CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

'Nós apoiamos o exército sírio e o povo da Síria'


Por Leila Khaled
29 de Janeiro de 2013
Leila Khaled, membro do Comité Central da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), esteve na Turquia para falar num Fórum intitulado «A Dinâmica das Transformações no Médio Oriente», organizado pelo Partido da Refundação Socialista. Khaled falou à publicação turca YURT sobre os planos imperialistas no Médio Oriente e sobre a resistência a estes planos (tradução de Taylor Goel).


*O que pensa dos últimos desenvolvimentos no Médio Oriente?*
O Médio Oriente é há décadas uma região de conflitos. Os povos da região estão a travar guerras de libertação. Os colonialistas europeus vieram e foram-se embora do território palestiniano. Os Otomanos fizeram o mesmo.
Depois veio Israel. Vieram, mentindo a todo o mundo e utilizando a religião. Alegaram que Deus lhes tinha dado esta terra. Nós repudiamos tal invocação. Por que razão? Será que Deus trabalha no ramo imobiliário? A prometer terra a uns e a desterrar outros? Rejeitamos isso em absoluto.
Há forças imperialistas na região que apoiam e defendem Israel. Há lideranças árabes na região que prestam homenagem a Israel. Os EUA promovem a política da cenoura e do cacete na região. Forças árabes reacionárias foram à Casa Branca prostrar-se um a um e pedir desculpa. «Faremos o que nos disserem; o nosso petróleo é vosso», disseram eles. O povo árabe, porém, recusa-se a ceder.


*Qual é a posição da Turquia neste momento?*
A Turquia lidera o grupo que protege Israel. Israel pôs a Turquia de joelhos. Nove pessoas da Turquia foram assassinadas a bordo do Mavi Marmara. Depois disso, o cônsul turco foi insultado. O governo turco disse que Israel ia apresentar um pedido de desculpas, mas Israel nunca o fez. Até disseram explicitamente «Não pediremos desculpa». Apesar disso, o governo turco aumentou ainda mais a cooperação económica e militar com Israel. A verdadeira defesa de Israel é concretizada através da Turquia. A maior base militar dos EUA na região é a Base de Incirlik.
Eis o apelo que vos dirijo: Desfaçam-se dessa base! Alarguem o boicote a Israel!
Shimon Peres publicou um novo livro «O novo Médio Oriente». Verifiquem o que lá está! Segue exatamente a Iniciativa dos Estados Unidos do «Grande Médio Oriente».
Retratam-nos a seu bel-prazer e despedaçam-nos.
Eles decidem como iremos viver. Vós e nós, todos nós estamos na mesma trincheira e somos o alvo deles.
A Turquia é um apoiante incondicional do imperialismo. Na Turquia, os curdos não têm os mesmos direitos que os turcos. Mais de dez mil curdos amontoam-se na prisão. Tal como os presos palestinianos. Seja o que for que Israel faça aos palestinianos, a Turquia faz o mesmo aos curdos.
Perguntar-me-á por que razão consagro tanta atenção à Turquia? É claro que o faço porque a Turquia mete o nariz em tudo na região.


*Pode explicar a posição da FPLP relativamente à agressão imperialista na Síria?*

Ora, eles querem estabelecer a «Iniciativa do Grande Médio Oriente», recorrendo a conflitos religiosos e sectários. É isso que está a acontecer na Síria.
Segundo o último censo, existem 11 milhões oitocentos mil palestinianos, mas só um quarto desta população vive em território palestiniano. Uma enorme massa populacional vive no exílio e o único país que recebeu essa população de braços abertos foi a Síria. O que nos foi feito, está agora a ser feito à Síria.
Eu grito a plenos pulmões: Apoiamos o exército sírio e o povo da Síria. Acreditamos no povo da Síria que nos protegeu a nós, palestinianos, e nos acolheu no seu país ao longo de mais de sessenta anos. Estamos confiantes que vencerão este problema.
*A chama revolucionária da FPLP continua acesa?*

Sim. Depois da morte de George Habas, Abu Ali Mustafa foi escolhido como Secretário-Geral, para ser morto por Israel pouco tempo depois. O nosso terceiro Presidente, Ahmad Saadat, foi eleito. Está agora detido como refém numa prisão israelita. Apesar destes tempos duros, enquanto FPLP, continuamos de pé e fortes, prosseguimos a nossa luta. A nossa maior prioridade é a unidade entre palestinianos. Enquanto FPLP, esforçamo-nos muito por conseguir essa unidade. Posso dizer que a FPLP está em boa forma e desempenhámos um papel importante na última guerra de Gaza


*O que diz da cooperação do Hamas com a Turquia?*
O Hamas aceitou um cessar-fogo com Israel. Enquanto FPLP, nós não aceitamos isso e, do nosso ponto de vista, é a atitude errada. No que diz respeito às relações que o Hamas estabeleceu com a Turquia, encaramo-las como relações entre islamistas políticos. O Hamas não representa toda a Paklestina.
*Tem alguma mensagem para as mulheres revolucionárias da Turquia?*

Continuem a vossa luta, unam-se, ajam em unidade. Não acreditem em mentiras.
Não é a «Iniciativa do Grande Médio Oriente» dos Estados Unidos que moldará o Médio Oriente, só nós o poderemos fazer.
Todos os povos do Médio Oriente o reconstruirão. Todos juntos.

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Long Distance Revolutionary

 

Defying the Tomb


Repudiemos o ataque de Israel à Síria


Mais uma provocação de Israel à Síria suscitou o comunicado seguinte do CPPC que passamos a divulgar .

O CPPC não pode deixar de qualificar como  absolutamente condenável o bombardeamento levado a cabo dia 30 de Janeiro pela força aérea israelita contra a Síria.

Mais uma vez, Israel viola e mostra profundo desrespeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e actua criminosamente em desrespeito pelo direito internacional.

Esta actuação de Israel agrava e alarga ainda mais o conflito sírio, com todos os riscos que este representa para toda a região, em primeiro lugar para o já martirizado povo sírio.

Este ataque demonstra, uma vez mais, que este conflito é gerado e alimentado por interesses e potências exteriores – à revelia do governo legítimo e das forças sociais e políticas sírias – que com financiamento, equipamento, e orquestrada cobertura diplomática e mediática, são responsáveis pela actuação quotidiana das denominadas
“forças da oposição”, sobre as quais todos os dias surgem evidência de responsabilidade de massacres de civis e inúmeros outros crimes
inumanos.

Cabe ainda denunciar que Israel ocupa ilegalmente, e em flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional, território da Síria, designadamente os Montes Golã.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação:

- Exige o fim da agressão externa à Síria;
-Condena as acções de intromissão e boicote de potências estrangeiras paradesestabilizar esse país;
- Exige o fim das sanções contra a Síria, cujas primeiras vítimas são as populações de todas as etnias e credos;
- Apela, no espírito e respeito da Carta das Nações Unidas, ao diálogo, à negociação e à diplomacia para a resolução pacífica dos conflitos na região;
- Considera que todos os povos, incluindo o da Síria, têm o direito a viver em paz e em democracia, de acordo com as suas decisões soberanas.

 

Solidariedade com a Revolução Bolivariana

 
Com a solidariedade de Cuba rede, nós levantamos nossas vozes para dizer a Washington e à elite venezuelana: NÃO aos esforços de desestabilização na Venezuela, que reconhecemos plenamente visa também a soberania de Cuba.
Nós dizemos: "Tirem as mãos da Revolução Bolivariana". ...
 

Há israelitas que cedem o seu voto a palestinianos

 
Apesar de não terem direito de voto, alguns palestinianos vão poder participar nas eleições legislativas em Israel na próxima terça-feira. A oportunidade é dada por israelitas que aceitaram votar em nome deles .
 
A voz de fundo é a de Tamar Aviyah, uma jovem israelita. O vídeo mostra a imagem de uma criança palestiniana a segurar um cartaz, onde se lê: "Independência, justiça, liberdade e paz são os valores essenciais da nossa luta." No instante em que Tamar desvia a câmara do cartaz e procura centrá-la no seu próprio olhar, ficamos a conhecê-la um pouco melhor: "Identifico-me com essa frase. E se fosse eu a segurar aquele cartaz, também lá estaria escrito 'igualdade'."
 
Ficamos a saber que Tamar, residente em Telavive, boicotou as últimas eleições em Israel, mas o plano para as legislativas da próxima terça-feira é outro. Depois de ter ouvido falar na campanha Real Democracy, criada por israelitas e palestinianos, percebeu "imediatamente" o que tinha de fazer: "Dar o meu voto a um palestiniano que esteja sob ocupação ou na diáspora, e a quem é negado o direito a tomar decisões que afectam a sua vida." É "um pequeno gesto, quase simbólico", mas que lhe permite marcar uma posição sobre "o regime de apartheid existente em Israel-Palestina".
 
A ideia é simples: entrar no Facebook e acrescentar ElectoralRebellion ao endereço; aí chegado, um eleitor israelita pode transmitir a sua vontade de votar em nome de um palestiniano, que pode depois entrar em contacto com o seu autor na caixa de comentários.
 
Em conversa com o PÚBLICO, através do Facebook, Tamar Aviyah reforça o motivo que a levou a participar. "Através deste acto simbólico de ceder o meu direito ao voto um privilégio que me é concedido por ser uma cidadã judaica protegida pela lei israelita a um palestiniano, que não tem quaisquer direitos devido ao domínio militar israelita, estou a chamar a atenção para a realidade injusta, desigual e antidemocrática em que vivemos."
 
A sua solidariedade com "a luta pacífica dos palestinianos por um Estado único democrático" fez soar as sirenes da paz a apenas 66 quilómetros de distância, num mundo completamente diferente.
 
Em Jenin, na Cisjordânia, o jovem cristão palestiniano George Abdallah decidiu aceitar o desafio de Tamar. Com os olhos no computador em primeiro plano e uma bandeira da Palestina lá atrás, Abdallah diz-nos que ficou "surpreendido com o facto de israelitas quererem ceder os seus votos a palestinianos". Por isso, entrou em contacto com Tamar. Na terça-feira, será a israelita a colocar o boletim na urna, mas a escolha será feita pelo palestiniano: George decidiu votar no partido árabe israelita Balad, porque defende "a solução de um Estado único e os direitos dos palestinianos".
 
Em conversa com o PÚBLICO, diz o que pensa sobre a iniciativa: "Acho que é eficaz e considero que constitui uma resistência pacífica a um regime racista que tem de acabar. Pode ser que afecte o regime." Mas não será para já. O presente ainda faz parte do passado. "Infelizmente não sinto nenhuma mudança nas relações com os israelitas, mas fiquei surpreendido ao descobrir que há israelitas do nosso lado e que há israelitas anti-sionistas", diz.
 
Defende a solução de um único Estado, porque aquela terra "simplesmente não pode ser dividida". E chuta um exemplo: "É como uma bola. Não podemos dividir uma bola ao meio, senão deixa de ser uma bola." Mas a razão principal chama-se Palestina. "Defendo que esta terra é de todos, excepto dos sionistas. Judeus, muçulmanos, cristãos e fiéis de qualquer outra fé devem poder viver nesta terra", afirma. E nada muda por se ser cristão. "Cristo não nos disse para nos calarmos perante o racismo, o ódio e os crimes", sublinha. George pode sentir o racismo e o ódio, mas "um pouco de humor não faz mal a ninguém". Despede-se da conversa com o PÚBLICO com o argumento final: "Cristo era palestiniano. Nasceu em Belém :)"
 
Tamar, a israelita que vai ceder o seu voto ao palestiniano George, tem uma visão semelhante. "O território que se chama Israel e a Palestina é a terra natal de judeus e de palestinianos, cada um com a sua cultura, história, narrativa e reivindicações. Reconheço os direitos de todas as pessoas e acredito que devemos partilhar este território."
 
Um dos responsáveis pela iniciativa é Shimri Zameret, do programa Building Global Democracy, um israelita com uma pós-graduação em Política Global pela London School of Economics e um objector de consciência com dois anos de cadeia no cadastro por se ter recusado a integrar as Forças Armadas de Israel.
Ao telefo
ne com o PÚBLICO, Shimri resume o objectivo da iniciativa: "Salientar a falta de democracia em Israel e a falta de democracia nas Nações Unidas." Não consegue medir o sucesso da campanha em números os participantes andam "pelas centenas" , mas não têm faltado reacções. "Há pessoas que podem não gostar, mas pelo menos não discordam de que estamos perante uma ocupação antidemocrática", afirma. Admite que há "comentários de ódio, como é normal, mas a maioria das pessoas considera que é uma ideia interessante".
 
E o que aconteceria a Israel, se os palestinianos pudessem de facto estar nas filas para as mesas de votos nas eleições? "Isso é como perguntar o que aconteceria na África do Sul, se os negros pudessem votar durante o apartheid", responde.
 
"Caridade" ou "loucura"?
Nem todos os que comentam a iniciativa deixam palavras de apoio. Do lado palestiniano, acusações de paternalismo: "A ideia de 'ceder o voto' é patética, porque é ineficaz e porque vos dá a vocês, judeus 'israelitas', a impressão de que estão a 'ajudar' e a ser 'generosos', por nos 'darem alguma coisa'. Por outro lado, coloca os palestinianos numa posição indigna, como receptáculos da 'caridade' dos ocupantes", comenta uma utilizadora identificada como Nahida Exiled. Do lado israelita também há queixas: "Vocês estão a dar o vosso voto a pessoas que não são cidadãos de Israel e que não são leais a Israel. Isso é uma loucura. Eles preferiam que vocês se fizessem explodir e que matassem outros israelitas, ou que ajudassem o Hamas a direccionar os seus rockets", escreve Alex Perski.
 
Mas Tamar Aviyah deixa um apelo ao resto do mundo. "Ajudem a parar a propaganda dos media e as ilusões sobre 'a única democracia no Médio Oriente' por oposição aos 'terroristas'. Não façam dos israelitas 'maus' e dos palestinianos 'bons' e vice-versa. A nossa realidade é muito mais complexa do que isso."

Contra a intervenção francesa no Mali

 
 
Junto divulgamos o comunicado do CPPC acerca da intervenção francesa no Mali.
 
CPPC considera que esta intervenção, para além de agravar a já instável situação que se vive não só no país como em toda a região, tem objectivos que vão muito para além da denominada luta contra o terrorismo, nomeadamente o controlo das preciosas matérias-primas existentes no Mali e de uma importante região do globo. Recorde-se que o Mali é o terceiro maior produtor de ouro de África (havendo actualmente sete minas em funcionamento), é rico em urânio e em diamantes e outras pedras preciosas, tendo recursos significativos e ainda pouco explorados de minério de ferro, manganés, bauxite, cobre, mármore, fosfato, lítio e petróleo. O Mali, tal como muitos outros países vizinhos, foi colónia francesa até meados do século XX e a França está hoje instalada –com empresas e tropas – em muitos desses países.

O CPPC rejeita que, tal como sucedeu e sucede noutros pontos do mundo (sendo a Líbia e a Síria os exemplos mais recentes) se instiguem conflitos étnicos ou religiosos para procurar legitimar e justificar uma intervenção militar que apenas tem como finalidade garantir o acesso por parte dos países ocidentais às riquezas do subsolo maliano em favor dos grandes potentados económicos e em
sério prejuízo do seu legítimo dono: o povo do Mali.

Poucos meses após a entrega do prémio Nobel da Paz à União Europeia, a intervenção militarizada da França, seguida do apoio de outros mais países da União Europeia, no Mali faz cair por terra a máscara «pacifista» desse bloco político económico e põe em evidencia a razão dos que, como o CPPC, se opõem à militarização da Europa e das relações internacionais para, pelo contrário, defender o respeito pela integridade territorial dos estados, a soberania dos povos, e o seu legítimo direito à paz e ao desenvolvimento.

O CPPC condena ainda a posição do governo português, que apoiou mais esta intervenção militar, comportando-se assim como cúmplice daqueles que, para controlar importantes reservas de recursos minerais, fomentam guerras e geram a pobreza, a miséria e a opressão dos povos.

Solidariedade com presos saarauis

           
Está marcada para o próximo sábado, dia 26 de Janeiro, uma acção internacional de apoio aos presos políticos saarauis que serão julgados no Tribunal Militar marroquino no dia 1 de Fevereiro.
   
Estes 23 prisioneiros encontram-se encarcerados desde finais de 2010 na prisão marroquina de Salé Rabat em condições degradantes e sujeitos e torturas, apenas por terem participado em Novembro desse ano no «acampamento de Gdeim Izik» – uma grande manifestação pacífica em que mais de 20 mil pessoas montaram um acampamento no meio do deserto, a 15 quilómetros da cidade ocupada de El Aaiún, capital da República Árabe Saaraui Democrática, exigindo o fim da ocupação marroquina.
   
As organizações subscritoras solidarizam-se com a acção internacional e seus objectivos e reclamam a libertação imediata destes presos políticos, detidos ilegalmente por participarem numa acção pacífica pela autodeterminação e independência do seu país. Denunciam a bárbara
repressão levada a cabo pelo Reino de Marrocos e exigem o respeito pela soberania do povo saaraui, a quem cabe decidir do seu futuro, sem ocupações e ingerências de quaisquer tipo.
   
25 de Janeiro de 2013

As Organizações subscritoras: Associação de Amizade Portugal-Cuba, CGTP-IN – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, Colectivo Mumia Abu-Jamal, CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação, Ecolojovem, FESAHT – Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, FEVICCOM - Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro, FNSTFPS – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, ID – Associação de Intervenção Democrática, Interjovem, MDM- Movimento democrático de mulheres, Partido Ecologista “Os Verdes", SNTCT – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, STAL - Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, STEFFAS – Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa,USL – União dos Sindicatos de Lisboa

Honra a Amilcar Cabral

20 Janeiro 1973 - 20 Janeiro 2013
40º aniversário do assassinato de Amilcar Cabral

Amilcar Cabral - Passam hoje 40 Anos sobre o seu assassinato

Solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela


No momento complexo que se vive, consideramos da maior importância expressar toda a solidariedade à República Bolivariana da Venezuela.

Consideramos inaceitável a campanha de quem se pretende aproveitar de uma situação corajosamente enfrentada pelo Presidente Hugo Chávez para pôr em causa a dignidade e a vontade expressa em sufrágio do Povo venezuelano, a sua lei fundamental, os seus órgãos institucionais democráticos e o importante progresso social de melhoria das condições de vida da população conseguido com a Revolução Bolivariana, o seu contributo para a evolução progressista da América Latina e sua afirmação soberana.

Estamos convictos que o Povo venezuelano saberá continuar a defender o seu país, a sua revolução e a Constituição Bolivariana, aprovada em 1999, impedindo distorções na sua aplicação, continuando, em democracia, o desenvolvimento económico, social e cultural e uma política de paz e cooperação entre os povos, impedindo que aqueles que perderam as eleições tentem tomar o poder através de qualquer tipo de golpe.

Assim, as organizações abaixo-subscritas, reafirmam toda a solidariedade à República Bolivariana da Venezuela, ao Povo venezuelano e apelam à participação na Sessão de Solidariedade com a Revolução Bolivariana que se vai realizar no próximo dia 2 de Fevereiro 2013, pelas 16 horas,  em Lisboa.

As organizações subscritoras:

-Conselho Português para a Paz e Cooperação  -Fiequimetal  -Associação de Amizade Portugal Cuba  -Colectivo de Solidariedade Mumia Abu-Jamal

3.a Conferência Internacional sobre o Direito dos povos à Resistência: Caso do Povo Saraui


"Fernando Ambrioso, membro do Conselho Nacional, representou a CGTP-IN na “3ª Conferência Internacional sobre o Direito dos Povos à Resistência: Caso do Povo Saharaui”, que se realizou nos passados dias 15 e 16 de Dezembro de 2012 , em Argel.

Entre os 562 participantes de mais de 50 países, encontravam-se parlamentares, diplomatas, políticos, universitários, juristas, intelectuais, jornalistas, membros de ONG’s da sociedade civil e sindicalistas.

A Conferência aprovou uma importante declaração de solidariedade com o Povo Saharaui ."

Militares israelitas retiram palestinianos de Acampamento de protesto

 


Palestinianos tinham montado dezenas de tendas em local em que Israel anunciou que vai construir colonato.
As forças de segurança de Israel retiraram cerca de 100 palestinianos que montaram um acampamento na Cisjordânia, num terreno onde o Estado hebraico quer construir um colonato.
Apesar de o Supremo Tribunal ter dito que as forças israelitas não poderiam retirar o acampamento (pelo menos até uma decisão final, esperada dentro de uma semana), um porta-voz da polícia alega que o veredicto apenas dizia respeito às tendas e não aos seus ocupantes.
 
Para os palestinianos, o local é essencial para o seu futuro Estado, já que liga Jerusalém Oriental à Cisjordânia e como está na parte mais estreita do território, uma construção ali dividiria ainda a parte norte e sul do território.
 
Para Israel, este é o “corredor E1”, que liga o grande colonato de Ma'ale Adumim, na Cisjordânia, aos colonatos de Jerusalém-Leste.
 
A táctica dos palestinianos surpreendeu os israelitas. No fundo, fizeram o mesmo que alguns colonos judaicos, que estabelecem pequenos acampamentos com tendas ou pré-fabricados esperando receber mais tarde aprovação oficial para ali permanecer. Israel divide os colonatos em legais e ilegais (e tem ainda uma categoria à parte para os de Jerusalém Oriental e dos Montes Golã – a palavra que os designa em hebraico nem sequer é a mesma).
 
As cerca de 20 grandes tendas permanecem no local. Centenas de elementos das forças policiais levaram a cabo a evacuação durante a noite de sábado, depois de alguns manifestantes se recusarem a sair. “Toda a gente foi levada com cuidado sem quaisquer ferimentos entre responsáveis da polícia ou manifestantes”, disse o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld. Não houve detenções.
Activistas palestinianos prometeram mais acampamentos em locais onde estão previstos outros colonatos israelitas. Estes são ilegais perante a lei internacional (mesmo a anexação de Jerusalém Leste e dos Montes Golã não é reconhecida por quase nenhum país do mundo) e a intenção do Governo de Benjamin Netanyahu construir mais colonatos provocou condenação até dos aliados mais próximos como os EUA.
 
Colonatos na campanha
Os colonatos são entretanto um assunto de campanha para as eleições de 22 de Janeiro, e Netanyahu tem-se apresentado como um grande defensor da presença judaica na Cisjordânia ocupada. Nota o diário israelita Ha’aretz que Netanyahu visitou pela primeira vez, na semana passada, um colonato remoto e distante, que não pertence a um dos principais blocos. Trata-se de Rechelim, estabelecido após a morte de duas israelitas em ataques palestinianos, em 1991. O campo ainda foi transformado num campo militar mas em 1994 recebeu autorização para se tornar um campo civil.
 
Na campanha uma série de responsáveis de partidos que deverão fazer parte do novo Governo defenderam mesmo a anexação de território da Cisjordânia, tal como foi feito com o de Jerusalém Oriental e com os Montes Golã.

Grécia - Detenções de imigrante inumanas

A Grécia está a deter imigrantes, incluindo crianças, em condições inumanas e impensáveis para um Estado-membro da União Europeia, denunciou a Amnistia Internacional esta quinta-feira.
A Grécia – o principal ponto de entrada na UE para imigrantes da África e da Ásia – sempre teve dificuldades em lidar com a imigração ilegal, uma situação que se deteriorou com a profunda crise económica em que o país está mergulhado e que veio alimentar o xenofobismo e o racismo entre os gregos.
No relatório agora divulgado, a Amnistia refere que as dezenas de milhares de imigrantes que atravessam a fronteira grega todos os anos enfrentam dificuldades de todo o tipo para apresentarem pedidos de asilo, são colocados a viver em condições "absolutamente miseráveis" nos centros de detenção e sofrem ataques racistas por parte dos grupos de extrema-direita.

Uma nova agência que foi formada em 2011 para lidar com os pedidos de asilo ainda não tratou de um único caso, devido à falta de pessoal, refere o relatório da organização de defesa dos direitos humanos.
 
“O falhanço da Grécia em respeitar os direitos dos migrantes e dos que buscam asilo está a ganhar as proporções de uma crise humanitária”, disse o director da AI para a Europa e a Ásia Central, John Dalhuisen, num comunicado citado pela Reuters. “A actual situação na Grécia é totalmente desmerecedora do Prémio Nobel da Paz que foi atribuído à União Europeia e está muito abaixo dos padrões internacionais de respeito pelos direitos humanos.”
No seu relatório, a Amnistia dá conta de sírios em fuga da guerra que foram forçados a regressar à Turquia pelas autoridades gregas e refere um incidente em que a polícia terá afundado um barco de borracha, deixando os seus ocupantes na água sem alternativa, a não ser nadar de volta ao ponto de partida.
Aqueles que conseguem chegar à Grécia têm de esperar dias a fio em filas de centenas de pessoas, na esperança de serem uma das 20 pessoas por semana autorizadas a pedir asilo.
 
Aqueles que não conseguem um pedido de asilo arriscam-se a ser presos pela polícia e a ficar detidos em instalações superlotadas durante um ano ou mais. A Amnistia fala em casas de banho inundadas, falta de luz natural e água de má qualidade.
O relatório também dá conta de casos de crianças separadas das suas famílias ou detidas entre adultos em condições impróprias. Muitas são libertadas sem que seja encontrado um lugar para elas em centros de acolhimento. Outras vivem na rua e são vítimas de ataques racistas.
“O fardo da Grécia é enorme, e, tendo em conta a actual crise económica, é cada vez mais difícil para o país lídar sozinho com a situação”, refere a Amnistia Internacional. “No entanto, isso não pode servir de desculpa para negar às pessoas os seus direitos nem para permitir a retórica xenófoba e os ataques racistas.”

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Na ZDB Homenagem Ami­lcar Cabral na passagem do 40.o Aniversário da sua morte

Nos próximos dias vão decorrer iniciativas de homenagem a Amilcar Cabral, tendo como ponto alto desta homenagem uma Exposição .

                                                                                   
Quinta, 17 de Janeiro às 18h
Luta ca caba inda - Filipa César e Sana na N’Hada



Luta ca caba inda - Visionamento e conversa com Filipa César e Sana na
  N’Hada.
Aquário ZDB, das 18h às 20h30
Jantar guineenseNo 49 da ZDB, das 20h30 às 22h (sujeito a reserva prévia)
B.leza
Concerto comemorativo do 40º Aniversário da morte de Amílcar Cabral‚com os artistas guineenses: Malam di Mama Djombo + Maio Coopé +
 Baba Canuté + Gentil Policarpo
A partir das 23h.


                                                                                                                                                                                

Documentario palestiniano nomeado para os Oscares

Um filme que recomendamos, cujo trailer está disponível em:

Um novo amanhecer para os Povos do Mundo



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