CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Povos Unidos Contra a tróika ! Participa !


 
 

Em defesa da cultura


PALESTINA VENCERÁ !

   inPúblico                           

Dois pequenos grupos de pessoas manifestaram-se durante a actuação.

Durante o concerto do Jerusalem Quartet , quarteto de cordas israelita, que decorreu esta quarta-feira ao final da tarde, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, ouviram-se vivas à Palestina.
A meio do primeiro andamento num quarteto de Mozart cerca de dez pessoas desfraldaram bandeiras da Palestina e gritaram: “Palestina vencerá!”
Os músicos israelitas prosseguiram o primeiro andamento até ao fim sem interrupção, enquanto essas pessoas eram retiradas da sala. Mas depois, no segundo andamento, a cena repetiu-se com outras pessoas que estavam também na sala mas não se tinham manifestado da primeira vez.
A reacção do público na sala foi aplaudir de pé a concentração dos músicos ( Alexander Pavlovsky, Sergei Bresler, Orikam e Kyril Zlotnikov) no final da execução desse quarteto de Mozart.
Na segunda obra do programa, um quarteto de Leos Janácek, o concerto Jerusalem Quartet decorreu sem incidentes.
 
Comentário oportuno
"Havia várias orquestras de prisioneiros que costumavam tocar música clássica nos campos de concentração nazis. Os Nazis adoravam música clássica, e estes também. Ficou célebre a orquestra de mulheres de Birkenau. O campo de concentração agora é outro, mas a música continua a mesma, clássica e tudo. Naquele tempo, contudo, estava-se nos inícios do século passado. Agora já estamos no século 21, altura em que um campo de concentração é a maior das vergonhas para a humanidade. E há ainda tanta gente a preferir aplaudir a música clássica do que revoltar-se contra exterminações, no momento de palestinianos. Os aplausos à música, e o silêncio e olhares desviados da miséria humana, são os mesmos que no tempo em que eliminavam os judeus. A mesma atitude de soberba lamentável."

Dos 166 prisioneiros ainda em Guantanamo, 130 continuam em greve da fome

in Público
"Depois do alerta lançado pelos advogados de que alimentar de forma forçada os prisioneiros de Guantánamo em greve de fome desde o início de Fevereiro podia ser tortura, a Associação de Médicos dos Estados Unidos manifestou o receio de que essa prática viole o código de ética dos profissionais. Mais especialistas e enfermeiros foram enviados para o campo de detenção na base naval norte-americana em Cuba para assistir na ingestão líquida de alimentos e assim evitar que algum prisioneiro morra.
Dos 166 prisioneiros de Guantánamo, 100 estão em greve de fome – são números oficiais, ultrapassados pelos 130 estimados pelos advogados. O movimento nasceu a 6 de Fevereiro pela forma como os guardas examinaram o Corão, durante uma busca, mas depressa se transformou num protesto contra a detenção indefinida sem julgamento ou culpa formada da maioria dos prisioneiros, alguns em Guantánamo há mais de dez anos.
Os 86 prisioneiros declarados passíveis de serem libertados por não constituírem ameaça continuam presos por restrições impostas pelo Congresso dos EUA.
A barreira simbólica dos 100 prisioneiros em greve de fome foi atingida no último fim-de-semana, altura em que chegaram à base naval norte-americana em Cuba reforços das equipas de especialistas e 40 enfermeiros da Marinha, bem como elementos militares, treinados para dar assistência médica básica.
Pelo menos 21 perderam muito peso e estão a receber alimentos líquidos por tubos nasais, escreve a AFP. Jeremy Lazaruz, presidente da Associação dos Médicos, enviou uma carta ao secretário de Estado da Defesa, Chuck Hagel, exortando-o a garantir que não sejam exigidas aos médicos práticas que violem as regras éticas da profissão.
“Não vamos permitir que os detidos façam mal a si próprios, o que inclui tentativas de suicídio mas também situações de fome extrema auto-induzidas ou pressionadas por outros prisioneiros”, disse o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Todd Breasseale.
Responsáveis militares citados pela AFP garantem que a ingestão dos alimentos se faz de forma suave, por tubos flexíveis. E dizem que muitos dos prisioneiros estão a ser pressionados por outros para aderir ao protesto.
Promessa de fecho por cumprir
O protesto iniciado a 6 de Fevereiro intensifica-se todas as semanas, tornando-se inédito pela dimensão e natureza. Andrea Pawson, especialista em contraterrorismo da organização Human Rights Watch, diz à AFP que a morte de um prisioneiro, a acontecer, coloca não apenas questões de saúde ou bem-estar destas pessoas; coloca "questões sérias de segurança nacional ". Porque a morte de um prisioneiro seria vista "fora dos EUA como sendo da responsabilidade dos EUA".
E conclui: este é o “momento mais crítico da história de Guantánamo”. Uma história de 11 anos. O seu fim foi anunciado pelo Presidente Barack Obama na tomada de posse do primeiro mandato em 2009. Continua por cumprir.
Na sexta-feira passada, a Casa Branca prometeu acompanhar de perto a situação dos prisioneiros em greve, garantiu que Obama “mantém o compromisso” de fechar Guantánamo e lembrou que um obstáculo fundamental continua a ser a oposição no Congresso."

5 SEKULU DE INDIGNASON


Dia 27 de Março, no aniversario da morte do líder pan-africanista Sekou Ture a Plataforma Gueto lançou a sua primeira compilação: 5 Sekulu di Indignason. Com a participação de Moreno BFH, LBC Soldjah,  Ulicio, Koopa, Chullage, Di Jah, Tchola Africa, Lowrasta, 7th Wonder, dB, Mean, Mama G, Hezbollah, Kastro,  Eve, Tumy,
Brainkilla, Rabentola,  Comandante Alves, Mov-I e Torraz di Strela .
Disponível para download gratuito ou para compra a 5 euros nas ruas. Rap de Protesto dos guetos de Lisboa e Margem Sul .

Contra a exploração e o empobrecimento , Todos a Belém


Intensifica-se o mal estar nas prisões

Transcrevemos sem comentários mensagem recebida:
 
"Novamente estamos aqui com esta greve dos guardas prisionais que não tem fim. Os únicos que sofrem são os presos tratados como animais. Ficam fechados nas celas. Só saem para comer e uma hora de recreio. Isto é tortura. Nas últimas visitas já os vimos muito agitados por causa desta maldita greve que não tem fim. Estará a senhora ministra à espera de acontecer uma tragédia para pôr fim a isto. Se acontecer alguma coisa aos nossos filhos e esposos vamos até ao fim para colocar na cadeia os culpados. A angústia lá dentro está muito grande já não aguenta mais este terror...E OS ADVOGADOS QUE DEIXAM PASSAR OS PRAZOS DE RECURSOS? A eles ninguém faz nada? E os juízes que não trabalham para apressar os processos? Há muitos presos que já deviam ter saído. Para que segurá-los lá? Não vai ser mais uns meses que vão mudá-los. Por isto, a prisão cheia é outra INJUSTIÇA. (…) Estamos revoltadas e pensando já em pedir ajudas internacionais. Já que aqui não há justiça de verdade.
 
MÃES E ESPOSAS PRISOES PORTUGAL"
 

Presença da Associação Portuguesa para a Prevenção da Tortura (APPT) no Parlamento


 
"No próximo dia 28 de Maio às 11h45 na AR, a APPT será recebida não por quaisquer das Senhoras a quem foi dirigido o pedido (Senhora Presidente da Assembleia da República e Senhora Ministra da Justiça) mas por alguém da 1.ª Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias presidida pelo Deputado Fernando Negrão.
A APPT e outras pessoas e entidades empenhadas em assuntos prisionais, incluindo a ACED, procuram organizar esforços no sentido de dar conteúdo e capacidade de intervenção ao processo de implementação dos normativos a desenvolver a partir da ratificação por parte do Estado português do Protocolo Adicional da Convenção da Tortura. Cujo primeiro acto público foi a indigitação da Provedoria de Justiça como sede da Entidade Nacional para a Prevenção da Tortura.
A Provedoria de Justiça, pela sua actuação passada e presente, expôs-se a merecer uma conotação de proximidade com o poder do Estado e insensibilidade às questões da tortura - a que jamais fez referência pública (será que existe tortura em Portugal?). Foi o Conselho da Europa, através do mais recente relatório do Comité de Prevenção da Tortura, referente a 2012 e publicado este ano, a vir dizer que quase nunca as autoridades portuguesas conseguem determinar os factos quando ocorrem fortes indícios de existência de maus-tratos, tratamentos degradantes ou torturas – embora haja notícias de perseguições policiais e judiciais contra quem denuncia torturas, a começar pelas vítimas. Por outro lado, em audiência com o actual Provedor de Justiça soubemos que ele se dispunha (à data) a fazer o trabalho de prevenção da tortura sem custos e fazendo, portanto, o mesmo que tem vindo a fazer - pois nunca lhe faltou competência estatutária para cumprir essa missão, caso entendesse dever fazê-la. Tendo ficado inclusivamente claro que, por vontade do actual titular, nenhuma acção da sociedade civil seria admitida nesse quadro, a não ser o concurso à participação de um conselho para produção de conversa sobre o assunto.
Dados os factos, é nossa preocupação estar-se a encenar um processo político de esterilização do Protocolo Adicional da Convenção da Prevenção Contra a Tortura da ONU, em Portugal. Como se sabe, o estado português, judicial e executivo, especializou-se em desenvolver, ao mesmo tempo, uma vergonhosa e escandalosa impunidade para os poderosos e uma dureza discriminatória, mesmo sem justificação, contra os mais fracos.
Esperamos que a APPT saia do Parlamento com alguma esperança concreta de não ser mais do mesmo que esteja a ocorrer.
A ACED apoia e apoiará as iniciativas da APPT no sentido de fazer vingar o espírito do compromisso internacional que Portugal subscreveu e ratificou de se esforçar para evitar a tortura. "

Euro-Esperanças de futebol em Israel, os direitos dos palesinianos espezinhados

 
No próximo mês de Junho, terá lugar em Israel o campeonato europeu de futebol de sub-21, apesar dos inúmeros apelos ao boicote vindos de personalidades e organizações de todo o mundo.
Transcrevemos a seguir partes de um artigo de Olivier Pironet, publicado em Le Monde Diplomatique de Maio.
 
Euro-Esperanças de futebol em Israel, os direitos dos palestinianos espezinhados
 
 “Aceitámo-los na Europa e garantimos-lhes as condições de adesão; eles devem respeitar a mensagem das leis e dos regulamentos desportivos internacionais, caso contrário a sua presença na Europa não ocorrerá. Farei tudo ao meu alcance para pôr fim ao sofrimento do jogador palestiniano, nomeadamente no futebol. (...) Israel só tem uma escolha: deixar o desporto palestiniano se desenvolver ou então deverá assumir sozinho as consequências da sua atitude".
 
Assim se exprimia Michel Platini, presidente da União Europeia das Associações de Futebol (UEFA), ao sair de uma conversa com Jibril Rajoub, o seu homólogo da federação palestiniana (PFA), no dia 22 de Setembro de 2010, na sede da UEFA, na Suíça. O antigo futebolista francês parecia então decidido a combater as restrições sobre a liberdade de movimentos impostas pelas autoridades israelitas aos jogadores palestinianos e o bloqueio por parte de Telavive dos fundos e equipamentos desportivos oferecidos à Palestina pelos doadores internacionais ou a própria UEFA.
No entanto, menos de seis meses mais tarde, era atribuída a Israel pela comissão executiva - dirigida pelo mesmo Platini - da instância europeia da bola a organização da fase final do campeonato da Europa dos sub-21 (Euro Esperanças 2013), onde competirão oito países de 5 a 18 de Junho. No verão de 2011, cerca de quarenta clubes de futebol palestinianos assinavam uma declaração comum para darem a conhecer a sua consternação de verem Israel "recompensado com toda a impunidade pela opressão do [seu] povo com o privilégio de acolher" a competição, e pediam a Platini que voltasse atrás sobre a sua decisão. Queriam lembrar-lhe que Israel, que "pratica uma mistura única no mundo de ocupação, colonização e apartheid dirigida contra a população indígena, isto é os palestinianos”, não é "um país como os outros". Esta iniciativa não foi capaz de convencer Platini.
Em 14 de Junho de 2012, foi a vez de Jibril Rajoub manifestar a sua incompreensão numa carta aberta ao presidente da UEFA, divulgada pela comunicação social e acolhida friamente pelo interessado. O patrão da PFA evocava nomeadamente a situação do jovem futebolista de Gaza, Mahmud Sarsak, detido pelo exército israelita no verão de 2009, torturado e encarcerado sem processo nem julgamento, como muitos dos milhares de palestinianos detidos em Israel. Quatro dias mais tarde, Platini confirmava junto do presidente da Associação Israelita de Futebol (IFA), Avraham Luzon, a realização da competição no seu país e dizia-se convencido de "que será uma bela festa do futebol que, uma vez mais juntará as pessoas".
[...] Por ironia do destino, a competição terá lugar, entre outros, no recinto do estádio Bloomfield (ex-Basa), que foi em tempos o do clube palestiniano Shaba Al- Arab de Jaffa, expulso em Janeiro de 1949 em benefício do clube israelita do Hapoel Telavive, e no recinto do estádio Teddy de Jerusalém, situado mesmo ao lado da aldeia árabe de Al-Maliha, esvaziada dos seus habitantes em Julho de 1948 pelas tropas israelitas e quase totalmente arrasada. O estádio Teddy é o antro do clube do Beitar Jerusalem, próximo do Likud (direita nacionalista). Os seus adeptos, abertamente racistas e violentos - dois dos seus slogans favoritos são "morte aos árabes" e "Beitar puro para sempre" -, criaram recentemente uma polémica, ao protestarem contra a chegada de dois jogadores chechenos de confissão muçulmana, chegando a incendiar a sede administrativa do clube em 8 de Fevereiro passado. [...]
Uma coligação europeia de organizações de defesa dos direitos humanos multiplica as acções para tentar chamar a atenção da opinião pública e dos dirigentes políticos. Criou a campanha Cartão Vermelho ao apartheid israelita com o objectivo de conseguir a anulação da competição, sob pena de "reforçar o sentimento de impunidade" predominante em Israel, apesar das violações repetidas dos direitos humanos e os crimes cometidos pelo seu exército em Gaza e na Cisjordânia, que lhe retiram "qualquer legitimidade para acolher eventos desportivos internacionais". [...]
Pelo seu lado, futebolistas profissionais também se mobilizaram, sob a influência do avançado franco-maliano Frédéric Kanouté que esteve na origem de um apelo a boicotar o Euro Esperanças, dirigido à UEFA em 29 de Novembro e assinado por cerca de sessenta jogadores internacionais. [...]
No passado dia 25 de Janeiro, uma delegação de militantes vindos de vários países (França, Reino Unido, Suíça, etc.) dirigiu-se à sede da UEFA para pedir explicações a Platini. Foi-lhe respondido que "o desporto não se pode misturar com política, razão pela qual a UEFA não tem intenção de tomar sanções contra Israel". Michel Platini finge ignorar que a África do Sul, durante o regime de apartheid (com o qual Israel colaborou, indiferente às sanções internacionais), esteve suspensa de todas as competições de futebol a partir de 1964, foi excluída dos Jogos Olímpicos a partir de 1970, e só pôde voltar a integrá-los após a abolição do sistema segregacionista. Nessa época, é verdade, a Europa tinha participado no boicote económico, académico e desportivo ao regime de Pretoria, enquanto que hoje faz prova de muita condescendência em relação a Israel, cujos laços com a União Europeia reforçaram-se cada vez mais nestes últimos anos, apesar da continuação da ocupação militar e da colonização na Palestina.
[...]

Físico britânico Stephen Hawking boicota conferência em Israel


Mais uma vitória da campanha internacional de BDS.
Artigo publicado no site da RTP:
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=649847&tm=4&layout=121&visual=49

Subscreve Petição de Apoio a Assata Shakur


http://www.change.org/petitions/exonerate-assata-shakur?share_id=rImMEANckD&utm_campaign=signature_receipt&utm_medium=email&utm
source=share_petition


Dia 1 de Junho - Multiplicar os protestos contra a tróika


40º Aniversário da Frente Polisário - Sessão Pública


2013: A importância de comemorar "A Catástrofe"

nakba, day, 2013:, the, importance, of, commemorating, "the, catastrophe",

"15 de maio marca a comemoração do Dia da Nakba.  A Nakba, que significa "catástrofe" em árabe, refere-se à expulsão forçada de 700,000-800,000 palestinos de suas terras no período que antecedeu e após a criação do Estado de Israel em 1948.  Contrariamente às alegações de que os palestinos decidiram sair, autor e jornalista Ben White aponta que "aqueles que deixaram não o fez por vontade própria".  A limpeza dos palestinos da Palestina era parte da estratégia deliberada por parte dos líderes sionistas. Segundo a Universidade de Exeter Professor Ilan Pappe ", os líderes sionistas decidiram que o melhor meio de fazer a visão de um judeu da Palestina foi possível por força desapropriando os palestinos de sua terra natal. "
 
 
Iniciativa do MPPM evocativa dos 65 anos da NAKBA
 
 
 

A 13 de Maio de 1985 a polícia de Filadélfia massacrou os MOVE

Há 28 anos foi cometido mais um crime infame, no seguimento de tantos outros, muitas das vezes ignorados e silenciados . Hoje sob a era do Obama subsistem os crimes com predomínio do racismo económico e da cor de pele . Hoje o crime é semeado pela potência americana por todo o planeta, tendo como alvo os povos que são alvo do saque  das suas matérias primas e privados dos direitos mais elementares .

 
"13 de maio de 1985 foi mais do que um dia de infâmia, quando uma cidade em guerra contra os seus próprios supostos cidadãos, mas também quando a cidade cometeu o massacre e fê-lo com impunidade perfeita, quando os bebés foram alvejados e queimados vivos com suas mães e pais, e os assassinos foram recompensado com honras e pensões, enquanto os políticos falavam e os meios de comunicação social divulgava o assassinato em massa. Naquele dia, a cidade, armados e assistida pelo governo dos EUA, fez cair uma bomba sobre uma casa e chamou-lhe lei.  O corpo de bombeiros assistiram á queima de edifícios e cortaram a água.  Os tribunais do país fecharam os olhos e processaram Ramona África por ter a coragem de sobreviver a um holocausto urbano, encarcerando-a por não se deixar queimar até a morte.  Onze homens, mulheres e crianças morreram, e nenhum assassino foi até hoje acusado do ocorrido .
Mas naquele dia, mais do que os membros do MOVE que morreram. A cidade também morreu, os políticos morreram, os seus meios de comunicação morreram, os seus tribunais morreram , as suas igrejas e casas de culto morreram, pois deixaram de funcionar, tornando-se cúmplices, servindo o poder e dinheiro. A realidade é que a própria cidade foi massacrada, por sua fé em tais instituições ter morrido.
O  13 de maio de 1985 é um dia que viverá na infâmia, mas por muito mais razões do que o óbvio.  Era a sentença de morte de um sistema de cometer suicídio.  Ele provou que um homem chamado John África falou de verdades poderosas, quando ele falou sobre a natureza do sistema tão corrupto, tão imperfeito, tão envenenado.
Cada dia passado após esta data só  o provou ainda mais. "
 
Outro texto sobre esta data
"Em 13 de maio de 1985, a polícia de Filadélfia fez cair uma bomba contendo explosivos C-4 no telhado de uma casa onde os membros da libertação negra e justiça social  viviam o MOVE. Pouco antes, a polícia atacara a casa disparando 10 mil cartuchos de munição em 90 minutos, sabendo que havia  crianças  lá dentro.  A casa foi queimada em 45 minutos só depois as mangueiras foram activadas.
Onze pessoas, incluindo o fundador John África, cinco adultos e cinco crianças foram mortos. . O incidente também destruiu 65 casas na área, deixando 250 desabrigados.  Testemunhas relataram que a policia atirou sobre quem tentava escapar ao fogo .
Hoje os MOVE continuam a defender os direitos dos prisioneiros e para a libertação de Mumia Abu-Jamal e nove dos seus membros  que foram considerados culpados do assassinato de um policial em 1978 ."
 

1 de Junho - Manifestação Internacional


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