CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

A caminho da 3.a Guerra Mundial...

Mentiras sobre o Iraque dão mote a manifestações contra a guerra na Síria | euronews, mundo

Mentiras sobre o Iraque dão mote a manifestações contra a guerra na Síria | euronews, mundo

Chile - O funeral de um Guerreiro Mapuche . Homenagem a Rodigo Melinao

"Na terça-feira, 6 de agosto de 2013, o weichafe mapuche Rodrigo Melinao foi assassinado, causando muita dor, incerteza e comoção no povo mapuche e na sociedade em geral. Enquanto o Estado chileno tenta calar a voz do povo mapuche, que luta para recuperar suas terras ancestrais e apesar de toda a raiva e impotência de seu assassinato enigmático, tudo isso tornou-se uma enorme marcha em apoio, respeito e solidariedade pela morte deste lutador mapuche. Um marco que assinala a história deste povo guerreiro, um funeral que se despede de um comunero perseguido judicialmente, um povo ferido que se ergue de novo e de novo, que é enaltecido ao receber uma nova geração de lutadores mapuches, com o objetivo de continuar o caminho de seus antepassados. Os mapuches não morrem, seu espírito sempre renasce."

Síria: Protestos contra intervenção militar americana multiplicam-se | euronews, mundo

Síria: Protestos contra intervenção militar americana multiplicam-se | euronews, mundo



EUA, França e Reino Unido preparam ataque à Síria

 
Mais um crime à sombra das “armas de destruição massiva”
Declaração do Tribunal-Iraque
 
As ameaças proferidas nos últimos dias pelos dirigentes norte-americanos, britânicos e
franceses não deixam dúvidas de que está em marcha um ataque militar à Síria por parte destas potências. De novo se invoca a vontade da “comunidade internacional”, ou seja, a cobertura legal da ONU para levar a cabo o crime. Mas ao mesmo tempo vão-se ouvindo vozes de que a intervenção tem de ir por diante, com ou sem apoio das Nações Unidas.
Antes mesmo de os inspectores da ONU chegarem a qualquer conclusão acerca das
acusações sobre o uso de armas químicas, os EUA, seguidos pelos seus cães de fila em
França e no Reino Unido, dão como culpado o regime de Damasco. Ou seja, a decisão está tomada, haja ou não provas. Lembram-se do Iraque?
Estes recentes desenvolvimentos são fáceis de perceber à luz do que foi a história dos
últimos dois anos de guerra civil na Síria.
A contra-revolução
 
Na primavera de 2011, como no resto do mundo árabe, protestos populares surgiram na Síria contra o regime de Assad. Mas rapidamente as manifestações — reprimidas à bruta pelo poder — foram transformadas numa rebelião financiada e armada por uma vasta coligação de interesses que reuniu as monarquias reaccionárias do Médio Oriente, a França, o Reino Unido, os EUA e Israel, e a que se associou a Turquia.
Tal como na Líbia, tratou-se de um contra-ataque das forças imperialistas e dos seus
fieis aliados na região para estancar e reverter a onda popular que queria expulsar os
ditadores e exigia democracia e condições de vida dignas. A partir daí, a luta deixou de ser um levantamento popular pela democratização do país, e passou a ser uma guerra pelo domínio da Síria conduzida pelas potências europeias e norte-americana.
Todavia, os conflitos de interesses e a diversidade de obediências dos rebeldes que
combatem na Síria (na verdade, bandos de mercenários de todas as proveniências) tornaos incapazes de propor um programa político digno de crédito, de conquistar o apoio das massas populares e mesmo de bater no plano militar o regime de Assad. Nos últimos meses, de facto, as tropas de Damasco retomaram o controlo de zonas estratégicas e viraram o curso da guerra.
Tal como na Líbia, uma vez mais, tornou-se evidente que uma vitória militar dos rebeldes só poderia dar-se com a intervenção directa das potências que fomentam a rebelião. Mas para isso era preciso encontrar um pretexto adequado. E é esse o ponto em que estamos agora .
 
A provocação
A oposição da Rússia e da China nas Nações Unidas travou, até agora, a intervenção
militar das forças imperialistas. Para tornear este obstáculo, franceses, britânicos e israelitas trabalharam incansavelmente para arranjar uma provocação à medida que permitisse chocar convenientemente a opinião pública. Há meses atrás, Barack Obama estabeleceu a “linha vermelha”: o uso de armas químicas não seria tolerado. Estava assim encontrado o tema; a partir daí era uma questão de preparar as coisas no terreno.
A primeira tentativa, em Maio passado, de acusar Assad de usar armas químicas “contra a população civil”, saiu furada porque os investigadores da ONU chamados ao terreno descobriram não apenas que as tropas de Assad não tinham usado armas químicas, mas que, pelo contrário, tinham sido os rebeldes a fazê-lo. Mais: um grupo de rebeldes foi nessa mesma altura detido pelas autoridades turcas na posse de uns quantos quilos de gás sarin.
Mas isto, é claro, não conta para a história que as potências agressoras fazem do conflito.
Se assim fosse, metade do zelo com que os dirigentes norte-americanos, britânicos e
franceses agora acusam Assad de crimes contra a humanidade teria bastado para acabar
com a aventura militar dos rebeldes.
Nas notícias recentes sobre o uso de armas químicas, poucas provas há de que elas
tenham sido usadas e, menos ainda, que tenha sido o regime sírio a fazê-lo. Apesar de a investigação dos inspectores da ONU, que está em curso, não ter concluído nada, tanto o presidente francês Hollande, como o vice-presidente norte-americano Biden, como o ministro britânico dos Estrangeiros Hague decretaram já que está “provado” o uso de gás sarin bem como a “culpa” do regime de Damasco. Tal como há 10 anos George Bush “provou” que o Iraque tinha armas de destruição massiva, quando os inspectores da ONU as procuravam por todo o lado e não as encontravam...
Os “Factos sobre a Síria” abaixo registados mostram bem como está em curso uma
montagem para neutralizar a opinião pública diante da barbaridade que se prepara.
Os serviçais de sempre
 
A unanimidade que a comunicação social adopta, sem quaisquer provas, na acusação
do regime sírio; a veemência com que um responsável do PS português apelou à
intervenção militar; a colaboração canina do governo e das autoridades portuguesas com as potências europeias e os EUA — estão a levar de novo o país a tornar-se cúmplice de mais um crime de guerra e de uma violação flagrante do direito internacional.
Dez anos depois da miserável colaboração na invasão do Iraque e dois anos depois do
servil apoio no ataque à Líbia, as autoridades portuguesas e os partidos do “arco do poder” mostram que, contra o que apregoam, não respeitam nem estão dispostos a bater-se seja pelos direitos humanos, seja pela Carta das Nações Unidas, seja pela democratização da Síria. Apenas as move o propósito de dizer que sim à linha ditada pelas forças imperialistas.
Este historial mostra ao povo português o papel criminoso de todos os que falam em seu nome sem mandato — do “seu” Estado, do “seu” governo, das “suas” autoridades. E exige, portanto, plena solidariedade com o povo sírio e uma clara condenação da agressão em marcha.

Factos sobre a Síria (*)

Não há absolutamente nenhuma prova ou confirmação de que o governo de Assad
tenha efectuado o suposto ataque químico.
Os inspectores de armas das Nações Unidas estão na Síria, a pedido directo do governo
sírio, para provar que não foi o regime de Assad que usou armas químicas.
O governo de Assad tem cooperado plenamente com as equipas de inspecção de
armas.
Carla Del Ponte, uma investigadora de Direitos Humanos das Nações Unidas, afirmou
em Maio que o governo sírio (acusado já então) não usou armas químicas, mas que os
rebeldes o tinham feito.
Também em Maio, 12 membros das forças rebeldes sírias foram presos na Turquia na
posse de perto de 3 quilos de sarin, o gás que, alegadamente, teria sido utilizado no recente ataque.
Em Janeiro, o Daily Mail, um destacado jornal britânico, informou que os rebeldes
estavam a planear um ataque químico para culpar o governo sírio, a fim de justificar a
intervenção dos EUA. O relatório foi baseado em fugas de informações provindas de
empresas militares privadas.
Apesar de seu historial de atrocidades, incluindo estupro, assassinato e tortura, os
rebeldes recebem armas e financiamento directamente dos EUA e dos seus aliados. A ONU informou mesmo que recrutam crianças, além de cometerem outras violações do direito internacional.
Os membros da equipa de inspecção das Nações Unidas manifestaram abertamente as
suas dúvidas sobre o ataque químico. O dr. Ake Sellstrom, o chefe da equipa, declarou
“suspeitos” os relatórios do suposto ataque.
Os relatos sobre o ataque são extremamente inconsistentes. Alguns apontam mais de
1.300 mortos, outros falam em menos de 200, outros ainda em mais de 350. Os números são contraditórios e totalmente sem fundamentação.
O relatório divulgado pelos Médicos Sem Fronteiras, que o governo norte-americano tem usado para culpar Assad, não é baseado em informações próprias, mas em relatos
recebidos de um grupo rebelde sírio. De resto, os MSF demarcaram-se do aproveitamento feito pelos EUA e exigiram que a inspecção da ONU seja levada a cabo.
Vídeos do suposto ataque foram divulgados na internet por aliados dos rebeldes sírios
antes de o ataque ter ocorrido. A credibilidade desses vídeos está ser amplamente
questionada por especialistas em armas químicas. As vítimas não apresentam os sintomas próprios de quem é atingido pelo gás de nervos sarin e as pessoas que tratam dos feridos não usam equipamento adequado.
Os EUA estão neste momento a pressionar a equipa de inspecção de armas da ONU
para terminar o seu trabalho. Mas os inspectores insistem que devem ser autorizados a
continuar as investigações e a determinar os factos reais.
Apesar de toda a confusão e inconsistência que rodeiam as acusações sobre este
suposto ataque, o governo dos EUA, juntamente com seus aliados na Grã-Bretanha e
França estão abertamente a criar as condições para um ataque à Síria.
30 de Agosto de 2013
Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque)
 
(*) Fontes: International Action Center, Nova Iorque (iacenter.org), comunicação social e internet

Grécia - A vida de um jovem de 18 anos, perdida por 1.40 euro

Comunicado da Assembleia Aberta do bairro ateniense de Aguía Paraskeví sobre o assassinato de um jovem por um fiscal-capanga do Regime por não ter bilhete.

"Tolerância zero para os fiscais. Transporte público gratuito para todos .

Na terça-feira, 13 de agosto de 2013, a altas horas da noite, no bairro ateniense de Peristeri, um jovem passageiro morreu caindo de um trólebus, tentando escapar da conduta violenta de um fiscal e de sua insistência em entregá-lo à polícia por não ter um ticket. Apesar dos esforços do jovem em explicar que estando desempregado, tanto ele como seus pais, não tinha dinheiro para comprar bilhetes, o fiscal ameaçou em chamar a polícia e lhe ordenou a permanecer no trólebus até o final do trajeto. A tensão entre eles aumentou, os demais passageiros indignados, estavam pedindo ao fiscal que deixasse o jovem em paz e ao final o jovem se encontrou na rua, tombado de barriga para cima com a camiseta rasgada, enquanto o veículo estava em movimento. O menino estava morto. Quando todos se aperceberam do que havia ocorrido e alguns passageiros agrediram verbalmente o fiscal, ele ameaçou com processá-los. A Promotoria não apresentou todavia, nenhuma acusação contra o fiscal e o condutor, que ao que parece o respaldou... e a vida de um jovem de 18 anos se perdeu por 1,40 euros.
Sem dúvida, o que aconteceu em Peristeri não foi um incidente casual ou isolado. Faz muito tempo que fazemos uso dos meios de transporte público, e experimentamos o comportamento violento e terrorista dos fiscais, em seu afã por multar (e receber/cobrar eles 50% da importância, como está previsto). Este detalhe os converte de “uns trabalhadores normais e corriqueiros que simplesmente fazem seu trabalho” em caçadores de cabeças!
Assim que quando pegam alguém sem bilhete, com gritos, insultos, ameaças e inclusive violência física, pretendem forçá-lo a mostrar-lhe sua carteira de identidade ou levá-lo a uma delegacia. Às vezes não vacilam em chantagear, pedindo a passageiros dinheiro para não multá-lo, tal como ocorreu neste caso que aconteceu em nosso bairro ante nossos olhos em abril de 2011. Especialmente enfrentam os jovens ou imigrantes, se tornam cada vez mais violentos, ao que parece por considerá-los umas vítimas fáceis de chantagear. E quando eles razoavelmente optam por reagir, a petulância dos fiscais se tornam incontroláveis.
Tolerância zero para os fiscais.
A realidade é que o jovem morto optou por fazer algo que fazem milhares de pessoas (em sua maioria jovens), não porque querem dar o calote como sustenta a propaganda do Regime, senão porque simplesmente não podem pagar por seus deslocamentos. Seus poucos rendimentos se destinam a satisfazer outras necessidades. Para nós é óbvio que os meios de transporte público não podem ser objeto de mercantilização. São usados principalmente pelas classes populares e os imigrantes, já que eles são os que estão em uma situação econômica extremamente difícil, e consequentemente é completamente ilógico e injusto que se lhes exija pagar por um deslocamento que não é um privilégio, senão que é necessário para poder ir à escola ou ao trabalho,  para ter vida social e acesso à cultura. Sobretudo, umas certas categorias da população, como os desempregados, os estudantes, assim como os que recebem os salários humilhantes impostos pelo Estado e os patrões, tem todas as razões para negar-se a pagar pelo bilhete. Ademais nós os passageiros, somo os que temos financiado os meios de transporte público, assim como todos os serviços prestados pelo Estado, através de impostos diretos e indiretos que chegam aos fundos do Estado. Neste contexto, a negativa de pagar se converte em uma resistência espontânea e legítima dos de baixo, à pobreza e a miséria a que estão submetidos.
Como habitantes da cidade lutamos por um transporte massivo que deve ser público, e nos solidarizamos com as lutas dos trabalhadores neste setor. Ao mesmo tempo, porém, pedimos o apoio deles à luta por sobrevivência e dignidade que levamos diariamente. Portanto, nos negamos a pagar por um bilhete que têm sido objeto de sucessivos aumentos, ou entregamos o bilhete já picado a outros passageiros que o necessitem. Isolamos aos fiscais e não os deixamos fazer nenhum tipo de grosseria contra ninguém. Lembremos que os fiscais não são policiais e que não têm o direito de verificar nossos dados pessoais ou de ficar com nossos documentos contra a nossa vontade. Todos nós passageiros devemos nos solidarizar com os que não têm bilhete. Não consintamos que os multem ou que sejam maltratados.
Transporte público e gratuito para todos e todas."
(Tradução Sol de Abril)

Occupation 101- Palestine VS Israel

Occupation 101- Palestine VS Israel (128 minutos)

Um vídeo excelente e imparcial, com vários depoimentos, que dá uma perspetiva muito boa da História da Palestina e da invasão / ocupação e apartheid sionistas até aos nossos dias .
 
 

Notícias breves sobre a Palestina

 
Israel vê-se obrigado a pagar para tentar melhorar a sua imagem
O diário Haaretz recorda que a situação de Israel é muito má e que as imagens que percorreram o mundo, tais como a fotografia de um soldado israelita mostrando a cabeça de uma criança no visor da sua arma ou a de uma criança de 5 anos detida por militares em Hebron, fizeram estragos difíceis de reparar.
Netanyahu anunciou portanto que irá supervisionar ele-próprio um programa destinado a “promover a imagem de Israel na internet”. “Os estudantes serão organizados em unidades em cada uma das sete universidades do país e um orçamento de 778.000 dólares (582.000 euros) será disponibilizado para financiar esse projecto”, diz o Haaretz.
“A maioria das mensagens terá a ver com as questões de políticas e de segurança, a luta contra os apelos ao boicote de Israel, assim como a luta contra o questionamento da legitimidade do Estado judaico”, acrescenta a mesma fonte.
Mesmo em Israel, o anúncio suscita polémica. Alon Liel, por exemplo, antigo membro do ministério dos Negócios Estrangeiros, qualificou o plano de “totalmente repugnante”. “Os estudantes deveriam ser educados a pensar livremente. Quando se lhes compra os seus espíritos, eles tornam-se marionetas do governo israelita. Pode dar-se bolsas para um trabalho social ou para o ensino, mas não se pode fazer propaganda governamental sobre questões políticas controversas”.
Traduzido de CAPJPO-EuroPalestine
  
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Na Cisjordânia, a penúria de água obriga os palestinianos a alugar as terras dos colonos
Um artigo de Amira Hass
Colonos no Vale do Jordão alugam uma parte das suas terras aos palestinianos da região, mas dos dois lados prefere-se guardar o caso secreto. Segundo fontes israelitas oficiais, as autoridades não estarão ao corrente e trata-se de casos isolados. Os palestinianos vêem-se obrigados a alugar a terra dos colonos visto a penúria de terra e de água provocada pela política israelita no Vale do Jordão e por causa das restrições relativas à comercialização dos seus produtos. Esta transacção vai ao encontro das regras emitidas pelo Conselho Regional do Vale do Jordão e o Departamento dos Colonatos da Organização Sionista Mundial que na prática detém a maioria das terras agrícolas do Estado no Vale do Jordão. Os regulamentos emitidos por esse Conselho proíbem o aluguer da terra a outros cidadãos. Mas essa terra agrícola é a terra que Israel confiscou por vários meios aos palestinianos e em seguida atribuiu a colonos no Vale do Jordão.

O jornal Haaretz interrogou em diferentes lugares do Vale do Jordão uma dezena de palestinianos que alugam a terra de vários colonatos. Alguns deles começaram por esconder que alugavam e diziam que eram empregados dos israelitas que possuíam a terra. Muitos deles disseram que essa prática existia desde os anos 90, quando Israel instituiu as licenças para viajar, que limitaram as suas deslocações. Essa política estendeu-se nos anos 2000 com o fecho do mercado de trabalho israelita para a maioria dos residentes da Cisjordânia.
O tamanho das terras alugadas aos palestinianos oscila entre alguns dunams e centenas de dunams. Alguns dos arrendatários são cidadãos israelitas, judeus e árabes, que empregam trabalhadores palestinianos do Vale do Jordão. Em alguns casos, sobretudo quando o terreno alugado não é grande, a transacção faz-se sem a assinatura de qualquer documento. Dror Etkes, que investiga sobre a política israelita de expropriação da terra na Cisjordânia, está a terminar um projecto de cartografia e de descrição da agricultura israelita na Cisjordânia. Diz ter recenseado cerca de 6000 dunams (aproximadamente 600 ha) alugados por israelitas aos palestinianos, ou a representantes seus, no Vale do Jordão. Etkes estima que existam muitos mais. A « administração civil », ou seja, o exército israelita nos territórios ocupados, disse que não estava a par deste assunto. [...]
Em alguns casos, os arrendatários são residentes numa comunidade longe da terra agrícola e dormem nos campos durante a semana. Em muitos casos, a terra alugada está afastada dos colonatos, o que facilita o seu arrendamento, do ponto de vista dos colonos, refere Etkes. Todos os arrendatários disseram que os seus produtos estavam rotulados como “israelita” e que eles não precisavam de os transportar para Israel através de passagens fronteiriços longínquos, como são obrigados a fazer com os produtos “palestinianos”. [...]
O pagamento da água é separado e os palestinianos pagam aos israelitas cerca de 3 shekels por metro cúbico de água. Esse preço garante um lucro para o proprietário, uma vez que ele paga menos por essa água que é suposto ele utilizar. [...] Há anos que Israel controla cerca de 77% da terra no Vale do Jordão, ou seja, 125.000 ha sobre 160.000 ha. São as reservas de terra naturais das comunidades palestinianas, tanto para a pastorícia como para a agricultura. Rico em água, o Vale do Jordão é particularmente rico em nascentes. A Autoridade Palestiniana vê essa região como o futuro celeiro do Estado palestiniano, uma região onde poderão estabelecer-se e desenvolver-se, seguindo o exemplo da Jordânia. Mas, sob os acordos de Oslo, Israel continua a controlar os recursos de água da Cisjordânia: define as quotas de água para os palestinianos utilizando o seu veto contra qualquer nova construção de poço pelos palestinianos e recusando aprovar a reconstrução dos poços que foram destruídos. Uma grande parte da perfuração feita por Israel na Cisjordânia, cerca de 69%, encontra-se no Vale do Jordão. A água desses poços é utilizada pelos colonatos no Vale do Jordão, excepto para algumas aldeias palestinianas no norte e centro do Vale, onde os poços secaram devido à perfuração israelita e que agora obtêm uma quota da Companhia Nacional das Águas Mekorot, um quota que diminui ano após ano.
 
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 Qalandia : três mortos e vinte feridos pelo exército israelita

Uma unidade de infiltração israelita (soldados à civil fazendo-se passar por palestinianos) assassinou esta segunda-feira três palestinianos no campo de refugiados de Qalandia, em Ramallah, na Palestina ocupada e feriu pelo menos 20 outros, alguns dos quais gravemente, refere a agência de notícias Ma’an News. Robin al-Abed, 32 anos, foi assassinado com uma bala no peito e morreu imediatamente, dizem os médicos. Younis Jihad Abu al-Sheikh Jahjouh, 22 anos, também foi abatido. Jihad Asslan, 20 anos, morreu dos seus ferimentos no hospital de Ramallah. Os três jovens foram assassinados quando as forças de ocupação abriram fogo sobre a multidão, durante um confronto com os residentes do campo, confronto desencadeado no seguimento de um raid de detenções por parte do exército. Pelo menos 15 palestinianos ficaram feridos por balas reais, seis deles estão em estado crítico. A maioria dos feridos foram alvejados e atingidos na cabeça, no peito ou na parte de cima do corpo, segundo declarações dos médicos.
Testemunhas declararam à Ma’na que forças de ocupação israelitas, vestidas à civil, investiram o campo pelas 5 horas da manhã e detiveram o antigo prisioneiro recentemente libertado, Yousef al-Khatib, que passou 10 anos numa prisão israelita. Dezenas de residentes do campo de refugiados rodearam rapidamente as forças israelitas, que abriram fogo. Uma outra patrulha israelita penetrou então no campo.
Adaptação de CAPJPO-EuroPalestine
 
É interessante vermos a “imparcialidade” como esta mesma notícia é relatada num jornal português de referência, o Público (de dia 26):
“Segundo fontes israelitas, uma equipa das forças de segurança de Israel deslocou-se até ao campo de refugiados palestiniano para deter um ‘operacional terrorista’. Foram recebidos por um grande grupo de palestinianos que lhes atiraram pedras e cocktails Molotov. Segundo estas fontes, foram utilizados ‘meios de dispersão de multidões’.

O porta-voz do Exército de Israel, Peter Lerner, explicou que os polícias foram atacados por uma multidão violenta, ‘em maior número que as forças de segurança, o que não deixa alternativa que não seja recorrer a disparos reais em auto-defesa’. Uma porta-voz da polícia disse que três agentes foram feridos por pedras.
Médicos palestinianos disseram que os três mortos tinham sido atingidos por balas, dois no peito, o terceiro na cabeça. Dois estariam a protestar, mas o outro estaria apenas de passagem. Fontes palestinianos disseram que havia ainda 19 feridos.
Esta operação ocorreu pouco menos de uma semana depois de um palestiniano ter sido morto no campo de refugiados de Jenin, no Norte da Cisjordânia, onde uma operação semelhante foi também recebida com protestos violentos.
A violência levou uma fonte anónima palestiniana a dizer à agência AFP que a ronda de conversações entre israelitas e palestinianos, marcada para hoje na cidade de Jericó, na Cisjordânia, estava suspensa. Mas informações posteriores davam conta de que teria, afinal, decorrido como programado. Israelitas e palestinianos começaram negociações por insistência do secretário de Estado norte-americano John Kerry. Israel libertou 26 prisioneiros, mas ao mesmo tempo anunciou dezenas e dezenas de novas casas nos colonatos em território que os palestinianos querem para seu território. As rondas negociais têm sido mantidas sem que seja divulgada muita informação sobre o que está a ser discutido.”
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2 FILMES A VER

The Pain Inside (48 minutos)
O serviço militar obrigatório e a política de ocupação tem criado uma geração de jovens profundamente afectados psicologicamente, frustrados, alienados e desumanizados. Milhares deles têm emigrado para a Europa, numa crise de identidade ou de repúdio pela política israelita; outros milhares partem viajar quando terminam o serviço militar.
 
Occupation 101- Palestine VS Israel (128 minutos)
Um vídeo excelente e imparcial, com vários depoimentos, que dá uma perspetiva muito boa da História da Palestina e da invasão / ocupação e apartheid sionistas até aos nossos dias.

Maus tratos, ameaças e tortura na prisão de Beja



“no dia 21 de agosto de 2013 a prisão de beja abriu os portões para os guardas da forca intervenção de lisboa,eram mais de 100,no qual agrediram os reclusos a sovas de morte,,onde se encontram muitos assinalados ao ponto de estarem proibidos a ter visitas.esta prisao e uma vergonha não chega já os reclusos passarem fome que ainda são judiados a forca toda..os piores bandidos que ah ade cima da terra não são os reclusos mas sim os próprios guardas.ainda ovi amiacas que iam voltar e matar alguns reclusos” em http://revistaalambique.wordpress.com .

Eu também tenho um sonho

mlk
Comunicado da da Plataforma Gueto acerca da passagem do 50º aniversário do discurso "I Have a Dream" . "Hoje é um dia de luta e não de celebração", assim termina este importante documento acente nas realidades de hoje .
 
Eu também tenho um sonho     
      
Hoje celebra-se 50 anos famoso discurso “I Have a Dream” de Martin Luther King”.
Foi há cinquenta anos que o Reverendo Martin Luther King, em Washington, proferiu um dos mais célebres discursos de todos os tempos. O “I Have a Dream” marcou história e hoje, ainda, é relembrado e homenageado por pessoas comuns, políticos, activistas, estudantes, artistas e é muito analisado nas aulas de hermenêutica, retórica nos cursos de comunicação.
Cinquenta anos depois, será que o sonho se realizou?
Quando Barack Obama foi eleito irradiou no coração de milhões de pessoas a esperança de que América ia mudar a sua política interna e externa. Os profetas da hipocrisia e os adeptos das grandes ilusões apressaram-se a anunciar o fim do racismo e a apregoar a chegada de uma sociedade “Pós-racial”. “ Yes, We Can” tornou-se num slogan popular. Deste lado do oceano a comunidade africana , e não só, também todos aqueles e aquelas que estavam fartos do tirano do George Bush e das suas guerras, celebraram a “vitória”. Em África, os africanos corriam e gritavam pelas ruas, faziam festa e viam a eleição de Obama como uma segunda reconquista da liberdade. A eleição de Obama simbolizou uma vitória de todos povos de cor e oprimidos do mundo. Criou-se a expectativa de que o Obama melhoraria a política externa americana e colocaria um stop na política colonialista e genocida do Estado Sionista de Israel. O farol da esperança era semelhante a da proclamação da Lei de emancipação, assinada em 1862 por Abraham Lincoln, que deixou os escravizados regozijados com a possibilidade do fim da escravatura. No entanto os negros só receberam promessas e continuavam a ser escravizados e linchados nos Estados do Sul. A eleição do primeiro presidente negro foi vista como a realização do sonho de Martin Luther King. Mas pelos vistos não passava de chuva de verão e de promessas que não iriam ser cumpridas. Também a febre Obama veio provar mais uma vez que só através da organização e da luta é que vamos rachar o caminho para terminar a longa noite dos cativeiros e plantações modernas criadas pelo racismo e capitalismo. O próprio Luther King via o sistema capitalista como Inumano. No seu discurso“Where Do We G oFrom Here” perguntava porquê é que há  quarenta milhões pobres na América? E quando começas fazer esta pergunta, estás a levantar a questão sobre o sistema económico e a distribuição da riqueza. E quando levantas essa questão, começas por questionar a economia capitalista”. Martin Luther King rejeitava o capitalismo mas não se assumia como defensor do socialismo. No mesmo discurso afastava-se do socialismo afirmando “ eu li o “Manifesto Comunista” e “O Capital” há muito tempo e penso que o Marx talvez não seguiu o Hegel o suficiente. Ele agarrou na dialéctica dele mas abandonou o seu idealismo e espiritualismo. E tomou o materialismo do filósofo Feuerbach e transformou-o num sistema denominou de Materialismo dialéctico. Eu tenho que rejeita-lo. O que estou a dizer é que o comunismo esquece da vida individual e o capitalismo esquece que a vida é social.” King não era comunista mas rejeitava o modelo capitalista.
A questão é se devemos e temos alguma coisa a comemorar neste dia ou se devemos aproveita-lo para lutar contra as injustiças que o povo negro ainda sofre na América e no mundo?
Na serie de desenhos animados “The Boondocks” há um episódio em que Luther King regressa do coma no qual dormia há quarenta e tal anos. King acorda e fica escandalizado com a situação dos negros e com a política externa Americana. Chega até a ser acusado e de ser anti-américano quando se posiciona contra a guerra no Iraque e é chamado de apoiante de terroristas. Ele diz no filme “não há nada para comemorar”. Faço das suas palavras minhas. Não há nada para comemorar mas apenas lições a tirar.
Cinquenta anos depois o negro vive num constante açoite, não só na América mas no mundo. Hoje é o um negro que é o rosto de uns dos impérios mais violentos e genocidas  que a humanidade já conheceu. É o rosto que veste a hipocrisia de uma sociedade pós-racial. Mas sabemos que a América é controlada pelas grandes corporações que se apoderaram do Estado e usam-no nas suas aventuras militares pelo petróleo e pelo mercado e que a supremacia branca ainda é uma doença que corrói aquele país colonial. Não queremos e nem desculpabilizaremos Barack Obama, pois este deu seguimento à política de agressão e de espionagem contra os povos do mundo.
Cinquenta anos depois América apoia incondicionalmente o Estado sionista e racista de Israel. Estado esse que segundo o Jornal “The Guardian” esteriliza à força os judeus negros da Etiópia e constrói Jardins de infância  que separa as crianças africanas das crianças israelitas.
Cinquenta anos depois o império americano cobre o continente africano com as bases militares e bases de drones através do Projecto Africon e lanças bombas sobre vilas na Somália.
Cinquenta anos depois a América continua com o seu projecto colonizador escondendo os seus tentáculos por detrás das vestes do Banco Mundial, da Organização Mundial do Comércio e do Fundo Monetário Internacional.
Cinquenta anos depois os nativos americanos são tratados com não-cidadãos, quando a américa assassinou os seus ancestrais e roubou-lhes as suas terras.
Cinquenta anos depois a cada 36 horas um negro é assassinado nos Estados Unidos da América. O caso mais conhecido é o caso de Traivon Martin, executado por Zimmerman. Traivon era um  jovem negro  de 17 anos assassinado por um segurança de condomínio. O Caso foi tão flagrante que mereceu até atenção do presidente Barack Obama.
Cinquenta anos depois a farda brutalidade continua com a sua campanha de terror nas comunidades afro-americanas.
Cinquentas anos depois do “I Have a Dream”, o racismo é veemente nas declarações de partidos racistas como TeaParty.
Cinquenta anos depois a América continua a condenar a morte os lideres negros que se atrevem a lutar pela sua liberdade. Um dos mais conhecidos prisioneiros políticos, que actualmente cumpre uma pena perpétua sem direito a liberdade condicional, é Múmia Abu Jamal.
Cinquenta anos depois do “I Have Dream” o número de negros encarcerados cresce exponencialmente num conluio entre o sistema judicial americano, o complexo industrial prisional e o complexo industrial militar. Segundo o livro “Golden Gulag” de Ruthie Wilson Gilmore as prisões americanas são autênticas maquinas para  assassinar as pessoas.
Cinquenta anos depois de acordo como documentário “ Bloods and Crips, Made in Amerikkka” as crianças negras que vivem em certas zonas de Los Angeles estão a sofrer do stress-pós-traumático assim como as crianças que estão expostas às guerras, como por exemplo, as crianças iraquianas,  palestinianas e crianças soldado da Serra Leoa.
Cinquenta anos depois, segundo National Urban Leagues em 1963 10% dos Africanos-Americanos se encontravam desempregados comparados com os 12.3% da actualidade. Na maioria das vezes o desemprego entre os negros esteve quase o dobro dos Euro-americanos.
Cinquenta anos depois, as comunidades negras e latinas, na América, são tão vulneráveis economicamente que os seus membros são “forçados” a ingressar no Exército Americano para que possam ganhar a vida. Em 1964, o partido Dos Panteras Negras denunciava que os negros eram postos de propósito  na linha da frente  na guerra Vietnam para morrerem mais rápido. Hoje nas guerras americanas, a maioria dos soldados são negros e latinos oriundos de comunidades pobres.
Cinquenta anos depois, em Portugal, o negro é executado na praça pública e o seu assassino é ilibado e é o morto que é julgado nos tribunais.
Cinquenta anos depois o negro se encontra preso em guetos onde a miséria e a violência todos os dias se multiplicam.
Assim como Martin Luther King “ Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial” de que as nossas comunidades são alvo em Portugal e noutros países da Europa, nas Américas, em África, nas Caraíbas e na Austrália. “Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a rectidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza” porque foi o que faltou no caso de Élson Sanches conhecido como “Kuku” e noutros casos de jovens que foram mortos pela polícia em Portugal.
Também temos o nosso sonho. O sonho de ver o fim do terrorismo policial e laboral sobre as nossas comunidades. O sonho de ver um sistema que dê sempre prioridade às pessoas em vez do lucro. Temos o sonho e de viver em paz e sossego. E isso só se consegue com luta e amor.
Em suma, não temos nada para comemorar mas só temos o exemplo inspirador de Martin Luther King que nunca se calou contras injustiças, contra o racismo e as segregações, contra as guerras imperiais, a brutalidade policial etc. Porque 50 anos se passaram e o negro ainda não é livre na América, nem no mundo, nem na própria Mãe África. Hoje é um dia de luta e não de celebração.
A luta Continua. Justiça e Paz
Plataforma Gueto.

50 Anos depois, um sonho que está por realizar


Zeca Afonso Sempre Presente

A comunidade da Ribeira Seca na Madeira, pelo segundo ano consecutivo tem vindo a construir pinturas murais sobre a sua vida de luta durante décadas contra a opressão salazarenta e os seus seguidores .
Os murais elaborados fazem eco dos seus anseios por uma vida de felicidade, dando destaque ao seu labor e criatividade a que se associaram diversos artistas . Este ano foram feitos mais dois murais , num dos quais coube a figura de Zeca e a sua letra "Os vampiros"  a assinalar o 50º aniversário da sua feitura .
 
 
 
 
 

Preso político e ex-Pantera Negra Abdullah Majid precisa da nossa ajuda.

Apelo de solidariedade dos familiares e amigos de Mumia para com Abdul Majid
 
"Brother Abdul apelidado de irmão Sundiata Sadiq ontem à noite, pedindo que façamos chama, exigindo cuidados de saúde para ele, como ele está com dor debilitante e não pode andar em tudo sem ajuda. Por favor, ligue e escreva, embora a prisão/administração digam que eles estão dando um bom atendimento.
Quanto mais a pressão, o melhor para Abdul.
 

Preso político e ex-Pantera Negra 
Abdullah Majid precisa da nossa ajuda.

Brother Abdullah está com dor debilitante e incapaz de andar sem assistência, devido a um caso agudo de dor ciática. Abdullah sofreu neste estado por mais de uma semana e tem, sem sucesso, submetidos a todos os procedimentos de prisão, os quais são necessários para obter assistência médica , atenção, ou seja, o "processo de doente-call".
Estamos a pedir-vos que  chamem o superintendente em Elmira Correctional para a prestação imediata e exigível de assistência médica e a atenção adequada .
Por favor, ligue para:  Superintendente Paul Chappius  607-734-3901 ,
Quanto negligência da prisão no que diz respeito a saúde e o bem-estar dos presos e no caso Abdullah Majid  DIN n º 83-A-0483 .
Também podes escrever para  o Warden:  Elmira Correctional Facility , 1879 Davis St
PO Box 500 , Elmira, Nova Iorque 14901-0500 .
Por favor, ligar e escrever o Chief Medical Officer DOCCS , Dr. Carl J. Koenigsmann
Comissário Adjunto / Diretor Médico
A Divisão de Serviços de Saúde ,  New York State Department of Corrections e Supervisão da Comunidade
O Estado Campus Harriman - Building # 2  1220 Washington Avenue  Albany, NY 12226-2050
Tel:. 518-457-7073

E, é claro, escrever para Abdullah Majid e deixá-lo saber que ele tem seu apoio
Abdullah Majid º 83-A-0483 , Elmira Correctional Facility  PO Box 500, 1879 Davis St , Elmira, Nova Iorque 14902-0500
Quem é Abdul Majid, por ele próprio ?
Eu sou o irmão Abdul Majid, um prisioneiro político aqui em Nova York.  E eu só quero mandar uma saudação para os irmãos e irmãs que estão trancados, particularmente Jalil Al-Amin, Mutulu Shakur, Sekou Odinga, os irmãos na Costa Oeste - Ruchell Magee, Chip Fitzgerald, Hugo Pinell - Irmão Leonard Peltier.
Fiquem fortes, irmãos.
E manter livre irmã Assata Shakur, por qualquer meio necessário.
Todo o poder ao povo. 

 Abdul Majid foi feito prisioneiro de guerra desde janeiro de 1982, quando  foi preso e espancado quase até a morte pela polícia e acusado de morte de John Scarangella polícia de Bashir Hameed, em Nova York, em abril de 1981.  A polícia suspeita que o caminhão foi utilizado para retirar Assata Shakur da prisão em 2 de novembro de 1979, e parar um tiroteio ocorrido. Sendo processado em meio a intensa campanha mediática contra o Exército Negro de Libertação, Abdul (Anthony La Borde) e Bashir (James York) tornou-se conhecido como "Rainhas 2"
Abdul cresceu no Queens, Nova York.  Nos anos 60, ele começou a trabalhar num programa de combate à pobreza chamado Grass Roots. Assessoria final dos anos 60 do Conselho e juntou-se ao Partido dos Panteras Negras e da República da New Afrika.  Ele trabalhou em programas de habitação, saúde, café da manhã para as crianças e iniciativas para descentralizar as escolas .  No final dos anos 70, ele trabalhou como assistente de advogados Abdul no Bronx Serviços Jurídicos.
Note-se que depois de sua prisão, em 1982, Abdul  e Bashir  foram julgados não uma, mas três vezes pelo mesmo crime.  A primeira vez que a opinião estava dividida ao longo jurado corrida.  Na segunda vez, Bashir foi absolvido pelo júri, mas o juiz imediatamente declarou um erro judiciário.  A terceira vez que o juiz Gallagher (filho e irmão de policia) presidiu o julgamento e permitiu que a família efectuasse perseguição policial durante o julgamento.
Um júri predominantemente branca  condenou Abdul e Bashir a uma sentença de de 33 anos para prisão perpétua. Quando argumentou na apelação que os negros foram intencionalmente excluídos do júri, o advogado Gregory Lasak  deu-lhes razão.  Numa audiência em 1992, disse: "Estes revolucionários que matam policias haviam fugido com ele em dois ensaios anteriores. Esta foi provavelmente a nossa última chance para bloquear.   Não podíamos arriscar a presença das pessoas religiosas no júri. "Naturalmente os tribunais negaram o recurso. 
Abdul e Bashir  lutaram contra a injustiça e o racismo na prisão apesar da punição, os colocar em unidades de isolamento e falta de atenção médica.  Em 1987, Bashir foi transferido para outra prisão depois de ser acusado de organizar uma greve.
Abdul Majid foi severamente espancado por guardas de prisão e entrou com uma ação contra eles, ganhando um prêmio de US $ 15.000.
No entanto, sob a lei 'Filho de Sam' passou, em 1979, permitindo que a vítima processar o autor por danos, parentes de Scarangella ganhou um decreto Abdul responsável pelo pagamento de US $ 42 milhões. A compensação de que ele deveria ter recebido, mais o valor que recebia por trabalhar na prisão foi diretamente para as famílias da polícia.
O atcivista e jornalista Herb Boyd, escrevendo no Amsterdam News, disse que um dia ele ficou surpreso ao receber uma carta e um cheque enviado por Bashir Hameed foi uma doação para as vítimas do furacão Katrina.
"Ele era um homem quase sem recursos pessoais que conseguiram reunir uma soma considerável para as pessoas carentes do Golfo".
Devido à falta de assistência médica, Bashir Hammeed morreu na prisão em 30 de Agosto de 2008 .
 Abdul Majid continua na prisão lutando pela vida e sua liberdade . 
 
Escreva uma carta para:
Abdul Majid #83-A-0483 Abdul Majid º 83-A-0483
Elmira Correctional Facility Elmira Correctional Facility
PO Box 500, 1879 Davis St PO Box 500, 1879 Davis St
Elmira, New York 14902-0500 Elmira, Nova Iorque 14902-0500

Fim à barbárie sionista

Imagens chocantes em como o estado sionista de Israel, através dos seus esbirros expulsam os palestinianos das sua casas, roubando-as . No presente vídeo, trata-se de uma família de origem palestiniana e nacionalidade israelita, em Jaffa .


Grécia - Membros do Aurora Dourada esfaqueiam imigrantes em Heraklion

Junto divulgamos texto de denúncia de brutalidade racista sobre imigrantes na Grécia
 
"(Duas pessoas jovens, de 18 a 20 anos de idade, são as novas vítimas da brutalidade neonazista. A razão é simples: a resposta dos imigrantes à pergunta "de onde você é?" foi: "do Paquistão".)"

Outro ataque violento cometido pelos nazistas do partido Aurora Dourada contra imigrantes ocorreu na noite da última segunda-feira (12) em Heraklion, na ilha de Creta. O ataque revela a compreensão do Ministro da Proteção Cidadã acerca de políticas antiracistas (para as quais ele alega ser comprometido), ao mesmo tempo em que assassinos da ultradireita circulam livremente e impunes, enquanto as vítimas não podem confiar na polícia ou mesmo nos serviços de saúde pelo medo de serem deportadas.
Desta vez foram dois imigrantes adolescentes de 18 a 20 anos de idade que se tornaram vítimas da brutalidade neonazista em um incidente que ocorreu em Heraklion, onde um grupo de partidários do Aurora Dourada se reuniu para celebrar o aniversário de um ano desde a abertura dos primeiros escritórios do partido na cidade. A reunião ocorreu momentos antes do ataque, contando com a presença de Christos Pappas, dirigente do Aurora Dourada.
“De onde você é?”
Mais detalhadamente, mais ou menos às 3 horas na madrugada de terça-feira, os dois imigrantes estavam caminhando em Giofyro, do lado de fora da loja "Jumbo" retornando para casa. De repente, um grupo de homens vestindo preto apareceram em 5 ou 6 carros e 10 motocicletas. Eles pararam e a maior parte deles desceu dos veículos e perguntaram a questão habitual: "De onde você é?".
Quando os imigrantes responderam "do Paquistão", três nazistas empunharam facas imediatamente. Um deles cortou as veias do pulso do imigrante mais velho, enquanto ele tentava se defender. Outro, fez um corte no pescoço do imigrante próximo da artéria carótida, deixando uma cicatriz de três centímetros. Os imigrantes caíram ao chão e o restante dos membros do Aurora Dourada começou a chutá-los furiosamente até que ficaram cansados e decidiram ir embora.
Com muito medo para ir ao hospital
As vítimas se arrastaram para seu apartamento e lá esperaram até a tarde de terça-feira, quando foram encontrados amedrontados por um amigo. Eles estavam com muito medo para ir ao hospital porque não tinham documentação. Como esperado, nem mesmo ousaram ir até a polícia. Eventualmente, arranjaram um médico que cuidou dos ferimentos nos braços e pescoço e também dos hematomas nas costelas causados pelos ataques.
É para este caminho que estamos indo na Grécia? Como é possível que duas vítimas de um ataque violento não conseguem ir até o hospital por sentirem medo da deportação? Pode alguém ter retirados seus direitos humanos básicos apenas porque sua estadia no país é irregular?”, questiona Katerina Hasouraki, coordenadora local da Anistia Internacional, após encontrar-se com as vítimas."

Lançamento de documentário sobre a ocupação do Parque Gezi e o seu despejo violento

"Lançamento de documentário sobre a ocupação do Parque Gezi e o seu despejo violento [“Taksim Commune: Gezi Park and the Turkish Uprising” (Comuna Taksim: Parque Gezi e o Levante Turco) é o nome do mais recente documentário da série “Global Uprisings” (Revoltas Globais). O vídeo tem duração de 33 minutos, e conta a história da ocupação do Parque Gezi, seu despejo violento e a revolta em massa que sacudiu a Turquia. Abaixo uma breve apresentação dos produtores deste instigante documentário, Brandon Jourdan e Marianne Maeckelbergh.]
Desde o final de maio de 2013, a agitação política varreu a Turquia. Em Istambul, uma grande parte da área central de Beyoglu tornou-se uma zona de batalha durante três semanas consecutivas com conflitos continuando depois. Até agora, cinco pessoas morreram e milhares foram feridas. Inicialmente, os protestos visavam salvar o Parque Gezi de Istambul de ser demolido como parte de um projeto de renovação urbana em grande escala. A polícia usou força excessiva durante uma série de ataques policiais, que começaram no dia 28 de maio de 2013 e que chegaram a um ponto dramático nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, 31 de maio, quando a polícia de choque atacou os manifestantes que dormiam no parque. Ao longo de alguns dias, os ataques das forças de segurança cresceram para proporções chocantes. Como as imagens da brutalidade policial se propagaram por todo o mundo, os protestos rapidamente se transformaram em uma revolta popular contra o primeiro-ministro Tayyip Erdogan e seu estilo de governo autoritário.
Este pequeno documentário conta a história da ocupação do Parque Gezi, o despejo em 15 de julho de 2013 e os protestos que continuaram durante o rescaldo. Inclui entrevistas com muitos participantes e filmagens nunca antes vistas. "

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Do terrorismo como estratégia de (sub)desenvolvimento urbano – o bairro de Santa Filomena, Amadora

in site Habita
 
Mais uma vez, à semelhança do que já havia sucedido num passado recente, Joaquim Raposo, arquétipo de um tipo particular de governação (endémica no território nacional), que ao mesmo tempo que estabelece uma relação de perfeita simbiose com os poderes imobiliários se revela parasitária do desenvolvimento local, mandou afixar no dia 17 de Julho, por intermédio da Polícia Municipal, avisos de demolição no bairro de Santa Filomena, na Amadora. O terrorismo psicológico, a pressão constante sobre os moradores, a estratégia imoral é reveladora, não do carácter de Raposo, mas de uma forma específica de exercício do poder político que não olha a meios para atingir os seus fins.
Refém de promessas eleitorais (como mostra a pressão exercida pelos moradores da urbanização de Vila Chã) e de especuladores imobiliários (recorde-se a recente notícia de um caso (arquivado) que demonstrava a existência de corrupção e tráfico de influências entre o edil e a empresa Urbidoismil (alegadamente, é claro)), Raposo teima em atropelar (com bulldozers) um dos mais elementares direitos humanos – o direito à habitação – que se encontra vertido num vasto conjunto de tratados e convenções subscritas pelo Estado Português e plasmado na sua Constituição no artigo 65º. Infelizmente, existência de jure que teima em não se materializar de facto.
Em última instância, é sobre o inefável Raposo que impende a responsabilidade desta flagrante violação dos direitos humanos. Não obstante, é importante também sublinhar – ferindo ostensivamente susceptibilidades (a reciprocidade é um princípio de justiça e as susceptibilidades dos ofendidos pelo lamentável desenrolar deste caso, e doutros similares, são sempre feridas de morte) – o papel do racismo institucionalizado – subtil, no caso dos assistentes sociais que procuram, e têm-no conseguido, desmoralizar os moradores; flagrante, no caso das forças policiais, cujo registo criminal atinge já proporções biblícas. É um facto: a mão direita e a mão esquerda do Estado, funcionam sempre melhor em conjunto. Primeiro violenta-se, depois conforta-se e apazigua-se, conquistando-se os corações e as mentes (dos mais incautos). Desprovidos das mais elementares noções de humanismo ou empatia e açicatados pela predominante cor negra de uma comunidade cabo-verdiana, infligem, à margem da lei, danos irreversíveis a um espaço social, também ele, incapaz de resistir, fragilizado que está pela pobreza, pelo desemprego e pela estigmatização.
A bem montada estratégia terrorista (é preciso reconhecer o mérito onde ele existe) que, gradualmente, vai fazendo o seu caminho, instala o medo nos moradores e torna muito mais fácil à restante sociedade, amedrontada, inerte e alheada, assobiar para o lado, fingir que nada se passa e assim tornar-se cúmplice do crime que está em curso. O HABITA, bem como outros movimentos, organizações e cidadãos, que ainda preservam alguma capacidade para se indignar e pensar criticamente, tem denunciado sistematicamente este caso que, embora aconteça à escala urbana, revela alguns dos mais preocupantes e estruturais problemas da sociedade portuguesa.
A (sub)urbanização da injustiça inscreve-se de modo cada vez mais fundo e duradouro, contribuíndo para a produção de uma paisagem urbana desoladora e disfuncional. A segregação urbana, económica e cultural, é uma das marcas características do processo de desenvolvimento da metrópole lisboeta. Santa Filomena, Cova da Moura, Vale da Amoreira, 6 de Maio, Quinta do Mocho, entre muitos outros bairros, ilustram-no. A transformação destes espaços, num sentido oposto aquele que desejam os poderes rentistas-imobiliários (mercadorização/privatização/estetização) implicará sempre que os seus habitantes se auto-organizem e procurem tomar nas suas mãos o destino dos espaços que lhes pertencem, que quotidianamente ajudam a (re)construir e cujo futuro depende, em larga medida, da sua capacidade de forjar solidariedades e subjetividades políticas atuantes que, com audácia e combatividade, procurem resistir e contrariar o poder hegemónico da cidade feita para o lucro. A cidade é das pessoas. É para elas (e por elas) que deve ser incessantemente (re)construída.
André Carmo
06/08/13

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