Foto de Sandra Bernardo
Todos deveríamos ter direito a quatro paredes e a um tecto, sem ter medo que o dia de amanhã acabe na rua.ANA SANTOS/ DIOGO DORIA
|
|
"Alunos finalistas de Design
de Comunicação da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa concluiram
ontem a colagem de fotos de rostos de moradores/as do Bairro de Santa Filomena
nas casas que a Câmara Municipal de Amadora (CMA) pretende demolir.
Lembramos que os/as moradores/as estão a ser
ameaçados de desalojamento sem que sejam apresentadas soluções alternativas.
Como denunciou o Colectivo Habita, nos dias 26 e 27 de Julho, a CMA desalojou
vários/as moradores/as e as suas casas foram demolidas. Embora não se tenham
realizado desalojamentos no mês de Agosto, é com apreensão que encaramos a
possibilidade de serem retomados os despejos. Consideramos urgente a suspensão
das demolições, a realização de um levantamento sobre a situação dos/as
moradores/as, e a avaliação, participada, de soluções alternativas e socialmente
justas. Consideramos também fundamental que a CMA providencie urgentemente
soluções para as pessoas que já foram desalojadas e que se encontram em situação
extremamente precária. Alertamos ainda que, dada a proximidade do início do ano
escolar, a situação precária vivida no bairro coloca em perigo a integração
educativa das crianças desalojadas, e as que estão em risco de
desalojamento."
MANIFESTAÇÃO Praça José Fontana ás 17 horas
É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo. É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva. É preciso convocar de novo as vozes, os braços e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro. É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos.
O saque (empréstimo, ajuda, regaste, nomes que lhe vão dando consoante a mentira que nos querem contar) chegou e com ele a aplicação de medidas políticas devastadoras que implicam o aumento exponencial do desemprego, da precariedade, da pobreza e das desigualdades sociais, a venda da maioria dos activos do Estado, os cortes compulsivos na segurança social, na educação, na saúde (que se pretende privatizar acabando com o SNS), na cultura e em todos os serviços públicos que servem as populações, para que todo o dinheiro seja canalizado para pagar e enriquecer quem especula sobre as dívidas soberanas. Depois de mais um ano de austeridade sob intervenção externa, as nossas perspectivas, as perspectivas da maioria das pessoas que vivem em Portugal, são cada vez piores.
A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia. Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte, desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade.
Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, países reféns da Troika e da especulação financeira, perdem a soberania e empobrecem, assim como todos os países a quem se impõe este regime de austeridade.
Contra a inevitabilidade desta morte imposta e anunciada é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário.
É necessário construir alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes.
Se nos querem vergar e forçar a aceitar o desemprego, a precariedade e a desigualdade como modo de vida, responderemos com a força da democracia, da liberdade, da mobilização e da luta. Queremos tomar nas nossas mãos as decisões do presente para construir um futuro.
Este é um apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos. Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias que concordem com as bases deste apelo para que se juntem na rua no dia 15 de Setembro.
Dividiram-nos para nos oprimir. Juntemo-nos para nos libertarmos!
Diana Andringa e Joana Lopes apresentaram hoje uma queixa-crime contra o cidadão norte-americano Jonathan Winer, pelos motivos apontados no texto que transcrevem.
Ex.mo Sr. Procurador Geral da República,
Diana Marina Dias Andringa (...) e Maria Joana de Menezes Lopes (...) vêm expor e requerer o que segue:
1- No passado dia 14 de Julho, o semanário “Expresso” publicou um artigo com o título “EUA querem foragido mesmo à força” que, tendo como motivo a decisão judicial de não extradição por Portugal de George Wright, dá conta do interesse e dos esforços desenvolvidos por algumas entidades e personalidades norte-americanas com vista a fazê-lo comparecer perante as autoridades judiciárias dos EUA.
2- Entre outras individualidades, o mencionado artigo cita, em discurso directo, Jonathan Winer, aí identificado como “ex-vice-secretário de Estado no tempo de Clinton”, como tendo dito que, se as autoridades portuguesas não revissem a sua posição de não entregar George Wright aos EUA, haveria a possibilidade de recurso a “uma operação como as que durante a era Bush foram chamadas «extraordinary renditions» (detenção extrajudicial em voos da CIA).”
Tendo afirmado a este propósito que: “Arrefeceria as relações com Portugal, mas, se tudo falhar, porque não? Já fizemos o mesmo noutros países aliados – México e Itália – e tudo voltou ao normal.”
3- O mesmo Jonathan Winer diz também que em caso de recusa portuguesa em proceder à entrega pretendida haveria que: “(…) estabelecer uma recompensa pela entrega de Wright às autoridades americanas”.
4- Mais adiante, e a perguntas do jornalista autor da entrevista, o já citado Jonathan Winer, afirma: “Se ele (George Wright) estivesse no Paquistão, com o seu passado e o seu comportamento, teria um dia destes um drone (avião não tripulado usado em assassínios seletivos de suspeitos de terrorismo) a voar sobre a sua cabeça.”
5- E perguntado sobre se as acções por si defendidas, com vista à entrega de George Wright aos EUA não violariam a lei portuguesa, diz: “Não quero saber da lei portuguesa para nada.”
6- Do exposto resulta que Jonatham Winer quis fazer as declarações públicas citadas para serem transmitidas à opinião pública portuguesa, com força de efectividade elocutória e severo propósito de cumprimento, tal e qual como na realidade o vieram a ser num dos semanários com maior tiragem em Portugal, mesmo conhecendo, mas tripudiando sobre o Tratado de Extradição Penal celebrado entre a República Portuguesa e os Estados Unidos da América, que é, perante si próprio, lei interna americana a que deve obediência.
7- As afirmações de Jonathan Winer, acima reproduzidas, instigam de forma notória e evidente à prática de diferentes crimes, como o de homicídio – artigo 131º do Código Penal – rapto – artigo 160º nº1 al. c) do Código Penal – de entrega ilícita de pessoa a entidade estrangeira – artigo 321º do Código Penal – e de coacção contra órgãos constitucionais – artigo 333ºdo Código Penal -.
8- Esta conduta de incitamento à prática de crimes é, em si mesma, punível pela lei portuguesa, nos termos do disposto no artigo 297º do Código Penal, tendo os tribunais portugueses jurisdição para o correspondente procedimento criminal, nos termos do disposto no artigo 7º do Código Penal.
Assim, as exponentes requerem a VªExª que seja instaurado o competente procedimento criminal contra o citado Jonathan Winer, pela prática de um crime de instigação pública à prática de crimes.
E. D.
Lisboa, 9 de Agosto de 2012
Diana Andringa
Maria Joana de Menezes Lopes
“Por uma vez, os negros servir-se-ão das palavras de que têm vontade de se servir, e não já somente das palavras que os brancos estão dispostos a ouvir.”
Kwame Ture (Stokely Carmichael), 1967.
No primeiro dia em que casas foram arrastadas por pás de bulldozers e os pertences dos moradores, cheios de pó, foram levados em carrinhas de caixa aberta para um depósito qualquer, como se de sucata se tratassem, vários moradores de Santa Filomena – acompanhados pela Plataforma Gueto, Colectivo Habita, SOS-racismo, entre outros – tentaram ser novamente recebidos pela Alta Comissária para a Imigração e Diálogo intercultural. Inicialmente, ela recusou-se.
Após alguma pressão à porta do ACIDI, a comissária disponibilizou-se a receber apenas os moradores num acto de desrespeito profundo pelos movimentos sociais. Esses Movimentos que são os únicos que estão presentes nas situações em que é o próprio funcionamento do Estado que está em causa e não há fotos para tirar com um alto representante qualquer e uns pretos de serviço ungidos líderes. Os Movimentos estiveram presentes para reclamar ao ACIDI a sua pretensa independência política e a defesa dos imigrantes. Aqueles imigrantes que não ganham medalhas nem marcam golos por Portugal, não cantam rap higienizado, não tocam instrumentos de música clássica, não fazem teatro, não falam bonito, não são bons exemplos de inclusão na sociedade portuguesa. Mas são imigrantes, ou já descendentes de imigrantes, negros. Portugueses negros. São a maioria! São aqueles que chegaram no que a literatura académica chama vagas de imigração, mas que não foi mais do que importação de mão-de-obra barata. Gente para vir construir, a baixo custo, a EXPO98, os estádios do Euro 2004, os túneis do metropolitano, as auto-estradas e os centros comerciais que Portugal vendeu ao mundo com fotos do Mourinho e da Mariza.
Não foi diferente da importação dos nove mil negros escravizados que, há quatro séculos, constituíam 10% da população de Lisboa, plantavam os campos nos arredores da cidade e faziam todo o tipo de tarefas desprestigiantes, face à escassez de mão-de-obra, apenas para serem depois escorraçados para Alcácer do Sal pelo Marquês de Pombal. Não foi diferente da importação dos que, já no século XX, foram levados de Cabo-Verde para São Tomé e Príncipe, através da figura dos Contratados, para as roças de cacau de Salazar, tendo como pagamento apenas um pouco de peixe seco e xerém, porrada e abandono.
A esmagadora maioria dos imigrantes portugueses – sim, portugueses – são estas pessoas que, após terem contribuído tanto para as contas, imagem, cultura e valores deste país, entrando pela porta dos fundos de Lisboa, são agora escorraçados para os Alcáceres do Sal dos nossos dias. São aqueles que, do fundo das senzalas de Portugal, são brutalmente agredidos e/ou assassinados pela polícia, sem que o ACIDI arranque uma única condenação. São aqueles negros e negras que, invisibilizados por
estatísticas sobre imigração onde a raça não é tida em conta, estarão, certamente, com mais de 50% da sua população desempregada – muito acima dos 15% da média nacional. São aqueles que ficaram fora do casting do programa Nós! Mas Nós quem?
No momento em que escrevemos estas palavras, a P.S.P. ocupa o bairro de Casal da Mira, com 200 paramilitares, tratando toda a população, maioritariamente negra e imigrante, como lixo. Para estes Nós, não há programa Nós.
Mas nós não somos apenas aqueles a quem o ACIDI aponta as spotligths, sempre com um guião escrito em jeito de relatório do sucesso das suas políticas. Aqueles a quem chama de líderes e coopta, arrancando das nossas comunidades uma importante parte do seu potencial e colocando-o ao serviço duma intervenção social que tresanda a supremacia branca.
A Alta Comissária insultou os movimentos sociais e aceitou receber apenas os moradores (talvez pensado que estes não têm consciência política ou são facilmente manipuláveis pelas palavras de ordem do fala - escreve editado pelo ACIDI), mas deparou-se com um morador, membro da Plataforma Gueto, que a confrontou com o seu silêncio perante todas as questões aqui expostas. E a resposta da Alta Comissária foi acusar os movimentos sociais de estarem a politizar a questão do Bairro de Santa
Filomena. Como se o direito à Habitação e à Propriedade, a pobreza e o racismo não fossem questões políticas! Sim, senhora Alta Comissária, nem todos os negros imigrantes estãonpresos às grilhetas dos seus subsídios e cargos. Há nego fujão também, e os negros da plantação são mais numerosos do que os da Casa Grande.
Fechamos como abrimos deixando-a com as palavras de Kwame Ture (Stokely Carmichael) em 1967:
“Tínhamos a obrigação pela política, visto que os negros americanos são gente sem propriedade num país onde a propriedade sobreleva tudo. Tínhamos a obrigação de procurar obter o poder, visto que não são nem a moralidade, nem o amor, nem a não-violência que fazem funcionar este país, mas sim o poder...”
Queremos Integridade, não Integração! E a Integridade está nas
nossas mãos. Agradecemos por ter deixado isso bem escuro neste processo.
Plataforma Gueto
"Nos dias 6 e 9 de Agosto decorrem 67 anos sobre o lançamento, pelos Estados Unidos da América de duas bombas atómicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
Dirigidos exclusivamente sobre populações civis estes bombardeamentos revestiram-se de uma tal violência e crueldade que faz com que, ainda hoje, perdure no memória dos povos como uma das maiores barbáries cometidas na guerra mais violenta a que a Humanidade foi sujeita.
Para além das 250 000 mortes provocadas no imediato ou nos dias subsequentes, deixou sequelas graves, como a proliferação de doenças cancerígenas e malformações genéticas nas gerações vindouras, devidas a exposição à radiação e a substâncias radioactivas.
O horror provocado por esta tragédia contribuiu para despertar consciências e mobilizar vontades para que esta não se viesse a repetir.
O Apelo de Estocolmo, lançado em 18 de Março de 1950, pelo Conselho Mundial da Paz, para além de ter recolhido mais de 600 milhões de assinaturas, transformou-se numa campanha de massas desenvolvida pela Forças da Paz à escala mundial sem precedentes contra as armas nucleares que contribuiu decisivamente para a aprovação do Tratado de Não Proliferação Nuclear – TNP – em 1968, a que aderiram, até hoje, mais 189 Estados. E, em 1996 foi aprovado o Tratado Geral da Proibição dos Ensaios Nucleares, cuja entrada em vigor todavia depende ainda da sua ratificação pelo Congresso dos Estados Unidos, ainda pendente passados 16 anos.
Se é um facto que jamais bombas atómicas foram usadas em conflitos bélicos, a realidade é que a proliferação deste tipo de armamento não foi evitada. Além dos cinco Estados nucleares, legalmente reconhecidos pelo TNP - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - também a India, o Paquistão e Israel são actualmente Estados nucleares,
de facto, fora do TNP. Dados de 2011 estimam em 20 530 o número total de ogivas nucleares existentes no mundo, a maioria delas incomensuravelmente mais potentes do que as que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.
O lançamento de duas bombas atómicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945, injustificado do ponto de vista militar uma vez que o Japão já tinha encetado o processo de capitulação face às Potências Aliadas na II Grande Guerra, a qual veio a ocorrer logo no dia seguinte ao massacre de Nagasaki, esse acto foi entendido como uma atemorizante manifestação de poderio militar por parte da potencia mundial então emergente - os Estados Unidos da América.
Como referem as conclusões da Assembleia Mundial da Paz realizada, recentemente no Nepal, a Humanidade está confrontada com uma escalada bélica sem precedentes desde a II Guerra Mundial.
Nos últimos anos assistimos à intervenção militar directa dos Estados Unidos e dos seus aliados na NATO em diversos países: Somália; Jugoslávia; Iraque; Afeganistão; Líbia e a uma intervenção, indirecta mas, não menos violenta, contra a Síria.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação, ao recordar os 67 anos passados sobre os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, presta homenagem às vítimas inocentes desses ataques iníquos, saúda o movimento da Paz Japonês, e apela aos defensores da PAZ em Portugal para, inspirados no exemplo dos subscritores do Apelo de Estocolmo há 50 anos atrás, reforçarmos os nossos esforços pela construção de um Mundo Livre de Armas Nucleares e liberto das recorrentes agressões do imperialismo."
Comunicado do CPPC com o qual concordamos, porque é preciso continuar a luta contra as guerras e as injustiças praticadas pelas potências imperialistas .
O Bairro do Casal da Mira foi alvo de nova rusga policial ontem dia 4, envolvendo tal como no passado dia 1 de Agosto um prande número de efectivos policiais e meios, pontuando a nova viatura blindada da polícia .
Segundo moradores foi introduzido no bairro um autêntico cenário de guerra, sob o pretexto de se tratar de uma "operação especial de prevenção criminal".
Pequeno video sobre a presença da polícia em Casal da Mira
Moradores dizem que Casal da Mira é um bairro calmo - País - Notícias - RTP
O Colectivo de Solidariedade Mumia Abu-Jamal não pode deixar de manifestar o seu repúdio por este tipo de acções policiais com pendor marcadamente repressivo e racista tendo como alvo as populações trabalhadoras dos bairros pobres. Estas acções supostamente para combater o crime, são sistemáticamente aplicadas aos desprotegidos e vêm na sequência de tantas outra injustiças, caso das recentes demolições no Bairro de Santa Filomena a mando da Câmara da Amadora.
O crime está instalalado na socidade capitalista que nos rouba milhões todos os dias privando-nos dos direitos mais elementares como a saúde, a educação, a habitação , a liberdade... e o que se faz para o punir, nada, mascarando-se o dia a dia com uma pseudo justiça .
Estas acções nos bairros com aparatos da dimensão vistas nos média tem o condão de estigmatizar os bairros, criando um clima de tensão permanente, desviando as atensões das pessoas da realidade social reinante no país fruto da governação criminosa dos sucessivos governos, incluindo o presente governo PSD/CDS .
Aquando da manifestação da cimeira da NATO em Lisboa o ano passado a plataforma alertava para qual eram os verdadeiros objectivos da compra de carros blindados para a polícia.
A máquina repressiva no terreno que tanto custou ao erário público
No espaço de poucos dias mais dois cidadãos foram abatidos pelas forças policiais: há dias a comunicação social relatou o caso de uma pessoa que morreu em consequência de disparos de agentes da GNR, este fim de semana foi um agente da PSP que entrou em acção em Campolide abatendo um jovem de 18 anos a pretexto de que tinha participado num roubo por esticão.
Estas notícias tal como aparecem , desaparecem logo e o mal é de quem morre, porque a impunidade com que as forças policiais se passeiam é confragedor demonstrando que democracia há muito emigrou se é que alguma vez existiu.
Um cadáver perturbante...
Foi assim que um órgão de informação se referia a um ser humano abatido a tiro pela polícia na linha de caminho de ferro e Campolide, prova da desumanidade que paira na sociedade .
"Um corpo na estação de Campolide está a "perturbar" a circulação ferroviária
Um cadáver na estação de Campolide, em Lisboa, está a "perturbar" a circulação de comboios na linha de Sintra, um incidente sobre o qual a polícia ainda não avançou pormenores.
O cadáver está entre duas linhas de caminho de ferro, a pouca distância de um dos cais de passageiros, tendo o efetivo policial sido reforçado na Estação de Campolide.
A porta-voz da CP, Ana Portela, confirmou à agência Lusa que a circulação de comboios na linha de Sintra estava de manhã "perturbada" devido a um incidente em Campolide, que ocorreu pelas 08:00."

"A PSP fechou, esta quinta-feira de manhã, o acesso ao bairro
de Santa Filomena, na Amadora, para os trabalhadores da câmara avançarem com a
demolição de habitações, inserida no processo de desmantelamento do bairro
ilegal.
Até às 11.00 horas, uma retroescavadora demoliu duas habitações, tendo
dezenas de veículos pesados transportado os restos de obras e os bens dessas
residências para um depósito municipal.
Cerca de duas dezenas de polícias impediam o acesso de moradores ao local das
demolições. Alguns dos moradores do bairro encontravam-se naquele espaço, mas
não foram registados quaisquer desacatos.
A Câmara da Amadora anunciou que as demolições de barracas neste local vão
continuar até ao desmantelamento total do bairro, no âmbito do Programa Especial
de Realojamento (PER), e que as famílias não inscritas no PER vão ter de
encontrar "soluções alternativas" por si próprias.
Famílias sem teto e sem alternativas
De acordo com Rita Silva, do Coletivo pelo Direito à Habitação e à Cidade, a
Câmara da Amadora está a proceder à demolição de habitações que estão habitadas
sem dar qualquer alternativa aos moradores. "Estes moradores não têm
possibilidades financeiras para encontrar uma solução de habitação no mercado de
arrendamento", disse.
José Alcides Lopes, proprietário de uma das habitações demolidas, está
desempregado há um ano e meio e morava ali com os quatro filhos. Este morador
não estava inscrito no PER e viu as viaturas contratadas pela câmara levarem-lhe
todos os bens da casa para um depósito municipal, uma vez que não consegue
encontrar local para ficar hoje.
"A polícia não me deixou entrar em casa. Agora tenho que me desenrascar pois
não tenho possibilidade para alugar uma casa e vou tentar ficar em casa de algum
amigo", disse.
Fonte policial que se encontrava no bairro disse à agência Lusa que está
prevista a demolição de 18 casas, sendo que oito delas estão habitadas. Alguns
dos moradores disseram à Lusa temer que a demolição das suas casas seja feita
hoje.
Queixa na ONU
O Coletivo pelo Direito à Habitação e à Cidade entregou na semana passada uma
queixa às Nações Unidas contra os "abusos aos direitos humanos" por parte da
Câmara da Amadora no desmantelamento do bairro de Santa Filomena.
De acordo com o documento, a que a agência Lusa teve acesso, e
stão em risco
de ficar sem habitação 280 pessoas (83 famílias) das quais 104 são crianças.
Segundo o coletivo, a média dos rendimentos mensais destas famílias ronda entre
os 250 e os 300 euros.
Segundo a Câmara da Amadora, neste momento está em curso uma nova intervenção
neste bairro, que envolve 46 agregados familiares. Destes, 28 estão inscritos no
PER e estão a ser realojados em imóveis adquiridos pelo município no mercado
imobiliário.
De acordo com o município, dos restantes 18 que não estão inscritos no PER,
10 encontraram resposta no parque habitacional privado de arrendamento "aos
mesmos valores que suportavam no bairro", enquanto que as restantes 8
não "manifestaram qualquer disponibilidade para procurarem outras
alternativas habitacionais".
por Mumia Abu-Jamal
Em Chicago, há muito conhecida como a "Windy City", as pessoas estão testemunhando um vento muito forte que acompanham a presença da NATO na cidade.
Sem dúvida, os delegados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) irão balbuciar sobre o mundo de paz e segurança internacional, mas para ser honesto, isso é apenas vento.
Eles falam sobre paz, mas eles são uma arma de guerra ao serviço das nações imperialistas, uma arma contra o mundo árabe, África e Ásia - uma ferramenta ao serviço dos banqueiros do mundo.
A
NATO é uma relíquia da Guerra Fria e seu objetivo original era conter e restringir a antiga União Soviética. Mas agora, quando a União Soviética é somente uma memória, é um instrumento do Ocidente para interferir nas nações antigamente chamado Terceiro Mundo - como a Líbia.
Por causa de sua aversão ao que resta do socialismo árabe na Líbia, mais de 100.000 o número ataques aéreos lançados pela NATO contra o governo líbio nas dezenas de milhares de missões de combate. Milhares de líbios foram bombardeados e mortos numa acção para derrubar o governo de Muammar Gaddafi - visto durante décadas como um espinho no lado do Ocidente.
A NATO é uma ferramenta dos banqueiros, companhias petrolíferas e empresas financeiras sempre quis aproveitar os grandes recursos naturais da Líbia, como o petróleo e gaz. A r
etórica humanitária não é mais do que simplesmente a ganância colonialista, mesmo velho que levou a séculos de exploração e 'titerismo "tem sido sempre no fundo da sua intervenção militar no Oriente.
Por outro lado, os governos poucos têm sido mais repressor do que a da Arábia, onde, até à data! é um crime para uma mulher dirigir um carro, onde um número de sauditas estão sujeitos a tortura e brutalidade do governo no capricho dos governantes (e essa informação vem de relatos do mesmo Departamento de Estado). Mas o Estado Saudita é um aliado das empresas de petróleo e, portanto, intocável.
À direção dos Povos, eu digo: Digam "NÃO" à NATO!
Vamos além desta relíquia do passado distante e parar de apoiá-,como um proxima para as guerras de finanças corporativas!
Em 1966, a França retirou do comando militar da OTAN para reafirmar sua soberania e independência dos Estados Unidos. Então, sob o direitista presidente Nicolas Sarkozy, o país entrou de volta às aventuras da OTAN em África. Mas há alguns dias, as pessoas impuseram a 'Sarkozy' a eleição de um governo de esquerda.
É tempo de nós, o povo, vamos romper com a OTAN. . É uma coisa do passado. A Guerra Fria acabou.
Você não precisa de um instrumento perigoso ser muito grande tentação para qualquer político procurando usar a OTAN para seus crimes, em um esforço para ganhar votos. Sarkozy, um político astuto, tentou usar ataques aéreos da NATO contra a Líbia para reforçar suas credenciais nacionalistas em casa. A mesma tática trabalhou para George W. Bush duas vezes! Não funcionou para o ex-presidente Nicolas Sarkozy.
É hora de devolver o instrumento para a caixa de ferramenta e bloquear a caixa de sempre. Então digam "NÃO" à NATO!
Da mesma forma que a ONU foi usada pelo Conselho de Segurança apelou à organização para lançar uma guerra ilegal e injusta contra o Iraque por mais de uma década e causa estragos sangrenta e terrível no Afeganistão, a OTAN tem sido um instrumento de capital global.
Quantas dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças morreram no Iraque, Afeganistão, Líbia, Somália a partir do acesso de raiva gerada pelo ataque às torres gêmeas em 11 de setembro que? Mais de um milhão?
Um milhão de pessoas morreram por causa de uma mentira (armas de destruição em massa, terrorismo, etc.) Porque os Estados Unidos queriam aparecer "forte".
A triste verdade é que a ONU falhou a comunidade internacional. A ONU falhou os povos do mundo.
Como a ONU, a OTAN foi criada ideal para manter a paz e não para a guerra. Mas o que estamos testemunhando não é uma lei internacional, mas crime internacional. Estamos vendo as guerras que destroem nações inteiras em busca de fantasmas sob pretextos, as teorias, poder e mentiras.
É preciso levar este aspecto das relações internacionais para o caixote do lixo da história para sempre! Deixe-me ser claro na Cúpula dos Povos 2012, que a NATO não nos representa, não representa a grande maioria dos habitantes do planeta Terra. É um obstáculo à paz e um instrumento de guerra.Esquerda no passado.
Nós somos 99 por cento!
Então digam "NÃO" à NATO!
Da nação encarcerada, sou Mumia Abu-Jamal
Texto escrito 08 de maio de 2012
O áudio gravado por Noelle Hanrahan: www.prisonradio.org
"Amanhã terça-feira, pelas
15h, no ACIDI
Moradores/as
do Bairro de Santa Filomena reúnem com a Alta
Comissária para a Imigração e Diálogo
Intercultural
23 de Julho de
2012
Amanhã, pelas 15h,
os/as moradores/as do Bairro de Santa Filomena reúnem com a Alta
Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural com vista a expor sua situação, resultante da ameaça de
despejo em massa pela Câmara Municipal da Amadora, sem que alternativas viáveis
sejam apresentadas.
O bairro de Santa Filomena foi construído por centenas
de pessoas, maioritariamente famílias de trabalhadores/as
imigrantes
que ao longo de muitos anos trabalharam sobretudo na construção civil e nas
limpezas, com salários extremamente baixos e sem estabilidade. Actualmente estão
em situação ainda mais vulnerável, porque o trabalho escasseia e o desemprego
sobe rapidamente. Estamos a falar de um universo de cerca de 285 pessoas, em
84 famílias, das quais 105 são crianças até aos 18 anos (73 têm 12 ou menos
anos) várias nascidas em Portugal e escolarizadas. Das cerca de 285 pessoas,
80 pessoas estão desempregadas, 88 estão a estudar/são escolarizadas, 14 pessoas
sofrem de invalidez permanente, deficiência ou doença crónica. Metade destas
famílias vivem há mais de 10 anos no Bairro, e algumas delas vivem no bairro há
mais de duas ou três décadas.
O ACIDI tem como missão colaborar na concepção,
execução e avaliação das políticas públicas, transversais e sectorais,
relevantes para a integração doas/as imigrantes e minorias étnicas. Devido à
importância que a habitação representa, como
factor de inclusão e integração sociais, o ACIDI criou no Centro Nacional de
Apoio ao Imigrante (CNAI) de Lisboa um Gabinete de Apoio à Habitação.
Saliente-se que um estudo do Observatório da Imigração sobre habitação,
publicado em Dezembro de 2011 aponta, como medida de curto prazo (p. 204), a
necessidade e "terminar os processos de realojamento, quer os
que ainda respeitam a situações PER, quer os que respeitem a outros casos,
ampliando o actual espetro de respostas existentes, a fim de possibilitar a
integração de imigrantes chegados após 1993."
A Câmara da Amadora continua a ignorar um dos direitos mais elementares dos cidadãos, trata-se do direito à habitação, direito elementar consagrado na constituição da república, mas que o presidente da Câmara Joaquim Raposo em conjunto com o governo quer revogar em termos práticos expulsando as famílias das casas onde habitam presentemente sem alternativa que se vislumbre.
Esta situação de injustiça gritante tem originado um grande número de iniciativas sem que haja resultados para os moradores de santa Filomena.
Divulgamos aqui uma nota do colectivo habita :
"Habita - Colectivo pelo Direito à Habitação e à Cidade é um colectivo que
luta pela concretização destes direitos fundamentais, essenciais à vida humana,
inscritos na legislação nacional e internacional. Este colectivo pertence a
várias redes internacionais (Aliança Internacional dos Habitantes, No Vox) e
congrega activistas com experiência de trabalho de vários anos nesta área e que,
ao longo do tempo, desenvolveram um diálogo com organizações, assim como com
entidades governamentais em várias instâncias, batendo-se pela dignidade humana
e pelos direitos fundamentais.
É com grande preocupação que encaramos, em pleno século XXI, a situação do
Bairro de Santa Filomena, na Amadora. É um bairro degradado construído por
centenas de pessoas, maioritariamente famílias de trabalhadores/as imigrantes
que ao longo de muitos anos trabalharam sobretudo na construção civil e nas
limpezas, com salários extremamente baixos e sem estabilidade e que agora,
estando em situação ainda mais vulnerável, porque o trabalho escasseia e o
desemprego sobe rapidamente, se vêm também ameaçados de despejo em massa, por
parte da Câmara Municipal da Amadora, sem que alternativas viáveis sejam
apresentadas.
Consideramos que a Câmara Municipal da Amadora, não tendo capacidade de
resolver sozinha o problema, não pode ameaçar a vida das pessoas e a sua
segurança pessoal expulsando e destruindo o único tecto que estas têm. A Câmara
Municipal da Amadora, com a cumplicidade do Governo Português (através da
Segurança Social e das forças da polícia) está a desrespeitar de forma
grosseira legislação nacional e internacional ratificada por Portugal e à qual
está obrigado. Com efeito, não só os despejos programados violarão directamente
o direito à habitação, como também o direito a não ver-se submetido a trato
desumano e/ou degradante, o direito à vida privada, bem como vários direitos da
criança, direitos das mulheres e direitos das pessoas com deficiência..."
Entretato este colectivo avançou já com uma queixa a várias entidades internacionais. Assim como está a decorrer uma campanha de solidariedade e o apelo para que todas as pessoas e organizações participem
numa campanha de solidariedade as famílias que vivem no Bairro de Santa
Filomena:
"Apelamos também ao envio de carta ao Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Joaquim Raposo, e aos restantes partidos com representação na assembleia municipal, exigindo a suspensão do processo até que se encontrem alternativas adequadas. ..contactos: Presidente da Câmara Municipal da Amadora Joaquim Raposo:
gab.presidencia@cm-amadora.pt,
geral@cm-amadora.pt Aos restantes partidos políticos com assento na Assembleia Municipal:
geral.am@cm-amadora.pt
"
"A Campanha Sede de Justiça pede apoiantes em todo o mundo para subscrever ao seu desafio de Verão, que consiste em viver com 24 litros de água durante 24 horas, uma realidade de muitos palestinianos na Cisjordânia hoje em dia, particularmente durante o Verão, quando a Mekorot, a empresa nacional de água israelita, reduz o abastecimento de água. Esta quantidade de água deve ser suficiente para beber, cozinhar, lavar roupa e higiene.
Siga três passos simples:
Subscreva-nos em [info@thirstingforjustice.org] enviaremos um conjunto de recursos que o ajudarão a informar aqueles que o rodeiam acerca deste desafio;
-
Conte-nos as suas experiências com este desafio. Seja criativo! Escreva-nos um breve artigo, tire uma fotografia ou envie-nos um video-blog;
-
Desenvolva acções que apoiem os direitos palestinianos. Escreva ao seu primeiro-Ministro sobre as violações dos direitos palestinianos no que respeita aos assuntos da água e saneamento e partilhe um destes vídeos sobre a campanha Sede de Justiça no seu facebook ou twitter, distribua o cartão do Desafio do Verão, e os nossos folhetos à sua família e amigos.
As inscrições decorrerão entre 1 de Julho de 2012 e 15 de Setembro de 2012, pode inscrever-se em qualquer momento dentro deste período.
Razões que me levam a fazer parte deste desafio
Há água suficiente para todos no Território Palestiniano Ocupado, mas as leis discriminatórias existentes fazem com que muitos palestinianos fiquem apenas com uma gota.
Como Potência de Ocupação, o governo israelita é responsável, no âmbito do direito internacional humanitário, pelo bem-estar dos palestinianos, incluindo pela garantia de que eles tenham abastecimento de água adequado. Mesmo que controle todas as fontes de água doce na Cisjordânia, o governo Israelita tem negligenciado esta obrigação;
Algumas comunidades palestinianas vivem com pouco mais de 20 litros de água por pessoa, por dia. Isto é suficiente apenas para suas necessidades básicas;
Muitas vezes, as torneiras secam durante várias semanas, principalmente durante o Verão, em cidades palestinianas tais como Bethlehem (Belém). Os residentes são obrigados a comprar água mais cara a fornecedores privados;
As comunidades que dependem de caminhões-tanque para distribuição de água pagam até 4 vezes mais por cada litro do que aqueles que são fornecidos pela rede, o que aumenta a pressão dos gastos familiares;
Algumas comunidades dependem de cisternas de coleta de água da chuva, muitas das vezes pagas através de ajuda internacional. Em 2011, o exército israelita destruiu em média quase três cisternas por mês, e desde então a taxa destas demolições tem vindo a aumentar.
Por outro lado:
· Quase meio milhão de Israelitas vivem em colonatos ilegais localizados mesmo ao lado de comunidades palestinianas sem água. Têm acesso irrestrito à água, a jardins e relvados bem regados e a piscinas;
· Os colonos Israelitas que vivem em certos colonatos, tais como o colonato de RoI no Vale Jordão da Cisjordânia, usam 20 vezes mais água do que os palestinianos que estão mais privados de água. "
Está a decorrer na capital do Nepal, Katmandu, a Assembleia Mundial da Paz, que reúne organizações e movimentos de paz de diversos países e continentes.
Altamira, Brasil - Um grupo de 12 homens da tribo Xikrin cantam na sua língua nativa, enquanto marcham juntos, de braços entrelaçados, pisando a porcaria de tinto seco. Eles dizem que esta é a sua chamada de resistência da Amazônia.
Os Xikrin são constituídos por cerca de 150 indígenas de três tribos : Arara, Juruna, Parakanã , que estão ocupando um dos locais de trabalho no perimetro de obras da barragem Belo Monte no que se está tornando um impasse de alto risco. A ocupação, que está a decorrer pela segunda semana consecutiva originou a suspenção de uma parte da construção sobre o que será a terceira maior barragem hidroelétrica do mundo.
...
As tribos estão ocupando uma estrada, construída pelos construtores da barragem, que corta parte dos cursos de água do rio Xingu. A estrada bloqueia o fluxo natural das águas.
A ocupação do local começou por volta das 11 horas do dia 21 de junho ... Os indígenas chegaram ao local de trabalho em meia dúzia de pequenos barcos e anunciaram a ocupação do local.
Os trabalhadores da construção, vendo os homens da tribo, com os rostos pintados para o combate e armados com lanças, imediatamente fugiu para a segurança. "Os trabalhadores estavam com medo, de modo que imediatamente correu quando chegamos", disse Bepumuiti, da tribo Juruna. "Eles provavelmente pensavam que iam morrer."
Os homens da tribo confiscaram as chaves de três dezenas de camiões e máquinas pesadas que se encontavam no local .
Que pretendem os povos indígenas ?
No ano passado, uma série de condições foram acordadas com os povos indígenas para reduzir o impacto da construção da barragem nas suas comunidades. Algumas das condições incluíam a demarcação de terras indígenas, a construção de instalações de saúde e escolas, e meios de transporte para os povos tribais quando os rios secam.
Em troca deste acordo, os indígenas disseram que não iriam opor-se à construção da barragem.O problema segundo os indígenas , é que enquanto a construção da barragem ia para a frente, as promessas feitas pelo consórcio construção da barragem e pelo governo liderado Norte Energia - a empresa de energia supervisionar a barragem - ainda estavam por ser cumpridas.
Assim, as tribos decidiram invadir. Este foi um movimento histórico e significativo, pois a decisão foi tomada sem a ajuda ou o conhecimento de ONGs locais ou internacionais ou organismos de direitos do governo, que nas tribos do passado muitas vezes assistidos durante os movimentos de protesto.
"Nós não estaríamos aqui hoje, se os construtores eo governo teria feito o que nos prometeu", Bebtok, o mais velho da tribo Xikrin, disse à Al Jazeera. "Na minha comunidade, nada foi feito. Não há posto de saúde de qualidade, não há escola, não foi construída nenhuma estrada para nós. Minha estrada é o rio e que vai ser secou."
Desde outubro, as tribos mais atingidas pela construção da barragem têm recebido um orçamento de cerca de 15 mil dólares do governo, através do qual eles podem pedir o que quiserem, como a gasolina para os barcos, alimentos ou material de construção.
Porém, as tribos foram informados de que o dinheiro - "ajuda de emergência" chamado no jargão do governo - vai parar no final deste ano, enfurecendo os povos tribais no momento em que eles estão começando a sentir os impactos negativos da barragem, dizem eles.
Os povos indígenas estão agora começando a ver o impacto que a construção está a ter nas suas vidas. Surara, da tribo Parakanã, mostrou Al Jazeera como uma estrada construída no canteiro de obras através de um curso de água natural do rio Xingu já começou a secar um lado do rio.
"Ficamos sempre a navegar este rio, porque nós sabemos que este rio como a palma de nossas mãos", disse Surara. "E hoje, como você podem ver, é muito seco. Isso é triste para nós."Surara previu que, no atual ritmo de construção, em dois anos, a tribo já não será capaz de alcançar sua comunidade de barco por causa das alterações nos níveis de água. As tribos têm uma nova lista de exigências que eles querem ver cumpridas antes que eles dizem que vão acabar com sua ocupação.
Nos bastidores, a empresa está enfrentando uma tarefa difícil. Não só cada uma das quatro tribos envolvidas na ocupação tem seu próprio conjunto de demandas, mas também existem tantos como 35 diferentes sub-comunidades dentro das tribos que participam da ocupação, e cada um tem seus próprios interesses e pedidos que eles querem atendidas.
A pressão está feitas em várias frentes. A construção da barragem tem prazos rígidos para obter o funcionamento até final de 2014.
Além do protesto indígena, vários outros problemas de tensão em torno da barragem decorrem ao mesmo tempo.
Em Altamira, a cidade mais próxima do local da barragem, 11 pessoas - todos sem filiação estão com o protesto indígena - estão lutando apesar dos mandados de prisão sob a acusação de ajudarem a organizar um protesto anti-barragem no início de junho que os construtores de barragens dizem que levou à propriedade danos. Canais de TV locais foram ao ar vídeo de janelas quebradas e da queima de equipamento de escritório no canteiro de obras.
Os ativistas que enfrentam prisão possível negam todos eles estavam envolvidos, e dizer que eles organizaram os protestos foram pacíficos e legais. Eles incluem, entre outros, um padre católico, uma freira, alguns membros do Xingu Vivo para Sempre - uma ONG anti-barragem local - assim como um pescador local de destaque em um relatório da Al Jazeera em janeiro
A polícia tem uma investigação aberta, e ainda têm de anunciar formalmente se as acusações serão arquivadas. No entanto, mesmo a ameaça de prisão enviou um arrepio pela comunidade unida de locais anti-barragens ativistas.
Como isso vai acabar?
"Contanto que eles não fazem nada em nossas comunidades a respeito da infra-estrutura, não vamos sair da ocupação."
- Giliardi, Juruna tribo
Na quinta-feira, na cidade de Altamira, mais de 60 dos ocupantes indígenas se reuniram com uma delegação de alto nível de Brasília, que incluía o presidente da Norte Energia. O encontro durou quase quatro horas, e foi fechado para a imprensa. Os povos indígenas discutiram suas razões para acabar com o protesto, mas nenhum acordo foi alcançado. Norte Energia disse que eles precisavam tomar as solicitações de volta a Brasília para análise. Uma nova reunião foi marcada para 9 de julho. Enquanto isso, as tribos dizem que sua ocupação vai continuar. Também foi acordado por todos os lados que prosseguirão os trabalhos sobre as partes do perimetro de obras não sob o controle das tribos.
O indígena parecia determinado a manter a luta pelo tempo que for preciso. "O que nós pedimos, os construtores de barragens não nos deu uma resposta, por isso vamos apenas deixar o canteiro de obras quando eles trazem uma resposta para nós no papel", Giliardi, da tribo Juruna, disse após a reunião. "E enquanto eles não fazem nada em nossas comunidades a respeito da infra-estrutura, não vamos sair da ocupação."
Enquanto isso, mais barcos carregados com os povos indígenas estão chegando ao local do protesto a cada dia. É uma indicação de que este impasse na Amazônia pode se arrastar por dias que virão.
Relatório do ministério dos
Negócios Estrangeiros sobre a tortura de crianças palestinianas em Israel
O relatório Crianças em
detenção militar foi elaborado por uma delegação de nove advogados
britânicos de renome, chefiada pelo antigo juiz Sir Stephen Sedley, e descreve
como as crianças palestinianas a partir dos 12 anos são arrancadas das suas
camas a meia da noite e levadas pelos militares de olhos vendados e com
correntes nos pés.
Uma vez na cadeia, são quase
sempre isolados, sem poder ver os pais, privados do sono e obrigados a assinar
confissões que não fizeram.
Um dos advogados relata uma
audição a que assistiram num tribunal militar, onde a criança acusada
comparecia em uniforme castanho e com correntes nos pés.
Segundo a CAPJPO-EuroPalestine, o porta-voz
da embaixada de Israel em Londres, Amir Ofek, terá confirmado estes métodos,
argumentando: « É a culpa da Autoridade Palestiniana que não é capaz de
impedir que essas crianças cometam delitos, o que nos obriga a actuar desta
maneira».
O relatório integral encontra-se
no site :
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Criança morre a jogar futebol
Mamoun Zuhdi al-Dam, de 12 anos,
foi morto no dia 20 de Junho por um míssil lançado pelo exército israelita
sobre uma família palestiniana que se encontrava reunida num piquenique em
Gaza. Vários membros da família ficaram feridos. No ataque, oito resistentes
palestinianos perderam a vida.
Está actualmente a circular uma
petição para que o próximo campeonato europeu de sub-21 não se realize em
Israel:
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Israël volta a deter os
palestinianos libertados contra Gilad Shalit
Contrariamente ao que tinha
prometido para que os cerca de 2000 presos palestinianos cessassem a sua greve
da fome, Israel continua a manter em prisão sem acusação formada e sem
julgamento a chamada detenção administrativa os opositores palestinianos.
Entre estes encontram 26 deputados e ministros.
Para além disso, Israel assedia ou
rapta os presos palestinianos que foram trocados há cerca de nove meses pelo
prisioneiro de guerra israelita Gilad Shalit. É o caso recente de Ibrahim Abu
Hajla, membro da FDLP. Após ter imposto um recolher obrigatório à população de
Ramallah, o exército israelita cercou a sua casa, invadiu-a e destrui os móveis
e documentos pessoais do militante.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
A mesquita de Al
Aqsa invadida pelo exército israelita
Enquanto bombardeiam
quotidianamente a faixa de Gaza e voltam a deter os palestinianos libertados ao
abrigo de um acordo com o Hamas, o governo e os militares israelitas usam ainda
outros meios para provocar uma reacção dos palestinianos que legitimem a política
de limpeza étnica. Na semana passada, setenta soldados da marinha, acompanhados
de judeus extremistas, invadiram a mesquita Al Aqsa em Jerusalém oriental, um
lugar de culto muçulmano cujo acesso é frequentemente proibido aos próprios
fiéis.
Fonte:
CAPJPO-EuroPalestine, 28.6.2012
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
A igreja da Natividade declarada Património
da Humanidade
Apesar das ameaças vindas dos
Estados Unidos e de Israel, a UNESCO acabou por responder positivamente ao
pedido da Autoridade Palestiniana e inscreveu a Basílica da Natividade de
Belém, onde supostamente terá nascido Jesus, no Património Mundial da
Humanidade.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
« Israel pertence ao homem
branco
É o que diz Eli Yishai, ministro
israelita do Interior, disposto a utilizar todos os meios para expulsar os
estrangeiros.
Os refugiados africanos são descritos
como um cancro e infiltrados e, segundo Netanyahou, colocam em causa a identidade
israelita. Na vaga de ataques às casas e lojas de africanos, também os
residentes imigrados e os judeus etíopes são atingidos.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++