"A
RASD legitimada, pela Resolução 1514 da Organização das
Nações
Unidas e reconhecida por numerosos países continua a ser
alvo das
mais violentas facetas do colonialismo marroquino sobre o
seu povo e
o seu território.
Há
quase 40
anos que este povo está condenado a uma cruel repressão,
com
ausência total dos seus mais elementares direitos.
Repressão,
detenções, torturas, assassinatos e desaparecidos são o
dia a dia
nos territórios ocupados, testemunhados por vários
observadores
internacionais, nomeadamente sob a égide
da ONU.
Nos
acampamentos de refugiados, milhares de saharauís
vivem em adversas e precárias
condições dependentes da cada vez mais escassa ajuda
humanitária
internacional, cujas consequências são a desnutrição com
particular gravidade nas mulheres gravidas e mães a
amamentar e nas
crianças, ao mesmo tempo que outras enfermidades como a
diabetes ou a celíaca têm vindo a aumentar, num verdadeiro
massacre
genocida.
Os
seus valiosos recursos naturais, designadamente os
fosfatos, o urânio
e o petróleo (ou a areia utilizada nas praias artificiais
da ilha da
Madeira) e os recursos marinhos, como as pescas,
explorados por
grandes grupos económicos
marroquinos e estrangeiros, e com cumplicidades
internacionais, como
é o caso da UE,
são sistematicamente pilhados.
Quando se
assinalam
os 40 anos da criação da Frente Polisário, dia 10 de Maio de
2013,
e os 37 anos da proclamação da República Árabe Saharauí
Democrática, a 27 de Fevereiro, as organizações signatárias:
• Reafirmam
a sua solidariedade para com a justa causa do povo saharauí,
pelo
seu direito à autodeterminação, a uma pátria livre e
independente;
• Reclamam
a libertação de todos os presos políticos saharauís das
prisões
marroquinas;
• Consideram
que o mandato da Missão da ONU no Sahara
Ocidental, MINURSO, deve ser alargado à observação dos
direitos
cívicos e políticos dos cidadãos saharauís
residentes nos territórios ilegalmente ocupados pelo Reino
de
Marrocos, de forma a garantir a protecção dos direitos
humanos,
• Denunciam
o saque de recursos naturais do Sahara
Ocidental levado
a cabo pelo Reino de Marrocos e poderosos interesses
estrangeiros e
exigem a revogação dos acordos comerciais com Marrocos que
envolvam os recursos do Sahara
Ocidental;
•Consideram
que
uma solução justa para o conflito passará obrigatoriamente
pela realização
de um referendo, sob a supervisão
das Nações Unidas – referendo constantemente adiado e
boicotado
pelo Reino de Marrocos que desta forma contraria e
desrespeita o
direito internacional e as resoluções das Nações Unidas
relativas
ao direito à livre autodeterminação do
povo saharauí
• Reclamam
do
Governo
português o reconhecimento da República Árabe Saharauí
Democrática e a adoptação de uma posição interventiva na
ONU e
em outras organizações de que faz partecontra
os crimes do Reino de Marrocos, agindo em solidariedade e
em
coerência com o direito dos povos colonizados à
autodeterminação
e independência (como foi o caso de Timor Leste),
no respeite do
artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa que
consagra o
direito dos povos a resistir à ocupação e a decidir do seu
próprio
futuro;
• Decidem,
por
ocasião dos 37 anos da proclamação da República Árabe Saharauí
Democrática promover
uma
Sessão
solidária que congregue vontades para pôr fim a este
verdadeiro
genocídio."
"Há uma comunidade indígena no Equador, que vive numa parte da Amazônia, onde há onças pintadas e uma vida mais animal do que toda a América do Norte! É incrivelmente intocada área remota e todo o ecossistema foi preservado. Mas o governo está ameaçando entrar e procurar petróleo.
A tribo local está a resistir, mas as companhias de petróleo geralmente tentam comprar as pessoas e acabar com a comunidade. A tribo está feliz que as pessoas de todo o mundo possam apoiá-las e fazer tal mobilização que poderíamos salvar as suas terras. O presidente do Equador afirma estar com os direitos indígenas e o meio ambiente, mas ele está calmamente a chegar a um novo plano para trazer especuladores do petróleo ao olhar para 4 milhões de hectares de floresta. Se podemos dizer 'espere um minuto, você é e deveria ser o presidente verde que diz que ninguém pode comprar o Equador, podemos expô-lo por estar a virar as costas aos seus compromissos como ele está lutando pela reeleição.
Ele não quer um pesadelo PR agora. Se pudermos ajudar esta comunidade um defender a sua terra ancestral e desafiar o presidente para manter a sua palavra, poderíamos fazê-lo reconsiderar todo o plano Assine a petição agora e dizer a todos - vamos ajudar a salvar a floresta bonita.:
Depois da Texaco e outras empresas de petróleo águas poluídas do Equador e irreversivelmente devastados ecossistemas preciosos, Correa levou seu país para ser primeiro país do mundo a reconhecer os direitos da "Mãe Terra" em sua constituição. Ele anunciou que o Equador não estava à venda, e no Parque Nacional Yasuni, promoveu uma iniciativa inovadora, onde outros governos pagam Equador para manter o petróleo no solo para proteger a floresta em vez de destruí-lo. Mas agora ele está prestes a vender para fora.
Chocante, a terra Kichwa é, em parte, o Parque Nacional Yasuni. Mas ainda mais chocante é maior plano de Correa - em dias os funcionários do governo começaram uma tournê mundial para oferecer aos investidores estrangeiros o direito de perfurar em 4 milhões de hectares de floresta (uma área maior que a Holanda!) Equador, como qualquer país, pode-se argumentar que tem o direito de lucrar com seus recursos naturais, mas a própria Constituição diz que deve respeitar os direitos indígenas e suas florestas incríveis, que trazem milhões de dólares dos turistas a cada ano.
Agora, Correa está numa dura luta para ganhar um segundo mandato como presidente. É o momento perfeito para fazê-lo honra suas promessas ambientais e fazer essa constituição verde ganham vida Registe-se agora para estar com o povo Kichwa e salvar sua floresta.:
Nossa comunidade tem lutado ano após ano, para proteger a Amazônia no Brasil e na Bolívia, e ganhou muitas vitórias que estão em solidariedade com as comunidades indígenas. Agora é a vez do Equador - vamos responder a este apelo urgente para a ação e salvar a floresta."
Mais informação :
Equatoriana tribo recebe indulto de intrusão óleo (The Guardian)
Num artigo
publicado em Janeiro, César Chelala, correspondente do jornal australiano Middle
East Times International, revela estatísticas israelitas, segundo as quais
237 soldados se suicidaram nos últimos dez anos. Este número representa uma
média de 1 suicídio em cada duas semanas.
A diferença
entre as estatísticas oficiais de mortes publicadas pelo exército e o número de
homenagens póstumas no site oficial de comemoração "Yizkor"
levou um blogger a suspeitar de que o número de suicídios no seio do exército
seria muito maior do que o oficial e a divulgar novos números.
Segundo um
artigo publicado no Haaretz de 31.12, "a principal causa de morte entre
soldados da Israel Defense Forces, é o suicídio, segundo uma análise dos dados
dos últimos três anos. Em 2011, o ano mais recente para o qual o exército
dispõe de dados, 21 soldados puseram fim à vida - mais do que o número de
soldados mortos em consequência de doenças, acidente de viação, acções
operacionais ou outras tragédias.
Um jovem soldado israelita, Natan Blanc, recusa pela 5ª vez ser
incorporado no exército de ocupação. Ele recusa-se a destruir
as plantações dos camponeses palestinianos, a invadir as suas casas a
meio da noite para os expulsar das suas aldeias, a reter mulheres a caminho do
hospital e crianças a caminho da escola nos checkpoints. Por essa teimosia,
esta a pagar com mais uma pena de prisão.
Fonte Luminosa | LeiriaPraça Marquês de Pombal | Lisboa
Praça da Batalha | Porto
18:00
Boston Public Library | Boston
Que se lixe a troika. O Povo é quem mais ordena!
Em Setembro, Outubro e Novembro enchemos as ruas
mostrando claramente que o povo está contra as medidas austeritárias e
destruidoras impostas pelo governo e seus aliados do Fundo Monetário
Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – a
troika. Derrotadas as alterações à TSU, logo apareceram novas medidas ainda
mais gravosas. O OE para 2013 e as novas propostas do FMI, congeminadas com o
governo, disparam certeiramente contra os direitos do trabalho, contra os
serviços públicos, contra a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, contra a
Cultura, contra tudo o que é nosso por direito, e acertam no coração de cada um
e cada uma de nós. Por todo o lado, crescem o desemprego e a precariedade, a
emigração, as privatizações selvagens, a venda a saldo de empresas públicas,
enquanto se reduz o custo do trabalho.
Não aguentamos mais o roubo e a
agressão.
Indignamo-nos com o desfalque nas reformas, com a ameaça de
despedimento, com cada posto de trabalho destruído. Indignamo-nos com o
encerramento das mercearias, dos restaurantes, das lojas e dos cafés dos nossos
bairros. Indignamo-nos com a Junta de Freguesia que desaparece, com o centro de
saúde que fecha, com a maternidade que encerra, com as escolas cada vez mais
pobres e degradadas. Indignamo-nos com o aparecimento de novos impostos,
disfarçados em taxas, portagens, propinas… Indignamo-nos quando os que geriram
mal o que é nosso decidem privatizar bens que são de todos – águas, mares,
praias, território – ou equipamentos para cuja construção contribuímos ao longo
de anos – rede eléctrica, aeroportos, hospitais, correios. Indignamo-nos com a
degradação diária da nossa qualidade de vida. Indignamo-nos com os aumentos do
pão e do leite, da água, da electricidade e do gás, dos transportes públicos.
Revolta-nos saber de mais um amigo que se vê obrigado a partir, de mais uma
família que perdeu a sua casa, de mais uma criança com fome. Revolta-nos o
aumento da discriminação e do racismo. Revolta-nos saber que mais um cidadão
desistiu da vida.
Tudo isto é a troika: um governo não eleito que decide
sobre o nosso presente condicionando o nosso futuro. A troika condena os sonhos
à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Os seus objectivos são bem
claros: aumentar a nossa dívida, empobrecer a maioria e enriquecer uma minoria,
aniquilar a economia, reduzir os salários e os direitos, destruir o estado
social e a soberania. O sucesso dos seus objectivos depende da nossa miséria. Se
com a destruição do estado social a troika garante o financiamento da dívida e,
por conseguinte, os seus lucros, com a destruição da economia garante um país
continuamente dependente e endividado.
A 25 de Fevereiro os dirigentes da
troika, em conluio com o governo, iniciarão um novo período de avaliação do
nosso país. Para isto precisam da nossa colaboração e isso é o que não lhes
daremos. Porque não acreditamos no falso argumento de que se nos “portarmos bem”
os mercados serão generosos. Recusamos colaborar com a troika, com o FMI, com um
governo que só serve os interesses dos que passaram a pagar menos pelo trabalho,
dos bancos e dos banqueiros, da ditadura financeira dos mercados internacionais.
E resistimos. Resistimos porque esta é a única forma de preservarmos a dignidade
e a vida. Resistimos porque sabemos que há alternativas e porque sabemos que
aquilo que nos apresentam como inevitável é na verdade inviável e por isso
inaceitável. Resistimos porque acreditamos na construção de uma sociedade mais
justa.
A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa
indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas. Exigimos a demissão
do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida.
Unidos como
nunca, diremos basta.
A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido,
com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas
as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos,
colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul
do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!
QUE SE LIXE A
TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!
Ada Pereira da Silva, Adriano
Campos, Alex Cortez, Alexandre Abreu, Álvaro Faria, Ana Carla Gonçalves, Ana
Margarida Esteves, Ana Maria Pinto, Ana Nicolau, André Studer Ferreira, Ângela
Cerveira, Ângela Fernandes, António Alves, António Avelãs, António Costa Santos,
António Louçã, António Mariano, António Simões do Paço, Armando Sá, Belandina
Vaz, Bruno Cabral, Bruno Carvalho, Bruno Gonçalves, Bruno M. Neto, Camilo
Azevedo, Carla M Cardoso, Carlos Mendes, Chullage, Cristina Cavalinhos, Cristina
Paixão, Daniel Godinho, Diana Póvoas, Diogo Gaivoto, Fabíola Cardoso, Florian
Charioux, Francisco Calafate, Frederico Aleixo, Frederico Duarte, Guadalupe
Simões, Helena Borges, Helena Dias, Helena Pato, Helena Romão, Inês Meneses,
Inês Subtil, Inês Tavares, Iolanda Baptista, Isabel Louçã, Jaime Teixeira
Mendes, Jakilson Pereira, Joana Azevedo Viana, Joana Manuel, Joana Saraiva, João
Afonso, João Balão, João Camargo, João Gustavo, João Mineiro, João Vasco Gama,
Jorge Falcato, José Gema, José Luís Garcia, José Reis Santos, Laura Diogo, LBC
Soldjah, Luanda Cozetti, Lúcia Gomes, Luís Bernardo, Luís Ribeiro, Luísa
Ortigoso, Luna Nicke, Madalena Ávila, Magda Alves, Marco Neves Marques, Maria
Barradas, Maria José Alves, Maria Luísa Cabral, Mariana Avelãs, Marta Silva,
Miguel Cardina, Miguel Reis, Milé Sardera, Myriam Zaluar, Nuno Gomes dos Santos,
Nuno Ramos de Almeida, Nuno Serra, Nuno Viana, Octávio Raposo, Paula Gil, Paula
Marques, Paula Nunes, Paulo Raposo, Pedro Alves, Pedro Feijó, Pedro Rocha,
Raquel Gonçalves, Ricardo Morte, Ricardo Santos, Rita Veloso, Rosário Gama, Rui
Borges, Rui Dinis, Rui Eugénio, Samuel Quedas, Sandra Monteiro, Sandro Mendonça,
São José Lapa, Sara Boavida, Sara Ferreira, Sara Figueiredo Costa, Sara
Gonçalves, Sara Goulart, Sérgio Vitorino, Sofia Gomes, Tatiana Moutinho, Tiago
Figueiredo, Tiago Mota Saraiva, Tiago Rodrigues, Vítor Ferreira, Zé
Neves
A Solidariedade Imigrante convida-o/a a participar na sessão de esclarecimento e debate sobre a nova lei de imigração!
No domingo 17 Fevereiro 2013 pelas 15h vão ser apresentados e debatidos os pontos mais importantes da reforma legislativa que introduziu a Directiva Europeia da vergonha no sistema português.
O objectivo da
sessão é responder ás dúvidas mais frequentes dos imigrantes sobre os efeitos
da nova lei e lançar um debate publico sobre a mesma.
O Sunday Times publicou no domingo passado este cartoon que não agradou ao regime israelita. O director do jornal pediu desculpa pelo "terrível erro" de ter publicado esta "caricatura antisemita". Citamos a este respeito a associação francesa CAPJPO-EuroPalestine:
"Quase não se pode falar de caricatura e não se pode de todo falar de antisemitismo, pois qual é a relação com os judeus ou o judaismo, que pouco importa ao primeiro-ministro israelita quando se trata, por exemplo, de carregar em botões para lançar bombas de fósforo sobre crianças num sábado, dia do shabat."
Por Leila Khaled 29 de Janeiro de 2013 Leila Khaled, membro do Comité Central da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), esteve na Turquia para falar num Fórum intitulado «A Dinâmica das Transformações no Médio Oriente», organizado pelo Partido da Refundação Socialista. Khaled falou à publicação turca YURT sobre os planos imperialistas no Médio Oriente e sobre a resistência a estes planos (tradução de Taylor Goel).
*O que pensa dos últimos desenvolvimentos no Médio Oriente?*
O Médio Oriente é há décadas uma região de conflitos. Os povos da região estão a travar guerras de libertação. Os colonialistas europeus vieram e foram-se embora do território palestiniano. Os Otomanos fizeram o mesmo.
Depois veio Israel. Vieram, mentindo a todo o mundo e utilizando a religião. Alegaram que Deus lhes tinha dado esta terra. Nós repudiamos tal invocação. Por que razão? Será que Deus trabalha no ramo imobiliário? A prometer terra a uns e a desterrar outros? Rejeitamos isso em absoluto.
Há forças imperialistas na região que apoiam e defendem Israel. Há lideranças árabes na região que prestam homenagem a Israel. Os EUA promovem a política da cenoura e do cacete na região. Forças árabes reacionárias foram à Casa Branca prostrar-se um a um e pedir desculpa. «Faremos o que nos disserem; o nosso petróleo é vosso», disseram eles. O povo árabe, porém, recusa-se a ceder.
*Qual é a posição da Turquia neste momento?*
A Turquia lidera o grupo que protege Israel. Israel pôs a Turquia de joelhos. Nove pessoas da Turquia foram assassinadas a bordo do Mavi Marmara. Depois disso, o cônsul turco foi insultado. O governo turco disse que Israel ia apresentar um pedido de desculpas, mas Israel nunca o fez. Até disseram explicitamente «Não pediremos desculpa». Apesar disso, o governo turco aumentou ainda mais a cooperação económica e militar com Israel. A verdadeira defesa de Israel é concretizada através da Turquia. A maior base militar dos EUA na região é a Base de Incirlik.
Eis o apelo que vos dirijo: Desfaçam-se dessa base! Alarguem o boicote a Israel!
Shimon Peres publicou um novo livro «O novo Médio Oriente». Verifiquem o que lá está! Segue exatamente a Iniciativa dos Estados Unidos do «Grande Médio Oriente».
Retratam-nos a seu bel-prazer e despedaçam-nos.
Eles decidem como iremos viver. Vós e nós, todos nós estamos na mesma trincheira e somos o alvo deles.
A Turquia é um apoiante incondicional do imperialismo. Na Turquia, os curdos não têm os mesmos direitos que os turcos. Mais de dez mil curdos amontoam-se na prisão. Tal como os presos palestinianos. Seja o que for que Israel faça aos palestinianos, a Turquia faz o mesmo aos curdos. Perguntar-me-á por que razão consagro tanta atenção à Turquia? É claro que o faço porque a Turquia mete o nariz em tudo na região.
*Pode explicar a posição da FPLP relativamente à agressão imperialista na Síria?*
Ora, eles querem estabelecer a «Iniciativa do Grande Médio Oriente», recorrendo a conflitos religiosos e sectários. É isso que está a acontecer na Síria.
Segundo o último censo, existem 11 milhões oitocentos mil palestinianos, mas só um quarto desta população vive em território palestiniano. Uma enorme massa populacional vive no exílio e o único país que recebeu essa população de braços abertos foi a Síria. O que nos foi feito, está agora a ser feito à Síria. Eu grito a plenos pulmões: Apoiamos o exército sírio e o povo da Síria. Acreditamos no povo da Síria que nos protegeu a nós, palestinianos, e nos acolheu no seu país ao longo de mais de sessenta anos. Estamos confiantes que vencerão este problema.
*A chama revolucionária da FPLP continua acesa?*
Sim. Depois da morte de George Habas, Abu Ali Mustafa foi escolhido como Secretário-Geral, para ser morto por Israel pouco tempo depois. O nosso terceiro Presidente, Ahmad Saadat, foi eleito. Está agora detido como refém numa prisão israelita. Apesar destes tempos duros, enquanto FPLP, continuamos de pé e fortes, prosseguimos a nossa luta. A nossa maior prioridade é a unidade entre palestinianos. Enquanto FPLP, esforçamo-nos muito por conseguir essa unidade. Posso dizer que a FPLP está em boa forma e desempenhámos um papel importante na última guerra de Gaza
*O que diz da cooperação do Hamas com a Turquia?*
O Hamas aceitou um cessar-fogo com Israel. Enquanto FPLP, nós não aceitamos isso e, do nosso ponto de vista, é a atitude errada. No que diz respeito às relações que o Hamas estabeleceu com a Turquia, encaramo-las como relações entre islamistas políticos. O Hamas não representa toda a Paklestina.
*Tem alguma mensagem para as mulheres revolucionárias da Turquia?*
Continuem a vossa luta, unam-se, ajam em unidade. Não acreditem em mentiras.
Não é a «Iniciativa do Grande Médio Oriente» dos Estados Unidos que moldará o Médio Oriente, só nós o poderemos fazer.
Todos os povos do Médio Oriente o reconstruirão. Todos juntos.
Mais uma provocação de Israel à Síria suscitou o comunicado seguinte do CPPC que passamos a divulgar .
O CPPC não pode deixar de qualificar como absolutamente condenável o bombardeamento levado a cabo dia 30 de Janeiro pela força aérea israelita contra a Síria.
Mais uma vez, Israel viola e mostra profundo desrespeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e actua criminosamente em desrespeito pelo direito internacional.
Esta actuação de Israel agrava e alarga ainda mais o conflito sírio, com todos os riscos que este representa para toda a região, em primeiro lugar para o já martirizado povo sírio.
Este ataque demonstra, uma vez mais, que este conflito é gerado e alimentado por interesses e potências exteriores – à revelia do governo legítimo e das forças sociais e políticas sírias – que com financiamento, equipamento, e orquestrada cobertura diplomática e mediática, são responsáveis pela actuação quotidiana das denominadas
“forças da oposição”, sobre as quais todos os dias surgem evidência de responsabilidade de massacres de civis e inúmeros outros crimes
inumanos.
Cabe ainda denunciar que Israel ocupa ilegalmente, e em flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional, território da Síria, designadamente os Montes Golã. O Conselho Português para a Paz e Cooperação:
- Exige o fim da agressão externa à Síria; -Condena as acções de intromissão e boicote de potências estrangeiras paradesestabilizar esse país; - Exige o fim das sanções contra a Síria, cujas primeiras vítimas são as populações de todas as etnias e credos; - Apela, no espírito e respeito da Carta das Nações Unidas, ao diálogo, à negociação e à diplomacia para a resolução pacífica dos conflitos na região; - Considera que todos os povos, incluindo o da Síria, têm o direito a viver em paz e em democracia, de acordo com as suas decisões soberanas.
Com a solidariedade de Cuba rede, nós levantamos nossas vozes para dizer a Washington e à elite venezuelana: NÃO aos esforços de desestabilização na Venezuela, que reconhecemos plenamente visa também a soberania de Cuba.
Nós dizemos: "Tirem as mãos da Revolução Bolivariana". ...
Apesar de não terem direito de voto, alguns palestinianos vão poder participar nas eleições legislativas em Israel na próxima terça-feira. A oportunidade é dada por israelitas que aceitaram votar em nome deles .
A voz de fundo é a de Tamar Aviyah, uma jovem israelita. O vídeo mostra a imagem de uma criança palestiniana a segurar um cartaz, onde se lê: "Independência, justiça, liberdade e paz são os valores essenciais da nossa luta." No instante em que Tamar desvia a câmara do cartaz e procura centrá-la no seu próprio olhar, ficamos a conhecê-la um pouco melhor: "Identifico-me com essa frase. E se fosse eu a segurar aquele cartaz, também lá estaria escrito 'igualdade'."
Ficamos a saber que Tamar, residente em Telavive, boicotou as últimas eleições em Israel, mas o plano para as legislativas da próxima terça-feira é outro. Depois de ter ouvido falar na campanha Real Democracy, criada por israelitas e palestinianos, percebeu "imediatamente" o que tinha de fazer: "Dar o meu voto a um palestiniano que esteja sob ocupação ou na diáspora, e a quem é negado o direito a tomar decisões que afectam a sua vida." É "um pequeno gesto, quase simbólico", mas que lhe permite marcar uma posição sobre "o regime de apartheid existente em Israel-Palestina".
A ideia é simples: entrar no Facebook e acrescentar ElectoralRebellion ao endereço; aí chegado, um eleitor israelita pode transmitir a sua vontade de votar em nome de um palestiniano, que pode depois entrar em contacto com o seu autor na caixa de comentários.
Em conversa com o PÚBLICO, através do Facebook, Tamar Aviyah reforça o motivo que a levou a participar. "Através deste acto simbólico de ceder o meu direito ao voto – um privilégio que me é concedido por ser uma cidadã judaica protegida pela lei israelita – a um palestiniano, que não tem quaisquer direitos devido ao domínio militar israelita, estou a chamar a atenção para a realidade injusta, desigual e antidemocrática em que vivemos."
A sua solidariedade com "a luta pacífica dos palestinianos por um Estado único democrático" fez soar as sirenes da paz a apenas 66 quilómetros de distância, num mundo completamente diferente.
Em Jenin, na Cisjordânia, o jovem cristão palestiniano George Abdallah decidiu aceitar o desafio de Tamar. Com os olhos no computador em primeiro plano e uma bandeira da Palestina lá atrás, Abdallah diz-nos que ficou "surpreendido com o facto de israelitas quererem ceder os seus votos a palestinianos". Por isso, entrou em contacto com Tamar. Na terça-feira, será a israelita a colocar o boletim na urna, mas a escolha será feita pelo palestiniano: George decidiu votar no partido árabe israelita Balad, porque defende "a solução de um Estado único e os direitos dos palestinianos".
Em conversa com o PÚBLICO, diz o que pensa sobre a iniciativa: "Acho que é eficaz e considero que constitui uma resistência pacífica a um regime racista que tem de acabar. Pode ser que afecte o regime." Mas não será para já. O presente ainda faz parte do passado. "Infelizmente não sinto nenhuma mudança nas relações com os israelitas, mas fiquei surpreendido ao descobrir que há israelitas do nosso lado e que há israelitas anti-sionistas", diz.
Defende a solução de um único Estado, porque aquela terra "simplesmente não pode ser dividida". E chuta um exemplo: "É como uma bola. Não podemos dividir uma bola ao meio, senão deixa de ser uma bola." Mas a razão principal chama-se Palestina. "Defendo que esta terra é de todos, excepto dos sionistas. Judeus, muçulmanos, cristãos e fiéis de qualquer outra fé devem poder viver nesta terra", afirma. E nada muda por se ser cristão. "Cristo não nos disse para nos calarmos perante o racismo, o ódio e os crimes", sublinha. George pode sentir o racismo e o ódio, mas "um pouco de humor não faz mal a ninguém". Despede-se da conversa com o PÚBLICO com o argumento final: "Cristo era palestiniano. Nasceu em Belém :)"
Tamar, a israelita que vai ceder o seu voto ao palestiniano George, tem uma visão semelhante. "O território que se chama Israel e a Palestina é a terra natal de judeus e de palestinianos, cada um com a sua cultura, história, narrativa e reivindicações. Reconheço os direitos de todas as pessoas e acredito que devemos partilhar este território."
Um dos responsáveis pela iniciativa é Shimri Zameret, do programa Building Global Democracy, um israelita com uma pós-graduação em Política Global pela London School of Economics e um objector de consciência com dois anos de cadeia no cadastro por se ter recusado a integrar as Forças Armadas de Israel.
Ao telefo
ne com o PÚBLICO, Shimri resume o objectivo da iniciativa: "Salientar a falta de democracia em Israel e a falta de democracia nas Nações Unidas." Não consegue medir o sucesso da campanha em números – os participantes andam "pelas centenas" –, mas não têm faltado reacções. "Há pessoas que podem não gostar, mas pelo menos não discordam de que estamos perante uma ocupação antidemocrática", afirma. Admite que há "comentários de ódio, como é normal, mas a maioria das pessoas considera que é uma ideia interessante".
E o que aconteceria a Israel, se os palestinianos pudessem de facto estar nas filas para as mesas de votos nas eleições? "Isso é como perguntar o que aconteceria na África do Sul, se os negros pudessem votar durante o apartheid", responde.
"Caridade" ou "loucura"?
Nem todos os que comentam a iniciativa deixam palavras de apoio. Do lado palestiniano, acusações de paternalismo: "A ideia de 'ceder o voto' é patética, porque é ineficaz e porque vos dá a vocês, judeus 'israelitas', a impressão de que estão a 'ajudar' e a ser 'generosos', por nos 'darem alguma coisa'. Por outro lado, coloca os palestinianos numa posição indigna, como receptáculos da 'caridade' dos ocupantes", comenta uma utilizadora identificada como Nahida Exiled. Do lado israelita também há queixas: "Vocês estão a dar o vosso voto a pessoas que não são cidadãos de Israel e que não são leais a Israel. Isso é uma loucura. Eles preferiam que vocês se fizessem explodir e que matassem outros israelitas, ou que ajudassem o Hamas a direccionar os seus rockets", escreve Alex Perski.
Mas Tamar Aviyah deixa um apelo ao resto do mundo. "Ajudem a parar a propaganda dos media e as ilusões sobre 'a única democracia no Médio Oriente' por oposição aos 'terroristas'. Não façam dos israelitas 'maus' e dos palestinianos 'bons' e vice-versa. A nossa realidade é muito mais complexa do que isso."
Junto divulgamos o comunicado do CPPC acerca da intervenção francesa no Mali.
CPPC considera que esta intervenção, para além de agravar a já instável situação que se vive não só no país como em toda a região, tem objectivos que vão muito para além da denominada luta contra o terrorismo, nomeadamente o controlo das preciosas matérias-primas existentes no Mali e de uma importante região do globo. Recorde-se que o Mali é o terceiro maior produtor de ouro de África (havendo actualmente sete minas em funcionamento), é rico em urânio e em diamantes e outras pedras preciosas, tendo recursos significativos e ainda pouco explorados de minério de ferro, manganés, bauxite, cobre, mármore, fosfato, lítio e petróleo. O Mali, tal como muitos outros países vizinhos, foi colónia francesa até meados do século XX e a França está hoje instalada –com empresas e tropas – em muitos desses países.
O CPPC rejeita que, tal como sucedeu e sucede noutros pontos do mundo (sendo a Líbia e a Síria os exemplos mais recentes) se instiguem conflitos étnicos ou religiosos para procurar legitimar e justificar uma intervenção militar que apenas tem como finalidade garantir o acesso por parte dos países ocidentais às riquezas do subsolo maliano em favor dos grandes potentados económicos e em sério prejuízo do seu legítimo dono: o povo do Mali.
Poucos meses após a entrega do prémio Nobel da Paz à União Europeia, a intervenção militarizada da França, seguida do apoio de outros mais países da União Europeia, no Mali faz cair por terra a máscara «pacifista» desse bloco político económico e põe em evidencia a razão dos que, como o CPPC, se opõem à militarização da Europa e das relações internacionais para, pelo contrário, defender o respeito pela integridade territorial dos estados, a soberania dos povos, e o seu legítimo direito à paz e ao desenvolvimento.
O CPPC condena ainda a posição do governo português, que apoiou mais esta intervenção militar, comportando-se assim como cúmplice daqueles que, para controlar importantes reservas de recursos minerais, fomentam guerras e geram a pobreza, a miséria e a opressão dos povos.
Está
marcada para o próximo sábado, dia 26 de Janeiro, uma
acção
internacional de apoio aos presos políticos saarauis que
serão
julgados no Tribunal Militar marroquino no dia 1 de
Fevereiro.
Estes
23 prisioneiros encontram-se encarcerados desde finais de
2010 na
prisão marroquina de Salé Rabat em condições degradantes e
sujeitos e torturas, apenas por terem participado em
Novembro desse
ano no «acampamento de Gdeim Izik» – uma grande
manifestação
pacífica em que mais de 20 mil pessoas montaram um
acampamento no
meio do deserto, a 15 quilómetros da cidade ocupada de El
Aaiún,
capital da República Árabe Saaraui Democrática, exigindo o
fim da
ocupação marroquina.
As
organizações subscritoras solidarizam-se com a acção
internacional e seus objectivos e reclamam a libertação
imediata
destes presos políticos, detidos ilegalmente por
participarem numa
acção pacífica pela autodeterminação e independência do
seu
país. Denunciam a bárbara
repressão
levada a cabo pelo Reino de Marrocos e exigem o respeito
pela
soberania do povo saaraui, a quem cabe decidir do seu
futuro, sem
ocupações e ingerências de quaisquer tipo.
25
de Janeiro de 2013
As
Organizações subscritoras: Associação
de Amizade Portugal-Cuba, CGTP-IN
– Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, Colectivo
Mumia Abu-Jamal, CPPC
– Conselho Português para a Paz e Cooperação, Ecolojovem, FESAHT
– Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação,
Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, FEVICCOM - Federação Portuguesa dos Sindicatos
da Construção, Cerâmica e Vidro, FNSTFPS
– Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em
Funções
Públicas e Sociais, ID
– Associação de Intervenção Democrática, Interjovem, MDM- Movimento democrático de mulheres, Partido
Ecologista “Os Verdes", SNTCT
– Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e
Telecomunicações, STAL
- Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, STEFFAS
– Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas,
Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa,USL
– União dos Sindicatos de Lisboa