Saudação meus amigos e família
Eu escrevo a vocês, com sentimentos mistos de hoje. Eu não consigo parar de pensar em nos acontecimentos da Escola Sandy Hook, em Newtown, em Connecticut. Se eu tivesse o poder de mudar apenas um evento deste ano passado, para garantir que
só uma coisa poderia ser levado de volta, gostaria de apagar os acontecimentos daquele dia .
E ver cada uma dessas lindas crianças vêm para casa com suas famílias como se nunca tivesse acontecido. Mas eu não posso mudar as coisas e só pode viver com o conhecimento de que tais coisas acontecem neste mundo. E eu não pode ajudar, mas ser lembrado pelas mortes violentas de essas crianças, de o assassinato de meu próprio povo, incluindo crianças, nas margens de inverno de Wounded Knee Creek, Sand Creek e no Washita e tantos outros lugares. A violência contra crianças ou mulheres nunca pode ser aceitável para qualquer sociedade ... mas é parte da história agora e não deve ser esquecido.
Temos que trabalhar em direção a uma sociedade mais humana e compassiva.
A minha lista é longa e eu não vou te aborrecer com tudo isso, mas eu vou
pedir para você adicionar suas orações para a minha para que o povo Oglala e outros
que estão trabalhando tão duro para parar o Pipeline XL e proteger nossa Mãe
Terra vai ser forte e vai sentir o muito necessário apoio de mais e outros mais daqui para frente. Qualquer um que olha para as fotos, a evidência, vai saber imediatamente que este é um descuidado e imprudente destruição de nosso mundo natural precioso. Nós somos os únicos que podem dizer as palavras em voz alta. A quatro patas e os seres alados e a peixes que nadam são impotentes para se proteger. A própria vida do
sangue de nosso ser, a própria água está sendo envenenado, enquanto falamos. Nós
temos a tecnologia para mudar a nossa maneira de abastecer nossos carros e aquecimento nossas casas. Mas é a ganância ea sede de dinheiro que nos impede de
usando essa tecnologia. Temos que fazer melhor. A própria vida está em jogo para
as próximas gerações.
E eu desejo por um fim a todas as guerras e que vamos encontrar uma maneira de se mover em direção a uma sociedade mais justa que permite que todas as pessoas de trabalhar e prover para as suas famílias. Isso é o mínimo que podemos fazer.
E deixe-me fechar, pedindo-lhe a entender a minha necessidade de expressar o pensamentos e sentimentos acima e voltar para o muito mais positivo razão para escrever esta carta.
Eu quero desejar a cada um de vocês o mais quente de cumprimentos do feriado e rezar
que você terá mais feliz e mais saudável de Ano Novo.
Eu sou grato a todos aqueles que se juntaram para tambor e cantar e tocar e falar por mim na cidade de Nova York. Ouvi dizer que ele foi um maravilhoso noite de amor e música e que o público era tanto multi-cultural e variaram na idade de 8 anos de idade com duas mulheres de Massachusetts em sua 90. E, claro, eu digo muito obrigado ao ageless Pete Seeger e Harry Belafonte que ficou com essa idéia e, finalmente, tornou-se realidade. E um agradecimento pessoal a todos os que estavam ali para mim. Os nomes são muitos para listar e eu tenho medo que eu poderia esquecer de alguém, então eu só vai agradecer por tudo que você.
Estou profundamente grato a você e não vai esquecer o que você fez por mim.
Você me deu esperança novamente. Tem sido 12 anos desde que eu tenho permiti-me a ter esperança. Gosto da maneira como ele se sente, mas há uma caminho muito longo para cair se ele sair para ser não-cumprido esperança. Eu tenho estive aqui antes e do próprio pensamento de que é assustador, mas eu sei que tem que me vejo andando pelas portas de aço. Eu sei que é minha parte isso e eu estou fazendo isso agora.
Eu estou pronto e preparado para assumir esse risco e esperança de que este será ano, o que eu vou ficar a conhecer a liberdade novamente e vai começar a abraçar minha família e amigos novamente.
Obrigado a todos vocês que não se esqueceu de mim. Doksha!
Leonard Peltier
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Leonard Peltier Ofensa Comissão de Defesa
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Hoy 22 de diciembre recibimos el siguiente mensaje de Ramona África:
“¡A movernos! Nuestro hermano William Phillips (África), quien ha estado encarcelado en el penal SCI Dallas en el estado de Pensilvania fue llevado de urgencia al Hospital General Wilkes Barre y se encuentra en cuidados intensivos. Necesitamos que todas y todos nuestros simpatizantes llamen a la prisión (570-675-1101) y al hospital (570-829-8111) para pedir información sobre la situación de Phil. [Para hablar desde México, hay que marcar 001 primero.] Estamos muy preocupados porque esto es exactamente lo que pasó con nuestra hermana Merle África. Sufría cólicos y fue llevada al hospital, luego recibimos un mensaje que ella estaba muerta. La situación es grave. Al hacer la llamada, hay que dar su nombre y número oficial (William Phillips #AM 4984) para que no puedan decir que no saben de quién hables…Sabemos que es un tremendo sacrificio que gente en otros países haga llamadas de larga distancia, pero si fuera posible hacerlo, estas llamadas tienen un peso especial. Muchísimas gracias por su apoyo —Ramona.”
Tal vez algunos de ustedes recordarán de haber visto una exposición de las hermosas pinturas del compañero Phil África del grupo de presos y presas conocidos como “los 9 de MOVE” encarcelados en el estado de Pensilvania desde 1978. O tal vez recordarán del siguiente mensaje suyo:
MENSAJE DE PHIL ÁFRICA leído en el mitin en apoyo a Mumia Abu-Jamal en afuera de la embajada EU en la Ciudad de México, diciembre 2008
Mi amor y solidaridad a todos ustedes que luchan por la libertad y justicia y para un día mejor. Mi profundo agradecimiento a todos ustedes que enviaron cartas para intentar lograr la libertad de nosotras y nosotros de “los 9 de MOVE”. Me da rabia que el sistema pretende encerrarnos durante 100 años, bajo el pretexto que no tenemos remordimiento por un crimen que no cometimos. Pero no me sorprende. Sólo me llena con mayor determinación para pelear a derrotarlo.
Me duele el corazón escuchar del maltrato e injusticias contra ustedes, mis hermanas y hermanos en México. Todos estamos oprimidos por el mismo sistema podrido. No importa el país en que estemos. El valor que ustedes han mostrado en su resistencia es una inspiración para todos.
Aquí, a pesar del tremendo impacto de los movimientos por los Derechos Civiles y el Poder Negro, algunas personas en la sociedad sólo ven como resultado todas las personas asesinadas y encerradas durante décadas en los infiernos llamados prisiones, y no quieren terminar ahí. El sistema ha metido temor en sus corazones; por eso, el sistema es el verdadero terrorista. La gente no respeta el sistema. Lo teme.
El peligro de este sistema es que da la impresión que la esclavitud moderna en Estados Unidos no está tan mala. Pero cuando cualquier ser viviente está cautivo en una jaula, está mal. A los presos aquí les dicen: “no está tan mal aquí como en otros países”. La verdad, la cárcel es la cárcel, no importa dónde estés o cuales sean tus condiciones. Te han robado la libertad. Te oprimen. Te maltratan. Rompen los lazos familiares. Rompen el flujo natural de la vida.
He visto muchos cambios en estos hoyos durante los 30 años de mi encarcelamiento. El cambio principal está en la mentalidad de los guardias y los presos. Los presos que entran ahora son más jóvenes, sin conciencia política, sin principios. Son no-revolucionarios. Los policías son iguales, muy jóvenes. Cumplen con cualquier orden que les den. Por eso los contratan. La mayoría son ex militares. Blancos. Patriotas. Piensan que su deber es oprimir a los presos lo más posible para demostrar su poder y control. Piensan que nacieron para dominar el mundo, que nadie más es tan importante como el gran hombre blanco y rico. Es su mentalidad. Los presos igual que los policías piensan que el dinero es la solución para todos sus problemas.
¡Rendirnos jamás! El sistema no es verdaderamente poderoso. El poder verdadero se ve en la Mamá Naturaleza que nos abriga y nos alimenta, no en este sistema débil que sólo nos trae muerte, destrucción y dolor. Vendrá un día cuando todos y todas logremos convivir en paz y armonía. Se lo prometo.
Este sistema pretendió asesinar a todos los integrantes de la organización MOVE el 8 de agosto de 1978, y ¡salimos vivos! Este sistema intentó pararnos cuando bombardeó a nuestro hogar el 13 de mayo de 1985, asesinando a 11 de nuestras hermanas, hermanos, hijos e hijas. ¡Pero no nos paró! Seguimos moviéndonos. Somos más fuertes que nunca. Han puesto a Mumia Abu-Jamal en el corredor de la muerte durante 27 años para callar su voz, pero él sigue siendo “la voz de los sin voz”.
¡OnaMOVE hermanas y hermanos! ¡Liberemos a Mumia! ¡Liberemos a todos los presos y presas políticas! ¡Acabemos con este podrido sistema! ¡Qué viva John Äfrica!

À semelhança
do que tem sido feito desde 2009, cidadãos e organizações solidários com a luta
do Povo da Palestina em geral e da Faixa de Gaza em particular promovem uma
concentração no Largo de São Domingos junto ao Rossio, em Lisboa, no dia 27 de
Dezembro, pelas 18h30, para lembrar o Massacre de Gaza que teve início no dia
27 de Dezembro de 2008 e se prolongou até meados de Janeiro de 2009, o bloqueio
desumano e ilegal imposto posteriormente à Faixa de Gaza e que continua em
vigor, bem como os recentes ataques de Israel à Faixa de Gaza, que semearam a
morte e a destruição numa zona já tão castigada, a maior prisão a céu aberto do
mundo. Recordamos também que continuam a ser demolidas casas de palestinianos e
arrancadas as suas culturas para a construção desenfreada de mais colonatos na
Cisjordânia e em Jerusalém-Leste que visam impedir a criação de um Estado
Palestiniano.
Apelamos à
participação de tod@s nesta concentração simbólica.
Manifestamos aqui a nossa solidariedade para com @s companheiras que estão a ser alvo da repressão do sistema via polícias e tribunais, demonstrativa de que estes aprendizes de fascistas, além de verterem toda uma política social e económica terrorista tentam esmagar qualquer protesto na rua sempre que ousarmos combater tanta injustiça .
O texto seguinte foi retirado do site do MSE .
Somos todos Myriam Zaluar!
19/12/2012

No passado dia 6 de Março, o MSE levou a cabo uma inscrição colectiva de desempregados no Centro de Emprego do Conde Redondo, acção que motivou a pronta intervenção das forças de segurança com a respectiva identificação dos desempregados presentes.
Na sequência dessa acção, Myriam Zaluar, então activista do movimento, acabaria acusada do crime de “manifestação ilegal”, processo que terá no próximo 10 de Janeiro, às 11h, no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, o respectivo desenlace.
Poucas semanas depois dos factos e com o objectivo de defender a companheira - acusada em nome de todos - e de defender o direito à distribuição de panfletos, o MSE repetiu a acção com cerca de meia centena de desempregados, sendo que desta feita a polícia não só não identificou ninguém, como sublinhou, à frente dos jornalistas presentes, que a repetição da acção não comportava nenhuma ilegalidade que justificasse a sua intervenção, tendo assistido a tudo serenamente.
Face aos factos, não só fica evidente a discricionariedade da actuação policial, como a desproporção e o disparate da acusação de que a activista foi alvo, motivos que deviam envergonhar um estado de direito forjado no chão de Abril.
Depois de lançar a austeridade querem agora semear o medo, mas cada acção para nos travar é um reforço para o nosso ânimo. Lutamos contra o desemprego como contra a intimidação e, apesar de termos seguido caminhos diferentes e de hoje a Myriam se ter afastado do MSE não são motivos para que não só manifestemos a nossa solidariedade como a disponibilidade e o uso de todas as nossas forças para garantir a sua defesa.
Ontem foi a Myriam Zaluar, hoje foi a Paula Montez e não sabemos quem será amanhã, mas sabemos que a criminalização é a outra face do desemprego. O nosso combate é feito para que chegue o dia em que todos usufruam do direito ao trabalho e tenham sido derrubados todos os obstáculos ao exercício da nossa liberdade.
No próximo dia 10 de Janeiro não é só a Myriam Zaluar que estará no banco dos réus uma vez que este é um processo contra todo o movimento e que visa todos aqueles que não desistem de lutar. Por tudo isso lá estaremos para dizer bem alto que “Somos Todos Myriam Zaluar!” e que vamos continuar a defender os nossos direitos na proporção do ataque de que estamos a ser alvo.
Comunicado de Imprensa
Nova Lei de
Imigração:
Associações
entregam queixa de inconstitucionalidade ao Provedor de Justiça
A nova lei de imigração (Lei Nº 29/2012) incorporou muitas
directivas europeias, entre as quais, a Directiva de Retorno que
constitui um retrocesso em matéria de direitos, liberdades e
garantias fundamentais.
Somos um conjunto de organizações da sociedade civil (associações
de imigrantes, antiracistas, feministas, de direitos humanos e
outras), empenhadas na luta pela democracia e pela defesa dos
direitos humanos e que querem fazer dos direitos, justiça - toda a
justiça.
E
como é de justiça, defendemos a
revogação da nova lei de imigração
por entender que ela é inconstitucional e violadora dos prinicipios
básicos de igualdade entre cidadãs e cidadãos.
Consequentemente, defendemos:
a regularização imediata de todos/as os/as imigrantes
indocumentados/as;
a igualdade de tratamento e a luta contra todas as formas de
discriminação e opomo-nos:
a) à criação de mecanismos de discriminação em função do
poder económico de cada um/a – descartando tantos e tantas
imigrantes que aqui vivem e ajudam a construir o país, muitas vezes
vítimas de exploração laboral e, agora, colocad@s na iminência de
serem rejeitad@s em detrimento dos economicamente mais privilegiados
ou especializados;
b) à repressão criminalização, e
estigmatização d@s imigrantes, prestando especial atenção à
vulnerabilidade acrescida que enfrentam as mulheres, assim como à
realidade de muit@s jovens descendentes que, nos bairros, continuam a
sofrer os efeitos da guetização e da exclusão.
c) ao poder discricionário e a política das expulsões
administrativas que conferem ao SEF o direito de decidir
sobre a vida de milhares de cidadã/os que aqui vivem e trabalham.
Assim,
no próximo dia 18 de Dezembro, Dia Mundial do Migrante, pelas 11h30,
vamos entregar ao Excelentíssimo Senhor Provedor de Justiça, uma
queixa para que verifique junto do Tribunal Constitucional, não só
os fundamentos de factos
e de juré
da inconstitucionalidade da Lei nº 29/2012, bem como da sua ou
revogação e/ou suspensão.
Também
nesse mesmo dia e durante a tarde, integrada no Dia de Ação Global,
estas mesmas organizações promovem, no Martim Moniz(das 16 às
20h), uma ação contra o racismo e pelos direitos d@s migrantes, d@s
refugiad@s e d@s deslocad@s, pela sua regularização contra as
expulsões, os centros de detenção e todo o tipo de discriminações.
Associação dos Cubanos
Residentes em Portugal/ Associação dos Naturais do Pelundo
Residentes em Portugal/ Associação para a Cooperação entre os
Povos/ Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania/ Associação de
melhoramentos e Recreativo do Talude/ Associação Solidariedade
Imigrante/ Casa do Brasil/ Colectivo HABITA/ Colectivo Mumia
Abu-Jamal/ Comunidária/ Diálogo e Acção/ FASCP/ Grupo de Teatro
do Oprimido-Lx/ Marcha Mundial de Mulheres/ Moinho da Juventude/ Olho
Vivo/ Plataforma Geto/ SOS Racismo/ Tavira Ilimitada
Passamos a divulgar carta de Paula Montez, a qual merece a nossa solidariedade e uma nota de repúdio pelas manobras intimidatórias em curso fazendo lembrar os tempos do fascismo .
«Peço a quem tiver imagens minhas na manifestação de 14 de Novembro (ou noutra manifestação qualquer) a tirar fotografias que as envie a fim de constituírem prova neste processo. Obrigada pela vossa solidariedade.»
Esta semana recebi um telefonema no meu telemóvel de uma funcionária do DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) para me convocar para prestar declarações por ter sido “denunciada”por actos supostamente praticados por mim na manifestação do dia da greve geral de 14 de Novembro em São Bento. Quis saber qual a denúncia que recaía sobre a minha pessoa e a senhora do outro lado da linha referiu, para meu grande espanto, que eu tinha sido denunciada por cometer “ofensas à integridade física da PSP”.
A primeira questão a saber é como conseguiram obter o número do meu telemóvel cujo contrato nem sequer está em meu nome. A segunda questão é saber como posso ter sido denunciada por um crime que não cometi e por actos que não pratiquei.
Ontem apresentei-me no DIAP acompanhada de um advogado. Foi-me lido o auto de denúncia e mostradas imagens captadas na manifestação. As imagens todas elas de má qualidade e inconclusivas, mostram-me de braço no ar com um objecto na mão que os “denunciantes”referiram ser pedras. Na verdade o objecto que tenho na mão é nada mais do que a minha máquina fotográfica que costumo elevar devido à minha estatura ser baixa para captar imagens, como sempre tenho feito em todas as manifestações e protestos onde vou. Nas legendas das várias imagens captadas aparecem aberrações do tipo: “acessório”, assinalando-se com um círculo, pendurada na mochila, uma máscara dos Anonymous; o meu barrete de lã colorido é indicado como sendo um capuz (lá vem o estigma dos “perigosos encapuçados”); até a cor da roupa, preta, aparece referida (!); além disso, na foto de qualidade duvidosa, onde se vê o meu braço erguido segurando o tal objecto (máquina fotográfica) pode-se ler na legenda que arremessei à polícia cerca de 20 pedras ou outros objectos…
Agora pergunto eu: se a PSP me identificou a arremessar 20 pedras e a colocar em causa a sua integridade física, por que não fui eu detida logo ali? Por que não fui de imediato impedida de mandar mais projécteis que pudessem atentar contra os agentes? Sim, como é possível ter sido vista a atirar coisas, contarem uma a uma as cerca de 20 pedras que eu não atirei, mas que alguém afirma ter-me visto atirar, e deixarem-me à solta para atirar mais?
Colocada perante estas “provas” e com base nesta absurda acusação fui constituída arguida com “termo de identidade e residência”, tendo agora que arranjar forma de me defender.
Como é evidente trata-se de uma perseguição por parte da PSP a pessoas que estiveram naquela manifestação. Faço notar que nem sequer fui das pessoas detidas para identificação, estou sim a ser vítima de uma orquestração por parte da PSP que visa lançar uma perseguição política a pessoas que eles supõem ser os mais activos na contestação, pessoas que costumam ir às manifestações, fotografar, passar informação nas redes sociais (o meu perfil de FaceBook lá continua bloqueado a funcionar a meio gás, sem a possibilidade de comentar vai para um mês).
Enfim, tal como antes já tinha previsto, no dia 14 de Novembro começou uma intencional e persecutória caça às bruxas e desde então não param de acontecer fenómenos sobrenaturais em democracia: identificam-se pessoas em imagens duvidosas, denunciam-se situações que não aconteceram, subvertem-se imagens dúbias e de qualidade duvidosa para servirem de prova a acusações infundadas, usam-se telemóveis pessoais para enviar convocatórias do DIAP e hoje aconteceu mais uma situação inédita: um telemóvel de um amigo com quem eu estava tocou; qual o nosso espanto era eu a ligar do meu telemóvel e a chamada apareceu registada no TM dele como sendo minha, mas o meu telemóvel estava ali mesmo à mão, bloqueado, sem registo de nenhuma chamada efectuada… isto para além dos estalidos em certas conversas telefónicas.
Todos os que me conhecem sabem que não sou pessoa para andar a atirar pedras à polícia, que sempre defendi a estratégia da não violência, da desobediência civil e da resistência pacífica. Que em todas as manifestações me movimento de um lado para o outro a captar imagens e que muitas vezes me vejo obrigada a erguer o braço para fotografar acima da minha estatura. Não há ninguém que me reconheça ou possa apontar como sendo violenta ou capaz de andar a arremessar objectos em manifestações, por muito que considere que a violência com que o sistema nos ataca nos nossos direitos e nas nossas liberdades - e agora também acometendo contra a integridade física de todos quantos estávamos naquela praça - possa gerar a revolta e a reacção das pessoas.
A situação não é nova, nem a sinistra estratégia: no dia 5 de Outubro o Ricardo Castelo Branco foi detido e alvo de idêntico processo de acusação, também através de imagens dúbias e da mentira de dois denunciantes (mal) amanhados pela PSP, acusado de atirar garrafas à polícia, mesmo com um braço engessado e outro braço segurando uma máquina fotográfica. Com coragem e determinação levou o caso às últimas consequências até por fim ser ilibado.
Por tudo isto decidi tornar pública esta absurda acusação e peço a todas e a todos vós que divulguem este caso. Pela minha parte vou fazê-lo por todos os meios ao meu dispor, incluindo a comunicação social. Hoje sou eu a visada mas qualquer um pode vir a ser o próximo a ser alvo de falsas denúncias e acusações. O que sempre mais me empolgou e indignou são as situações de repressão, perseguição e de injustiça. A verdade é mais forte e há de vencer todas as calúnias.
Peço a quem tiver imagens minhas na manifestação de 14 de Novembro (ou noutra manifestação qualquer) a tirar fotografias que as envie a fim de constituírem prova neste processo. Obrigada pela vossa solidariedade.
Paula Montez
Ainda o Dia da Greve Geral e a fascização da sociedade . Mais denúncias e a exigência de justiça e liberdade à luz das leis vigentes que alguns persistem a rasgar a cada virar da esquina . Elogios emanados pelos vários componentes do poder , só faltou as medalhas do cacete não conseguiram ofuscar o cérebro dos portugueses, por vais verborreia destilada pelos média, sempre prontos a colaborar pidescamente na defesa do sistema que nos impõe uma política de exploração .
Ex.m. Senhor
Director da Inspecção Geral da Administração Interna;
Lisboa, 14-12-2012
N.Refª n.º 194/apd/12
V.Refª OF-2859/2012 PA 751/2012 040.01.02
Outras refas.
Lisboa, 18-11-2012
N.Refª n.º 179/apd/12
Assunto: Estado de direito e garantia de respeito pelos direitos humanos
Correspondendo à solicitação de V. Exa. no sentido de carrear elementos de prova sobre a violência policial de dia 14 de Novembro último, somos a informar não determos elementos de prova na nossa posse que não sejam do domínio público.
Existem, porém, no domínio público, vários elementos de prova que consultámos e que se mantém disponíveis, sendo certo existirem bem mais do que aqueles que agora vos oferecemos como resultado de uma rápida pesquisa na internet.
Para vossa disposição aqui vos deixamos algumas referências, que vos permitirão seguir várias pistas, conforme entendam melhor. Caso nos cheguem elementos de prova que não tenham sido tornados públicos, tomaremos a iniciativa de vos fazer chegar por esta mesma via.
1.
Declarações de Celina Dias, mãe de Francisco Elias, 14 anos, agredido e detido na noite de 14 de Novembro:
"O meu filho de 14 anos que apenas ia a passar no Cais do Sodré, depois de ter ido visitar o irmão e era o caminho que tinha de fazer para regressar a casa visto não haver transportes para se deslocar e teve de ir a pé. Foi violentamente agredido e detido em Monsanto, sem sequer ter participado na manifestação."
2.
À Amnistia Internacional
Lisboa..., 20 de Novembro de 2012
Ex.mos Senhores,
Estive presente a partir das 17 horas na manifestação ocorrida em São Bento no passado dia 14 de Novembro de 2012, quarta-feira, defronte à Assembleia d
a República, presenciando a partir dessa hora todos os factos aí ocorridos e o trágico desfecho da violentíssima carga protagonizada pela Polícia de Segurança Pública sobre os cidadãos ali presentes (alguns estrangeiros), a maioria esmagadora deles exercendo pacificamente o seu direito de manifestação consignado nos princípios do nosso Estado Democrático. O que assisti tanto na Praça de São Bento, como em várias ruas e avenidas próximas e outras mais distantes, fez-me perder a confiança que desde há mais de três décadas deposito nas forças da ordem e no respeito que as mesmas devem ter pelo conceito de cidadania e pelo valor humano. Assisti ao espancamento de idosos, de mulheres, de jovens, ao disparo de munições de borracha, aos insultos, aos berros, ao total desrespeito da lei por parte de quem a deveria defender. Disponibilizo o meu testemunho à Amnistia Internacional num último acto de esperança de que haja Justiça.
Certo que o comportamento de alguns manifestantes foi incorrecto e violento, como o apedrejamento das forças policiais posicionadas em cordão defensivo na escadaria, e ainda presenciei ao arremesso de outros objectos nomeadamente incendiários, e também à criação de um clima de tensão pelas atitudes perpetradas quer por alguns manifestantes quer por alguns agentes da autoridade, facto notoriamente perturbadores da postura cívica necessária numa contestação pública, mas nada disto justificou a dimensão da atitude repressiva da polícia de choque.
O motivo da minha presença nesse dia em São Bento foi, para além de exercer o meu direito de manifestação, fotografar o acontecimento, conforme tenho feito em anteriores manifestações da indignação popular perante a actual situação de crise económica e política, com o objectivo de acervar para uma futura exposição imagens relevantes deste estado de indignação. Exerço profissionalmente (e neste momento muito precariamente…) a actividade de Artista, utilizando a fotografia como fundamental forma de expressão, para além de assumir em vários eventos e projectos a função de Curador. Também já tive o gosto de em algumas ocasiões anteriores colaborar com a Amnistia Internacional.
Junto a este meu depoimento o conjunto de todas as imagens que efectuei no 14 de Novembro, concedendo à Amnistia Internacional o direito de as utilizar para os fins que considerar importantes para a defesa dos Direitos Humanos. Destaco algumas imagens que penso serem mais relevantes e sobre as quais pode ser ainda considerado o meu testemunho pessoal para o que juridicamente venha a se tornar necessário. São estas as minhas fotografias destacadas e respectivos testemunhos:
- Um agente da PSP grava a partir da escadaria da Assembleia da República os manifestantes, esta acção ocorreu cerca de uma hora antes da carga policial (duas fotografias);
- Um transeunte que não vi ter qualquer atitude provocatória com os agentes da PSP é derrubado e espancado violentamente no chão da Rua de São Bento em local próximo ao supermercado «DIA / Mini-Preço» e da paragem do carro eléctrico 28 (imagem pouco nítida devido á falta de luz e ao facto de a polícia ter iniciado a minha própria perseguição…);
- Num grupo de agentes da PSP um deles aponta uma espingarda para andares de edifícios a partir de local próximo na Rua de São Bento da esquina com a do Poço dos Negros, eu presenciei os disparos!
Houve várias situações em que não consegui fotografar, tanto porque fui forçado a salvaguardar a minha integridade física, que embora não tenha sofrido qualquer tipo de agressão física, a mesma foi tentada pelas autoridades, nomeadamente na Rua de São Bento na sequência imediata a ter fotografado o referido espancamento, como também temi pela segurança do meu equipamento, embora por previdência utilize para este tipo de captação de imagens uma pequena câmera Leica digital. Mas mesmo muitas outras situações que não fotografei permanecem bem gravadas na minha memória.
Irei continuar sempre que possível (resido muito perto de São Bento) a recolher mais imagens nos futuros acontecimentos e manifestações de indignação.
Disponham como acharem útil do meu trabalho e testemunho.
Com os melhores cumprimentos,
Manuel de Fontes Fonseca Pessôa-Lopes
Imagens que fotografei:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151111317007267.437908.543782266&type=1
3.
Allius Zoo
AQUILO QUE HOJE SE PASSOU, DO PONTO DE VISTA DE UM MANIFESTANTE PACÍFICO:
Para que não vinguem as mentiras da Administração Internas aqui têm o meu relato do que realmente se passou em frente à assembleia.
Sim, é verdade que cer
ca de 20 a 30 pessoas passaram mais de uma hora a atirar petardos, pedras e garrafas à polícia. Por essa razão, os outros 99% de CIDADÃOS PACÍFICOS mantiveram a devida dis...
tância, para nem serem confundidos nem fazerem parte da acção de alguns animais. A certa altura, as pessoas perceberam que algo se estava a passar. Demasiadas movimentações de polícia na Assembleia demasiado organizadas.
Cá em baixo, numa das laterais um grupo de polícia à paisana abandona rapidamente a manifestação. Mais tarde, as televisões diriam que as pessoas foram avisadas para dispersar. Cá de baixo, posso-vos dar uma certeza, nenhuma pessoa com uma audição normal ouviu um único aviso.
A polícia disparou cerca de 4 a 6 petardos pela manifestação e carregou. Como estávamos todos bem afastados, os CIDADÃOS PACÍFICOS não fugiram. Mas quando vi um pai a fugir com o filho no colo e a levar bastonadas percebi que quem estava atrás das viseiras já não eram pessoas.
Fugimos, mas por mais rápidos que tentássemos ser, eram pessoas a mais para conseguirem ser mais rápidas que a polícia. Felizmente não recebi carga, infelizmente porque atrás de mim tinha um escudo humano a tentar fugir. Ao meu lado, um senhor tentava fugir com a mulher de cerca de 50 anos, que chorava com a cara cheia de sangue. Não, esta senhora não levou com pedras dos manifestantes. Esta senhora estava cá atrás. Esta senhora levou com um cassetete.
Fugimos para uma rua afastada, onde pensávamos estar todos seguros e mostrar à polícia que não queríamos estar na confusão, nós os CIDADÃOS PACÍFICOS. Nada nos valeu, pois a polícia perseguiu as pessoas pelas várias ruas em redor da Assembleia, carregando em todos. O que me safou foi uma porta aberta de um prédio, onde me refugiei com mais 8 CIDADÃOS, incluindo jornalistas da Lusa. O que lá fora se passava era incrível. Uma senhora de idade que chegava a casa tentava entrar no seu prédio mas a polícia gritava-lhe para que descesse a rua.
Só mais de 30 minutos depois conseguimos sair e o que mais me impressionou foi a quantidade de sangue que havia pelos passeios, bem longe da Assembleia.
NÃO ACREDITEM EM MENTIRAS. ERA POSSÍVEL NÃO TER PERSEGUIDOS CIDADÃOS PACÍFICOS QUE FUGIAM POR RUAS AFASTADAS MAIS DE 200 METROS DA ASSEMBLEIA.
Mesmo quando estava “barricado” no prédio, mesmo com a porta fechada tive, pela primeira vez, muito medo da polícia.
O que sinto agora não é nem raiva, nem revolta. É um vergonha enorme e uma imensa e profunda TRISTEZA.
É assim que se tira a vontade ao povo civilizado de se manifestar. Tira-se-lhe a esperança.
4.
Uso de força desproporcionado e violência policial.
No dia 14 de Novembro cerca das 18.30, na Avenida D, Carlos I junto ao parlamento, estava uma Srª provavelmente de mais 75 anos a sangrar sentada no chão, dirigi-me a PSP de intervenção
e pedi para chamarem INEM, e a resposta foi bastonadas na minha cabeça, ameaça com arma de fogo e ataque com um pastor alemão.
Na foto em anexo: a senhora idosa a sangrar do nariz e da boca foi a que eu vi com o nariz partido, pelO que pedi ao Policia mais próximo que chamasse o INEM e fui agredido pelo mesmo e por colegas dele. O cão pastor alemão da foto foi o que um policia me atiçou e ia me mordendo a mão tendo furado o meu casaco com os dentes.
5.
No dia da greve geral, a polícia resolveu trabalhar!!
Carga policial frente à Assembleia da República.
( Lisboa - Portugal ) © Vitor Cid
A senhora da fotografia já tem nome, chama-se Cecília Silveira e é uma desempregada de longa duração.
Sérgio Medeiros, um amigo de Cecília, escreveu:
"Cecília Silveira, estava comigo, fugimos juntos, deixei de a ver, foi brutalmente espancada...
Desempregada de longa duração, sem direito a qualquer apoio da Segurança social, vive da caridade de amigos....
Digo-o aqui porque ela não esconde de ninguém, passa fome, nem rendimento de inserção recebe, não tem qualquer apoio a não ser dos amigos, muitas vezes de pessoas
que têm muito pouco, mas que ainda conseguem dividir uma sopa, um pão, um abraço...."