Manifestamos aqui a nossa solidariedade para com @s companheiras que estão a ser alvo da repressão do sistema via polícias e tribunais, demonstrativa de que estes aprendizes de fascistas, além de verterem toda uma política social e económica terrorista tentam esmagar qualquer protesto na rua sempre que ousarmos combater tanta injustiça .
O texto seguinte foi retirado do site do MSE .
Somos todos Myriam Zaluar! 19/12/2012
No passado dia 6 de Março, o MSE levou a cabo uma inscrição colectiva de desempregados no Centro de Emprego do Conde Redondo, acção que motivou a pronta intervenção das forças de segurança com a respectiva identificação dos desempregados presentes.
Na sequência dessa acção, Myriam Zaluar, então activista do movimento, acabaria acusada do crime de “manifestação ilegal”, processo que terá no próximo 10 de Janeiro, às 11h, no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, o respectivo desenlace.
Poucas semanas depois dos factos e com o objectivo de defender a companheira - acusada em nome de todos - e de defender o direito à distribuição de panfletos, o MSE repetiu a acção com cerca de meia centena de desempregados, sendo que desta feita a polícia não só não identificou ninguém, como sublinhou, à frente dos jornalistas presentes, que a repetição da acção não comportava nenhuma ilegalidade que justificasse a sua intervenção, tendo assistido a tudo serenamente.
Face aos factos, não só fica evidente a discricionariedade da actuação policial, como a desproporção e o disparate da acusação de que a activista foi alvo, motivos que deviam envergonhar um estado de direito forjado no chão de Abril.
Depois de lançar a austeridade querem agora semear o medo, mas cada acção para nos travar é um reforço para o nosso ânimo. Lutamos contra o desemprego como contra a intimidação e, apesar de termos seguido caminhos diferentes e de hoje a Myriam se ter afastado do MSE não são motivos para que não só manifestemos a nossa solidariedade como a disponibilidade e o uso de todas as nossas forças para garantir a sua defesa.
Ontem foi a Myriam Zaluar, hoje foi a Paula Montez e não sabemos quem será amanhã, mas sabemos que a criminalização é a outra face do desemprego. O nosso combate é feito para que chegue o dia em que todos usufruam do direito ao trabalho e tenham sido derrubados todos os obstáculos ao exercício da nossa liberdade.
No próximo dia 10 de Janeiro não é só a Myriam Zaluar que estará no banco dos réus uma vez que este é um processo contra todo o movimento e que visa todos aqueles que não desistem de lutar. Por tudo isso lá estaremos para dizer bem alto que “Somos Todos Myriam Zaluar!” e que vamos continuar a defender os nossos direitos na proporção do ataque de que estamos a ser alvo.
Associações
entregam queixa de inconstitucionalidade ao Provedor de Justiça
A nova lei de imigração (Lei Nº 29/2012) incorporou muitas
directivas europeias, entre as quais, a Directiva de Retorno que
constitui um retrocesso em matéria de direitos, liberdades e
garantias fundamentais.
Somos um conjunto de organizações da sociedade civil (associações
de imigrantes, antiracistas, feministas, de direitos humanos e
outras), empenhadas na luta pela democracia e pela defesa dos
direitos humanos e que querem fazer dos direitos, justiça - toda a
justiça.
E
como é de justiça, defendemos a
revogação da nova lei de imigração
por entender que ela é inconstitucional e violadora dos prinicipios
básicos de igualdade entre cidadãs e cidadãos.
Consequentemente, defendemos:
a regularização imediata de todos/as os/as imigrantes
indocumentados/as;
a igualdade de tratamento e a luta contra todas as formas de
discriminação e opomo-nos:
a) à criação de mecanismos de discriminação em função do
poder económico de cada um/a – descartando tantos e tantas
imigrantes que aqui vivem e ajudam a construir o país, muitas vezes
vítimas de exploração laboral e, agora, colocad@s na iminência de
serem rejeitad@s em detrimento dos economicamente mais privilegiados
ou especializados;
b) à repressão criminalização, e
estigmatização d@s imigrantes, prestando especial atenção à
vulnerabilidade acrescida que enfrentam as mulheres, assim como à
realidade de muit@s jovens descendentes que, nos bairros, continuam a
sofrer os efeitos da guetização e da exclusão.
c) ao poder discricionário e a política das expulsões
administrativas que conferem ao SEF o direito de decidir
sobre a vida de milhares de cidadã/os que aqui vivem e trabalham.
Assim,
no próximo dia 18 de Dezembro, Dia Mundial do Migrante, pelas 11h30,
vamos entregar ao Excelentíssimo Senhor Provedor de Justiça, uma
queixa para que verifique junto do Tribunal Constitucional, não só
os fundamentos de factos
e de juré
da inconstitucionalidade da Lei nº 29/2012, bem como da sua ou
revogação e/ou suspensão.
Também
nesse mesmo dia e durante a tarde, integrada no Dia de Ação Global,
estas mesmas organizações promovem, no Martim Moniz(das 16 às
20h), uma ação contra o racismo e pelos direitos d@s migrantes, d@s
refugiad@s e d@s deslocad@s, pela sua regularização contra as
expulsões, os centros de detenção e todo o tipo de discriminações.
Associação dos Cubanos
Residentes em Portugal/ Associação dos Naturais do Pelundo
Residentes em Portugal/ Associação para a Cooperação entre os
Povos/ Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania/ Associação de
melhoramentos e Recreativo do Talude/ Associação Solidariedade
Imigrante/ Casa do Brasil/ Colectivo HABITA/ Colectivo Mumia
Abu-Jamal/ Comunidária/ Diálogo e Acção/ FASCP/ Grupo de Teatro
do Oprimido-Lx/ Marcha Mundial de Mulheres/ Moinho da Juventude/ Olho
Vivo/ Plataforma Geto/ SOS Racismo/ Tavira Ilimitada
Passamos a divulgar carta de Paula Montez, a qual merece a nossa solidariedade e uma nota de repúdio pelas manobras intimidatórias em curso fazendo lembrar os tempos do fascismo .
«Peço a quem tiver imagens minhas na manifestação de 14 de Novembro (ou noutra manifestação qualquer) a tirar fotografias que as envie a fim de constituírem prova neste processo. Obrigada pela vossa solidariedade.»
Esta semana recebi um telefonema no meu telemóvel de uma funcionária do DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) para me convocar para prestar declarações por ter sido “denunciada”por actos supostamente praticados por mim na manifestação do dia da greve geral de 14 de Novembro em São Bento. Quis saber qual a denúncia que recaía sobre a minha pessoa e a senhora do outro lado da linha referiu, para meu grande espanto, que eu tinha sido denunciada por cometer “ofensas à integridade física da PSP”.
A primeira questão a saber é como conseguiram obter o número do meu telemóvel cujo contrato nem sequer está em meu nome. A segunda questão é saber como posso ter sido denunciada por um crime que não cometi e por actos que não pratiquei.
Ontem apresentei-me no DIAP acompanhada de um advogado. Foi-me lido o auto de denúncia e mostradas imagens captadas na manifestação. As imagens todas elas de má qualidade e inconclusivas, mostram-me de braço no ar com um objecto na mão que os “denunciantes”referiram ser pedras. Na verdade o objecto que tenho na mão é nada mais do que a minha máquina fotográfica que costumo elevar devido à minha estatura ser baixa para captar imagens, como sempre tenho feito em todas as manifestações e protestos onde vou. Nas legendas das várias imagens captadas aparecem aberrações do tipo: “acessório”, assinalando-se com um círculo, pendurada na mochila, uma máscara dos Anonymous; o meu barrete de lã colorido é indicado como sendo um capuz (lá vem o estigma dos “perigosos encapuçados”); até a cor da roupa, preta, aparece referida (!); além disso, na foto de qualidade duvidosa, onde se vê o meu braço erguido segurando o tal objecto (máquina fotográfica) pode-se ler na legenda que arremessei à polícia cerca de 20 pedras ou outros objectos…
Agora pergunto eu: se a PSP me identificou a arremessar 20 pedras e a colocar em causa a sua integridade física, por que não fui eu detida logo ali? Por que não fui de imediato impedida de mandar mais projécteis que pudessem atentar contra os agentes? Sim, como é possível ter sido vista a atirar coisas, contarem uma a uma as cerca de 20 pedras que eu não atirei, mas que alguém afirma ter-me visto atirar, e deixarem-me à solta para atirar mais?
Colocada perante estas “provas” e com base nesta absurda acusação fui constituída arguida com “termo de identidade e residência”, tendo agora que arranjar forma de me defender.
Como é evidente trata-se de uma perseguição por parte da PSP a pessoas que estiveram naquela manifestação. Faço notar que nem sequer fui das pessoas detidas para identificação, estou sim a ser vítima de uma orquestração por parte da PSP que visa lançar uma perseguição política a pessoas que eles supõem ser os mais activos na contestação, pessoas que costumam ir às manifestações, fotografar, passar informação nas redes sociais (o meu perfil de FaceBook lá continua bloqueado a funcionar a meio gás, sem a possibilidade de comentar vai para um mês).
Enfim, tal como antes já tinha previsto, no dia 14 de Novembro começou uma intencional e persecutória caça às bruxas e desde então não param de acontecer fenómenos sobrenaturais em democracia: identificam-se pessoas em imagens duvidosas, denunciam-se situações que não aconteceram, subvertem-se imagens dúbias e de qualidade duvidosa para servirem de prova a acusações infundadas, usam-se telemóveis pessoais para enviar convocatórias do DIAP e hoje aconteceu mais uma situação inédita: um telemóvel de um amigo com quem eu estava tocou; qual o nosso espanto era eu a ligar do meu telemóvel e a chamada apareceu registada no TM dele como sendo minha, mas o meu telemóvel estava ali mesmo à mão, bloqueado, sem registo de nenhuma chamada efectuada… isto para além dos estalidos em certas conversas telefónicas.
Todos os que me conhecem sabem que não sou pessoa para andar a atirar pedras à polícia, que sempre defendi a estratégia da não violência, da desobediência civil e da resistência pacífica. Que em todas as manifestações me movimento de um lado para o outro a captar imagens e que muitas vezes me vejo obrigada a erguer o braço para fotografar acima da minha estatura. Não há ninguém que me reconheça ou possa apontar como sendo violenta ou capaz de andar a arremessar objectos em manifestações, por muito que considere que a violência com que o sistema nos ataca nos nossos direitos e nas nossas liberdades - e agora também acometendo contra a integridade física de todos quantos estávamos naquela praça - possa gerar a revolta e a reacção das pessoas.
A situação não é nova, nem a sinistra estratégia: no dia 5 de Outubro o Ricardo Castelo Branco foi detido e alvo de idêntico processo de acusação, também através de imagens dúbias e da mentira de dois denunciantes (mal) amanhados pela PSP, acusado de atirar garrafas à polícia, mesmo com um braço engessado e outro braço segurando uma máquina fotográfica. Com coragem e determinação levou o caso às últimas consequências até por fim ser ilibado.
Por tudo isto decidi tornar pública esta absurda acusação e peço a todas e a todos vós que divulguem este caso. Pela minha parte vou fazê-lo por todos os meios ao meu dispor, incluindo a comunicação social. Hoje sou eu a visada mas qualquer um pode vir a ser o próximo a ser alvo de falsas denúncias e acusações. O que sempre mais me empolgou e indignou são as situações de repressão, perseguição e de injustiça. A verdade é mais forte e há de vencer todas as calúnias.
Peço a quem tiver imagens minhas na manifestação de 14 de Novembro (ou noutra manifestação qualquer) a tirar fotografias que as envie a fim de constituírem prova neste processo. Obrigada pela vossa solidariedade. Paula Montez
"As queixas com a alimentação dos presos tem sido recorrentes nos últimos meses, a partir do momento em que o aperto orçamental se fez sentir. Desta vez a queixa, tímida, com medo de represálias, vem de Beja. Vive-se mesmo num país livre? Onde a denúncia da fome é anónima? Quando Amartya Sen denunciou o facto de ser nos países com limitações graves da liberdade de expressão (e não nos países onde faltam alimentos) que mais fome havia, num estudo dos anos 80, estávamos longe de pensar em ter de ponderar o sentido dessas palavras para o caso português. Hoje essa ponderação impõe-se ao ler o que se pode ler. "
Atirador de 24 anos está morto. É o segundo ataque com armas de fogo mais mortífero de sempre nos EUA.
Crianças são retiradas da escola alvo do massacre
Os piores tiroteios em escolas e universidades nos EUA
As autoridades já confirmaram que o homem responsável pelo tiroteio na escola de Sandy Hook está morto, e tinha ligações à escola - a sua mãe era professora no infantário e foi um dos seis adultos que matou e as crianças da sua aula estavam entre as suas vítimas, anunciou a polícia do estado do Connecticut. As crianças que o atirador identificado como Ryan Lanza matou encontravam-se apenas em duas salas de aula.
A NBC News, no entanto, avança que o atirador poderia ter levado consigo a identificação do irmão mais velho. O atirador poderia assim ser Adam e Ryan Lanza o homem encontrado morto numa residência de Nova Jérsia.
Foram avançadas algumas notícias dizendo que o pai de Lanza foi também encontrado morto em Nova Jérsia, mas não foram confirmadas. A namorada de Lanza e um outro amigo são dados como desaparecidos, diz a a Associated Press.
Tinha 24 anos e levava quatro armas, uma delas com calibre .223. Poderá ter disparado 100 tiros. No fim, disparou contra si próprio.
O homem irrompeu pelo edifício principal da escola por volta das 9h30 (hora local), com a cara tapada. O ataque terá começado no gabinete do director da escola, e alguém terá ligado o sistema de intercomunicação do estabelecimento de ensino, pelo que toda a escola ouviu gritos no gabinete, e palavrões. Com este sinal de alarme, os professores trancaram as salas de aula e colocaram a maioria das crianças em segurança, adianta a CBS News. Mas toda uma sala de aula terá sido vítima dos disparos do atirador .
Outra pessoa foi detida num bosque nas imediações da escola - havia relatos, não confirmados, de que poderia existir um segundo atirador. O irmão do atirador foi também detido.
À hora do ataque estariam cerca de 600 crianças na escola, com idades entre os cinco e os dez anos. O estabelecimento de Sandy Hook alberga um infantário e uma escola primária. As autoridades selaram todos os edifícios escolares e isolaram o local. Os alunos foram reunidos num pavilhão, acompanhados pelos professores, e posteriormente encaminhados para o quartel de bombeiros de Sandy Hook, que fica em frente da escola.
O Presidente Barack Obama telefonou ao governador do Connecticut, Dan Malloy, para se informar do que se passava, e também ao director do FBI, Robert Mueller, revelou um porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. Instado a comentar se este caso não seria mais um argumento de peso a legislar para pôr um travão na facilidade com que os norte-americanos têm acesso a armas, Carney sublinhou que "este não era o momento para tal". Agora "temos de apoiar a manutenção da lei e as famílias que estão a passar por este acontecimento trágico, Há tempo para discutir as implicações política mais tarde", cita-o a Reuters.
À saída do local, os pais de Alexa, uma menina que frequenta o terceiro ano em Sandy Hook e que escapou sem ferimentos, manifestaram a sua incredulidade pelo sucedido. “Estou em estado de choque. Não parece possível que uma coisa destas pudesse alguma vez acontecer num lugar tão pequeno”, disse a mãe da criança.
A localidade de Newtown, com cerca de 27 mil habitantes, é uma pitoresca cidade do estado do Connecticut, a cerca de cem quilómetros a norte da cidade de Nova Iorque.
Um dos residentes, Mike Branchwell, explicou à CNN que uma das razões por que tinha decidido mudar-se para Newtown em 2005 fora precisamente a qualidade das suas escolas, que figuram no topo dos rankings do ensino.
Ainda o Dia da Greve Geral e a fascização da sociedade . Mais denúncias e a exigência de justiça e liberdade à luz das leis vigentes que alguns persistem a rasgar a cada virar da esquina . Elogios emanados pelos vários componentes do poder , só faltou as medalhas do cacete não conseguiram ofuscar o cérebro dos portugueses, por vais verborreia destilada pelos média, sempre prontos a colaborar pidescamente na defesa do sistema que nos impõe uma política de exploração .
Ex.m. Senhor
Director da Inspecção Geral da Administração Interna;
Lisboa, 14-12-2012
N.Refª n.º 194/apd/12
V.Refª OF-2859/2012 PA 751/2012 040.01.02
Outras refas.
Lisboa, 18-11-2012
N.Refª n.º 179/apd/12
Assunto: Estado de direito e garantia de respeito pelos direitos humanos
Correspondendo à solicitação de V. Exa. no sentido de carrear elementos de prova sobre a violência policial de dia 14 de Novembro último, somos a informar não determos elementos de prova na nossa posse que não sejam do domínio público.
Existem, porém, no domínio público, vários elementos de prova que consultámos e que se mantém disponíveis, sendo certo existirem bem mais do que aqueles que agora vos oferecemos como resultado de uma rápida pesquisa na internet.
Para vossa disposição aqui vos deixamos algumas referências, que vos permitirão seguir várias pistas, conforme entendam melhor. Caso nos cheguem elementos de prova que não tenham sido tornados públicos, tomaremos a iniciativa de vos fazer chegar por esta mesma via.
Declarações de Celina Dias, mãe de Francisco Elias, 14 anos, agredido e detido na noite de 14 de Novembro:
"O meu filho de 14 anos que apenas ia a passar no Cais do Sodré, depois de ter ido visitar o irmão e era o caminho que tinha de fazer para regressar a casa visto não haver transportes para se deslocar e teve de ir a pé. Foi violentamente agredido e detido em Monsanto, sem sequer ter participado na manifestação."
2.
À Amnistia Internacional
Lisboa..., 20 de Novembro de 2012
Ex.mos Senhores,
Estive presente a partir das 17 horas na manifestação ocorrida em São Bento no passado dia 14 de Novembro de 2012, quarta-feira, defronte à Assembleia d
a República, presenciando a partir dessa hora todos os factos aí ocorridos e o trágico desfecho da violentíssima carga protagonizada pela Polícia de Segurança Pública sobre os cidadãos ali presentes (alguns estrangeiros), a maioria esmagadora deles exercendo pacificamente o seu direito de manifestação consignado nos princípios do nosso Estado Democrático. O que assisti tanto na Praça de São Bento, como em várias ruas e avenidas próximas e outras mais distantes, fez-me perder a confiança que desde há mais de três décadas deposito nas forças da ordem e no respeito que as mesmas devem ter pelo conceito de cidadania e pelo valor humano. Assisti ao espancamento de idosos, de mulheres, de jovens, ao disparo de munições de borracha, aos insultos, aos berros, ao total desrespeito da lei por parte de quem a deveria defender. Disponibilizo o meu testemunho à Amnistia Internacional num último acto de esperança de que haja Justiça.
Certo que o comportamento de alguns manifestantes foi incorrecto e violento, como o apedrejamento das forças policiais posicionadas em cordão defensivo na escadaria, e ainda presenciei ao arremesso de outros objectos nomeadamente incendiários, e também à criação de um clima de tensão pelas atitudes perpetradas quer por alguns manifestantes quer por alguns agentes da autoridade, facto notoriamente perturbadores da postura cívica necessária numa contestação pública, mas nada disto justificou a dimensão da atitude repressiva da polícia de choque.
O motivo da minha presença nesse dia em São Bento foi, para além de exercer o meu direito de manifestação, fotografar o acontecimento, conforme tenho feito em anteriores manifestações da indignação popular perante a actual situação de crise económica e política, com o objectivo de acervar para uma futura exposição imagens relevantes deste estado de indignação. Exerço profissionalmente (e neste momento muito precariamente…) a actividade de Artista, utilizando a fotografia como fundamental forma de expressão, para além de assumir em vários eventos e projectos a função de Curador. Também já tive o gosto de em algumas ocasiões anteriores colaborar com a Amnistia Internacional.
Junto a este meu depoimento o conjunto de todas as imagens que efectuei no 14 de Novembro, concedendo à Amnistia Internacional o direito de as utilizar para os fins que considerar importantes para a defesa dos Direitos Humanos. Destaco algumas imagens que penso serem mais relevantes e sobre as quais pode ser ainda considerado o meu testemunho pessoal para o que juridicamente venha a se tornar necessário. São estas as minhas fotografias destacadas e respectivos testemunhos:
- Um agente da PSP grava a partir da escadaria da Assembleia da República os manifestantes, esta acção ocorreu cerca de uma hora antes da carga policial (duas fotografias);
- Um transeunte que não vi ter qualquer atitude provocatória com os agentes da PSP é derrubado e espancado violentamente no chão da Rua de São Bento em local próximo ao supermercado «DIA / Mini-Preço» e da paragem do carro eléctrico 28 (imagem pouco nítida devido á falta de luz e ao facto de a polícia ter iniciado a minha própria perseguição…);
- Num grupo de agentes da PSP um deles aponta uma espingarda para andares de edifícios a partir de local próximo na Rua de São Bento da esquina com a do Poço dos Negros, eu presenciei os disparos!
Houve várias situações em que não consegui fotografar, tanto porque fui forçado a salvaguardar a minha integridade física, que embora não tenha sofrido qualquer tipo de agressão física, a mesma foi tentada pelas autoridades, nomeadamente na Rua de São Bento na sequência imediata a ter fotografado o referido espancamento, como também temi pela segurança do meu equipamento, embora por previdência utilize para este tipo de captação de imagens uma pequena câmera Leica digital. Mas mesmo muitas outras situações que não fotografei permanecem bem gravadas na minha memória.
Irei continuar sempre que possível (resido muito perto de São Bento) a recolher mais imagens nos futuros acontecimentos e manifestações de indignação.
Disponham como acharem útil do meu trabalho e testemunho.
Com os melhores cumprimentos,
Allius Zoo
AQUILO QUE HOJE SE PASSOU, DO PONTO DE VISTA DE UM MANIFESTANTE PACÍFICO:
Para que não vinguem as mentiras da Administração Internas aqui têm o meu relato do que realmente se passou em frente à assembleia.
Sim, é verdade que cer
ca de 20 a 30 pessoas passaram mais de uma hora a atirar petardos, pedras e garrafas à polícia. Por essa razão, os outros 99% de CIDADÃOS PACÍFICOS mantiveram a devida dis...
tância, para nem serem confundidos nem fazerem parte da acção de alguns animais. A certa altura, as pessoas perceberam que algo se estava a passar. Demasiadas movimentações de polícia na Assembleia demasiado organizadas.
Cá em baixo, numa das laterais um grupo de polícia à paisana abandona rapidamente a manifestação. Mais tarde, as televisões diriam que as pessoas foram avisadas para dispersar. Cá de baixo, posso-vos dar uma certeza, nenhuma pessoa com uma audição normal ouviu um único aviso.
A polícia disparou cerca de 4 a 6 petardos pela manifestação e carregou. Como estávamos todos bem afastados, os CIDADÃOS PACÍFICOS não fugiram. Mas quando vi um pai a fugir com o filho no colo e a levar bastonadas percebi que quem estava atrás das viseiras já não eram pessoas.
Fugimos, mas por mais rápidos que tentássemos ser, eram pessoas a mais para conseguirem ser mais rápidas que a polícia. Felizmente não recebi carga, infelizmente porque atrás de mim tinha um escudo humano a tentar fugir. Ao meu lado, um senhor tentava fugir com a mulher de cerca de 50 anos, que chorava com a cara cheia de sangue. Não, esta senhora não levou com pedras dos manifestantes. Esta senhora estava cá atrás. Esta senhora levou com um cassetete.
Fugimos para uma rua afastada, onde pensávamos estar todos seguros e mostrar à polícia que não queríamos estar na confusão, nós os CIDADÃOS PACÍFICOS. Nada nos valeu, pois a polícia perseguiu as pessoas pelas várias ruas em redor da Assembleia, carregando em todos. O que me safou foi uma porta aberta de um prédio, onde me refugiei com mais 8 CIDADÃOS, incluindo jornalistas da Lusa. O que lá fora se passava era incrível. Uma senhora de idade que chegava a casa tentava entrar no seu prédio mas a polícia gritava-lhe para que descesse a rua.
Só mais de 30 minutos depois conseguimos sair e o que mais me impressionou foi a quantidade de sangue que havia pelos passeios, bem longe da Assembleia.
NÃO ACREDITEM EM MENTIRAS. ERA POSSÍVEL NÃO TER PERSEGUIDOS CIDADÃOS PACÍFICOS QUE FUGIAM POR RUAS AFASTADAS MAIS DE 200 METROS DA ASSEMBLEIA.
Mesmo quando estava “barricado” no prédio, mesmo com a porta fechada tive, pela primeira vez, muito medo da polícia.
O que sinto agora não é nem raiva, nem revolta. É um vergonha enorme e uma imensa e profunda TRISTEZA.
É assim que se tira a vontade ao povo civilizado de se manifestar. Tira-se-lhe a esperança.
4.
Uso de força desproporcionado e violência policial.
No dia 14 de Novembro cerca das 18.30, na Avenida D, Carlos I junto ao parlamento, estava uma Srª provavelmente de mais 75 anos a sangrar sentada no chão, dirigi-me a PSP de intervenção
e pedi para chamarem INEM, e a resposta foi bastonadas na minha cabeça, ameaça com arma de fogo e ataque com um pastor alemão.
Na foto em anexo: a senhora idosa a sangrar do nariz e da boca foi a que eu vi com o nariz partido, pelO que pedi ao Policia mais próximo que chamasse o INEM e fui agredido pelo mesmo e por colegas dele. O cão pastor alemão da foto foi o que um policia me atiçou e ia me mordendo a mão tendo furado o meu casaco com os dentes.
5.
No dia da greve geral, a polícia resolveu trabalhar!!
A senhora da fotografia já tem nome, chama-se Cecília Silveira e é uma desempregada de longa duração.
Sérgio Medeiros, um amigo de Cecília, escreveu:
"Cecília Silveira, estava comigo, fugimos juntos, deixei de a ver, foi brutalmente espancada...
Desempregada de longa duração, sem direito a qualquer apoio da Segurança social, vive da caridade de amigos....
Digo-o aqui porque ela não esconde de ninguém, passa fome, nem rendimento de inserção recebe, não tem qualquer apoio a não ser dos amigos, muitas vezes de pessoas
que têm muito pouco, mas que ainda conseguem dividir uma sopa, um pão, um abraço...."
Passamos a divulgar a iniciativa seguinte do Colectivo Habita...
Convite 13h, domingo, 16 de Dezembro Bairro de Sta. Filomena
Almoço de Natal em solidariedade
com as pessoas desalojadas
ou em risco de o serem
O Colectivo Habita, a Comissão de Moradores de Santa Filomena e a Obra Católica Portuguesa das Migrações convidam-no/a a estar presente num almoço de Natal com moradores e moradoras que foram desalojados/as das suas casas, ou que estejam em vias de o ser.
Este almoço pretende ser um acto de solidariedade e uma chamada de atenção para o crescente problema de acesso à habitação em Portugal que, conjugado com a crise económica e social que o país vive, torna eminente uma catástrofe social.
Em pleno Inverno e no período de Natal, é um apelo à solidariedade, recusando processos de despejo em que não estejam devidamente asseguradas alternativas dignas ou meios de subsistência suficientes, e defendendo a garantia de alternativas que preservem a dignidade e a integridade humana.
Durante o convívio serão organizadas actividades para crianças e um pequeno debate/conversa sobre o direito à habitação. Haverá também música acústica cabo-verdeana.
Faz hoje 31 anos que Mumia deu entrada nos cárceres americanos acusado de ter um morto um polícia, acusação que nunca foi provada, havendo pistas que levam aos autores mas que a pseudo justiça americana nunca tratou de indagar .
Mumia durante esta três décadas esteve no corredor da morte, só em 2011 foi devolvido à população prisional , onde permanece em prisão perpétua .
A luta pela sua libertação continua presente neste mundo de injustiça e racista .
“Precisamos de muita gente para fazer a revolução… e de muitos para preservá-la”
“Estou totalmente de acordo com a idéia de nos organizarmos à margem dos partidos políticos e da classe política. De fato, essa pode ser a única maneira de manter aos movimentos sociais frescos e livres das armadilhas da corrupção”
ENTREVISTA
Durante um ano tentamos uma entrevista com Mumia, um dos presos políticos mais conhecidos do mundo. Enviamos cartas e pedidos através de todos os contatos possíveis que tivemos à mão, entre eles os membros do coletivo Amigos de Mumia México, os quais se ofereceram amavelmente para nos apoiar com uma gestão que tinha como destino o corredor da morte da prisão de Waynesburg, Pensilvania, onde Mumia permanece preso há 29 anos. Até que, certo dia, deslizou por baixo da porta um envelope com o nome de M. A. Jamal como remetente.
Chegava a nós a primeira entrevista que concede a um meio mexicano o ativista da causa afroamericana nos Estados Unidos, ex-membro do Black Panthers Party, o Partido dos Panteras Negras.
Na carta de duas páginas escrita a máquina, Mumia fala da necessidade de organização social, dos partidos políticos “servos do capital”, da pertinência dos movimentos autônomos e a transcendência das reivindicações do EZLN, do movimento afroamericano nos Estados Unidos, dos Panteras Negras na atualidade, as contradições entre o discurso e a prática do governo dos Estados Unidos, do pensamento de Frantz Fanon e das expectativas que despertou Obama com sua chegada à presidência, em um país em que “os negros ocupam postos, mas têm pouco poder”.
“A luta segue”, conclui Mumia, na entrevista que se apresenta a seguir, no formato escolhido por ele.
***
Olá! Tentarei responder a algumas de suas perguntas no seguinte formato. Vamos lá!
Organizando-nos
Não há uma única maneira de fazê-lo, tampouco um só tipo de evento que impulsione essas coisas. Porque as pessoas são complexas e, claro, as condições mudam. Segundo o grande C.L.R. James (escritor e ativista social trinitário-tobagense), a organização começa quando duas pessoas concordam em trabalhar juntas.
Mao [Tse-Tung] disse que “uma só faísca pode incendiar toda a campina”, e esse certamente parece ser o caso quando você observa o que aconteceu no Egito e na Tunísia nas últimas semanas [N.T.: a entrevista foi respondida no início de fevereiro]. Mas também é verdade que a organização esteve se processando por um bom tempo (especialmente no Egito), e parece que muitas pessoas simplesmente chegaram a um ponto-limite.
Os partidos políticos
Muitos, de fato a maioria dos partidos políticos, especialmente nas metrópoles, se tornaram descarados servos do capital. Por isso, competem entre si a serviço da riqueza sem sequer fingir que representam o povo. Como disse acertadamente o historiados francês Toqueville: “O cidadão americano não conhece uma profissão mais alta que a política – porque é a mais lucrativa”. Ele escreveu isso há 150 anos! Os partidos são, na verdade, um obstáculo às necessidades e interesses do povo. Isso fica especialmente claro no chamado mundo desenvolvido, onde vemos que os políticos prometem uma coisa para serem eleitos, mas, uma vez que ocupam o cargo, rompem todas as suas promessas.
Autonomia
Se entendo bem (é que há poucos movimentos autônomos nos Estados Unidos), estamos falando de movimentos que são “autônomos” em relação aos partidos políticos. Nesse caso, estou totalmente a favor. Além de serem mecanismos para acumular fortunas pessoais, os partidos políticos são máquinas feitas para dar ao povo a ilusão da democracia.
As propostas do EZLN
Estou totalmente de acordo [com a idéia de nos organizarmos à margem dos partidos políticos e da classe política]. De fato, essa pode ser a única maneira de manter aos movimentos sociais frescos e livres das armadilhas da corrupção, tão comuns na vida política em todo o mundo. Durante vários anos, tenho estado conversando sobre isso com um amigo meu, mais velho, que também é um estudioso do EZLN. Creio que devemos explorar, experimentar e, se parece possível, utilizar essa maneira de nos organizarmos.
Os africano-americanos
Para ser sincero, a situação é alarmante. Para milhões de crianças, nos guetos das cidades dos Estados Unidos, o índice de abandono dos estudos é de 50%. Em algumas cidades, como Baltimore, me dizem que chega a 75%. E, em muitos casos, os que chegam ao fim do ensino médio não conseguem entrar na universidade porque receberam uma educação fraca. Estamos falando de crianças! E, enquanto o índice oficial de desemprego, em nível nacional, está ao redor de 7%, para a América negra, é de quase 35% e, para os jovens, mais de 60%. Além disso, os jovens negros estão sujeitos a uma violência policial aberta, brutal e mortal, e é raro que um policial seja castigado por esse tipo de ação.
A eleição de Obama tem despertado e enfurecido as forças direitistas e racistas, muitas das quais se encontram no movimento Tea Party. Há políticos que tecem elogios à Guerra Civil (1860-1865), do ponto de vista sulista. Faz uns dias, o governador do Mississipi estava disposto a honrar com uma placa de automóveis um dos fundadores da Ku Klux Klan, o general Nathan Bedford Forrest, que foi responsável pela tortura e assassinato de centenas de soldados negros em lugar chamado Forte Pillow.
Partido Panteras Negras
Há bastante interesse sobre o BPP entre os jovens negros, mas poucos conhecem os detalhes históricos. Isso porque eles são ensinados por professores e por uma mídia que enfatizam o triunfo do movimento de Direitos Civis, que tornou possível a eleição de políticos negros. O movimento nacionalista negro está em declínio.
O que o movimento de Direitos Civis conseguiu foi a separação dos negros da classe trabalhadora dos negros burgueses, resultando na separação dos negros prósperos de seus primos pobres nas áreas centrais e degradadas das cidades. Isso se reflete em praticamente todos os níveis entre os negros americanos. E isso explica como ( e por que) as escolas para milhões de crianças negras e latinas podem ser tão pobres, em tantas comunidades.
EUA: negros e indígenas
As diferenças são reais porque raramente os espaços vitais são compartilhados (a maioria das comunidades indígenas está em áreas rurais ou no Oeste, enquanto a maioria dos negros vive em áreas urbanas). Dito isto, certamente há uma interação ideológica entre os dois grupos, e o Movimento Indio Americano (AIM) foi com certeza influenciado pelos Panteras Negras e o Movimento Black Power. As lutas pela independência e a liberdade dos negros e dos indígenas se reforçaram e se influenciaram mutuamente.
Migrantes
Como o capitalismo enfrenta uma crise, ele obriga o povo a pensar de maneira menos holística e mais egoísta. Esse impulso, alimentado pelo medo (e propagado pela mídia corporativa), reforça o sentimento de separação entre as pessoas e dissipa a comunalidade, o senso de comunidade e a própria coesão social. A menos que os ativistas sejam capazes de construir um sentimento de solidariedade entre os povos, esses impulsos levarão a verdadeiros desastres sociais e históricos.
EZLN e Panteras Negras
Creio que o fator que une as duas formações é sua insistência em que TODAS as pessoas, de todas as condições sociais, podem jogar um papel importante nos movimentos sociais pela mudança. Muitos dos movimentos nacionalistas negros dos anos 60 eram bastante críticos em relação aos Panteras Negras por trabalharmos com gente branca (também se trabalhava com ativistas chicanos, portorriquenhos, japoneses e chineses). A convocação zapatista sempre foi ao mundo inteiro, às pessoas de qualquer cor, gênero, classe etc. Creio que esse fator inclusivo é, no fundo, seu aspecto mais humanista e que atrai os setores mais amplos da família humana. Porque é preciso muita gente para fazer a revolução, e muita gente para preservá-la.
EUA: contradições entre discurso e prática
Me parece muito atinada sua leitura das contradições nos EUA, que se projetam como avatar dos direitos humanos quando são a nação mais repleta de prisões no mundo. A contradição é crua e irrefutável. Temos muitas coisas neste país, mas a democracia certamente não é uma delas. Temos formas democráticas, mas não temos verdadeiras normas democráticas. Quando milhões de ciadadãos saíram às ruas na primavera de 2002 pedindo que o país não fosse à guerra, a “democracia” ignorou o povo, e o resultado foi um desastre social, humanitário, ecológico, arqueológico e militar. George Bush descreveu esses milhões de pessoas nas ruas como um “grupo de pressão” – que ele prontamente ignorou. Como pode ser que este país, que fala com tanta doçura de liberdade, tenha mais presos políticos que qualquer outra nação do mundo, a maioria sendo negros? Os EUA têm cerca de 5% da população do mundo, mas 25% dos seus presos. Que mais dizer sobre direitos humanos?
Franz Fanon e Obama
Os africano-americanos não tomaram o poder quando elegeram Obbama, ainda que eu possa entender por que alguns pensam que eles o fizeram. Isso porque o que se fez foi um certo tipo de história. Pela primeira vez uma pessoa negra foi eleita presidente (interessante, isso ocorreu quase um século e meio depois que um homem negro foi eleito presidente do México [N.T.: Mumia provavelmente se refere a Benito Juárez, que era indígena de origem zapoteca]). Mas, como Fanon nos ensinou, no contexto do continente africano, o colonialismo foi sucedido pelo neocolonialismo. Os negros ocupam os cargos, mas, na realidade, têm pouco poder. Eles estão em dívida com os mesmos interesses que controlam os políticos brancos. De fato, a triste realidade é que os negros têm menos poder que antes, porque os políticos negros são menos capazes de tratar dos assuntos relevantes para a população negra, por medo de serem tachados de “racistas” pela mídia corporativa. Lembremos o exemplo de quando Obama chamou de “estúpido” o policial que perseguiu e prendeu seu amigo e antigo professor universitário Henry Louis Gates.
A mídia enlouqueceu. O incidente também demonstrou que alguém da elite negra (e, se um professor de Harvard não é da elite, ninguém é), o professor Gates, foi tratado como um negro pobre do bairro – detido em casa, humilhado e preso por atrever-se a falar com dignidade com um policial branco. A mídia obrigou Obama a calar-se.
Eu
Como diziam os moçambiquenhos, “a luta continua”. Temos que construir, ampliar, aprofundar e fortalecer nossa luta onde quer que seja, porque, como dizia Frederick Douglas, “sem luta, não há progresso”. Pode não ser fácil, mas é necessário.
O exército israelita multiplica as violações do cessar-fogo que pôs termo, há dez dias, ao seu ataque sanguinário mas infrutuoso contra a Faixa de Gaza e os seus habitantes.
Celebrado sob os auspícios do Egipto, o cessar-fogo entre o governo palestiniano de Gaza, dirigido pelo Hamas, e o governo israelita prevê duas medidas, modestas, de aligeiramento do bloqueio desumano imposto por Israel ao território desde 2006.
Primeiro, Israel comprometeu-se a alargar o perímetro de saída autorizado aos pescadores palestinianos no Mediterrâneo: estes deveriam poder pescar até 6 milhas náuticas (10 km) da costa, em vez das 3 milhas actuais. Mesmo estendida a 6 milhas, a zona imposta pelo exército israelita é totalmente ilegal, mas permite aos palestinianos trazerem um pouco mais de peixe.
Vendo as suas novas provocações, até parece que Israel prepara um novo ataque de envergadura. A marinha de guerra israelita proíbe a ultrapassagem da linha das 3 milhas: segundo o relato da militante espanhola Maria del Mar Fernandez*, presente em Gaza, desde sexta-feira, Israel deteve 31 pescadores de Gaza, destruiu um dos seus barcos, roubou outro e destruiu os motores de quatro embarcações suplementares.
Resultado: os pescadores foram obrigados a suspender as saídas para o mar desde sábado, temendo ataques, tanto mais que a marinha israelita actualmente atira com balas reais e sem aviso, tendo deixado de utilizar os seus canhões de água.
Mentira e brutalidade no mar, a mesma coisa em terra: o cessar-fogo prevê também que a zona interdita da faixa de Gaza, junto à cerca electrificada que fecha o território, seja ligeiramente reduzida. O alargamento da faixa de terra adicional na qual os palestinianos poderiam cultivar as suas terras é minúsculo: 300 metros apenas, mas quando se conhece a exiguidade do território onde estão concentrados 1 milhão e meio de habitantes, cada metro quadrado cultivável conta.
Mas também aqui, Israel viola os seus compromissos: camponeses que queriam cultivar os seus campos nas zonas de Beit Lahya e Khan Younes foram alvejados e tiveram de renunciar, relata Maria Fernandez.
*Maria Del Mar Fernandez faz parte dos membros do Conselho de Gaza Livre. Ela tem a intenção de ficar em Gaza até ao final do ano, de onde nos enviará relatórios das suas observações, e poderá ser contactada (em inglês ou em espanhol) neste número: 00 972 (0) 595 157
« Gaza, segunda-feira 3 de Dezembro 2012 :
Nestes quatro últimos dias, os israelitas detiveram 31 marinheiros-pescadores, destruíram um barco de pesca, confiscaram um outro por 3 anos, dizem eles, e destruíram e sabotaram 4 motores de outros barcos de pesca.
Os israelitas pretendem terem deixado de alvejar os marinheiros-pescadores com canhões de água. A realidade é que os têm alvejado com balas reais. A maioria dos pescadores, os da “União de Pescadores” e os de uma outra associação de pescadores profissionais, decidiram anteontem não voltar para o mar: eles não aceitam que tantos marinheiros-pescadores sejam detidos pela marinha de guerra israelita e que tantos dos seus barcos de pesca sejam sabotados e destruídos no mar.
Um dos seus amigos pescadores está ainda detido pela marinha israelita. Tomaram também a decisão de esperar dez dias: o tempo de as negociações em curso no Cairo e relativas às modalidades do cessar-fogo serem estabelecidas, nomeadamente essa cláusula de aumentar de 3 para 6 milhas a fronteira marítima que o bloqueio israelita lhes impõe. Actualmente eles não estão certos de que a barreira marítima seja alterada para as 6 milhas esperadas.
Quarta-feira 5 de Dezembro, os marinheiros-pescadores e os activistas internacionais presentes manifestaram o seu repúdio pelas medidas israelitas no porto de Gaza. Fomos convidados a trazer as bandeiras dos nossos países para evidenciar o nosso apoio internacional aos palestinianos e tentar evitar mais violências israelitas.
Ontem, alguns pescadores ousaram sair para o mar, para a pesca, dizendo que preferiam a morte a parar o seu trabalho que lhes permite alimentar as famílias.
Quanto aos agricultores e os que vivem da terra, juntaram-se na zona de Beit Lahya onde fomos visitar uma das famílias. Ainda ontem, tropas israelitas atiraram sobre esses trabalhadores agrícolas e sobre os apoiantes internacionais que os acompanhavam, na zona-tampão de Khan Younis.
É por essa razão que Rosa, um italiano do grupo de apoiantes, nos pediu para ir apoiá-los. Mas, de manhã cedo, ele voltou a telefonar-nos para dizer que os tiros eram de balas reais, que eles se encontravam debaixo de fogo e que não poderiam evidentemente chegar às suas terras e culturas, mesmo acompanhados dos internacionais. Assim, alguns de nós fomos mesmo assim ter com eles, mas apenas para entrevistar esses camponeses impedidos de trabalhar nas suas terras.
O relatório que deveríamos todos dirigir aos deputados europeus e ao mundo é o de que Israel destrói, sabota de forma perigosa o cessar-fogo. Não é possível que pessoas de Gaza possam contentar-se com esta situação na qual lhes são negados os direitos mais elementares: a vida e a segurança de cada um e de todos.
Duas pessoas já foram mortas desde o « cessar-fogo »,uma no sul e uma no norte da faixa de Gaza, sob o fogo do último ataque israelita”.
Justiça procura-se, mais um julgamento, mais situações repetidas em casos passados, quem foi julgado foi a vítima a sua família e comunidade ... foi o ocorrido em mais um julgamento de um agente da PSP que disparou sobre um jovem negro, trazendo á evidência de que a justiça está ausente . Como dizia um amigo há bocado, "os animais têm mais direitos neste país do que os cidadão negros com o agravante de serem jovens e pobres, esta é a realidade que rejeitamos e condenamos .
Justiça para Kuku !
Agente da PSP absolvido de homicídio
negligente
por Lusa, publicado por E.B.Ontem
O agente da PSP que estava acusado de ter
morto Elson Sanches, conhecido por "Kuku", de 14 anos, na Amadora, após uma
perseguição policial, foi absolvido esta quarta-feira do crime de homicidio
negligente grosseiro.
O agente, de 37 anos, vinha acusado de um crime de homicídio negligente
grosseiro, na forma consumada, com uma moldura penal até cinco anos de prisão,
razão pela qual está a ser julgado em tribunal singular e não coletivo.
Nas alegações finais, a magistrada do Ministério Público (MP) e o advogado da
família da vítima, João Pedroso, pediram a condenação do agente da PSP, enquanto
João Nabais, pela defesa, reclamou a absolvição do seu cliente.
De acordo com a acusação do MP, a 04 de janeiro de 2009 o arguido e mais dois
polícias encontravam-se à civil a efetuar uma patrulha na zona da Amadora, com
um veículo descaracterizado.
Cerca das 20.50, do interior do Bairro de Santa Filomena saiu um automóvel
com quatro homens, conduzido pela vítima e que os agentes confirmaram ser
furtado. Ao aperceber-se da presença dos polícias, o jovem parou o carro, largou
um dos ocupantes e seguiu em direção a um beco sem saída.
Depois de o carro parar, os três ocupantes puseram-se em fuga, tendo Elson
Sanches sido intercetado pelo arguido. Depois de se envolverem numa agressão,
ambos acabariam por cair numa vala, em cima de uma plataforma de cimento, onde a
vítima continuou a tentar fugir.
Segundo o MP, quando o jovem tentava subir a vala, o arguido ouviu um barulho
semelhante ao do manuseamento de uma corrediça de uma arma de fogo e, de
imediato, tirou do coldre a sua arma de serviço, de calibre nove milímetros.
Quando a vítima já se encontrava na parte superior da vala, virou-se para
trás, em direção ao arguido, com um objeto metálico e brilhante na mão que o
agente da PSP, associando ao barulho ouvido, pensou ser de uma arma. Por isso,
disparou a uma distância não superior a meio metro, atingindo o jovem na cabeça.
Texto do conhecido Roger Waters, dos Pink Floyd, sobre as
relações israelo-palestinianas.
Roger Waters na Palestina Em 1980, uma
canção que escrevi, Another Brick in the
Wall (Part 2), foi proibida pelo governo da África do Sul porque
estava sendo usada por crianças negras sul-africanas para reivindicar o seu
direito a uma educação igualitária. Esse governo de apartheid impôs um bloqueio cultural, por assim dizer, sobre
algumas canções, incluindo a minha.
Vinte e cinco anos mais tarde, em 2005, crianças palestinas que participavam
num festival na Cisjordânia usaram a canção para protestar contra o muro do
apartheid israelita. Elas cantavam: "Não precisamos da ocupação! Não
precisamos do muro racista!" Nessa altura, eu não tinha ainda visto com os
meus olhos aquilo sobre o que elas cantavam.
Um ano mais tarde, em 2006, fui contratado para actuar em Telavive.
Palestinos do movimento de boicote académico e cultural a Israel exortaram-me a
reconsiderar. Eu já tinha me manifestado contra o muro, mas não tinha a certeza
de que um boicote cultural fosse a via certa. Os defensores palestinos de um
boicote pediram-me que visitasse o território palestino ocupado para ver o muro
com os meus olhos antes de tomar uma decisão. Eu concordei.
Sob a protecção das Nações Unidas, visitei Jerusalém e Belém. Nada podia ter-me
preparado para aquilo que vi nesse dia. O muro é um edifício revoltante. Ele é
policiado por jovens soldados israelitas que me trataram, observador casual de
um outro mundo, com uma agressão cheia de desprezo. Se foi assim comigo, um
estrangeiro, imaginem o que deve ser com os palestinos, com os sub-proletários,
com os portadores de autorizações. Soube então que a minha consciência não me
permitiria afastar-me desse muro, do destino dos palestinos que conheci,
pessoas cujas vidas são esmagadas diariamente de mil e uma maneiras pela
ocupação de Israel. Em solidariedade, e de alguma forma por impotência, escrevi
no muro, naquele dia: "Não precisamos do controle das ideias".
Tomando nesse momento consciência que a minha presença num palco de Telavive
iria legitimar involuntariamente a opressão que estava a testemunhar, cancelei
o concerto no estádio de futebol de Telavive e mudei-o para Neve Shalom, uma
comunidade agrícola dedicada a criar pintinhos e também, admiravelmente, à
cooperação entre pessoas de crenças diferentes, onde muçulmanos, cristãos e
judeus vivem e trabalham lado a lado em harmonia.
Contra todas as expectativas, ele tornou-se no maior evento musical da curta
história de Israel. 60.000 fãs lutaram contra engarrafamentos de trânsito para
assistir. Foi extraordinariamente comovente para mim e para a minha banda e, no
fim do concerto, fui levado a exortar os jovens que ali estavam agrupados a
exigirem ao seu governo que tentasse chegar à paz com os seus vizinhos e que
respeitasse os direitos civis dos palestinos que vivem em Israel.
Infelizmente, nos anos que se seguiram, o governo israelita não fez nenhuma
tentativa para implementar legislação que garanta aos árabes israelitas
direitos civis iguais aos que têm os judeus israelitas, e o muro cresceu,
inexoravelmente, anexando cada vez mais da faixa ocidental.
Aprendi nesse dia de 2006 em Belém alguma coisa do que significa viver sob
ocupação, encarcerado por trás de um muro. Significa que um agricultor
palestino tem de ver oliveiras centenárias ser arrancadas. Significa que um
estudante palestino não pode ir para a escola porque o checkpoint está fechado. Significa que uma
mulher pode dar à luz num carro, porque o soldado não a deixará passar até ao
hospital que está a dez minutos de estrada. Significa que um artista palestino
não pode viajar ao estrangeiro para exibir o seu trabalho ou para mostrar um
filme num festival internacional.
Para a população de Gaza, fechada numa prisão virtual por trás do muro do
bloqueio ilegal de Israel, significa outra série de injustiças. Significa que as
crianças vão para a cama com fome, muitas delas cronicamente mal nutridas.
Significa que pais e mães, impedidos de trabalhar numa economia dizimada, não
têm meios de sustentar as suas famílias. Significa que estudantes
universitários com bolsas para estudar no estrangeiro têm de ver uma
oportunidade escapar porque não são autorizados a viajar.
Na minha opinião, o controle repugnante e draconiano que Israel exerce sobre os
palestinos de Gaza cercados e os palestinos da Cisjordânia ocupada (incluindo
Jerusalém oriental), assim como a sua negação dos direitos dos refugiados de
regressar às suas casas em Israel, exige que as pessoas com sentido de justiça
em todo o mundo apoiem os palestinos na sua resistência civil, não violenta.
Onde os governos se recusam a atuar, as pessoas devem fazê-lo, com os meios
pacíficos que tiverem à sua disposição. Para alguns, isto significou juntar-se
à Marcha da Liberdade de Gaza; para outros, juntar-se à flotilha humanitária
que tentou levar até Gaza a muito necessitada ajuda humanitária.
Para mim, isso significa declarar a minha intenção de me manter solidário, não
só com o povo da Palestina, mas também com os muitos milhares de israelitas que
discordam das políticas racistas e coloniais dos seus governos, juntando-me à
campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, até que
este satisfaça três direitos humanos básicos exigidos na lei internacional.
1. Pondo fim à ocupação e à colonização de todas as terras árabes [ocupadas
desde 1967] e desmantelando o muro;
2. Reconhecendo os direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de
Israel em plena igualdade; e
3. Respeitando, protegendo e promovendo os direitos dos refugiados palestinos
de regressar às suas casas e propriedades como estipulado na resolução 194 da
ONU.
A minha convicção nasceu da ideia de que todas as pessoas merecem direitos
humanos básicos. A minha posição não é anti-semita. Isto não é um ataque ao
povo de Israel. Isto é, no entanto, um apelo aos meus colegas da indústria da
música e também a artistas de outras áreas para que se juntem ao boicote
cultural.
Os artistas tiveram razão de
recusar-se a actuar na estação de Sun City na África do Sul até que o apartheid caísse e que brancos e negros
gozassem dos mesmos direitos. E nós temos razão de recusar actuar em Israel até
que venha o dia - e esse dia virá seguramente - em que o muro da ocupação caia
e os palestinos vivam ao lado dos israelitas em paz, liberdade, justiça e
dignidade, que todos eles merecem.
ORLANDO, Fla.-Supporters of Oscar Lopez Rivera have kicked off a petition drive asking President Barack Obama to grant clemency to the Puerto Rican independentista, who has served more than 31 years in federal custody, making him the longest-held political prisoner in the island's history. Lopez will turn 70 on Jan. 6.
Supporters of Lopez, including his niece, spoke at an event organized by the Orlando chapter of the National Boricua Human Rights Network on Nov. 19 and held at the Asociacion Borinqueña in east Orlando. The NBHRN works for the decontamination of former U.S. Navy facilities on the island of Vieques, the release of all Puerto Rican political prisoners, and an end to political repression and criminalization of progressive forces in the Puerto Rican community.
"This is a humanitarian effort on behalf of those in the international community who would like to see Oscar free once and for all," said Zoraida Rios-Andio, vice chair of the Central Florida chapter of the National Congress for Puerto Rican Rights
"It's embarrassing for our country [for the president] to go speak about political prisoners [in other countries] and yet keep in prison someone who has contributed immensely to the Puerto Rican community, not only in Chicago but across the U.S., and who inspires all of us," said New York State Assemblyman Jose Rivera, a Democrat who represents parts of the Bronx.
So far, Lopez's supporters have collected almost 100,000 signatures. The deadline to sign the petition and send it to the NBHRN is Dec. 15.
*Lopez's supporters hope a delegation can meet with the Obama administration sometime in January to make the case for early release for someone whom many Puerto Ricans consider an inspirational figure for his struggle and sacrifice on behalf of independence for their homeland.
The petition to President Obama points out that "three U.S. presidents have exercised the constitutional power of pardon to commute the sentences of men and women in U.S. prisons for Puerto Rican independence: President Truman in 1952, President Carter in 1979, and President Clinton in 1999. We are mindful that all of Mr. Lopez' co-defendants have been released, and most of them live in Puerto Rico, where they are well respected, productive members of our civil society. ...
"We are always hopeful when we hear expressions by your administration that political prisoners in other countries should be released, as we eagerly await application of this policy to Oscar Lopez Rivera's case right here at home."
At his first federal parole hearing in 2011, Lopez was denied the right to call witnesses and to have legal observers and family members present, while the government called 11 witnesses who sought to implicate Lopez in acts in which he was not involved. His next parole hearing will not be until 2026, when he will be 83.
"On behalf of our family we really want to thank everybody that has shown solidarity in the release of our uncle, Oscar Lopez," said his niece, Lourdes Lugo Lopez.
"It's been 31 years of not having him for celebrations as well as to mourn," said Lugo, noting that many of Lopez's relatives, including his mother and sister, have died during his lengthy incarceration.
Lugo urged Lopez's supporters to contact the White House asking for clemency for Lopez. "Call the president and say, 'I heard about Oscar. Why is he in prison?'" she said.
Lopez's release enjoys wide support in Puerto Rico, not only from pro-independence forces, but from the Senate and House, the Bar Association, former governors, unions, religious denominations, and community activists, among other sectors. Lopez also has growing support among sectors of the Latino and Puerto Rican communities in the U.S.
Lopez, born in San Sebastian, P.R., moved to Chicago when he was a teenager. In the 1960s he was drafted into the U.S. Army and served in Vietnam, where he earned a Bronze Star. After he returned home, he became a community activist, working on issues of poverty, discrimination, education, and police brutality in Chicago's Puerto Rican neighborhoods.
According to the NBHRN, Lopez "was arrested in 1981, accused of being a member of a clandestine force seeking independence for Puerto Rico, and sentenced to 55 years for seditious conspiracy. He was not accused or convicted of causing harm or taking a life.
"In 1988, as the result of a government-made conspiracy to escape, he was given an additional 15 years."
"From 1986 to 1998, he was held in the most super maximum security prisons in the federal prison system," says the NBHRN, "in conditions not unlike those at Guantanamo under which 'enemy combatants,' are held, conditions which the International Red Cross, among other human rights organizations, have called tantamount to torture."
In prison Lopez has run educational programs for other inmates out of his cell and has become an accomplished artist. An exhibit of his drawings and paintings, Not Enough Space, was shown throughout the U.S., Puerto Rico and Mexico.
Other speakers at the event included the Rev. Roberto Morales, of St. John's Episcopal Church in Kissimmee, Fla.; Denise Diaz of Central Florida Jobs with Justice and the Central Florida Labor Council for Latin American Advancement (national and Central Florida LCLAA have both passed resolutions calling for Lopez's release); and Rico Picard, of community group Frente Unido 436.
Letters of support only (no money or printed materials) may be sent to Oscar Lopez Rivera:
A Assembleia Geral das Nações Unidas concedeu esta quinta-feira o estatuto de Estado observador à Palestina, numa importante vitória diplomática contra a posição de Estados Unidos e Israel.
Dos 188 membros da Assembleia Geral da ONU que votaram, 138 aprovaram o novo estatuto, 9 rejeitaram e 41 abstiveram-se .
Este novo estatuto internacional constitui uma grande vitória diplomática, mas expõe as autoridades palestinas a represálias econômicas por parte de Estados Unidos e Israel.
Imediatamente após a votação, os Estados Unidos alertaram que "a decisão equivocada e contraproducente cria mais obstáculos no caminho da paz".
Os critérios de liberdade e de soberania dos povos dos discipulos do Tio Sam estão patentes na intensão do seu voto e nas ameaças veladas ao povo mártir da Palestina.
Discutível ou não do impacto deste voto no futuro dos palestinianos, há uma certeza, foi mais um passo pela liberdade, no imenso caminho a percorrer contra os obstáculos erguidos pela hipócrisia do mundo ocidental alinhado com o estado terrorista de Israel .