As actividades de solidariedade com Múmia Abu-jamal no dia 24 deste mês ocorreram por todo o mundo . Juntamos notícias e fotos de iniciativas na Alemanha, Brasilk, México e Holanda .
Alemanha - Manifestação pela liberdade de Mumia Abu-Jamal reune
centenas de pessoas em Berlim
Centenas de pessoas fizeram um acto público alegre e barulhento neste sábado (21) pela liberdade do jornalista radical e preso político afro-americano Mumia Abu-Jamal nas proximidades da Embaixada dos Estados Unidos na Porta de Brandemburgo, em Berlim.
Com faixas, panfletos e um carro de som os manifestantes também pediram a abolição da pena de morte, o fim do encarceramento em massa e a libertação dos presos políticos nos Estados Unidos e em todo lugar.
O evento contou com a participação do afro-americano Harold Wilson, que viajou até Berlim para falar sobre suas experiências no corredor da morte, o significado político da pena de morte nos Estados Unidos, das lutas dos presos para sobreviver ás condições carcerárias, do racismo nos tribunais americanos e como ganhou a sua liberdade em 2005. Harold passou muitos anos no corredor da morte com Mumia, na Pensilvânia.
Fotos do deste evento :
⺠http://www.flickr.com/photos/neukoellnbild/sets/72157629504005496/
Brasil] - Em Fortaleza, manifestantes exigem libertação de Mumia Abu-Jamal!
Ocorreu em Fortaleza, pela manhã e tarde de ontem (24 de abril), um acto público pela libertação do jornalista radical afro-americano Mumia Abu-Jamal. Pela manhã a intervenção aconteceu próximo ao Centro da cidade, em frente ao Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU), local reconhecido pelo governo americano como promotor da cultura dos EUA no Ceará.
No decorrer da manifestação foi realizada uma oficina de confecção de cartazes, que foram fixados nos muros do IBEU e em frente ao local, onde os manifestantes ficaram por algumas horas em vigília. Algumas das frases contidas nos cartazes dos manifestantes e entoadas como palavras de ordem: Libertar Abu-Jamal e destruir o capital!, Milhões por Mumia!, Abolição da pena de morte!, Free Mumia, Pela libertação de todos os presos políticos!. No mesmo local, os manifestantes distribuíram panfletos para os passantes, com um texto denunciando as injustiças no processo de Mumia e contando sua história de mais de trinta anos de luta e resistência. Foram apresentadas músicas em homenagem a Jamal, em voz e violão.
Pela tarde, os manifestantes se dirigiram em caminhada até a Agência Consular Americana em Fortaleza, há alguns quilômetros do IBEU, a fim de entregar uma carta denúncia à Agente Consular norte-americana responsável, mas ela não se encontrava no local....
Denunciamos ao mundo e exigimos do governo dos EUA, juntamente com outras pessoas em outras partes do planeta, a libertação de Mumia Abu-Jamal!
Este 1 de Maio vamos sair à rua, em Setúbal.
Depois da brutal repressão policial do ano passado, e no duro contexto
social em que nos encontramos, era inevitável voltar a sair e não
ceder ao medo que nos querem impor.
Os racistas e fascistas do PNR anunciaram também uma manifestação de
provocação contra as ideias do 1º de Maio e contra a tradição
anti-fascista da cidade de Setúbal. A PSP tem desenvolvido uma
campanha de assédio e intimidação, com demonstrações da sua violência
autoritária, com vigilância ostensiva, revistas, insultos,
humilhação e identificação de pessoas que se encontram em acções de
divulgação da manifestação, e inclusive , por duas vezes, a apreensão
de cola, baldes, trinchas e cartazes.
Torna-se necessário perante este cenário declarar que:
-Não vamos ceder às manobras intimidatórias das forças de desordem,
nem às manobras provocatórias dos fascistas. Esta manifestação vai
realizar-se de uma forma ou de outra.
-A concentração Anti-Capitalista e Anti-Autoritária terá inicio às
13:30 no Largo da Misericórdia e não vai alterar ou modificar um
milímetro que seja qualquer uma das suas motivações, propósitos e
percursos por causa da provocação fascista marcada para as 16:00h,
aparentemente em novo local, na praça du Bocage, em frente à Câmara
Municipal.
-Estamos a convocar uma manifestação, não estamos a convocar um motim,
nem um fight club. Gostamos muito da nossa cidade e não temos nenhuma
intenção em destruí-la. Para fazer isso já sobram capitalistas.
-Mas também sabemos que enquanto formos ingénuos, desorganizados e mal
preparados corremos grandes riscos. Não vamos entregar ninguém aos
lobos. Estamos e estaremos sempre prontos a defender a integridade
física de todos os manifestantes. Isso faz-se de forma activa, não
passiva. Com inteligência e determinação.
-Não é nem nunca foi um papel que protegeu alguém da violência
policial, ou da violência fascista. Hoje, como ontem, tudo o que
tivermos que ganhar será pelas nossas mãos, não a troco de
autorizações. Hoje, como ontem, ninguém nem nenhuma instituição nos
dará a liberdade, a justiça social ou a justiça económica.
De resto esperemos que seja um grande dia onde cumpramos o nosso
objectivo: sair à rua com todos os que estão fartos da miséria e
querem melhor; deixar claro que não nos chegamos para trás; e chegar
ao final duma manifestação comunicativa e combativa sem que os
desordeiros do costume ( polícia ) consigam travar mais uma iniciativa
popular. Estão todos convidados à aparecer.
Mantenham-se atentos às várias informações de segurança e legais que
se publicarão nos próximos dias.
Rebeldes e organizados, nós damos-lhe a crise...
TODOS A SETÚBAL.
Terra Livre 29 de Abril de 2012
Dia 24 de Abril, foi o aniversário de Mumia, fez 58 anos de idade, 30 dos quais foram passados em isolamento no corredor da morte no estado da Pensilvânia. Sob uma falsa acusação de ter provocado a morte de um polícia em 1982, foi condenado por um tribunal que lhe negou os mais elementares direitos: impôs-lhe um advogado incompetente, ouviu depoimentos obtidos sob coacção e aceitou provas forjadas, incluindo uma "confissão" que só a polícia ouviu. Dessa farsa resultou a sua condenação à pena de morte e foi colocado de imediato no corredor da morte, as instalações onde os condenados à morte esperam pela execução...Uma grande mobilização verificou-se a nível mundial exigindo a libertação de Mumia e a reparação das muitas e graves injustiças que são diáriamente cometidas contra os presos políticos, os imigrantes, os pobres e os injustiçados sociais em geral.
1. Libertem Mumia.
2. Fim ao encarceramento em massa.
3. Trabalho sim, prisão NÃO.
4. Fim ao encarceramento nas solitárias
e fim à tortura.
5. Fim da pena de morte racista.
6. Tirem as mãos de cima dos imigrantes.
7. Liberdade para os presos políticos.
Acção de solidariedade na Holanda - Amesterdão
7 EXIGÊNCIAS :
1. Libertem Mumia.
2. Fim ao encarceramento em massa.
3. Trabalho sim, prisão NÃO.
4. Fim ao encarceramento nas solitárias
e fim à tortura.
5. Fim da pena de morte racista.
6. Tirem as mãos de cima dos imigrantes.
7. Liberdade para os presos políticos.
|

A polícia despejou hoje no Porto o projecto Es.Col.A. após mais de um ano de actividade social, com iniciativas em prol da população da Fontinha e da cidade.
A polícia prendeu 3 pessoas, usando a violência e a intimidação sobre os presentes no local e aos que acorreram a solidariezar-se.
A Câmara Municipal do Porto, ao não ter cumprido com o acordado, está a tentar matar algo que reabilita a zona do centro do Porto e que tem o apoio da população.
O Es.Col.A não será nunca despejado, porque não se pode despejar uma ideia.
Acções de solidariedade e repúdio estão a decorrer na cidade do Porto, junto à Câmara Municipal e em Lisboa no Largo S.Domingos na Baixa de Lisboa
Solidariedade activa com o Es.Col.A

Adri Nieuwhof resume a análise feita por John Dugard, antigo enviado especial para a situação dos direitos humanos nos territórios ocupados, sobre a situação dos presos palestinianos por ocasião de uma reunião internacional das Nações Unidas realizada no fim da semana passada em Genebra:
A delegitimização dos prisioneiros políticos Israel não reconhece os palestinianos envolvidos nas actividades de resistência contra a repressão israelita como combatentes, opositores ou presos "políticos". Para evitar de dar alguma legitimidade à sua causa, eles são tratados como "terroristas", criminosos comuns ou então como detidos securitários.
O regime sul-africano tratou Nelson Mandela, assim como os outros presos políticos do seu tipo, de maneira parecida. Para além disso, Israel recusa aos seus presos políticos qualificados de combatentes, o estatuto de prisioneiros de guerra. Nem sequer reconhece que existe um conflito entre o Estado de Israel e o povo palestiniano que exerce o seu direito à autodeterminação e à independência. Os presos de guerra não podem ser tratados e punidos como criminosos comuns. Pelo contrário, eles podem ficar retidos até ao fim das hostilidades, devendo depois ser libertados e repatriados.
O estatuto de prisioneiro de guerra é aplicável a qualquer membro de um grupo organizado no combate "contra o domínio colonial e a ocupação estrangeira, e contra os regimes racistas que impeçam o exercício do seu direito à autodeterminação", segundo o artigo adicional das Convenções de Genebra de 1949, o "artigo primeiro". O povo palestiniano tem o direito à autodeterminação, uma vez que está submetido à ocupação estrangeira e a um possível domínio colonial. A luta entre a OLP, enquanto movimento de libertação nacional e Israel deve ser reconhecida como um conflito armado internacional onde as Convenções de Genebra devem aplicar-se. [...]
Os combatentes da liberdade palestinianos não são criminosos[...] Se os combatentes palestinianos fossem detidos como prisioneiros de guerra, eles seriam-no até ao fim da ocupação, o que poderia durar muitos anos. Eles seriam libertados ao mesmo tempo que as pessoas condenadas pelos tribunais militares israelitas e vistos por Israel como criminosos. Assim sendo, as implicações práticas do estatuto de preso de guerra não são significativas.
No entanto, as implicações simbólicas ou políticas da condição de preso de guerra são importantes. Os presos de guerra não são tratados como criminosos mas como adversários dignos de um conflito militar, combatentes da liberdade, envolvidos numa guerra pela autodeterminação, cujos direitos são reconhecidos e determinados pelo direito internacional.
Os tribunais militares Sob o apartheid, os combatentes do ANC era julgados segundo a lei penal. Tais processos deram oportunidade aos militantes de se confrontarem com os seus adversários e de expor a sua causa num processo político. No apartheid da África do Sul, assim como na Namíbia, os militantes utilizavam o processo político para um bom fim. Habilmente defendidos por advogados competentes e simpatizantes da sua causa, em tribunais civis abertos ao público e na presença da imprensa e de observadores estrangeiros, eles exploraram as regras do procedimento de evidência a favor da sua causa política. A história do apartheid está cheia de processos políticos que evidenciaram a estatura dos defensores ao exporem a repressão e a discriminação.
A maioria dos combatentes palestinianos são julgados por tribunais militares, apesar da preferência do direito internacional humanitário para a imparcialidade dos tribunais civis. Os tribunais militares destinam-se a ser a excepção e não a regra, de acordo com a Convenção de Genebra. Esses tribunais são dirigidos por juízes militares sem independência e posicionados em alturas inacessíveis, por vezes à porta fechada, aplicando uma lei militar inacessível, respeitando pouco as regras de um processo regular.
Em geral, os militantes palestinianos não têm sequer a possibilidade de confrontar a potência ocupante perante uma audiência pública e perante juízes imparciais que aplicam a lei regular.O regime israelita assassina os seus opositores
Os que se recusam a aceitar a comparação do regime repressivo de Israel nos territórios ocupados da Cisjordânia e da faixa de Gaza com o do apartheid, proclamam orgulhosamente que pelo menos os presos políticos palestinianos não são executados e que Israel é um Estado que aboliu de facto a pena de morte. É verdade que o apartheid sul-africano executava prisioneiros políticos depois de eles terem sido julgados por tribunais civis e não militares, em processos onde eram aplicados procedimentos legais apropriados.
Mas foram mortos muitos mais palestinianos em assassinatos cirúrgicos de combatentes que homens executados judicialmente por crimes políticos na África do Sul. Israel não é um Estado abolicionista. É um Estado que pratica a pena capital de maneira arbitrária e caprichosa, sem nenhum julgamento.
Embora as condições dos presos palestinianos sejam cruéis e desumanas, embora os processos que os mandaram para a prisão sejam injustos, e embora as denominações utilizadas a seu respeito sejam especialmente humilhantes, tais como "criminosos" ou "terroristas", não deveríamos esquecer que os presos palestinianos são os mais sortudos. Esses, pelo menos, não foram assassinados como alguns dos seus pares por um regime que elimina os seus opositores sob o eufemismo de "assassinatos cirúrgicos".
Fonte: Electronic Intifada

TSF publicado a 2012-04-15
Cerca de 1600 prisioneiros palestinianos em Israel, mais de um terço do
total, irão entrar em greve de fome a partir de terça-feira, disse hoje à
AFP o ministro palestiniano dos Prisioneiros, Issa Qaraqae.
«Cerca de 1600 prisioneiros palestinianos começarão terça-feira uma greve de
fome, para reivindicarem melhores condições prisionais, e nós preparámos um
programa nacional de solidariedade para com eles», afirmou o ministro
palestiniano.
Terça-feira é do Dia dos Prisioneiros Palestinianos e coincide com a
libertação de Khader Adnane, que bateu o recorde de estar 66 dias em greve
de fome.
Atualmente dez prisioneiros, todos detidos administrativamente, estão em
greve de fome nas cadeias israelitas, segundo o Clube dos Prisioneiros
Palestinianos.
A porta-voz da administração penitenciária israelita, Sivan Weizman afirmou,
por seu turno, estarem seis presos em greve de fome.
Dois deles, Bilal Foab, 27 anos, e Thaer Halahla, acusados de ligações à
Jihad Islâmica, recusam alimentar-se há 48 horas, estando o seu estado de
saúde a preocupar os médicos.
Entrevista de Filomeno V. Lopes à Voz da Alemanha:
07.04.2012
Após cirurgia na Alemanha Vieira Lopes fala sobre situação crítica em Angola
Na sequência de uma agressão de que foi vítima na capital angolana, Luanda, Filomeno Vieira Lopes, secretário-geral do partido da oposição Bloco Democrático, viajou à Alemanha, onde foi submetido a uma operação médica.
No último dia 10 de março, um grupo de civis armados com catanas, barras de ferro e cabos elétricos espancaram vários cidadãos que o grupo presumia pretender realizar manifestações contra o Governo – tudo isso perante a passividade de agentes da polícia angolana. Um dos feridos no incidente foi o economista Filomeno Vieira Lopes, cujo espancamento provocou a fratura de um braço em três locais, um golpe profundo na cabeça e ferimentos por todo o corpo.
Em entrevista à DW-África, Vieira Lopes disse que saiu de Angola para fazer uma operação de rápido restabelecimento, e pricipalmente para conseguir repousar em segurança.
DW África: A operação já foi realizada?
Vieira Lopes: A operação já está feita. Estamos numa fase em que ainda não retirei os pontos. Também tenho que fazer fisioterapia e ainda não recuperei a mobilidade completa, nem na mão direita nem no braço direito. É algo que demora o seu tempo e, portanto, eu devo estar aqui mais algum tempo para uma recuperação controlada.
DW África: E por que saiu de Angola para fazer um tratamento, temia pela sua vida?
VL: Eu confio muito nos médicos angolanos e confio bastante nas instituições angolanas. Mas a análise do Bloco Democrático sobre os acontecimentos é de que efetivamente houve uma tentativa de assassínio frustrada, que pudesse prosseguir nesta senda através de outros processos. Por outro lado, houve também certa pressão da família, que me queria ver de alguma forma a ser tratado em um sítio onde pudesse gozar de alguma tranquilidade.
DW África: Já tem data para voltar a Angola? E será que regressa de forma tranquila, sem medo, para realmente enfrentar o país da forma como está?
VL: Eu não tenho ainda data marcada, mas com certeza meu regresso será em breve. Vou voltar logo que esteja em condições físicas.
Nós assumimos a posição política que assumimos e não podemos ter receio daquilo que está a acontecer. Angola tem uma história muito triste deste ponto de vista. Estamos em um ponto fundamental no país: se há ou se não há democracia, se é um país que caminha ou não para as liberdades fundamentais. E, portanto, nós vamos prosseguir naturalmente este combate com as consequências que isso possa implicar.
Sabemos que o ambiente é mau, que há uma predisposição daqueles que estão no poder de o manterem de qualquer maneira. Mas, natualmente, o povo angolano merece consideração e achamos que o povo angolano vai ser capaz também de atravessar esta fase muito difícil da sua existência. Vamos conseguir, com o tempo, transformar essa paz militar em paz social.
DW África: Filomeno Vieira Lopes foi espancado e daí a presença aqui na Alemanha para fazer esse tratamento. Tudo isso aconteceu de forma muito rápida, e confirma que sofreu fraturas no braço em três locais, para além de ter sido espancado na cabeça como se viu nas fotografias?
VL: Exatamente. Isto foi um grupo de civis que, com todos os indícios, está associado à polícia. A polícia vai ter que esclarecer por que razão não tomou nenhuma atitude. E já tinha havido um precedente em que a polícia juntamente com esse grupo tinha atuado de forma conjunta e complementar.
Pelo próprio tratamento institucional que este grupo tem tido na comunicação social, pelo menos parte dela, e pela audição que se faz dos fatos, tudo isto mostra que efetivamente há uma concordância entre a polícia, a política e também os grupos que se apresentam para se fazerem de contra-manifestantes.
DW África: Mas precisamente a polícia angolana anunciou, 24 horas depois do acontecimento, que iria investigar o sucedido. Até hoje não houve resposta?
VL: Em primeiro lugar, foi uma comunicação forçada pela imprensa e, por circunstância ou por pavor, [a polícia] disse isso. Não há nenhum comunicado oficial, formal, escrito, carimbado pela polícia a assumir a investigação e, pelo que sei até agora, nada saiu. A polícia está efetivamente à espera que o Bloco Democrático faça uma queixa, para depois tentar encontrar um conjunto de argumentos.
DW África: Ao que tudo indica, o quadro não será brilhante durante a campanha eleitoral para as presidenciais em Angola. Como é que encara esse futuro próximo?
VL: Com bastante preocupação. Digamos que o presidente da República e sua equipa têm tido um papel extremamente negativo no desenvolvimento da democracia em Angola. Querem facilitar a fraude eleitoral, e nós já vínhamos numa situação em que não tínhamos boas leis para as eleições. A Constituição não é suficientemente aberta do ponto de vista das eleições. A lei eleitoral também não é a melhor lei, basta dizer que as pessoas no exterior não votam. Tudo isso foi discutido à revelia da opinião pública.
Nós não temos uma comunicação social que dá voz a toda a gente. Temos uma comunicação social que cerceia as liberdades da oposição por um lado, e por outro temos uma comunicação social manipuladora e oficial.
E também há a ação da polícia que tenta impedir o desenvolvimento das campanhas e mesmo da intervenção política normal dos partidos políticos. Temos uma administração que está preparada para obstaculizar todo o processo burocrático de desenvolvimento da campanha. Não é exatamente um ambiente saudável.
Está a criar-se uma situação segundo a qual, depois da altura do voto, tudo pode acontecer para que a fraude se passe. Portanto nós não estamos bem em Angola.
* Clique abaixo para ouvir a entrevista na íntegra.
Entrevista: António Rocha
Edição: Francis França
http://www.dw.de/popups/popup_single_mediaplayer/0,,15863262_type_audio_struct_2978_contentId_15863194,00.html
07.04.2012
Após cirurgia na Alemanha Vieira Lopes fala sobre situação crítica em Angola
Na sequência de uma agressão de que foi vítima na capital angolana, Luanda, Filomeno Vieira Lopes, secretário-geral do partido da oposição Bloco Democrático, viajou à Alemanha, onde foi submetido a uma operação médica.
No último dia 10 de março, um grupo de civis armados com catanas, barras de ferro e cabos elétricos espancaram vários cidadãos que o grupo presumia pretender realizar manifestações contra o Governo – tudo isso perante a passividade de agentes da polícia angolana. Um dos feridos no incidente foi o economista Filomeno Vieira Lopes, cujo espancamento provocou a fratura de um braço em três locais, um golpe profundo na cabeça e ferimentos por todo o corpo.
Em entrevista à DW-África, Vieira Lopes disse que saiu de Angola para fazer uma operação de rápido restabelecimento, e pricipalmente para conseguir repousar em segurança.
DW África: A operação já foi realizada?
Vieira Lopes: A operação já está feita. Estamos numa fase em que ainda não retirei os pontos. Também tenho que fazer fisioterapia e ainda não recuperei a mobilidade completa, nem na mão direita nem no braço direito. É algo que demora o seu tempo e, portanto, eu devo estar aqui mais algum tempo para uma recuperação controlada.
DW África: E por que saiu de Angola para fazer um tratamento, temia pela sua vida?
VL: Eu confio muito nos médicos angolanos e confio bastante nas instituições angolanas. Mas a análise do Bloco Democrático sobre os acontecimentos é de que efetivamente houve uma tentativa de assassínio frustrada, que pudesse prosseguir nesta senda através de outros processos. Por outro lado, houve também certa pressão da família, que me queria ver de alguma forma a ser tratado em um sítio onde pudesse gozar de alguma tranquilidade.
DW África: Já tem data para voltar a Angola? E será que regressa de forma tranquila, sem medo, para realmente enfrentar o país da forma como está?
VL: Eu não tenho ainda data marcada, mas com certeza meu regresso será em breve. Vou voltar logo que esteja em condições físicas.
Nós assumimos a posição política que assumimos e não podemos ter receio daquilo que está a acontecer. Angola tem uma história muito triste deste ponto de vista. Estamos em um ponto fundamental no país: se há ou se não há democracia, se é um país que caminha ou não para as liberdades fundamentais. E, portanto, nós vamos prosseguir naturalmente este combate com as consequências que isso possa implicar.
Sabemos que o ambiente é mau, que há uma predisposição daqueles que estão no poder de o manterem de qualquer maneira. Mas, natualmente, o povo angolano merece consideração e achamos que o povo angolano vai ser capaz também de atravessar esta fase muito difícil da sua existência. Vamos conseguir, com o tempo, transformar essa paz militar em paz social.
DW África: Filomeno Vieira Lopes foi espancado e daí a presença aqui na Alemanha para fazer esse tratamento. Tudo isso aconteceu de forma muito rápida, e confirma que sofreu fraturas no braço em três locais, para além de ter sido espancado na cabeça como se viu nas fotografias?
VL: Exatamente. Isto foi um grupo de civis que, com todos os indícios, está associado à polícia. A polícia vai ter que esclarecer por que razão não tomou nenhuma atitude. E já tinha havido um precedente em que a polícia juntamente com esse grupo tinha atuado de forma conjunta e complementar.
Pelo próprio tratamento institucional que este grupo tem tido na comunicação social, pelo menos parte dela, e pela audição que se faz dos fatos, tudo isto mostra que efetivamente há uma concordância entre a polícia, a política e também os grupos que se apresentam para se fazerem de contra-manifestantes.
DW África: Mas precisamente a polícia angolana anunciou, 24 horas depois do acontecimento, que iria investigar o sucedido. Até hoje não houve resposta?
VL: Em primeiro lugar, foi uma comunicação forçada pela imprensa e, por circunstância ou por pavor, [a polícia] disse isso. Não há nenhum comunicado oficial, formal, escrito, carimbado pela polícia a assumir a investigação e, pelo que sei até agora, nada saiu. A polícia está efetivamente à espera que o Bloco Democrático faça uma queixa, para depois tentar encontrar um conjunto de argumentos.
DW África: Ao que tudo indica, o quadro não será brilhante durante a campanha eleitoral para as presidenciais em Angola. Como é que encara esse futuro próximo?
VL: Com bastante preocupação. Digamos que o presidente da República e sua equipa têm tido um papel extremamente negativo no desenvolvimento da democracia em Angola. Querem facilitar a fraude eleitoral, e nós já vínhamos numa situação em que não tínhamos boas leis para as eleições. A Constituição não é suficientemente aberta do ponto de vista das eleições. A lei eleitoral também não é a melhor lei, basta dizer que as pessoas no exterior não votam. Tudo isso foi discutido à revelia da opinião pública.
Nós não temos uma comunicação social que dá voz a toda a gente. Temos uma comunicação social que cerceia as liberdades da oposição por um lado, e por outro temos uma comunicação social manipuladora e oficial.
E também há a ação da polícia que tenta impedir o desenvolvimento das campanhas e mesmo da intervenção política normal dos partidos políticos. Temos uma administração que está preparada para obstaculizar todo o processo burocrático de desenvolvimento da campanha. Não é exatamente um ambiente saudável.
Está a criar-se uma situação segundo a qual, depois da altura do voto, tudo pode acontecer para que a fraude se passe. Portanto nós não estamos bem em Angola.
* Clique abaixo para ouvir a entrevista na íntegra.
Entrevista: António Rocha
Edição: Francis França
http://www.dw.de/popups/popup_single_mediaplayer/0,,15863262_type_audio_struct_2978_contentId_15863194,00.html
Várias dezenas de passageiros que tinham comprado um bilhete de avião para estarem em Telavive neste domingo 15 de Abril foram avisados no dia 12 pela companhia aérea Lufthansa que a sua reserva estava anulada “por ordem de Israel”.
« Israel estabeleceu uma lista de nomes de pessoas às quais este país proíbe a entrada. O seu constada lista, o que nos leva a anular o seu bilhete e a re-creditar o seu cartão bancário», declararam os funcionários da Lufthansa aos passageiros.
Não podendo discernir, nas listas de passageiros previamente transmitidas a Israel pelas companhias aéreas, os que tinham a intenção de participar na missão Boas vindas à Palestina dos que nada tinham a ver, o governo israelita,habituado aos “danos colaterais” decidiu pelos vistos colocá-los todos a granel na lista negra. Pelo menos duas pessoas não envolvidas na missão e com a intenção de passar uma temporada em Israel informaram-nos na quinta-feira. […]
Traduzido de : CAPJPO-EuroPalestine, 13.4.2012

Iniciativa do GIP – Grupo de Intervenção nas Prisões(intervencaoprisoes.org)
Organizada por António Pedro Dores e Guya Accornero
Apoio CIES-IUL e Fundação da Ciência e Tecnologia / MECT
4º sessão, sexta-feira, 20 de Abril 2012, 18:30-20:30
Auditório B204 Edif 2do ISCTE-IUL
Parte IV Globalização, crime e prisão
Maria João Guia, “Crime,imigrantes e estigmas”
José Ángel Brandariz, “A prisão como dupla pena: imigrantesnas cadeias”

Após quase 30 anos no corredor da morte, e depois de ter sido retirado do Corredor da Morte para junto da população prisional comum em Janeiro deste ano, o jornalista e activista negro norte-americano, ex-membro do Partido dos Panteras Negras, Mumia Abu-Jamal deu a sua primeira entrevista televisiva a 10 de Abril à jornalista Anastasia Churkina, do canal RT (ver link para a gravação em http://cma-j.blogspot.pt/2012/04/big-brother-legalizado-nos-eua.html). Eis alguns excertos dessa entrevista.
RT – Se não estivesses atrás das grades e pudesses estar em qualquer lugar do mundo, onde estarias e que estarias a fazer?
Mumia Abu-Jamal - Desde muito novo que sou o que se pode chamar de um internacionalista. Faço-o, prestando atenção ao que acontece noutras partes do mundo. Como internacionalista, penso na vida que vivem outras pessoas pelo mundo fora. Claro que, como afro-americano, adoraria passar algum tempo nalgumas partes de África. Mas na verdade tenho muitos amigos e entes queridos em França. Eu realmente gostaria de levar a minha família, a minha esposa e as crianças a verem a nossa rua em Paris.
RT - Estando atrás das grades, parece que estás a assistir às questões mundiais com mais proximidade do que grande parte das pessoas que estão livres para andarem pelas ruas. Qual o evento dos últimos 30 anos em que gostarias de ter partisicpado, caso pudesses?
MAJ - Acho que o primeiro seria provavelmente ter estado no movimento anti-apartheid na Ãfrica do Sul. Porque lógicamente, para além de ser sul-africano, também foi global, porque era a supremacia branca versus a liberdade e dignidade do povo africano. Então, a África do Sul seria lógicamente a primeira escolha. Mas onde quer que o povo esteja a lutar pela liberdade, ganha a atenção dos meus olhos e move a minha paixão.
RT - Fazes 56 anos no fim do mês, o que significa que passastes mais da metade de tua vida atrás das grades. A maioria das pessoas nem sequer consegue imaginar isso. Como foi isso? De que forma te modificou?
MAJ - De facto, perdi grande parte da minha vida, a maior percentagem dela, no corredor da morte. E como não poderia deixar de ser, isso teve um efeito profundo na minha consciência e na forma como via e interagia com o mundo. Eu gosto de dizer a mim mesmo que passei muito tempo para além das grades, noutros países e noutras partes do mundo. Porque o fiz mentalmente. Mas o mental apenas te pode levar para longe. A verdade é que passei a maior parte dos anos da minha vida no corredor da morte. Então, de diversas formas, ainda nos dias de hoje, na minha mente, se não de facto, continuo no corredor da morte.
RT - A tua história de vida tornou-se num simbolo para muita gente, vítima de um sistema judicial falido. Tu, pessoalmente, tens alguma fé num sistema judicial justo e livre, tendo em conta que a tua vida tem sido tão afectada por isso?
MAJ - Quando eu era um adolescente nos Panteras Negras, lembro-me de ir para o centro de Manhattan num protesto contra o encarceramento, a prisão política e as ameaças que Angela Davis enfrentava... Quando Davis atacava o sistema prisional, ela falava de talvez 250 000 ou 300 000 pessoas presas em todos os Estados Unidos como um problema a tratar, uma crise, uma situação que se abeirava do fascismo. Passados 30 a 40 anos, no presente, existem hoje mais de 300 000 prisioneiros só na Califórnia, um estado em cinquenta. O numero de presos na Califórnia ultrapassa a França, Bélgica e Inglaterra – posso citar o nome de 4 ou 5 países juntos.
Não podíamos perceber nessa época no que se tornaria o futuro. É monstruoso quando realmente se vê o que está a acontecer hoje. Pode-se falar literalmente de milhares de pessoas encarceradas pelo actual complexo prisional-industrial: homens, mulheres e crianças. Este nível de encarceramento em massa, na realidade repressão em massa, tem um impacto imenso sobre as outras comunidades, não apenas entre as famlias, mas numa forma de consciência social e comunal e na inculcação do medo durante gerações inteiras. Está num nivel e numa profundidade que muitos de nós não conegue sequer sonhar nos dias de hoje.
RT - Falas sobre muitos assuntos sociais e económicos importantes na tua obra. Qual è o teu sonho para hoje? Se pudesses ver um desses aspectos modificados, qual escolherias? O que desejas poder ver acontecer nos Estados Unidos?
MAJ - Nunca há uma única coisa... devido ao sistema de interligação e porque uma parte do sistema causa impacto noutra parte do sistema, e ainda devido ao que Antonio Gramsci chamou de hegemonia do sistema ideológico que causa impacto noutras partes do sistema. Não poderás mudar uma coisa que terá impacto em todas as outras. Esta è uma das lições dos anos 60, porque o movimento pelos direitos civis falava em integração e mudança nas escolas. A verdade è que olhamos para a vasta maioria das crianças negras pobres da classe operária nas escolas norte-americanas de hoje, e elas vivem e passam as suas horas e os seus dias no sistema, tão profundamente segregadas quanto os seus avós, mas não segregadas apenas pela raça, segregadas pela raça e pela classe.
As escolas que os meus netos frequentam são piores que as escolas que frequentei na minha infância e adolescência. Isto è uma condenação do sistema, mas porque as gerações anteriores se concentraram apenas numa coisa ou num lado do problema, o problema realmente tornou-se cada vez pior. E embora haja muita retórica sobre as escolas, as escolas norte-americanas são uma tragédia.
RT - Fostes referenciado pelo FBI aos quatorze anos. Agora, com leis como a NDAA a ser implementadas nos Estados Unidos, sempre que as pessoas são vigiadas e detidas, isso tornou-se mais fácil que nunca. Achas que o «Big Brother» mostrou oficialmente a sua face neste país?
MAJ - Se olharmos para trás, fica claro que o FBI, os seus dirigentes e agentes sabiam que tudo o que faziam era ilegal. Os agentes do FBI foram ensinados e treinados a invadir lugares, a fazer o que eles chamavam de black bag jobs e esse tipo de coisas, a como cometerem crimes. E também lhes diziam: é melhor fazeres isso sem seres apanhado, porque se fores apamhado vais para a cadeia e nós agiremos como se não te conhecêssemos, ficarás por tua conta. O que tem acontecido nos últimos vinte ou trinta anos não é apenas a NDAA, mas sim o tão proclamado Patriot Act que tem legalizado tudo o que foi ilegal entre os anos 50 e 70. Eles legalizaram as mesmas coisas que os agentes e administrativos do FBI sabiam ser crime na época. Isto significa que eles podem ter acesso à tua correspondência, certamente podem ler e-mails, escutam os telefones, fazem tudo isso. Fazem-no em nome da segurança nacional. O que estamos a viver hoje è um estado de segurança nacional onde o Grande Irmão está legalizado e racionalizado.
RT – Tens descrito os políticos como prostitutas de fato, desculpando-te perante as prostitutas honestas. Em época de eleições nos Estados Unidos, gostaria de perguntar em quem as pessoas deveriam confiar, em quem votarias?
MAJ - Em ninguém. Não vejo ninguém em quem possa votar hoje em sã consciência. Porque a maior parte das pessoas que estão ali são de dois partidos políticos maioritários e tudo o que ouço è uma forma de loucura - um desejo de regresso aos dias de juventude dos anos 50 ou então falam sobre a perpetuação do império norte-americano, o imperialismo. O que há para votar? Quantas pessoas vão conscientemente ás urnas votar pelo imperialismo, por mais guerra ou para que o seu filho ou filha, pai ou mãe, se tornem membros das forças armadas e assassinos em massa?
RT - Pareces ter aprovado o movimento Occupy Wall Street que surgiu este ano nos Estados Unidos. É este tipo de revolta que achas que poderia mudar a América e fazer bem aos Estados Unidos?
MAJ - Penso que è o começo desse tipo de revolta. Porque tem de ser mais profundo, tem de ser mais amplo, tem de visar as questões que estão a tocar as vidas das pessoas pobres da classe operária... È um bom começo, apenas desejaria que fosse maior e mais radical.
RT - És a voz dos sem voz. Qual è a mensagem para os teus apoianteses agora, para aqueles que te estão a ouvir?
MAJ - Organizem, organizem, organizem. Amo-vos a todos. Obrigado por lutarem por mim e vamos lutar juntos pela liberdade.

Por que apoiamos o boicote a Israel : Noam Gur e Alon Gurman,refuseniks israelitas, explicam a sua posição .
« A nossa dificuldade em reconhecer a realidade complexa da Palestina e de Israel vem da dificuldade que temos em reconhecer que há crimes que são cometidos em nosso nome, todos os dias, e isto, porque somos cidadãos israelitas ».
Nascemos cidadãos israelitas e por isso decidiu-se que devíamos carregar o peso do financiamento da ocupação. Ao longo do tempo, acabámos por compreender que enquanto esses crimes durarem eles serão cometidos em nosso nome e às nossas custas.
Por essa razão, chegámos à conclusão de que devíamos orientar os nossos esforços para por fim a esta situação, em vez de nos fecharmos em sentimentos fúteis
de culpabilidade e de vergonha. Enquanto cidadãos de Israel (e enquanto judeus), foi-nos pedido que participássemos na ocupação para além do nosso apoio financeiro , juntando-nos ao exército israelita. Quando percebemos que ao juntarmo-nos ao exército israelita estávamos a apoiar a ocupação criminosa e a negação dos direitos fundamentais, individuais e colectivos, da nação palestiniana, decidimos tomar posição, publicamente, e recusar a ocupação e o apartheid israelita.
Pode pensar-se sensatamente que, devido a essa decisão,seremos postos na cadeia durante alguns meses antes de sermos finalmente libertados da obrigação do serviço militar. É o preço que escolhemos pagar para chegarmos ao fim do status quo no qual, a título pessoal, cooperamos com os crimes cometidos pelo Estado de Israel. A nossa recusa não acabará com a ocupação e o apartheid continuará provavelmente a prosperar, mas podemos conseguir sacudir um pouco o sistema e juntar a nossa crítica ao discurso público.
Mas não são apenas os israelitas que participam - activamente ou passivamente na ocupação e nos crimes de guerra levados a cabo por Israel. Organizações potentes,
com grandes interesses, alimentam a ocupação enviando dinheiro e dando o seu apoio político às acções de Israel; há empresas, negociantes de armas, organizações
políticas extremistas e fanáticos vindos da América, da Europa e de outros lados. É com tristeza que dizemos que as administrações US continuam também a financiar os crimes de guerra de Israel. Mas nós podemos agir, juntos, pelo mundo fora, condenando o financiamento e a legitimação do governo de Israel e,no fim de contas, podemos chegar a por fim ao apoio internacional da sua política.
Enquanto comunidade, podemos conseguir acabar com a normalização da ocupação. Cabe a cada um de nós, evidentemente, escolher a melhor maneira de combater os crimes de Israel mas neste momento, a política palestiniana deseja seguir o BDS Boicote, Desinvestimentos e Sanções dirigido contra as empresas e as instituições
israelitas. O BDS é fruto de um apelo dos palestinianos, publicado em 2005,
que se tornou o instrumento central da luta não violenta contra as violações israelitas dos direitos humanos.
Como dissemos acima, este movimento visa três objectivos com a sua luta não
violenta :a promoção do direito ao regresso dos refugiados palestinianos, o
fim da ocupação dos territórios palestinianos ocupados, e o fim da discriminação contra os palestinianos que vivem em Israel.
Ver-se livre de uma ocupação faz parte de um processo delicado, complexo e de múltiplos aspectos, mas devemos todos participar nesse derrubamento. Nós, Noam e Alon, escolhemos, para nos vermos livres da ocupação, declarar publicamente a nossa recusa de servir no exército e ao mesmo tempo militar e
apoiar o apelo palestiniano para o BDS.
Os cidadãos do mundo que têm a possibilidade de boicotar Israel devem reflectir sobre este apelo palestiniano e tentar juntar-se a ele cada um de nós no seio da sua própria comunidade, no melhor da nossa competência e não acreditar que uma condenação passiva da política de apartheid israelita possa ser suficiente. Devemos, pelo contrário, optar pela acção para por fim aos crimes
de Israel.
Publicado por : http://www.info-palestine.net/artic...

A partir do dia 24 de Abril e até à segunda quinzena de Maio, o Parlamento Europeu irá decidir se aceita ou rejeita mais um acordo económico entre Israel e a União Europeia.
Convidamo-vos a escrever ao dois membros portugueses do comité de voto, de forma a convencê-los a recusar este acordo:
mario.david@europarl.europa.euanamaria.gomes@europarl.europa.eu
Segue abaixo o texto das cartas que o Comité de Solidariedade com a Palestina enviou a todos os deputados portugueses do Parlamento Europeu e que vos podem servir de modelo.
Contra o Agreement
on Conformity Assessment and Acceptance of Industrial Products (ACAA)
entre a União Europeia e Israel:
O ACAA estabelece uma cooperação económica entre a União Europeia e Israel. A adopção do ACAA contribuiria para a eliminação de barreiras técnicas ao comércio e aumentaria desse modo a acessibilidade dos mercados europeus a Israel e vice-versa, beneficiando as empresas israelitas, muitas delas conhecidas por exercerem actividades lucrativas nos colonatos,considerados pela União Europeia e pela ONU como uma violação da lei internacional.
A comissão do Parlamento Europeu encarregada de discutir este acordo decidiu congelar a discussão em 2010, na sequência do ataque israelita à Flotilha da Liberdade. Acontece que as razões para este congelamento permanecem enquanto Israel não suspender a expansão dos colonatos e as incursões na faixa de Gaza que diariamente atingem numerosos civis - homens, mulheres e crianças.
A Joint Communication to the European Parliament and the Council on Human Rights and Democracy at the Heart of EU External Action,recentemente apresentada por Catherine Ashton, estipula que a agenda do comércio e dos direitos humanos da UE tem de ser coerente, transparente,previsível, realizável e efectiva. Ora, as posições da UE sobre o Médio Oriente têm sido claras tanto em relação a Gaza e aos apelos reiterados para que o bloqueio seja levantado, como em relação à Cisjordânia e à ilegalidade dos colonatos, que a UE considera como um obstáculo à paz.
Por outro lado, nos últimos meses, três relatórios internos da EU tornados públicos descrevem toda a espécie de violações dos direitos humanos cometidas por Israel na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Neste contexto, a política coerente em relação a Israel só pode ser a rejeição do ACAA ou de qualquer outro acordo que beneficie Israel ou as suas indústrias. O Parlamento Europeu tem o poder de bloquear este acordo.
Mostra de cinema cubano com filmes de vários géneros que nos transportam para o imaginário das caraíbas.
Uma oportunidade de ver e rever algumas das obras que raramente passam no circuito commercial
(com exposiçao de cartazes de filmes cubanos).
Dia 13 de Abril 18h30Vampiros em Havana
Dia 14 de Abril -18h30A bela do Alhambra
Dia 15 de Abril 18h30Hello Hemingway
No Centro Cultural de Carnide
(Rua do Rio Cavado Carnide)
Uma oportunidade de ver e rever algumas das obras que raramente passam no circuito commercial
(com exposiçao de cartazes de filmes cubanos).
Dia 13 de Abril 18h30Vampiros em Havana
Dia 14 de Abril -18h30A bela do Alhambra
Dia 15 de Abril 18h30Hello Hemingway
No Centro Cultural de Carnide
(Rua do Rio Cavado Carnide)
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















