Segundo os organizadores da manifestação do passado sábado, apresentam alguns números sobre a esmagadora participação popular que vieram para rua gritar a revolta contra a política criminosa do governo .
"Temos dados de 30 cidades. Ainda faltam
algumas, mas já podemos garantir que pelo menos um milhão e meio de pessoas se
manifestou contra a troika e o governo neste dia histórico.
Angra do
Heroismo 50 | Barcelona 30 | Beja 1000 | Braga 7000 |
Caldas da Rainha 3000 | Castelo Branco 1000 | Chaves 200 |
Coimbra 20000 | Entroncamento 300 | Estocolmo 15 |
Faro 6000 | Guarda 1000 | Horta 160 | Lisboa 800000
| Londres 100 | Loulé 800 | Marinha Grande 3000 |
Paris 100 | Ponta Delgada 500 | Portimão 5000 |
Porto 400000 | Santarém 500 | Setúbal 7000 | Sines
120 | Tomar 200 | Torres Novas 250 | Viana do Castelo 1000
| Vila Real 1800 (em actualização). "
"Esta Moção de Censura Popular expressa a
vontade de um povo que quer tomar o presente e o futuro nas suas mãos. Em
democracia, o povo é quem mais ordena. Os diferentes governos da troika não
nos representam. Este governo não nos representa. Este governo é ilegítimo. Foi
eleito com base em promessas que não cumpriu. Prometeu que não subiria os
impostos, mas aumentou-os até níveis insuportáveis. Garantiu que não extorquiria
as pensões nem cortaria os subsídios de quem trabalha, mas não há dia em que não
roube mais dinheiro aos trabalhadores e reformados. Jurou que não despediria
funcionários públicos nem aumentaria o desemprego, mas a cada hora que passa há
mais gente sem trabalho.
Esta Moção de Censura é a expressão do isolamento do
governo. Pode cozinhar leis e cortes com a banca e a sua maioria parlamentar. O
Presidente da República até pode aprovar tudo, mesmo o que subverte a
Constituição que jurou fazer cumprir. Mas este governo já não tem legitimidade.
Tem contra si a população, que exige, como ponto de partida, a demissão do
governo, o fim da austeridade e do domínio da troika sobre o povo, que é
soberano. Que o povo tome a palavra! Porque o governo não pode e não consegue
demitir o povo, mas o povo pode e consegue demitir o governo. Não há governo que
sobreviva à oposição da população.
Esta Moção de Censura Popular é o grito de
um povo que exige participar. É a afirmação pública de uma crescente vontade do
povo para tomar nas suas mãos a condução do país, derrubando um poder corrupto
que se arrasta ao longo de vários governos.
No dia 2 de Março, por todo o
país e em diversas cidades pelo mundo fora, sob o lema "Que se lixe a troika! O
povo é quem mais ordena", o povo manifestou uma clara vontade de ruptura com as
políticas impostas pela troika e levadas a cabo por este governo.
Basta!
Obviamente, estão demitidos. Que o povo ordene! "
"Porque há tortura nas prisões, e também em Portugal, a ONU e os estados que ratificaram a Convenção contra a Tortura e o seu Protocolo Adicional encetaram procedimentos legais no âmbito do direito internacional com vista à prevenção da tortura. A ACED, com o apoio de outras associações e com a colaboração do Museu da República e da Resistência, promove no dia 11 de Março de 2013 uma conferência sobre o assunto, trazendo ao conhecimento do público alguns casos, com especial ênfase para as queixas produzidas por um cidadão italiano, com a presença do respectivo advogado, que o representará."
"Chegou o momento! Após meses de intenso trabalho levado a cabo por organizações e cidadãos, no próximo dia 28 Fevereiro vamos entregar a Iniciativa Legislativa de Cidadãos, com mais de 40 mil subscritores. É um momento de celebração e simultaneamente de afirmação. Nesse sentido, entendemos que a melhor forma de assinalar o culminar desta etapa, pois outras se seguirão, seria realizar uma iniciativa pública em frente ao Parlamento.
É isso que faremos. A partir das 15horas, antecedendo a entrega oficial das assinaturas, em frente à Assembleia da República daremos uma vez mais expressão à causa da defesa do direito à água e dos serviços públicos que materializam a sua realização.
Diremos «Não à privatização da água», elevando a voz dos milhares de portugueses que apoiaram esta iniciativa e dos muitos outros que sabemos discordarem da privatização deste bem público e direito humano fundamental.
Ao mesmo tempo, porque a luta pela água não termina com esta entrega, daremos início à batalha pela aprovação da nossa proposta, para a qual será necessário juntar mais e mais pessoas e mais apoios!
Estão todos convidados!
Vamos celebrar e defender a água de todos e para todos!
Vamos dar início a uma nova etapa do nosso combate!
Participa!"
A questão dos prisioneiros é especialmente sensível para os palestinianos. A morte de um detido numa prisão israelita levou a protestos violentos e a imprensa do Estado hebraico repete temores de uma nova revolta palestiniana.
in Público 25.02.2013
"O funeral de Arafat Jaradat, um palestiniano de 30 anos que morreu na prisão, depois de ter sido detido por Israel por atirar pedras a israelitas ferindo um, marcou hoje um novo dia de violência.
Os palestinianos dizem que Jaradat, um homem casado, pai de dois filhos, que trabalhava numa bomba de gasolina em Hebron, foi torturado pela polícia israelita. Israel diz que os ferimentos que foram descritos na autópsia poderiam ter sido provocados por uma tentativa de reanimação (antes da autópsia, que ainda não permite conclusões, tinha afirmado que um ataque cardíaco teria sido responsável pela morte).
Enquanto milhares de pessoas assistiram ao funeral perto de uma pequena cidade na zona de Hebron (um dos pontos mais conflituosos da Cisjordânia devido à presença de colonos judaicos, protegidos pelo exército israelita, no centro da cidade, de maioria palestiniana), centenas envolveram-se em confrontos com as forças israelitas, com palestinianos a atirar pedras e os soldados a usarem gás lacrimogéneo.
Houve violência em Hebron, Belém, e Ramallah – nesta última, segundo o Jerusalem Post, 26 palestinianos foram feridos, alguns por balas reais.
A questão dos prisioneiros é das mais sensíveis para a opinião pública palestiniana. Os cerca de 4700 palestinianos que estão nas prisões israelitas são vistos como heróis. Cerca de 300 entre estes prisioneiros estão em detenção administrativa (invocando razões de segurança, Israel pode manter os detidos nas prisões durante períodos de seis meses renováveis indefinidamente), o que foi aliás um dos motivos para a última greve de fome, em Abril do ano passado.
Depois de feita a autópsia a Jaradat, o ministério da Saúde de Israel diz que não é ainda possível determinar a causa da morte. O ministro palestiniano para os prisioneiros, Issa Qaraqi, disse que este tinha sido sujeito a “tortura” na prisão de Meggido.
Enquanto isso, a imprensa israelita, os comentadores e alguns políticos estão fixados numa palavra: Intifada.
O ministro da Segurança Interna, Avi Dichter, veio avisar para o perigo de uma revolta palestiniana. “As duas intifadas anteriores ocorreram como resultado de um grande número de mortos” durante protestos, disse.
O colunista do diário Yeditoh Ahronoth Alex Fishman escreveu, no fim-de-semana, que “a auto-estrada para a intifada está aberta” e a morte de Jaradat “pode tornar-se o tiro de partida”.
No Jerusalem Post, uma análise lembrava a diferença da dimensão dos protestos das revoltas anteriores (1987-1993 e 2000-2005) para dizer que não há uma terceira intifada – ainda. Acrescentava que a questão dos prisioneiros é especialmente delicada e “os acontecimentos podem ficar fora de controlo.”
Até entre os palestinianos a palavra não era evitada. O responsável da Autoridade Palestiniana Nabil Shaath disse numa entrevista que as forças palestinianas estavam a “fazer o seu melhor para manter a calma” mas alertou: “Não sei quanto é que as pessoas podem ser contidas. Ninguém está a planear uma intifada. A questão é o grau em que estes incidentes podem levar a uma raiva que expluda”, disse.
Os palestinianos estão já frustrados com um processo de paz inexistente desde 2010, com a construção nos colonatos israelitas e ainda com as consequências da retaliação israelita pela iniciativa na ONU em que foram aceites como membro observador – que trouxe um reconhecimento mas nenhum benefício prático. Aliás, para aliviar a tensão que resultou de a Autoridade Palestiniana não estar a pagar ordenados a tempo (médicos e professores estiveram recentemente em greve) Israel recomeçou no fim-de-semana a transferir para a Autoridade Palestiniana as verbas que tinha bloqueado dos impostos palestinianos.
A Reuters diz que para além da violência nas manifestações, um factor importante para o desenrolar da situação é a saúde de quatro prisioneiros que estão em greve de fome, um dos quais tem recusado comida, de modo intermitente, nos últimos 200 dias."
"A credibilidade da OPUS GAY e de Antº Serzedelo advém do facto de terem estado na primeira linha da denúncia dos abusos sexuais de crianças na Casa Pia e noutras instituições deste país, incluindo a inacção cúmplice da Igreja Católica sobre esse tema e sobre os casos de que foram e são protagonistas membros da Igreja. Nesta teia de conspirações em torno do abuso sexual de crianças, a limpidez da voz da OPUS GAY deve ser enfatizada e respeitada."
"A Opus Gay denuncia as manobras que actualmente correm, tendo como sujeito D.Carlos Azevedo sobre a sua pretensa orientação sexual, que vem sendo exposta na praça publica a propósito de uma acusaçao de assédio sexual,nem sequer provada .Sempre defendemos que a orientação sexual de cada um era um assunto da vida privada,que nao devia ser discutido na praça publica, tornando se assim numa denuncia inapropriada contra a vontade do visado. Com D. Carlos o que podia ser discutido era se ele mantinha ou nao, os votos de castidade que jurou manter quando foi ordenado padre,e nunca a sua orientaçao sexual,pois ser homossexual nem sequer é um pecado para a Igreja,veja se o discurso do padre Dr.Carreira das Neves.Contudo é maioritariamente sobre esta questão que se concentram as atenções e as denuncias de altos dignatários da Igreja homofobicos, de resto, com motivos escondidos que se prendem com facções do Vaticano para evitarem a eleição deste ou daquele cardeal,para Pontifice da Igreja Católica. Alem disso ,num estado laico e republicano como o nosso, a orientaçao sexual nao é crime nem pecado civil, ou publico,nem niguem pode ser acusado disso.A forma como esta a ser travada a discussão nos orgaos de informaçao incute no público a criminalização da homossexualidade,num aproveitamento nojento pelas forças mais conservadores da sociedade civil e da Igreja, a propósito deste caso."
Samir Issawi, prisioneiro palestiniano
detido por Israel, há mais de 200 dias em greve da fome
Samer Issawi, 34 anos, tinha sido libertado em Dezembro de 2011 por
Israel, assim como outros palestinianos trocados pelo prisioneiro
israelita Gilad Shalit. Mas foi raptado seis meses mais tarde e levado
de novo para a cadeia com base num simples despacho militar israelita. Israel recusa-se a dizer quais são os motivos da sua detenção, alegando apenas que ela está ligada a informações secretas.
Segundo a Human Rights Watch, Issawi foi impedido de falar com o seu
advogado durante os primeiros 23 dias e foi interrogado durante 28
dias seguidos. Quando foi libertado, já tinha passado 9 anos na prisão. Tinha sido condenado em Abril de 2002 a 30 anos de cadeia.
O seu caso não é único. Vários dos prisioneiros libertados em troca
de Gilad Shalit voltaram a ser detidos.
Samer Issawi já perdeu metade do seu peso, os seus órgãos começam a
falhar, está a perder a visão e a fala e vomita sangue.
O ignominioso Tribunal Militar de Rabat sentenciou duríssimas penas contra os presos políticos saharauis do acampamento da Dignidade de Gdeim Izik. 9 condenações perpétuas; 4 penas de trinta anos de prisão efetiva; 7 penas de 25 anos; 3 penas de 20 anos; e libertação de dois presos por cumprimento de pena.
"A
RASD legitimada, pela Resolução 1514 da Organização das
Nações
Unidas e reconhecida por numerosos países continua a ser
alvo das
mais violentas facetas do colonialismo marroquino sobre o
seu povo e
o seu território.
Há
quase 40
anos que este povo está condenado a uma cruel repressão,
com
ausência total dos seus mais elementares direitos.
Repressão,
detenções, torturas, assassinatos e desaparecidos são o
dia a dia
nos territórios ocupados, testemunhados por vários
observadores
internacionais, nomeadamente sob a égide
da ONU.
Nos
acampamentos de refugiados, milhares de saharauís
vivem em adversas e precárias
condições dependentes da cada vez mais escassa ajuda
humanitária
internacional, cujas consequências são a desnutrição com
particular gravidade nas mulheres gravidas e mães a
amamentar e nas
crianças, ao mesmo tempo que outras enfermidades como a
diabetes ou a celíaca têm vindo a aumentar, num verdadeiro
massacre
genocida.
Os
seus valiosos recursos naturais, designadamente os
fosfatos, o urânio
e o petróleo (ou a areia utilizada nas praias artificiais
da ilha da
Madeira) e os recursos marinhos, como as pescas,
explorados por
grandes grupos económicos
marroquinos e estrangeiros, e com cumplicidades
internacionais, como
é o caso da UE,
são sistematicamente pilhados.
Quando se
assinalam
os 40 anos da criação da Frente Polisário, dia 10 de Maio de
2013,
e os 37 anos da proclamação da República Árabe Saharauí
Democrática, a 27 de Fevereiro, as organizações signatárias:
• Reafirmam
a sua solidariedade para com a justa causa do povo saharauí,
pelo
seu direito à autodeterminação, a uma pátria livre e
independente;
• Reclamam
a libertação de todos os presos políticos saharauís das
prisões
marroquinas;
• Consideram
que o mandato da Missão da ONU no Sahara
Ocidental, MINURSO, deve ser alargado à observação dos
direitos
cívicos e políticos dos cidadãos saharauís
residentes nos territórios ilegalmente ocupados pelo Reino
de
Marrocos, de forma a garantir a protecção dos direitos
humanos,
• Denunciam
o saque de recursos naturais do Sahara
Ocidental levado
a cabo pelo Reino de Marrocos e poderosos interesses
estrangeiros e
exigem a revogação dos acordos comerciais com Marrocos que
envolvam os recursos do Sahara
Ocidental;
•Consideram
que
uma solução justa para o conflito passará obrigatoriamente
pela realização
de um referendo, sob a supervisão
das Nações Unidas – referendo constantemente adiado e
boicotado
pelo Reino de Marrocos que desta forma contraria e
desrespeita o
direito internacional e as resoluções das Nações Unidas
relativas
ao direito à livre autodeterminação do
povo saharauí
• Reclamam
do
Governo
português o reconhecimento da República Árabe Saharauí
Democrática e a adoptação de uma posição interventiva na
ONU e
em outras organizações de que faz partecontra
os crimes do Reino de Marrocos, agindo em solidariedade e
em
coerência com o direito dos povos colonizados à
autodeterminação
e independência (como foi o caso de Timor Leste),
no respeite do
artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa que
consagra o
direito dos povos a resistir à ocupação e a decidir do seu
próprio
futuro;
• Decidem,
por
ocasião dos 37 anos da proclamação da República Árabe Saharauí
Democrática promover
uma
Sessão
solidária que congregue vontades para pôr fim a este
verdadeiro
genocídio."
"Há uma comunidade indígena no Equador, que vive numa parte da Amazônia, onde há onças pintadas e uma vida mais animal do que toda a América do Norte! É incrivelmente intocada área remota e todo o ecossistema foi preservado. Mas o governo está ameaçando entrar e procurar petróleo.
A tribo local está a resistir, mas as companhias de petróleo geralmente tentam comprar as pessoas e acabar com a comunidade. A tribo está feliz que as pessoas de todo o mundo possam apoiá-las e fazer tal mobilização que poderíamos salvar as suas terras. O presidente do Equador afirma estar com os direitos indígenas e o meio ambiente, mas ele está calmamente a chegar a um novo plano para trazer especuladores do petróleo ao olhar para 4 milhões de hectares de floresta. Se podemos dizer 'espere um minuto, você é e deveria ser o presidente verde que diz que ninguém pode comprar o Equador, podemos expô-lo por estar a virar as costas aos seus compromissos como ele está lutando pela reeleição.
Ele não quer um pesadelo PR agora. Se pudermos ajudar esta comunidade um defender a sua terra ancestral e desafiar o presidente para manter a sua palavra, poderíamos fazê-lo reconsiderar todo o plano Assine a petição agora e dizer a todos - vamos ajudar a salvar a floresta bonita.:
Depois da Texaco e outras empresas de petróleo águas poluídas do Equador e irreversivelmente devastados ecossistemas preciosos, Correa levou seu país para ser primeiro país do mundo a reconhecer os direitos da "Mãe Terra" em sua constituição. Ele anunciou que o Equador não estava à venda, e no Parque Nacional Yasuni, promoveu uma iniciativa inovadora, onde outros governos pagam Equador para manter o petróleo no solo para proteger a floresta em vez de destruí-lo. Mas agora ele está prestes a vender para fora.
Chocante, a terra Kichwa é, em parte, o Parque Nacional Yasuni. Mas ainda mais chocante é maior plano de Correa - em dias os funcionários do governo começaram uma tournê mundial para oferecer aos investidores estrangeiros o direito de perfurar em 4 milhões de hectares de floresta (uma área maior que a Holanda!) Equador, como qualquer país, pode-se argumentar que tem o direito de lucrar com seus recursos naturais, mas a própria Constituição diz que deve respeitar os direitos indígenas e suas florestas incríveis, que trazem milhões de dólares dos turistas a cada ano.
Agora, Correa está numa dura luta para ganhar um segundo mandato como presidente. É o momento perfeito para fazê-lo honra suas promessas ambientais e fazer essa constituição verde ganham vida Registe-se agora para estar com o povo Kichwa e salvar sua floresta.:
Nossa comunidade tem lutado ano após ano, para proteger a Amazônia no Brasil e na Bolívia, e ganhou muitas vitórias que estão em solidariedade com as comunidades indígenas. Agora é a vez do Equador - vamos responder a este apelo urgente para a ação e salvar a floresta."
Mais informação :
Equatoriana tribo recebe indulto de intrusão óleo (The Guardian)
Num artigo
publicado em Janeiro, César Chelala, correspondente do jornal australiano Middle
East Times International, revela estatísticas israelitas, segundo as quais
237 soldados se suicidaram nos últimos dez anos. Este número representa uma
média de 1 suicídio em cada duas semanas.
A diferença
entre as estatísticas oficiais de mortes publicadas pelo exército e o número de
homenagens póstumas no site oficial de comemoração "Yizkor"
levou um blogger a suspeitar de que o número de suicídios no seio do exército
seria muito maior do que o oficial e a divulgar novos números.
Segundo um
artigo publicado no Haaretz de 31.12, "a principal causa de morte entre
soldados da Israel Defense Forces, é o suicídio, segundo uma análise dos dados
dos últimos três anos. Em 2011, o ano mais recente para o qual o exército
dispõe de dados, 21 soldados puseram fim à vida - mais do que o número de
soldados mortos em consequência de doenças, acidente de viação, acções
operacionais ou outras tragédias.
Um jovem soldado israelita, Natan Blanc, recusa pela 5ª vez ser
incorporado no exército de ocupação. Ele recusa-se a destruir
as plantações dos camponeses palestinianos, a invadir as suas casas a
meio da noite para os expulsar das suas aldeias, a reter mulheres a caminho do
hospital e crianças a caminho da escola nos checkpoints. Por essa teimosia,
esta a pagar com mais uma pena de prisão.
Fonte Luminosa | LeiriaPraça Marquês de Pombal | Lisboa
Praça da Batalha | Porto
18:00
Boston Public Library | Boston
Que se lixe a troika. O Povo é quem mais ordena!
Em Setembro, Outubro e Novembro enchemos as ruas
mostrando claramente que o povo está contra as medidas austeritárias e
destruidoras impostas pelo governo e seus aliados do Fundo Monetário
Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – a
troika. Derrotadas as alterações à TSU, logo apareceram novas medidas ainda
mais gravosas. O OE para 2013 e as novas propostas do FMI, congeminadas com o
governo, disparam certeiramente contra os direitos do trabalho, contra os
serviços públicos, contra a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, contra a
Cultura, contra tudo o que é nosso por direito, e acertam no coração de cada um
e cada uma de nós. Por todo o lado, crescem o desemprego e a precariedade, a
emigração, as privatizações selvagens, a venda a saldo de empresas públicas,
enquanto se reduz o custo do trabalho.
Não aguentamos mais o roubo e a
agressão.
Indignamo-nos com o desfalque nas reformas, com a ameaça de
despedimento, com cada posto de trabalho destruído. Indignamo-nos com o
encerramento das mercearias, dos restaurantes, das lojas e dos cafés dos nossos
bairros. Indignamo-nos com a Junta de Freguesia que desaparece, com o centro de
saúde que fecha, com a maternidade que encerra, com as escolas cada vez mais
pobres e degradadas. Indignamo-nos com o aparecimento de novos impostos,
disfarçados em taxas, portagens, propinas… Indignamo-nos quando os que geriram
mal o que é nosso decidem privatizar bens que são de todos – águas, mares,
praias, território – ou equipamentos para cuja construção contribuímos ao longo
de anos – rede eléctrica, aeroportos, hospitais, correios. Indignamo-nos com a
degradação diária da nossa qualidade de vida. Indignamo-nos com os aumentos do
pão e do leite, da água, da electricidade e do gás, dos transportes públicos.
Revolta-nos saber de mais um amigo que se vê obrigado a partir, de mais uma
família que perdeu a sua casa, de mais uma criança com fome. Revolta-nos o
aumento da discriminação e do racismo. Revolta-nos saber que mais um cidadão
desistiu da vida.
Tudo isto é a troika: um governo não eleito que decide
sobre o nosso presente condicionando o nosso futuro. A troika condena os sonhos
à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Os seus objectivos são bem
claros: aumentar a nossa dívida, empobrecer a maioria e enriquecer uma minoria,
aniquilar a economia, reduzir os salários e os direitos, destruir o estado
social e a soberania. O sucesso dos seus objectivos depende da nossa miséria. Se
com a destruição do estado social a troika garante o financiamento da dívida e,
por conseguinte, os seus lucros, com a destruição da economia garante um país
continuamente dependente e endividado.
A 25 de Fevereiro os dirigentes da
troika, em conluio com o governo, iniciarão um novo período de avaliação do
nosso país. Para isto precisam da nossa colaboração e isso é o que não lhes
daremos. Porque não acreditamos no falso argumento de que se nos “portarmos bem”
os mercados serão generosos. Recusamos colaborar com a troika, com o FMI, com um
governo que só serve os interesses dos que passaram a pagar menos pelo trabalho,
dos bancos e dos banqueiros, da ditadura financeira dos mercados internacionais.
E resistimos. Resistimos porque esta é a única forma de preservarmos a dignidade
e a vida. Resistimos porque sabemos que há alternativas e porque sabemos que
aquilo que nos apresentam como inevitável é na verdade inviável e por isso
inaceitável. Resistimos porque acreditamos na construção de uma sociedade mais
justa.
A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa
indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas. Exigimos a demissão
do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida.
Unidos como
nunca, diremos basta.
A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido,
com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas
as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos,
colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul
do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!
QUE SE LIXE A
TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!
Ada Pereira da Silva, Adriano
Campos, Alex Cortez, Alexandre Abreu, Álvaro Faria, Ana Carla Gonçalves, Ana
Margarida Esteves, Ana Maria Pinto, Ana Nicolau, André Studer Ferreira, Ângela
Cerveira, Ângela Fernandes, António Alves, António Avelãs, António Costa Santos,
António Louçã, António Mariano, António Simões do Paço, Armando Sá, Belandina
Vaz, Bruno Cabral, Bruno Carvalho, Bruno Gonçalves, Bruno M. Neto, Camilo
Azevedo, Carla M Cardoso, Carlos Mendes, Chullage, Cristina Cavalinhos, Cristina
Paixão, Daniel Godinho, Diana Póvoas, Diogo Gaivoto, Fabíola Cardoso, Florian
Charioux, Francisco Calafate, Frederico Aleixo, Frederico Duarte, Guadalupe
Simões, Helena Borges, Helena Dias, Helena Pato, Helena Romão, Inês Meneses,
Inês Subtil, Inês Tavares, Iolanda Baptista, Isabel Louçã, Jaime Teixeira
Mendes, Jakilson Pereira, Joana Azevedo Viana, Joana Manuel, Joana Saraiva, João
Afonso, João Balão, João Camargo, João Gustavo, João Mineiro, João Vasco Gama,
Jorge Falcato, José Gema, José Luís Garcia, José Reis Santos, Laura Diogo, LBC
Soldjah, Luanda Cozetti, Lúcia Gomes, Luís Bernardo, Luís Ribeiro, Luísa
Ortigoso, Luna Nicke, Madalena Ávila, Magda Alves, Marco Neves Marques, Maria
Barradas, Maria José Alves, Maria Luísa Cabral, Mariana Avelãs, Marta Silva,
Miguel Cardina, Miguel Reis, Milé Sardera, Myriam Zaluar, Nuno Gomes dos Santos,
Nuno Ramos de Almeida, Nuno Serra, Nuno Viana, Octávio Raposo, Paula Gil, Paula
Marques, Paula Nunes, Paulo Raposo, Pedro Alves, Pedro Feijó, Pedro Rocha,
Raquel Gonçalves, Ricardo Morte, Ricardo Santos, Rita Veloso, Rosário Gama, Rui
Borges, Rui Dinis, Rui Eugénio, Samuel Quedas, Sandra Monteiro, Sandro Mendonça,
São José Lapa, Sara Boavida, Sara Ferreira, Sara Figueiredo Costa, Sara
Gonçalves, Sara Goulart, Sérgio Vitorino, Sofia Gomes, Tatiana Moutinho, Tiago
Figueiredo, Tiago Mota Saraiva, Tiago Rodrigues, Vítor Ferreira, Zé
Neves