Nós, participantes do Primeiro Encontro da Nação Mapuche sobre Conflitos Ambientais: comunidades e organizações mapuches; organizações sociais; coletivos comunicacionais e companheiros e companheiras solidárias e comprometidos com a preservação da vida, reunidos no território recuperado Lof Pillan Mawiza durante os dias 17, 18 e 19 de fevereiro de 2012; reafirmando nosso direito a ser e viver como as pessoas da terra, temos analisado ao sistema wingka em todas as suas expressões e entendemos que:
•O planeta está em risco devido á lógica da cultura dominante que despreza a visão cósmica dos povos originários sobre todos os elementos da vida. No sistema de pu newen tudo está entrelaçado, tudo se inter-relaciona, tudo se nutre.
Portanto, consideramos que: •Esta é uma crise civilizatória. Enquanto a sociedade não questionar nem interpelar seu modo de viver, baseado na visão homocentrista, materialista, individualista, consumista e patriarcal, o sistema capitalista seguirá se fortalecendo, gerando assim o desaparecimento de ecossistemas e diversidade cultural, ademais do deslocamento de comunidade que levam os povos originários e camponeses a converter-se em refugiados ambientais.
•É oportuno, necessário e imprescindível colocar em diálogo nosso saber ancestral com os trabalhadores, estudantes, ambientalistas e vizinhos autoconvocados, e com toda mulher e todo homem que anseia mudar este sistema depredador.
Denunciamos que: •A contaminação, o saque, a devastação e a fome, são alguns dos tantos custos que nestes duzentos anos de conformação dos estados invasores, os povos originários viemos padecendo, e que hoje não só nos afeta, como também se estende a todos os povos oprimidos do mundo.
•Com a desculpa do progresso e desenvolvimento se tem cometido genocídios, ecocídios e etnocídios. Portanto, o paradigma do progresso deve ser questionado. Em nome deste paradigma, o único que progrediu é a morte; nós queremos progredir a vida.
Por todo expressado, declaramos que: Nos opomos de maneira contundente ao avanço das mega estrativistas de minas, as petroleiras, as florestais, as sojeiras, as represas e todo aquele empreendimento que atente contra a vida.
Repudiamos e exigimos a imediata revogação da Lei Antiterrorista que pretende silenciar e criminalizar as vozes dos povos afetados que defendem seu território.
Solidarizamos-nos com todos os presos e presas políticas, não só nossos pu weichafe mapuche, mas também todos aqueles comprometidos na luta por um mundo melhor, que padecem com a repressão e o encarceramento. Exigimos também a imediata libertação de todos e todas e cada um deles.
Denunciamos a mentira criada por aqueles que detêm o poder de que a única alternativa de desenvolvimento é este modelo.
Os povos originários, durante milhares de anos, temos levado adiante modelos de desenvolvimento em harmonia com a natureza, acreditamos que é possível aplicar estes saberes ancestrais na sociedade atual para gerar uma tecnologia em favor do ambiente, uma política energética alternativa e uma educação pensada em um novo sistema de valores que coloque as diversas forças da natureza no mesmo plano de horizontalidade com o ser humano, para assim alcançar a arte de habitar.
Hoje estamos comprometidos em difundir e construir juntos com todos um mundo possível e melhor.
Convocamos a toda a sociedade a despertar-se, mobilizar-se, solidarizar-se e reagir pela defesa da vida.
Desde Puel Willi Mapu Por território, justiça e liberdade! Marici Wew! Corcovado-Chubut-Patagônia-Argentina Domingo, 19 de fevereiro de 2012.
"Cerca de 4500 palestinos, entre os quais centenas de crianças, estão detidos em prisões israelitas, muitos deles sem julgamento ou culpa formada. Desde o início da ocupação, em 1967, mais de 800.00 palestinos foram vítimas de detenção.
Israel ignora os direitos dos prisioneiros consignados nas Convenções de Genebra e recorre frequentemente a diversas formas de tortura. Mais de 80% dos presos palestinos que são libertados sofrem de desordem pós-traumática e mais de 40% sofrem de depressão, sendo a sua reabilitação mais um dos desafios que a sociedade palestina tem que enfrentar. A questão dos presos palestinos não tem feito parte da agenda política das negociações de paz. Neste contexto, é essencial o papel da sociedade civil e do movimento de solidariedade internacionalista com a Palestina e a experiência portuguesa de luta antifascista e de solidariedade com os presos políticos é muito relevante.
O MPPM promove um debate subordinado ao tema Presos Políticos Palestinos nas Prisões Israelitas e o Papel da Sociedade Civil: a Experiência Portuguesa na terça feira, 17 de abril, pelas 18.30 horas, na Livraria Círculo das Letras (Rua Augusto Gil, 15 B (Campo Pequeno), Lisboa), com a participação de Mufeed Shami (Embaixador da Palestina em Portugal), Frei Bento Domingues (Vice-Presidente MPPM e antigo membro da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos), Silas Cerqueira (Direção Nacional do MPPM) e Aurélio Santos (Conselho Nacional da URAP União de Resistentes Antifascistas Portugueses).
"Não foi motim, mas rebelião a palavra escolhida para designar oficialmente o abuso de poder e da violência para corrigir colectivamente o comportamento dos grevistas da ala b da cadeia do Linhó. Segundo a sucinta versão oficial, teria havido 3 feridos reclusos causados pela violência dos guardas especiais ao serviço da direcção geral.
Como escrevemos uma vez aos deputados da 1ª Comissão da AR, a experiência ensinou-nos que as inspecções aos serviços prisionais estão condicionadas, de forma a impedir a emergência aos olhos do Estado e do público dos casos de violência e maus tratos ocorridos nos estabelecimentos prisionais. Ora aqui está uma oportunidade para que arealidade nos pudesse desmentir, como gostaríamos que acontecesse.
Está disponível para inspecção um caso de uma greve ao trabalho reprimida por racha presidiários, quando ficou claro, por um lado, a determinação dos reclusos em vincar as suas queixas antigas e não atendidas com uma posição colectiva e, por outro, a incapacidade da direcção da cadeia de mobilizar os recursos de ordem – provavelmente por estes estarem esgotados pela ilegitimidade dos meios de orientação da instituição, de que rezam também as queixas dos presos. Independentemente do crime que nos parece poder ter sido cometido na quinta-feira santa, e que esperamos que o Ministério Público possa apreciar à luz da lei, as irregularidades administrativas implicadas deveriam ser estudadas e avaliadas,para que práticas deploráveis como aquelas que uma vez mais foram utilizadas pelos serviços prisionais possam cessar.
Quantos feridos foram atendidos na enfermaria da cadeia nesse dia e que destino lhes foi dado? Que tipo deferimentos foram observados e quais as suas possíveis causas? O que justificou a transferência de presos ocorrida nesse dia, ou melhor, como foram seleccionados os presos para serem assim castigados (foram os que estavam feridos ou outros?) e que consequências tal medida veio a revelar (por exemplo,dificuldade de visitas de familiares, interrupção de tratamentos, etc.)? Como se justificaram oficialmente os castigos dos presos a quem foram aplicados, na sequência de terem sido batidos e mordidos e baleados? Quantos presos foram castigados nestas circunstâncias? Tudo isto parece informação fácil de obter e sumarizar.
Interessante também, seria compreender o que aconteceu de facto naquele dia, nomeadamente que meios de ordem foram usados pelos serviços da cadeia para lidar com a greve dos reclusos e o que tornou esse dia diferente dos outros dias anteriores de greve, em quenão houve incidentes?
A ACED pede a quem de direito que proceda de acordo com as respectivas competências e tendo como horizonte odireito, nomeadamente a igualdade formal de direitos dos presos relativamente aos outros cidadãos (com as limitações óbvias) e os esforços legislativos recentes mas explícitos para favorecer as possibilidades de produção de queixas formulados pelos presos junto de entidades idóneas e capazes de atender ao que houver para atender.
No 1 de Maio a Coaligação para os Direitos do trabalhador e Imigrante pede a prisão e punição do assassino de Trayvon Martin, jovem de 17 anos em Sanford, Flórida Condenamos a guerra contra o juventude negra tipificado pelo assassinato do jovem, que foi para uma loja para comprar doces para seu irmão mais novo. O seu carrasco, George Zimmerman, ouviu no telefone resmungando um epíteto racista como ele matou o jovem, que se justifica o seu assassinato dos jovens, invocando a chamada da Flórida lei de auto-defesa - ". Stand Your Ground" conhecido pela polícia disse-lhe para deixar os jovens sozinhos, mas ele perseguia Trayvon Martin, agarrando-o, enquanto o jovem gritou por sua vida, Zimmerman friamente atirou no jovem no peito. Zimmerman disse Martin parecia suspeito porque ele estava usando um capuz. Ainda assim, um mês após o assassinato, Zimmerman continua a ser livre.
Novas leis na Flórida e em dezenove outros estados permitem vigilantes para matar pessoas que pensam que são "suspeitos". A esmagadora maioria de tais assassinatos, 65 na Flórida no ano passado, foram de pessoas de cor negra. Os tempos de Tampa Bay considerou que "homicídios justificáveis" triplicaram no estado desde que a lei entrou em vigor. Sanford polícia já foram citados para não prender os racistas que agridem pessoas negras.
Existem lacunas enormes entre ricos e pobres em os EUA. Africo-americanos e latinos / as possuem apenas um vigésimo da riqueza dos brancos. Negros e latinos / um jovem tem as maiores taxas de desemprego e os salários são mais baixos de todos os trabalhadores. Os EUA, com seis por cento da população mundial, tem 25 por cento da população mundial prisão. É, principalmente, pessoas de cor que se encontram encarceradas. Isso é chamado de "The New Jim Crow".
Na Flórida e outros estados, o sistema capitalista nega milhões de homens negros que cumpriu pena de prisão decente remunerados empregos, educação, saúde ... e ao voto. This is another way of keeping people powerless. Essa é outra maneira de manter as pessoas impotentes. Os encarcerados na prisão são forçados a trabalhar por salários de miséria: um dólar ou menos uma hora.
Os EUA foi construída sobre o roubo de terras de povos nativos e México, 350 anos de escravidão dos africanos, e um racista, Jim sistema Crow. Hoje, se o seu assassinato por um policial ou uma bala de vigilante, uma guerra sangrenta em Africano-Americano juvenil é escalada como os capitalistas piora da crise econômica. Estados eo governo federal têm simultaneamente declarou guerra aos imigrantes. Um milhão foram deportados e outros milhares encarcerados nos últimos quatro anos. Tudo sobre os EUA, a polícia juventude perfil racial Preto, Latino / a e nativo. O Departamento de Segurança Interna liderar o ataque a muçulmanos. E estados já aprovaram leis 92 no ano passado contra os direitos das mulheres à saúde. Enquanto isso, a prisão da polícia, tase, spray de pimenta e bata desempregados e endividados Ocupar os jovens do Movimento, que são principalmente branco.
Reacionários racistas estão tentando destruir os ganhos conquistados pelos progressistas lutas de massas, de direitos dos trabalhadores para os direitos civis. 1 de Maio de Coalizão para os Direitos do trabalhador e Imigrante vê isso como um momento de unidade e fightback. No Union Square, "Um milhão de camisas de Março" tiveram lugar em 21 de março contra o assassinato de Martin Trayvon, que trouxe milhares de pessoas raivosas. Esta raiva continua a crescer rapidamente em todo o país cada Zimmerman dia é livre. Um "Dia Nacional Hoodie" teve lugar em 26 de março - o aniversário de um mês do assassinato de Martin. Em 10 de abril, dia em que uma Florida júri reúne-se o caso de Martin, um Dia Internacional de Justiça 4 protestos Trayvon Martin estão sendo chamados. Em 1 de maio na Union Square, novamente nós temos que ficar juntos. Preto e marrom e branco, trabalhadores e desempregados, e documentada e não documentada, pedindo o fim do racismo e da repressão.
Justiça para Trayvon Martin! Ramarley Graham! Sean Bell! Sean
Com uma faixa de 700 metros e muito frio, neste sábado, 7 de abril, aproximadamente 600 pessoas cercaram a Embaixada dos Estados Unidos em Berlim para pedir a libertação de Mumia Abu-Jamal. Os manifestantes também pediram a abolição da pena de morte e protestaram contra o encarceramento em massa nos Estados Unidos.
Durante vários meses, activistas e defensores do jornalista afro-americano Mumia Abu-Jamal realizaram eventos de informativos sobre o seu caso em todo o país, onde diversas pessoas tiveram a oportunidade de pintar pequenas faixas como um sinal de seu protesto. Foram criadas diferentes faixas em mais de 20 línguas e expostas nesta manifestação.
Em 24 de abril, no 58º aniversário de Mumia Abu-Jamal, realizar-se-á a ocupação do Departamento de Justiça em Washington DC, nos Estados Unidos, e outros actos solidários por todo o mundo.
"Desde o mês passado a ACED tem servido de transmissor para as autoridades competentes das reivindicações dos presos em greve na cadeia do Linhó por se queixarem da situação insustentável que se vivia naquele estabelecimento – incluindo no capítulo da insegurança pessoal – e da indiferença ou incapacidade da direcção para pugnar para alguma reposição da normalidade. Os grevistas traduziram as suas preocupações em vários pontos, alguns deles centrados no respeito dos seus direitos consagrados internacionalmente sob a designação de Direitos Humanos, outros centrados na gestão do próprio estabelecimento.
As razões de protesto e greve são conhecidas mas não será de mais repeti-las:
1. Especulação com os preços dos produtos alimentares e de higiene que – no quadro da proibição da respectiva encomenda e entrega através das visitas - são mais caros no fornecimento interno do que nos estabelecimentos comerciais (era preciso ver quem lucra com isso e a quanto ascendem esses lucros)
2. Falta de segurança perante a agressão de outros presos (era preciso ver se entre essas agressões não há encomendas do próprio funcionalismo prisional)
3. Espancamentos nocturnos de presos pela guarda, a pretexto de rusgas de segurança
4. Ultraje moral às visitas que são (sem fundamento conhecido) arbitrariamente sujeitas a revistas por desnudamento,incluindo a prática do por toque vaginal
5. Eliminação dos livros de reclamações e ausência de tramitação conhecida de quaisquer queixas (e a objectiva inviabilização das queixas sempre propiciaria a exasperação das tensões)
As sentenças condenatórias fixam apenas a perda de liberdade ambulatória e por nenhum modo decretam castigos corporais, ultrajes pessoais aos visitantes, ou exploração económica ilícita da situação de reclusão.
Os reclusos fizeram portanto greve e a força de choque das prisões foi-lhes atiçada, intervindo aos tiros, sob pretexto de não estarem a obedecer a uma “ordem” de recolha às celas dada por altifalante (sem identificação possível de quem a estaria dando), ordem contrária à prática e horário habituais (e regulamentares) estando os reclusos no pátio à hora em que ali deviam estar.
O que pode justificar a brutal intervenção? Que fizeram os grevistas? A quem? Como? E que incidentes ocorreram no terceiro dia e não no primeiro ou no segundo? Foram os presos ou a guarda quem os desencadeou? O que explica a força de choque entrar com cães a morder, espancando e disparando, ferindo com gravidade alguns reclusos, que, em consequência,tiveram de ser hospitalizados e lesionando outros por modo que entenderam poder ignorar e esses não foram levados a exame e tratamento hospitalar?
Verificaram-se transferências arbitrárias de reclusos para outros estabelecimentos. E “os cabecilhas”, comonlhes chama a guarda, continuam por identificar.
É portanto patente que a intervenção da força de choque se fez com o objectivo alcance de repor a submissão à especulação indiciada, aos espancamentos, ao ultraje à integridade moral das visitas e ao silenciamento das queixas imposto pelo desaparecimento dos livros de reclamações.
A confirmar a intencionalidade de tal tratamento humilhante e degradante há a acrescentar a punição colectiva através da alimentação, já que as refeições de sexta feira da Paixão e sábado de Páscoa,foram servidas estragadas uma – o arroz de pato estava azedo – e salgada a outra. Na manhã de Domingo de Páscoa o pão foi servido duro de véspera.
Trata-se portanto de violência e maus tratos como retaliação por uma reivindicação de direitos legalmente positivados. E uma tal retaliação tem uma tipificação penal muito precisa. Como de resto é também o caso do conjunto de crimes indiciados a que os reclusos reagiam por greve pacífica.
Sublinha-se, por último, que os reclusos estão desde quinta-feira sem acesso à assistência jurídica por advogado tendo, ontem mesmo, pelas 15h30m sido impedida a visita de advogado sob informação de que “só com autorização da Direcção Geral”, assim se verificando que os reclusos estão sem assistência jurídica há três dias e por tempo indeterminado.
À cautela - e em face de mais essa anomalia - desde já fica arguida a nulidade de quaisquer interrogatórios sem defensor e requerido o exame médico a qualquer interrogado que o pretenda.
Conhecendo estes factos por relatos que chegaram à ACED, é nossa obrigação fazê-los chegar ao Ministério Público para que actue em conformidade com as suas obrigações legais. É o que se faz através deste ofício. "
A intervensão dos guardas prisionais para terminar com a greve dos presos ao trabalho, terminou com três presos feridos e todo um conjunto de acções condenatórias. António Pedro Dores, Presidente da Direcção da ACED, em entrevista à TVI aprofunda este tema tal como as causas que o originaram .
483 pessoas foram presas durante esta acçãoo, em que mais de quinhentas pessoas, originários de 10 países europeus, participaram. Esta acção visava entrar no terreno da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e realizar um encerramento simbólico. Uma aliança militar que faz guerra em todo o mundo, que implanta armas nucleares e está disposta a ser a primeira a tomar a iniciativa de atacar, sendo a principal ameaça e perigo para a paz mundial. Em 20 e 21 de maio, os chefes de Estado e de Governo dos países membros da NATO vão reunir-se em Chicago. Esta acção não-violenta envia uma mensagem clara para a conferência: a NATO cria mais problemas do que soluçõeses, €“ dissolução£o já !.
"Otan Game Over" tratou-se de um acto de desobediência civil. Os grupos de acção directa, não-violentos entraram nas áreas da NATO, cometendo um delito menor, em nome dos valores superiores da paz, entendida não apenas como ausência de guerra, mas como a construção de um mundo mais justo. Para isso, organizações vindas da Alemanha, Holanda, França, Reino Unido, Finlândia, Suécia, Turquia, Itália, Portugal e Espanha juntaram-se com os ativistas belgas.
Exigimos: A cessaçãoo das políticas de intervensão militar. Em Chicago, o Secretário Geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, quer dar prioridade à construção de um sistema de intervenção militar. Após mais de dez anos de guerra, a barbarie no Afeganistão mostra o fracasso desta metodologia. Na Líbia, a NATO usou a resolução da ONU [Organização das Nações Unidas] como uma desculpa para a mudança de regime. Um ano depois, a NATO deixa um país fragmentado e dominado por milícias armadas.
O fim das armas nucleares. As armas nucleares não têm qualquer utilidade militar e há e há um amplo apoio público e político para a sua retirada. Em Chicago, a NATO deve abandonar suas próprias estratégias da Guerra Fria, contra producentes para o avaço da Não Proliferação.
A cessação do desenvolvimento de escudos antimíssil da NATO. Os Estados membros aprovaram o desenvolvimento de defesa antimíssil e se comprometem a pagar seu preço, sem qualquer debate público. O investimento de centenas de milhões de euros no escudo antimíssil servirá apenas para relançar a corrida armamentista mundial.
A acção deste 1.º de Abril faz parte da Campanha Otan Game Over, desenvolvida na Bélgica, com o apoio da Rede Antimilitarista Europeia. Visa destacar o debate sobre o papel da Nato, dos exércitos e das alternativas de defesa que estão sendo negadas pelos governos membros da Nato...
A frequência da passagem por Lisboa de vasos de guerra da NATO, é frequente, a foto regista a passagem deste navio no passado mês de Março, situação repetitiva e que devemos repudiar a presença de tropas assassinas ao serviços dos designios imperiais.
Nova nota da ACED sobre os desenvolvimentos da greve ao trabalho na cadeia do Linhó .
Os presos em greve no Linhó estão a ser informados de que terão de recolher às celas para lhes serem aplicados colectivamente castigos corporais, pelo facto de não terem acatado, porentenderem ser arbitrária e ilegítima, a ordem de recolher às celas para serem fechados, como forma de retaliação pelo facto de estarem em greve.
Esperamos que não se esteja a preparar mais um motim organizado pelos serviços prisionais para obrigar acalar os protestos contra a incúria de que os presos são vítimas.
Nota da ACED a propósito das recentes ocorrências na prisão do Linhó
Greve ao trabalhona cadeia do Linhó (continuação) Os grevistas da ala B da cadeiado Linhó, presos que trabalham e querem protestar por uma série de problemas que listaram e tornaram públicos através da ACED, voltaram à greve hoje, após uma semana de trabalho.
Os guardas que se colocaram contra os grevistas provocam, insistindo em encontrar os “cabecilhas que não se assumem”. Apelam ao espírito machista (“dos palhaços que não dão a cara”) para encontrarem os bodes expiatórios. Ameaçam com a intervenção do GISP e com o fecho das celas, sem que haja nenhuma desordem ou ameaça de violência (a não ser do lado da direcção) obrigando os reclusos a ficaram dentro delas durante todo o dia.
A ACED tem analisado o que se passa nas prisões portuguesas e concluiu que há uma sistemática quebra da linha de comando. Isto é, as ordens da direcção política que deviam governar o sistema prisional não são acatadas. Isso mesmo se volta a confirmar nesta actuação dos serviços prisionais.
O que se passa é que apesar da vontade da Assembleia da República ter sido expressa em lei própria e legítimano sentido de promover o acolhimento e tratamento das queixas dos reclusos – o que teve direito na altura a primeiras páginas na comunicação social – na prática o que se tem passado no Linhó tem sido o inverso. De que é prova suficiente o facto de se ter procedido recentemente à recolha dos livros de reclamação das alas onde estão os presos, sem nenhuma explicação, alegadamente substituindo um sistema que funciona universalmente no âmbito do Estado e das empresas por um outro arranjado para servir interesses que não se compreendem a não ser para fugir à transparência do sistema dos livros de reclamações.
Mais antiga é ainda a conduta da directora que tem por princípio a recusa ouvir pessoalmente os reclusos.
Por isso e pelo mais que não é fácil descrever para quem não vive o quotidiano prisional, as intenções do legislador– mais uma vez – não são apenas ignoradas mas são até invertidas.
O que está em causa nesta greve é o estado a que chegou a cadeia pela direcção danosa e ilegítima – por ser avessa à legalidade, no sentido que acabamos de explicar. Os grevistas chamam a atenção para isso e o que recebem em troca é uma caça às bruxas e chamados à violência. Atenção aos problemas mencionados publicamente é nenhuma, apesar dos reclusos terem aliviado a pressão durante a última semana. Nem a ACED nem os grevistas receberam sinais de abertura ao cumprimento da lei, isto é, atenção às reclamações.
Marwan Barghouti: "Cortem todas as ligações com Israel!"
Desde a sua célula de uma prisão israelense, uma das figuras mais respeitadas da política palestina chamou no dia 26 a uma nova vaga de resistência civil na sua luta de há décadas pela independência.
“O lançamento de uma vasta resistência popular hoje serve a causa do nosso povo”, declarou Barghouti num comunicado que marcou o 10º ano da sua encarceração por Israel. “Parem de vender a ilusão de que existe uma possibilidade de pôr fim à ocupação e de construir um Estado por meio de negociações, depois de esta visão ter lamentavelmente fracassado”, disse ele numa mensagem lida perante uma multidão de apoiantes seus na cidade de Ramallah na Cisjordânia.
Apesar das suas múltiplas condenações a prisão perpétua, sob a acusação de ter organizado ataques mortíferos e atentados suicidas, Barghouti é considerado como um sucessor potencial do ex-presidente Mahmoud Abbas, que é também o chefe da Fatah. A sua liderança e o seu carisma foram considerados como uma força motriz na última Intifada contra a ocupação israelense, lançada no final de 2000.
As suas opiniões continuam a ter um impacto profundo na opinião pública palestina e ele goza de um vasto apoio entre todas as organizações palestinas. Muitas pessoas consideram que Israel poderá, em algum momento, decidir libertar Barghouti.
O apelo à ação intervém num período muito explosivo na Cisjordânia ocupada por Israel desde a guerra de 1967 : o marasmo económico, uma diplomacia desfeita e o descontentamento popular claramente perceptível não auguram nada de bom para mobilizações pacíficas.
[…] As greves da fome de presos palestinos detidos em Israel também são um sinal da ira popular.
Na sua alocução, Barghouti apelou a que “se pare imediatamente todas as formas de coordenação securitárias e económicas (com Israel) em todos os domínios”, coordenações que duram entre Israel e a Autoridade Palestiniana [de Ramallah], com altos e baixos, desde há anos.
A direção palestina da Cisjordânia, ao mesmo tempo que dá um apoio verbal às manifestações e que procura o reconhecimento em vários órgãos das Nações Unidas, tudo fez até agora para evitar um confronto político [com o ocupante israelense].
Depois de o governo de Abbas ter conseguido uma pequena vitória ao persuadir o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra a investigar a política de colonização de Israel, Barghouti defendeu medidas mais draconianas.
Também apelou a uma « renovação dos esforços » para se chegar ao reconhecimento de um Estado palestino no Conselho de Segurança, uma iniciativa que fracassou no ano passado, quando Washington apoiou a posição israelense, rejeitando a resolução como um meio de contornar as negociações.
Barghouti declarou que os palestinos deveriam em alternativa, submeter a sua reivindicação de um Estado à Assembleia Geral ou perante outros organismos, aludindo a fóruns nos quais os palestinos dispõem de um apoio maior.
(do original em http://www.maannews.net/eng/ViewDet ).
Es.Col.A do Alto da Fontinha CARTA ABERTA A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro.Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária doAlto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do queanunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com doisdelegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que oprojecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguercom fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinaturadesse papel.
Recapitulando: a 10 de Abril de 2011,um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha,devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter.Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades adecorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.
Esta farsa é, para nós, inaceitável,tal como o é o despejo em si - seja agora, em Junho, ou em qualquer altura.Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavrae que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonhocom que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com asnossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nasruas da Fontinha. Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.
Precisamos do sentido solidário de todaa gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que aocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo. Que a moda pegue! ai, ai -- ES.COL.A - espaço colectivo autogestionado do Alto da Fontinha Rua da Fábrica Social, 17 - Porto escoladafontinha.blogspot.com
Cerca de duas centenas de pessoas passaram pelo Chiado ao final da tarde repudiando a violência policial e a prepotência da ignorância de quem julga poder agir impunemente sobre a liberdade dos cidadãos. Alguns dos presentes fizeram questão de exprimir em pequenos cartazes a sua revolta, deichando mensagens afixadas na estátua do Chiado. Viva a Liberdade !
Em 18 de dezembro de 2011, de sua cela solitária no SCI Mahanoy, Mumia escreveu uma mensagem para os homens e mulheres com quem ele dividia o corredor da morte. Compartilhamos com você aqui: (cortesia de "Amigos maior" o boletim de Pennsylvania Prison Society)
AOS MEUS IRMÃOS e Sistas na linha '
Tem sido quase uma semana desde que saí da Death Row, mas não consigo deixar de olhar para trás, para muitos de vocês estão em meu coração.
Eu já não podem estar no corredor da morte, mas por causa de você Death Row ainda está comigo. Como poderia não ser assim, quando eu passei mais anos da minha vida no corredor da morte, do que em `Liberdade?" Ou, mais tempo no corredor da morte, do que com a minha família?
Escrevo para dizer-lhe tudo, até mesmo aqueles que eu nunca conheci, que eu te amo, para nós compartilhamos algo extremamente raro. Eu compartilhei lágrimas e risos com você, que o mundo não sabe nem ver. Eu compartilhei sua angústia quando algum juiz quebrou suas esperanças e desilusões espeto, ou quando algum político procurava usá-lo para subir ao posto mais alto.
Vimos tempo e tomar alguma doença do nosso povo fora da linha. Vimos vários escolher a sua própria data para morrer, enganando o carrasco por suicídio (William "Billy" Tilley, José "Junho" Pagan). Mas, irmãos e irmãs da linha, eu não escrever sobre a morte, mas da vida.
Se eu puder caminhar fora, você também pode. Mantenha rumblin '; manter lutando; manter rockin'. Confira o seu problema Mills.
Mas, há mais. Vive cada dia, cada hora, como se fosse a única vez que não há. Amor ferozmente. Aprenda uma coisa nova. Uma linguagem. Uma arte. Uma ciência. Keep your mind alive. Mantenha sua mente viva. Mantenha seu coração vivo. Rir!
Olhe para o outro, não como concorrentes, mas como companheiros de viagem na mesma estrada vermelha da vida. Não importa o que o mundo diz de você, ver o melhor uns nos outros, e irradiar amor uns aos outros.
Seja o melhor de si. Se você é abençoado para ter família, envie o seu amor a todos eles, não importa o quê. Se você tem uma família espiritual ou fé, praticá-la totalmente e profundamente, pois este faz a ligação de algo maior que si mesmo. Não importa o que, cristão, muçulmano, o judaísmo, o hindu, a Consciência de Krishna, Budismo, ou santería (ou Mover). Isso amplia e aprofunda você você.
Eu fui abençoado para ter muitos de vocês como meus professores e meus alunos. Alguns têm sido os meus filhos, alguns têm sido os meus irmãos. No entanto, eu vejo todos vocês como parte da minha família.
Animem-se, para a própria pena de morte está morrendo. Estados e municípios simplesmente não podem pagar, e os políticos que rodam nele estão encontrando compradores cada vez menos. Júris (especialmente em lugares como Philly) são cada vez mais relutantes em votarem em morte, mesmo nos casos em que parece iminente.
Irmãs na linha, enquanto nós nunca conheci, meu coração sentiu suas lágrimas, como você está forçosamente separadas de seus filhos, incapazes de segurar ou beijá-los. Em muitos aspectos, como as mulheres, a sua angústia tem sido o pior, como seus amores e sensibilidades mais profundo são. Minhas palavras para meus irmãos são seus, bem como: manter a mente viva. Mantenha o coração vivo. Amor. Aprender. Rir!
Sei que todos vocês como poucos forasteiros fazer. Eu conheci artistas, músicos, matemáticos, gestores, advogados e corretores prisão,. Eu já vi pessoas que não sabiam desenhar uma linha reta, emergem como pintores (Cush, Young Buck), eu tenho visto caras vêm de analfabetismo próximo de se tornar fluente em línguas estrangeiras; Eu conheci professores que criei obras de extrema beleza e artesanato (Big Tony).
Está tudo muito mais do que os outros dizem de você, pois a centelha dos brilhos infinitos dentro de cada um de vocês. Você está no corredor da morte, mas o que melhor há em vós é maior do que a Death Row.
Assim, cuidar uns dos outros. Não está em palavras, mas no coração.
Pense boas vibrações uns sobre os outros.
Por último, não rato. (Se ratting foi muito legal, eles teriam me bater para fora da linha).
Mantenha rumblin ',' fazer com que seu dia está chegando.
"Repressão – Rap, Ruas e Resistência", “Sete anos sem um lançamento oficial mas com muita aprendizagem, muita luta e muita música com várias pessoas que me enriqueceram. Lanço novo disco motivado por aqueles que, encontrando-me nos bairros, ruas, transportes públicos, redes sociais, pediram mais música. Motivado pela minha fome de MC. Acima de tudo motivado pelo atual estado de coisas e falta de Estado nas coisas. Motivado pela resistência e pressão que temos que pôr nas ruas, nas colunas, nos ecrãs através da música, as artes visuais e guerrilha.” Chullage