Império ataca e rapina os povos do planeta


Tshirt de Mumia para angariar fundos - Organização de Guerrilla Republik

WE ARE TO PROUD ANNOUNCE THAT WE IN GUERRILLA REPUBLIK HAVE THE HONOR TO CREATE " RELEASE 8335 EDITION FOR MUMIA ABU JAMAL " WERE PROCEEDZ WILL GO TOWARDS MUMIA WAR CHEST FUND , AND THIZ PROJECT WILL CONTINUE TILL OUR BROTHER, COMRADE, TEACHER IZ FREE ( THIZ VISION HAZ BEEN APPROVED BY: BRING MUMIA HOME COMMITTEE ) MORE INFO WILL AVAILABLE SOON ( TRU REZPECT TO CAPITAL X FOR THE PUTTING SOME LOVE BEHIND THIZ DESIGN OF TRUTH ) NOT LET'Z MAKE THIZ UNIVERSAL SO THE WORLD CAN HEAR OUR WAR CRY " RELEASE 8335 !"
 

Revolution Urbaine _ La Provence


Dois artigos de Amira Hass sobre a questão da Água na Palestina

A propósito da pergunta levantada pelo presidente do Parlamento Europeu no parlamento israelita, a jornalista israelita publica no Haaretz:
O escândalo “watergate” israelita: Os factos sobre a água palestiniana
Israel adoptou uma abordagem de conta-gotas para fornecer água aos palestinianos em vez de os deixar controlar o seu próprio recurso natural.
Por Amira Hass, 16.2.2014
Rino Tzror é um entrevistador que discute mais do que elogia os seus entrevistados. Ainda assim, nesta última terça-feira, não fez o seu trabalho de casa e deixou a ministra da Justiça Tzipi Livni lançar areia para os olhos do público no que respeita ao pânico sobre a água criado por Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu.
Livni foi convidada para o programa da sua Rádio do Exército na qualidade de voz sensata, que iria criticar o comportamento do ministro da Economia Naftali Bennett e Co. perante Schulz (o partido de Bennett Habayit Hayehudi saiu do Knesset durante um discurso de Schulz, quando este se permitiu de perguntar se realmente aos israelitas era distribuída quatro vezes mais água do que aos palestinianos). “Eu disse [ao presidente do Parlamento Europeu]: ‘você está enganado, eles enganaram-no intencionalmente’”, disse ela a Tzror. “’Não é assim que a água é atribuída. Israel dá aos palestinianos mais água do que aquela a que nos comprometemos nos acordos provisórios’”.
 

A simples palavra “dá” deveria ter chamado a atenção de Tzror. Mas Livni continuou a bajulá-lo no seu tom ensaiado, com os seus queixumes contra a posição palestiniana sobre a água dessalinizada e o Joint Water Committee.
Assim, aqui exponho os factos:
* Israel não dá água aos palestinianos. Vende-lha, pelo contrário, sem qualquer desconto.
* Os palestinianos não estariam forçados a comprar a água a Israel se este não fosse um poder ocupante que controla o seu recurso natural e se não fossem os Acordos II de Oslo, que limitam a quantidade de água que podem produzir, assim como o desenvolvimento e a manutenção da sua infraestrutura de água.
* Este acordo provisório de 1995 era suposto levar a um acordo permanente após cinco anos. Os negociadores palestinianos iludiram-se ao pensar que ganhariam soberania e portanto o controlo sobre os seus recursos de água.
 Os palestinianos foram o lado fraco, desesperado, facilmente ludibriado, e desleixado quando se tratou dos detalhes. Assim, nesse acordo, Israel impôs uma divisão escandalosamente desigual, humilhante e revoltante dos recursos de água na Cisjordânia.
* A divisão baseia-se na quantidade de água que os palestinianos produziam e consumiam na véspera do acordo. Aos palestinianos eram destinados 118 milhões de metros cúbicos por ano de três aquíferos através de perfuração, poços agrícolas, fontes e precipitação. Presta atenção, Rino Tzror: o mesmo acordo destinava a Israel 483 metros cúbicos anualmente dos mesmos recursos (e também esse limite foi excedido ao fim de uns anos).
Por outras palavras, uns 20 por cento vão para os palestinianos que vivem na Cisjordânia e cerca de 80 por cento vão para os israelitas – dos dois lados da Linha Verde – que também usufruiem de recursos do resto do país.
Por que deveriam os palestinianos concordar em pagar pela água dessalinizada proveniente de Israel, que lhes rouba constantemente a água que lhes corre por debaixo dos pés?
* O segundo grande escândalo do acordo: a economia/administração da água em Gaza foi condenada a ser auto-suficiente e a contar com o aquífero no interior das suas fronteiras. Como podemos ilustrar a injustiça? Digamos que se pedia aos residentes do Negev que sobrevivessem dos aquíferos na região de Be’er Sheva-Arad, sem o National Water Carrier e sem contar com o crescimento da população. A bombagem excessiva em Gaza, que faz a água do mar e os esgotos penetrar dentro do aquífero, fez com que 90 por cento da água potável se tornasse imbebível.
Podem imaginá-lo? Se os israelitas tivessem em mente a paz e a justiça, o Acordo de Oslo teria desenvolvido uma infraestrutura ligando a Faixa ao resto do país.
* Segundo o acordo, Israel continuará a vender 27,9 milhões de metros cúbicos de água por ano aos palestinianos. Na sua generosidade colonialista, Israel concordou em reconhecer as necessidades futuras dos palestinianos de 80 milhões de metros cúbicos adicionais por ano. Está tudo detalhado no acordo com a meticulosidade mesquinha de um magnate capitalista. Israel venderá alguma e os palestinianos farão as perfurações em busca do restante, mas não nos aquíferos de montanha do Oeste. Isso é proibido.
Mas, actualmente, os palestinianos produzem apenas 87 milhões de metros cúbicos na Cisjordânia – 21 milhões m3 menos do que lhes foi atribuído por Oslo. A seca, as limitações de Israel ao desenvolvimento e à perfuração de novos poços, e as limitações ao movimento são as razões principais. A má administração palestiniana é secundária. Portanto, Israel “dá” – ou antes, vende – cerca de 60 milhões m3 por ano. Verdade. Isto é mais do que os Acordos II de Oslo acordaram que vendesse. E a conclusão devastadora: a dependência palestiniana em relação ao ocupante só aumentou.
* Israel impôs o direito do mais forte a fixar o desenvolvimento de infraestruturas e as iniciativas de rehabilitação. Por exemplo, Israel impôs à Autoridade Palestiniana tubos mais estreitos do que o desejado, proíbe que as comunidades na Área C sejam ligadas à infraestrutura de água, demora na aprovação de perfurações e atrasa a substituição de tubos danificados. Daí os 30 por cento de perda de água nas canalizações palestinianas.
* 113.000 palestinianos não estão ligados à rede de água. Centenas de milhares de outros ficam cortados de um fornecimento regular durante os meses de verão. Na Área C, Israel proíbe até a abertura de cisternas para a recolha de água da chuva. E chama-se a isto “dar”?
* Em vez de gastarem tempo a calcular se a média do consumo doméstico israelita de água per capita é quatro vezes ou “apenas” três vezes o do consumo palestiniano, abram os olhos: os colonatos estão banhados no verde e ao longo da estrada as localidades urbanas e as aldeias palestinianas estão sujeitas a uma política de rotação da água. As largas canalizações da Mekorot (o fornecedor israelita de água nacional) dirigem-se para os colonatos do Vale do Jordão e um tractor palestiniano ao lado transporta um tanque de água enferrujado de longe. No verão, as torneiras secam em Hebron e nunca páram de correr em Kiryat Arba e Beit Hadassah.
Tudo isto não é intencionalmente enganoso?
 
Tortura da água para os palestinianos
A discriminação da água é outro instrumento usado para desgastar os palestinianos social e politicamente
Amira Hass, 18.2.2014
                               
Por que é que o regime israelita é tão inclinado a negar a existência de uma discriminação respeitante à água? Porque desta vez o regime israelita não pode usá-la nas habituais desculpas de segurança a que recorre com outros tipos de discriminação óbvia.
 
Quando toca à situação da água, a máquina de propaganda israelita e os seus ajudantes, os lobbies sionistas na diáspora, vêem-se em apuros. Isto foi claro quando o alemão Martin Schulz teve a audácia de perguntar no Knesset – esse refúgio de traficantes do Holocausto – se o boato que ele tinha ouvido era verdade [perguntou se aos israelitas era distribuída quatro vezes mais água do que aos palestinianos].
 
A discriminação sistemática com respeito à atribuição de água aos palestinianos não é só um boato. O serviço público de água israelita não depende dela mas, sem ela, todo o empreendimento da colonização seria bastante mais dispendioso, e talvez mesmo impossível de suportar no seu âmbito actual e planeado.
 
Não é de admirar que Habayit Hayehudi, o partido mais identificado com os colonos, tenha reagido tão furiosamente às observações de Schulz e tenha saído do Knesset.
 
A discriminação na água é outro instrumento governamental usado para desgatar social e politicamente os palestinianos.
 
Na Cisjordânia, dezenas de milhares de famílias gastam uma enorme quantidade de tempo, de dinheiro e de energia emocional e física para tratar apenas de coisas básicas como duches, lavagem de roupa, de chão e de louça. Quando não há água no depósito da casa de banho, até as visitas de familiares se tornam raras.
 
As famílias no Vale do Jordão vão procurar água potável em tanques a longas distâncias e furtivamente – com medo de serem descobertas pela administração civil –, embora vivam muito próximas das condutas da companhia das águas Mekorot, que transportam água em abundância para as quintas dos colonatos onde crescem ervas para a exportação.
 
Gaza, mesmo do outro lado da última exploração de plátanos de Ariel Sharon e do Kibbutz Be’eri, depende de estações de depuração de água que consomem electricidade – muitas vezes em curtos fornecimentos; poderia ser a Índia.
 
O tempo, dinheiro e energia que se gasta para obter água é à custa de outras coisas a nível tanto pessoal como comunitário: enriquecimento das aulas para as crianças, um computador, passeios em família, projectos de desenvolvimento industrial, desenvolvimento do turismo, agricultura biológica, actividade política e social.
 
Embora os palestinianos saibam que Israel é responsável pelos cortes de água, a sua ira é dirigida para o pára-raios mais acessível – a Autoridade Palestiniana.
 
E os empregados da autoridade palestiniana da água, que passam os seus dias a travar uma batalha contra a burocracia israelita de ocupação para obterem aprovação para qualquer tubo de água, são vistos como indiferentes, pouco profissionais e ineficientes. Dá tanto jeito!
 
A realidade dos enclaves palestinianos disconjuntos que Israel está a criar emerge – através de uma manta de retalhos de diferentes leis, para diferentes extensões de um ou outro lado da Linha Verde – da confiscação de terras e de nascentes de água, e da recusa da liberdade de movimento.
 
A religião da segurança, que é usada para justificar o roubo de terras, os checkpoints e o bloqueio ainda há-de inventar uma explicação sobre por quê uma criança palestiniana tem direito a menos água do que uma criança judia.
 
O que podem os peritos públicos da diplomacia dizer? Que em Jenine a atribuição média per capita é de 38 litros para consumo doméstico, porque a cidade é um baluarte da Jihad islâmica, que ameaça o nosso pequeno país? Que no verão não há fornecimento regular de água porque o serviço de segurança Shin Bet está ocupado a descobrir células de militantes armados, e que em Gaza mais de 90 por cento da água é imprópria para beber porque os chefes do Hamas estão a planear ataques terroristas na Cisjordânia?
 
Até as comunidades judaicas mais dedicadas a Israel terão uma grande dificuldade em justificar estas discrepâncias. Assim, o regime engendrou um plano de ataque com quatro passos:
 
1. Bombardear os media com estatísticas parciais e falsas;
 
2. Confundir o ponto de partida: Israel controla as nascentes de água. Com base nos Acordos de Oslo, que desde então se tornaram permanentes, os palestinianos estão limitados na quantidade de água que lhes é permitido extrair dessas nascentes de forma independente e nos melhoramentos que podem fazer na infraestrutura de água;
 
3. Apoiar-se na retaguarda da opinião pública israelita, que rejeita os relatórios palestinianos e ignora os relatórios de organizações como B’Tselem – o Centro Israelita de Informação para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados – e o documentário “The Fading Valley” de Irit Gal, e estudos publicados pelo Banco Mundial e a Amnesty International;

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