CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Segue a guerra contra MOVE (Ensaio de Mumia Abu-Jamal)

Há 27 anos, 13 de maio de 1985, o governo da Filadélfia, com a cumplicidade federal, cometeu um massacre. A polícia bombardeou a casa do grupo da organização MOVE, queimando vivo de onze membros da família afros, incluindo cinco crianças.  O primeiro ataque  da polícia tinha sido contra a casa 500 do grupo em 08 de agosto de 1978, que resultou na prisão de Merle, Delbert, Janine, Phil, Janet, Chuck, Eddie, Debbie e Mike África acusado pela morte de um policia que morrera no ataque. Merle Africa morreu na prisão em 1998 sob circunstâncias suspeitas. Os outros permanecem na prisão até hoje, conhecido como o "MOVE 9". O MOVE exige justiça para o massacre e a  libertação dos seus presos.
O sistema está sempre em guerra com os membros da organização MOVE - especialmente os homens e mulheres que sobreviveram ao ataque da polícia em Vila Powelton casa em West Philadelphia.

Em agosto de 78, a guerra foi desencadeada com centenas, na verdade milhares de balas disparadas contra uma casa onde estavam homens, mulheres e crianças.. Foi desencadeada com canhões de água que inundou sua casa, quase afogando-os todos. Foi desencadeada com as armas da lei - com juízes tendenciosos e promotores ambiciosos, frases sem precedentes e injusta de 30 a 100 anos de prisão.  Hoje ele é accionado por agências de liberdade condicional, preenchidos por funcionários do governo que utilizam selos de borracha para mecanicamente realizar audiências para ouvir os casos onde não se ouve nada.

Sob o protocolo normal, se um preso tenha cometido infracções graves da política de disciplina interna por vários anos antes de sua pena mínima, supõe-se que você já ganhou a sua liberdade condicional. Na verdade, alguns detentores recebem o que é chamado de "pré-lançamento", ou seja, a colocação em uma instituição comunitária "correcional" (casa de recuperação) na pendência do cumprimento de sua pena mínima, e, em seguida, sair em liberdade condicional.

Mas quando se trata MOVE, nada é normal.  Eles costumam colocar sobre a mesa novos protocolos, novos procedimentos, novas regulamentações - novas maneiras de dizer 'não'. Só porque os presos são de MOVE.  Simplesmente pelo pensamento.

Agora os 8 prisioneiros sobreviventes passaram quase 34 anos na prisão - quatro anos mais do que sua pena mínima. As mulheres são presas para honrar recomendações que têm funcionários da prisão para ir embora. A sua partida foi rejeitado várias vezes. Da mesma forma, se os homens não eram membros do MOVE, teriam ido por anos.  É hora de acabar com esta guerra longa. Trinta e quatro anos de uma falsa acusação de assassinato em terceiro grau é demais.

Urge trazer os nossos irmãos e irmãs para casa, onde eles pertencem.

Solidariedade com os presos palestinos


Na sequência dos acontecimentos mais recentes, em que os prisioneiros palestinos terão terminado a greve de fome, foi decidido pelas organizações subscritoras, onde nos incluimos, manter como ajustado e necessário, o acto simbólico marcado para dia 17 às 18h, frente à embaixada de Israel para a entrega da posição subscrita .

AGORA COMO ANTES!

SOLIDARIEDADE COM OS PRESOS POLÍTICOS PALESTINOS NAS PRISÕES ISRAELITAS

Acto público, 17 de Maio, 18h00, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa
O anúncio de que as autoridades israelitas foram obrigadas a aceitar o fim das «detenções administrativas», o fim do confinamento ao isolamento na prisão e as visitas de familiares dos detidos, entre outras reivindicações, significa o êxito da justa e corajosa luta dos milhares de presos políticos palestinos, que realizaram uma greve de fome nas prisões israelitas.

Face à firmeza dos prisioneiros políticos palestinos e à crescente solidariedade com a sua heroica luta, as autoridades israelitas foram obrigadas a ceder.

No entanto, como tristemente a história demonstra, são tantos os acordos firmados pelas autoridades israelitas com a Organização de Libertação da Palestina e com a Autoridade Palestina como aqueles que Israel não cumpre.

Como salientámos, a luta dos presos políticos palestinos nas prisões israelitas ilustra o drama do povo palestino sob a ocupação israelita, o esmagamento da sua identidade e da realização plena dos seus legítimos direitos.

Aliás, sem a libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas não haverá uma solução justa para a questão palestina.

Solidários com o povo palestino e com a sua luta, as organizações signatárias, tomam a seguinte posição que está aberta à subscrição e que será entregue à embaixada de Israel no próximo dia 17, pelas 18h, num acto público para o qual esperamos poder contar com a presença de todos.

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A greve de fome dos presos políticos palestinos nas prisões israelitas constituiu um grito de alerta sobre a condição do martirizado povo palestino.

Com a sua corajosa acção, mais de dois mil presos políticos palestinos denunciaram a violência da ocupação israelita e a sua determinação em prosseguir a luta pela realização dos seus legítimos direitos.

Cerca de 5000 presos palestinos, muitos dos quais encarcerados há vários anos sem que contra eles tenha sido pronunciada uma única acusação, estão sujeitos a desumanas e indignas condições, ao isolamento, por vezes durante anos, à proibição de visitas de familiares ou dos próprios advogados, a espancamentos, sevícias e chantagens.

O estado de saúde de muitos dos prisioneiros palestinos - alguns tendo ultrapassado os setenta dias de privação de alimentos - é de extrema gravidade.

A condição dos prisioneiros políticos palestinos nas cadeias israelitas ilustra o drama do povo palestino sob a ocupação israelita, a violência de um quotidiano feito da repressão sistemática, da contínua espoliação das terras, da destruição das casas e dos campos de cultivo, das expulsões, do alargamento contínuo dos colonatos, da meticulosa aplicação de uma política que visa o esmagamento da sua identidade e da supressão dos seus direitos, como a constituição de um estado nos territórios ocupados em 1967, com Jerusalém Oriental como capital, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos.

Deste modo, as organizações signatárias:

- Expressam a sua solidariedade com os presos políticos palestinos que realizaram a greve de fome e, através deles, com todo o povo palestino vítima da ocupação israelita

- Reclamam dos órgãos de soberania portugueses uma intervenção firme e determinada que responsabilize Israel pela situação dos presos políticos palestinos e que exija o cumprimento, por aquele estado, dos princípios e normas do direitos internacional e humanitário a que está obrigado pela sua condição de membro das Nações Unidas

- Apelam à opinião pública portuguesa para que se mobilize na denúncia dos crimes da ocupação israelita e na afirmação da sua solidariedade com o povo e os presos políticos palestinos, pugnando pela sua libertação

- Decidem promover um acto público de solidariedade para entrega desta tomada de posição, dia 17 de Maio, pelas 18h00, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa.

Lisboa, 15 de Maio de 2012
organizações que subscreveram até o momento .Associação de Intervenção Democrática
Associação dos Agricultores do Distrito de Lisboa
Colectivo Mumia Abu-Jamal
Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Ecolojovem – Os Verdes
Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal
Interjovem – CGTP/IN
Juventude Comunista Portuguesa
Movimento Democrático de Mulheres
Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas
União de Resistentes Antifascistas Portugueses
União dos Sindicatos de Lisboa – CGTP/IN
Voz do Operário

Vitória da Greve da fome dos presos palestinos


"A direcção da luta dos presos palestinianos em greve da fome desde 17 de abril, e alguns desde há mais de dois meses, chegou ontem a um acordo com o governo israelita, sob a mediação do Egipto. Esse acordo respondia às reivindicações principais dos grevistas: o fim da detenção administrativa e a obrigação de os detidos serem julgados ou libertados, e o fim das medidas de isolamento.O governo israelita foi obrigado a ceder à determinação dos presos e à onda internacional de solidariedade. É uma vitória importante para os grevistas e para o povo palestiniano."

VIVA A PALESTINA E O BRAVO POVO PALESTINIANO! A PALESTINA VENCERÁ!

Aumenta a pressão sobre Israel, devido ao estado de saúde dos presos palestinianos

Manifestantes protestam em solidariedade aos presos palestinos no escritório das Nações Unidas em Ramallah    Foto: Reuters

"As pressões internacionais cresceram nesta quarta-feira sobre Israel diante do agravamento do estado de saúde de alguns dos presos palestinos em greve de fome para protestar contra suas condições carcerárias. Depois das declarações da União Europeia e da Cruz Vermelha na véspera, a França pediu nesta quarta-feira a Israel que, "por razões humanitárias", se mostre "sensível ao risco de um fim trágico e tome com urgência as medidas apropriadas".

Pelo menos um terço dos cerca de 4,7 mil prisioneiros palestinos em Israel estão atualmente em greve de fome, sete deles há mais de um mês e meio, segundo a administração penitenciária israelense, fontes oficiais palestinas e organizações humanitárias. "Agora dizemos isso publicamente, o que não significa que não tenhamos dito antes, de forma bilateral, às autoridades israelenses, mas a gravidade da situação nos fez sentir que também era importante fazê-lo publicamente porque há um risco de morte", disse a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Nadia Dibsy.

"Quando muitas pessoas iniciam uma greve de fome juntas, não é fácil para o CICV atender individualmente a todo mundo. Por outro lado, conseguimos fazer isso com quem têm a infelicidade de estar em um estado de saúde crítico", afirmou, explicando que "os presos em greve de fome há mais de 48 dias e até por 72 dias" têm prioridade. Cinco deles "se negam desde ontem (terça-feira) a ser alimentados por via intravenosa e que a administração penitenciária os atenda", revelou um de seus advogados, Yamil al Jatib, que esteve com eles no hospital da prisão de Ramleh, próximo a Tel Aviv.
Neste contexto, dezenas de pessoas bloquearam esta quarta-feira os acessos aos escritórios da ONU em Ramallah, para pedir ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que interceda a favor dos presos palestinos em greve de fome em Israel. Os manifestantes, que impediram os funcionários da ONU de entrar em seus escritórios, levavam cartazes em que se lia em inglês "UNfair" (injusto, fazendo um trocadilho com a sigla das Nações Unidas em inglês, UN). "Observamos com decepção seu silêncio desde o começo deste movimento de protesto em dezembro de 2011", afirmaram os organizadores desta manifestação em uma carta aberta a Ban Ki-moon.

"Isso contrasta claramente com suas declarações contundentes e constantes de apoio ao soldado israelense prisioneiro Gilad Shalit", sequestrado pelo movimento islamista Hamas em Gaza durante cinco anos e libertado em outubro em troca de mil presos palestinos, acrescentaram os organizadores. "Pedimos para adotar uma posição firme e forte contra a violação por parte de Israel dos direitos dos prisioneiros", acrescenta o texto .
Na terça-feira, o coordenador da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Robert Serry, pediu a "Israel para cumprir com suas obrigações em matéria de direito internacional" e a "todas as partes a encontrar uma solução antes que seja tarde demais". Os movimentos islâmicos Hamas e Jihad Islâmica prometeram a Israel que farão represálias se algum dos presos morrer de greve de fome, enquanto os meios de comunicação israelenses consideram que os serviços de segurança se preparam para isto."
(in terra)

Desobediência Civil (Plataforma Gueto)

[EUA] A ativista pelos direitos dos animais Camille Marino é detida novamente


A ativista pelos direitos dos animais Camille Marino foi detida no início da tarde da última quarta-feira, 2 de maio, depois de acorrentasse às portas da biblioteca da Universidade do Estado de Wayne para protestar contra a proibição que a impede de entrar no campus desta instituição.

Camille foi proibida de entrar no campus depois de postar informações em um blog sobre o professor e pesquisador Donal O'Leary em relação às pesquisas que ele realiza em cães.

O'Leary recebeu uma ordem de proteção pessoal dos juízes do Condado de Wayne, onde obrigava que Camille removesse de tais posts o endereço pessoal e o telefone particular de OŽLeary.

Camille e outros ativistas tinham preparado um protesto na universidade às 13 horas, mas ela chegou mais cedo, por volta do meio-dia, e se acorrentou à porta principal da biblioteca com uma corrente de bicicleta. Também cobriu a boca com fita adesiva em protesto.

A polícia do campus apareceu e agiu rapidamente, cortando com um alicate a corrente e a prendendo. Ainda não foi definida a data em que Camille terá que comparecer a uma audiência.

Camille sabia que seria presa se ela aparecesse no campus, disse Agatha Maksymiak, amiga dela e também ativista.

"Ela veio para o campus porque não acredita que umas leis injustas a devam silenciar”, disse Maksymiak. "Donal O'Leary recebe um salário da Universidade do Estado de Wayne para torturar cães trazidos de abrigos”.

Para mais informações e atualizações sobre o caso: http://supportcamille.org/Support/

A câmara da moita quer desalojar hortas utilizadas pelas pessoas para ajudarem à sua subsistência

"VALE DA AMOREIRA: ORDEM DE DEMOLIÇÃO uma transição urbana

Foi no mês de Março que a Câmara Municipal da Moita colocou os editais assinados pelo seu presidente a anunciar a destruição das hortas situadas entre o Grupo Desportivo, Escola Secundária, Centro de Experimentação Artística e cemitério; um terreno baldio sem finalidade ou projecto de construção. Parte dele está inclusivamente situado na zona de exclusão de segurança do TGV, o que impede qualquer tipo de edificação.
São chamadas as "hortas da crise" por terem surgido em 2009, durante o ciclo de austeridade. A falta de trabalho, o corte nas prestações sociais, o encarecimento de alguns serviços e bens fundamentais (gasolina, luz, trasportes,rendas, etc..), levou a que um grupo de moradores do Vale da Amoreira, em especial jovens, procurassem novas formas de sobrevivência através do cultivo.
Alegam que a Câmara Municipal da Moita "facilitou" a ocupação agrícola do terreno que agora lhes quer retirar.
Por seu lado, o município em evocação da necessidade de destruição das hortas fala em proteger "algum coberto vegetal que interessa ver preservado" e em "danos em infra estruturas existentes" de um terreno baldio e abandonado.
A destruição está marcada para 9 de Maio (Quarta-Feira). Até ao momento nenhum dos ocupantes foi contactado pela edilidade.

Foto - Cobertura vegetal a preservar?
Disponibilizamos alguns depoimentos em áudio dos agricultores do Vale da Amoreira:
As hortas como mecanismo de sobrevivência

"Quando não é uma coisa é outra. Quando não há feijão é milho, quando não é milho é couve,é assim...
Não há carne! Olhe ferve, sal, olhe: sal é o mais barato que há, com a água. Tem sal, tem água...
Claro, sem água não coze Tem água, tem sal, a gente não morre de fome.
Se isto vai-se embora sofro, e quem está ao meu lado sofre."


As hortas e os compromissos políticos

"Não estou a ver essa política. Porque realmente! eu perco aqui o meu tempo, dando eles o terreno para que pudéssemos cultivar, têm que nos pagar, fomos nós que plantámos a terra, porque isso também não é fácil: cavar e plantar.(...)
Eu não me importo de pagar 50€, 20€. Quer dizer, plantamos, colhemos e depois já podemos falar. (...)
Eles estão bem, em casa comem, bebem, fazem amor todos os dias...olhem, eu também faço amor todos os dias por causa do stress."



Resistência à destruição



O dia-a-dia nas hortas"

Foi aberto o primeiro campo de concentração para imigrantes na Grécia

Esta semana, foi inaugurado o primeiro campo de reclusão para imigrantes na Grécia. Está localizado em Amygdaleza, na província da Ática de Atenas. No domingo passado, 56 imigrantes foram movidos e durante a semana outros 220, que estão alojados em contentores e sendo monitorados 24 horas por dia, por policiais de corpos especiais da polícia grega.

Neste repugnante quartel de inspiração fascista vão ser transportados cerca de 1.200 imigrantes em 52 contentores. O governo, pelo chamado Ministério de Defesa do Cidadão, anunciou a instalação de 30 campos de concentração para imigrantes no território da Grécia. Estes estabelecimentos são chamados, pelos meios de desinformação de “centros de acolhida” ou “centros fechados de hospitalidade”, como termos eufemísticos utilizados pelos nazistas há 65 anos para seus campos de concentração.

Destacamos que a maioria dos imigrantes a ser presos nestes campos de concentração será deportada, no âmbito da política da União Europeia contra a imigração. No mesmo âmbito que o governo vai construindo um muro ao longo do rio Evros, na fronteira com a Turquia, e está intensificando as chamadas operações vassoura contra imigrantes em Atenas e outras grandes cidades da Grécia.

Ao mesmo tempo, o governo promulgou uma lei que criminaliza a hospitalidade e o aluguel de qualquer tipo de alojamento para imigrantes não documentados, ao mesmo tempo que permite a detenção e deportação de qualquer imigrante ilegal. Notamos que com a lei de imigração vigente é extremamente difícil conseguir uma autorização de residência, mesmo que temporariamente.

Sob o pretexto da saúde pública, o Regime está tentando realizar uma operação para exterminar aqueles que foram forçados pela barbárie capitalista para deixar seus países e buscar um futuro melhor longe de casa. Na chamada “operação contra a ilegalidade” do Ministério de Defesa do Cidadão durante a última semana desencadeou uma perseguição desenfreada de imigrantes e foram detidos cerca de 2.000. Destes, apenas houve acusações contra 420, dos 200 casos por não ter documentos de residência em ordem, o que significa que mais de 1.500 imigrantes foram detidos sem qualquer acusação. Estes são alguns detalhes na Democracia...

O funcionamento do primeiro dos campos de concentração e reclusão para imigrantes, alguns dias antes das eleições gerais de 6 de maio, visa à desorientação da sociedade, tentando apresentar a imigração como fonte de todos os males, enquanto o Capital transnacional e o Estado têm desencadeado uma ofensiva sem precedentes contra a sociedade, com medidas dolorosas que levam o povo à miséria e à indignação.

O mesmo sistema que obrigou milhões de trabalhadores gregos (e não apenas gregos) a emigrar no século XX está forçando milhares de pessoas a abandonarem suas casas e irem para a Grécia (e não só para a Grécia). É o mesmo sistema podre que hoje nos reprime, nos explora, nos aterroriza, conduz à miséria, nos reserva um futuro sombrio. A todos, nativos e imigrantes. Porque a opressão e a exploração do homem pelo homem não tem fronteiras.



Os nossos avós foram refugiados
Os nossos pais foram Imigrantes

[México] Chamado internacional de acção contra o G20 e o 1%

18-19 de junho, 2012
Dias de Indignação, Mobilização, Ocupação, e Acções Directas contra 1%
Grupos comunitários de base, organizações, colectivos e activistas independentes no México fazem um apelo AO MUNDO para desafiar a legitimidade e o poder do G8 e G20, espaços de poder supra nacionais hegemónicos, os quais 1% sequestra nossa possibilidade de um futuro justo e democrático. Fazemos este apelo para retomar o controle de nossas vidas em luta comum contra a elite mundial. Apelamos a uma mobilização internacional nos dias 18 e 19 de junho, como um passo importante na construção de uma interconectada resistência (G)lobal dos 99% (G99).
Vemos, em cada continente, revoltas e mobilizações populares que questionam a legitimidade e o poder desse 1%. Ouvimos os chamados dos que são agredidos e oprimidos por seus governos, e dos que sofreram a exploração e expropriação por parte do 1%. Nós ecoamos esses gritos e chamados de todas as regiões do mundo para construir uma resistência (G)lobal dos 99% contra as ilegítimas instituições internacionais que impõem, de cima, a sua ordem mundial - o G8, o G20, a NATO, o Conselho de “Segurança” da ONU, o FMI, o Banco Mundial, a OMC, etc... Em junho, o G20 realizará a sua reunião de chefes de estado no México, na cidade quase inacessível de resortes de Los Cabos.
No ano passado, em resposta a Primavera Árabe e as mobilizações na Europa contra os cortes de austeridade e o desemprego, colaborações a nível internacional e os chamados desde as diversas Assembleias Gerais do movimento Occupy, floresceram acções de mobilização de milhões de pessoas que tomaram as ruas e praças de seus países. Desde então, temos visto uma onda enorme de protestos e manifestações em escala global contra o 1% em cada continente.
A força e união (G)lobal dos 99% demonstram a nossa energia e capacidade de ir além do protesto social nas ruas, com a transformação social a partir de baixo e com base nas nossas comunidades. Nosso chamado é para recuperar a nossa capacidade de sonhar e construir um mundo onde caibam muitos mundos, fundamentado na cooperação, na justiça social, reconhecendo o direito de todos os povos de viver em dignidade e em harmonia com a Mãe Terra.
Fazemos este chamado a todos os povos do mundo para nos mobilizarmos nos dias 18 e 19 de junho em um levantamento global de indignação dos 99% contra a hegemonia do 1%. Chamamos a dois dias de mobilizações, protestos e ocupação de praças e centros urbanos de cada país para recuperar a nossa dignidade e direito de autodeterminar o mundo e a sociedade em que queremos viver; a realizar assembleias populares que organizem ações públicas para tornar visível e enfatizar demandas locais e regionais; e que os grupos de afinidade independentes e autônomos organizem acções diretas que julgarem necessárias e urgentes. Apelamos ao bloqueio do capital do 1%.
Indignação, Mobilização, Ocupação, Agitação, Assembleia Popular, Acção Directa
G8 + G20 = 1% (G)lobal + 99% = G99% G99% vs. G20

Povos de todo o mundo comemoraram ontem o 1º de Maio


Em Portugal o 1º de Maio comemorou-se sob uma onda de medidas executadas pelo governo ao serviço do grande capital , que diáriamente submete o povo a toda a espécie de decretos e taxas vexatórias e ruinosas para quem trabalha .

Há a registar a campanha publicitária promovida por uma grande superfície comercial,
que por um lado explorou à tripa forra os seus funcionários no dia do trabalhador, por outro valeu-se da inconsciência de um grande número de populares que acorreram selváticamente a uma iniciativa humilhante. O capitalismo nada nos dá, exerce sim diáriamente a rapina sobre todos nós .

Os problemas subsistem e agravam-se, só a luta sem tréguas e organizada poderá corresponder aos anseios do povo por uma vida feliz .

As manifestações populares tiveram lugar nas principais cidades do país, com muita participação e combatividade pese embora as campanhas capitalistas de ataque a esta data querida dos trabalhadores do mundo inteiro.
Loucura consumista
                


 eImagens do aparato policial, destacado para a cidade de Setúbal para proteger algumas dezenas de nazis do PNR que provocatóriamente se deslocaram à cidade do Sado neste 1º de Maio. A presença de grande número de efectivos da polícia não conseguiram intimidar os cerca de duas centenas de anti-fascistas que se manifestaram nas ruas de Setúbal contra o autoritarismo e a repressão .

Terror sionista contra manifestantes palestinianos

 Mais de 20 pessoas ficaram feridas quarta-feira quando soldados de israelitas em Ofer acampamento militar e prisão, na fronteira com Ramallah, disparam gás lacrimogêneo contra os estudantes da Universidade de Birzeit que se reuniram fora da prisão, em apoio de prisioneiros em greve.  Os soldados regaram os manifestantes com gás lacrimogêneo e dispararam balas de borracha, logo que chegaram ao portão que separa a área de Ramallah e a prisão.  Os soldados também pulverizaram os manifestantes com água suja.

Cerca de 1.600 presos começaram em  17 de abril uma greve de fome exigindo melhor tratamento a abertura das prisões e condições, bem como um fim a punição através de encarceramento em solitária.
 
Dois prisioneiros Bilal Diab e Thaer Halahleh que estão em greve da fome há 65 dias encontram-se num estado grave de saúde . 


OCCUPY THE JUSTICE DEPT (2)

As actividades de solidariedade com Múmia Abu-jamal no dia 24 deste mês ocorreram por todo o mundo . Juntamos notícias e fotos de iniciativas na Alemanha, Brasilk, México e Holanda .

Alemanha - Manifestação pela liberdade de Mumia Abu-Jamal reune
centenas de pessoas em Berlim

Centenas de pessoas fizeram um acto público alegre e barulhento neste sábado (21) pela liberdade do jornalista radical e preso polí­tico afro-americano Mumia Abu-Jamal nas proximidades da Embaixada dos Estados Unidos na Porta de Brandemburgo, em Berlim.

Com faixas, panfletos e um carro de som os manifestantes também pediram a abolição da pena de morte, o fim do encarceramento em massa e a libertação dos presos polí­ticos nos Estados Unidos e em todo lugar.

O evento contou com a participação do afro-americano Harold Wilson, que viajou até Berlim para falar sobre suas experiências no corredor da morte, o significado polí­tico da pena de morte nos Estados Unidos, das lutas dos presos para sobreviver ás condições carcerárias, do racismo nos tribunais americanos e como ganhou a sua liberdade em 2005. Harold passou muitos anos no corredor da morte com Mumia, na Pensilvânia.

Fotos do deste evento :
› http://www.flickr.com/photos/neukoellnbild/sets/72157629504005496/

Brasil] - Em Fortaleza, manifestantes exigem libertação de Mumia Abu-Jamal!

Ocorreu em Fortaleza, pela manhã e tarde de ontem (24 de abril), um acto público pela libertação do jornalista radical afro-americano Mumia Abu-Jamal. Pela manhã a intervenção aconteceu próximo ao Centro da cidade, em frente ao Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU), local reconhecido pelo governo americano como promotor da cultura dos EUA no Ceará.

No decorrer da manifestação foi realizada uma oficina de confecção de cartazes, que foram fixados nos muros do IBEU e em frente ao local, onde os manifestantes ficaram por algumas horas em vigília. Algumas das frases contidas nos cartazes dos manifestantes e entoadas como palavras de ordem: “Libertar Abu-Jamal e destruir o capital!”, “Milhões por Mumia!”, “Abolição da pena de morte!”, “Free Mumia”, “Pela libertação de todos os presos políticos!”. No mesmo local, os manifestantes distribuíram panfletos para os passantes, com um texto denunciando as injustiças no processo de Mumia e contando sua história de mais de trinta anos de luta e resistência. Foram apresentadas músicas em homenagem a Jamal, em voz e violão.

Pela tarde, os manifestantes se dirigiram em caminhada até a Agência Consular Americana em Fortaleza, há alguns quilômetros do IBEU, a fim de entregar uma carta denúncia à Agente Consular norte-americana responsável, mas ela não se encontrava no local....
Neste momento estão ocorrendo várias ações em solidariedade a Mumia nos EUA, Canadá, França, Alemanha, Brasil e em outros lugares do mundo. Daqui do Ceará, Brasil, estamos nos organizando em uma articulação de solidariedade a Mumia Abu-Jamal, juntamente com alguns movimentos, organizações, grupos e indivíduos autônomos que são sensíveis ao caso, com todos e todas que são contra a pena de morte, as perseguições políticas de toda ordem, o racismo e todas as formas de discriminação e opressão. Estamos com todos que são contra a ordem social que persegue, prende e mata quem ousa falar e lutar contra o capitalismo e seus meios de exploração e opressão. Estamos juntos pela libertação imediata de Mumia Abu-Jamal! E com vistas à libertação de todos os presos políticos!

Denunciamos ao mundo e exigimos do governo dos EUA, juntamente com outras pessoas em outras partes do planeta, a libertação de Mumia Abu-Jamal!

VIVA O 1º DE MAIO, DIA DE LUTA CONTRA O CAPITALISMO !



Este 1 de Maio vamos sair à rua, em Setúbal.
Depois da brutal repressão policial do ano passado, e no duro contexto
social em que nos encontramos, era inevitável voltar a sair e não
ceder ao medo que nos querem impor.
Os racistas e fascistas do PNR anunciaram também uma manifestação de
provocação contra as ideias do 1º de Maio e contra a tradição
anti-fascista da cidade de Setúbal. A PSP tem desenvolvido uma
campanha de assédio e intimidação, com demonstrações da sua violência
autoritária,  com vigilância ostensiva,  revistas, insultos,
humilhação e identificação de pessoas que se encontram em acções de
divulgação da manifestação, e inclusive , por duas vezes, a apreensão
de cola, baldes, trinchas e cartazes.

Torna-se necessário perante este cenário declarar que:

-Não vamos ceder às manobras intimidatórias das forças de desordem,
nem às manobras provocatórias dos fascistas. Esta manifestação vai
realizar-se de uma forma ou de outra.
-A concentração Anti-Capitalista e Anti-Autoritária terá inicio às
13:30 no Largo da Misericórdia e não vai alterar ou modificar um
milímetro que seja  qualquer uma das suas motivações, propósitos e
percursos por causa da provocação fascista marcada para as 16:00h,
aparentemente em novo local, na praça du Bocage, em frente à Câmara
Municipal.
-Estamos a convocar uma manifestação, não estamos a convocar um motim,
nem um fight club. Gostamos muito da nossa cidade e não temos nenhuma
intenção em destruí-la. Para fazer isso já sobram capitalistas.
-Mas também sabemos que enquanto formos ingénuos, desorganizados e mal
preparados corremos grandes riscos. Não vamos entregar ninguém aos
lobos. Estamos e estaremos sempre prontos a defender a integridade
física de todos os manifestantes. Isso faz-se de forma activa, não
passiva. Com inteligência e determinação.
-Não é nem nunca foi um papel que protegeu alguém da violência
policial, ou da violência fascista. Hoje, como ontem, tudo o que
tivermos que ganhar será pelas nossas mãos, não a troco de
autorizações. Hoje, como ontem, ninguém nem nenhuma instituição nos
dará a liberdade, a justiça social ou a justiça económica.

De resto esperemos que seja um grande dia onde cumpramos o nosso
objectivo: sair à rua com todos os que estão fartos da miséria e
querem melhor; deixar claro que não nos chegamos para trás; e chegar
ao final duma manifestação comunicativa e combativa sem que os
desordeiros do costume ( polícia ) consigam travar mais uma iniciativa
popular. Estão todos convidados à aparecer.

Mantenham-se atentos às várias informações de segurança e legais que
se publicarão nos próximos dias.
Rebeldes e organizados, nós damos-lhe a crise...

TODOS A SETÚBAL.
 Terra Livre           29 de Abril de 2012

OCCUPY THE JUSTICE DEPT

Dia 24 de Abril, foi o aniversário de Mumia, fez 58 anos de idade, 30 dos quais foram passados em isolamento no corredor da morte no estado da Pensilvânia. Sob uma falsa acusação de ter provocado a morte de um polícia em 1982, foi condenado por um tribunal que lhe negou os mais elementares direitos: impôs-lhe um advogado incompetente, ouviu depoimentos obtidos sob coacção e aceitou provas forjadas, incluindo uma "confissão" que só a polícia ouviu. Dessa farsa resultou a sua condenação à pena de morte e foi colocado de imediato no corredor da morte, as instalações onde os condenados à morte esperam pela execução...Uma grande mobilização verificou-se a nível mundial exigindo a libertação de Mumia e a reparação das muitas e graves injustiças que são diáriamente cometidas contra os presos políticos, os imigrantes, os pobres e os injustiçados sociais em geral.












7 EXIGÊNCIAS :











1. Libertem Mumia.                                             
2. Fim ao encarceramento em massa.
3. Trabalho sim, prisão NÃO.
4. Fim ao encarceramento nas solitárias
    e fim à tortura.
5. Fim da pena de morte racista.
6. Tirem as mãos de cima dos imigrantes.
7. Liberdade para os presos políticos.





EUA - Washington D.C.: Manifestação de apoio a Mumia Abu-Jamal
reune cerca de mil pessoas
Cerca de mil pessoas se manifestaram nesta terça-feira (24) na
frente do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e nas
imediações da Casa Branca, em Washington D.C., para exigir a
libertação do jornalista e activista Mumia Abu-Jamal no dia do seu
aniversário de 58 anos. A polí­cia prendeu pelo menos 28 activistas
que ocuparam uma a €œzona proibida€ da Casa Branca.
Num palco improvisado, membros de várias organizações criticaram
o encarceramento em massa, a pena de morte, o encarceramento em
solitária e a tortura, a criminalização e as detenções de
imigrantes, a corrupção policial e judicial. Seguiu-se um momento
cultural-polí­tico com poesias, cantos e apresentações de grupos de
hip-hop e reggae.
A memória de Martin Trayvon igualmente foi invocada no evento.
Martin, jovem negro de 17 anos, foi morto por um vigia voluntário
em 26 de fevereiro passado, em Sanford (centro da Flórida), quando
voltava para casa após comprar doces.






Acção de solidariedade na Holanda - Amesterdão

Liberdade para Mumia JÁ !

Es.Col.A alvo de despejo em accão policial/C.M.Porto




A polícia despejou hoje no Porto o projecto Es.Col.A. após mais de um ano de actividade social, com iniciativas em prol da população da Fontinha e da cidade.
A polícia prendeu 3 pessoas, usando a violência e a intimidação sobre os presentes no local e aos que acorreram a solidariezar-se.
A Câmara Municipal do Porto, ao não ter cumprido com o acordado, está a tentar matar algo que reabilita a zona do centro do Porto e que tem o apoio da população.
O Es.Col.A não será nunca despejado, porque não se pode despejar uma ideia.

Acções de solidariedade e repúdio estão a decorrer na cidade do Porto, junto à Câmara Municipal e em Lisboa no Largo S.Domingos na Baixa de Lisboa
Solidariedade activa com o Es.Col.A

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