CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Nação Prisão

Escrito por Mumia Abu-Jamal
Ensaio de Mumia na prisão de Mahanoy e informação sobre sua situação atual.

Cada prisão é igual e cada prisão é diferente. Cada prisão tem sua própria mitologia (acho que Alcatraz, Sing Sing, Ática), o seu próprio ritmo - duro, macio, firme, max relaxado, grave ou super. E todas as prisões são administradas por um sistema acente em classes, isto é, pela forma como os tribunais ou os administradores têm classificados um crime, de acordo com os interesses ameaçados por ele.

Por exemplo, na área de isolamento (o buraco) na prisão estadual, encontrei no corredor da morte, homens e mulheres a viver uma vida pior sentenças e menos graves. Se tens dinheiro (ou, na verdade, se as tuas famílias o tem), talvez possam ter uma TV, rádio ou outras coisas - mas apenas se podem pagar. Alguns detidos trabalham na prisão tendo em troca o salário magnífico de US $ 35 ou US $ 50 por mês. Sim, um mês. Nesses lugares, é difícil pensar noutra coisa senão a pena máxima - a morte - e tendo em vista esta imensidão, qualquer conforto parece insignificante.

No entanto, o corredor da morte é uma classe em um sistema de classificação, e além disso, há uma diferença de categorias que são tão enlouquecedoras como rotina. São conhecidos pela sigla em Inglês, como AC (Detenção Administrativa), DC (Custódia Disciplinar) ou PC (Remand), entre outros. Todos se referem a um estado de cerco especial, todos têm regras diferentes em relação ao que é permitido ou não permitido, e todos têm vários níveis de repressão.

Os livros mais conhecidos sobre a história dos Estados Unidos falam de um país sem classes. Eles dizem que as distinções de classe rígidas são mais uma coisa britânico ou europeu. Assim como pode uma nação que pretende ser uma sociedade sem classes instituições foram fundadas tão cheia de distinções de classe?

Na verdade, a América nunca foi uma sociedade sem classes. E além de ter classe muito rígidas desde o início, tinha (e tem) um rígido sistema de castas da pedra. Milhões de negros vivem numa casta, como Michelle Alexander anotou no seu excelente livro, The New Jim Crow.

A classe dominante, os ricos construíram prisões e tribunais para se protegerem e proteger seu património contra as reivindicações das massas. Eles também construiram a ilusão ideológica de um país sem classes, que é divulgada presentemente nos seus meios de comunicação. Cuspiram sobre a liberdade, enquanto eles construíram um complexo prisional industrial - o complexo prisional de maior amplitude no planeta .

Eles construíram uma nação prisão.
17 dezembro, 2011
De voz áudio gravado por Marc Lamont Monte Noelle Hanrahan:www.prisonradio.org


Desde 12 de dezembro, Mumia Abu-Jamal está em detenção administrativa na Mahanoy prisão em Frackville PA. As restrições são graves. Não foi possível comunicar com qualquer pessoa por telefone e rádio Prison não podendo gravar os seus estudos com a sua própria voz. Embora não esteja na realidade no corredor da morte, Mumia permanece em isolamento. Durante os seus primeiros dias no Frackville, permitiram-lhe oito folhas de papel e uma caneta feita de borracha. Agora tem acesso a quatro livros e mais folhas. As uas visitas (poucas e curtas) ainda são realizadas através de um separador sem contato físico.Ele está algemado de pés e mãos durante as visitas.

Recorde-se que na prisão Greene, onde Mumia esteve preso no corredor da morte, as autoridades abandonaram a prática de acorrentar os presos durante as visitas após o ex-arcebispo Desmond Tutu colocar o seu protesto ao encontrar Mumia algemado durante a visita que lhe fez em outubro de 2007.

Noutras palavras, sob vários aspectos a vida diária de Mumia está igual ou pior do que antes. Supõe-se que estas condições devem mudar quando ele mudar para a população em geral, mas não podemos contar com isso.

Por outro lado, embora o supremo tribunal dos EUA declarasse inconstitucional a pena de morte no caso de Mumia, suspeita-se que a ordem fraternal da polícia e da procuradoria da Filadélfia tentarão fazer tudo o que for possível para o silenciar. Eles expressaram seu ódio para o público como anti-Mumia como se verificou no comício em 8 de Dezembro no Teatro Keswick: "eu ainda quero vê-lo morto". Se este gang não ordena um ataque contra Mumia na prisão, no mínimo irão tentar(e certamente eles já o estão fazendo agora) pressionar as autoridades prisionais para fazer da sua vida um inferno e impedi-lo de continuar a lutar pela seus direitos. Eles querem silenciá-lo.

Enquanto nós continuamos a exigir a liberdade imediata de Mumia, há coisas que podemos fazer sobre a sua situação atual. Ramona África tem pedido insistentemente para lhe enviar-mos cartas para ele e para chamar à atenção do diretor da prisão John Kerestes e a assistente de Direção Bernadette Masan (570 773-2158), para que eles saibam que estamos atentos à sua segurança e bem-estar na prisão.

O seu novo endereço é:
Mumia Abu-Jamal, #AM8335 Mumia Abu-Jamal, # AM8335
SCI Mahanoy SCI Mahanoy
301 Morea Road 301 Estrada Morea

Seminário internacional MANIFESTOS & MANIFESTAÇÕES

Seminário internacional
MANIFESTOS & MANIFESTAÇÕES
Política, Linguagem e Revolta
20 e 21 de Janeiro de 2012
Teatro Maria Matos

Um pouco por todo o mundo, no último ano e meio, têm vindo a multiplicar-se as movimentações sociais e os conflitos políticos: manifestações, ocupações, motins, acampadas e revoluções, diversas nas suas motivações, formas e efeitos, tal como nas linguagens em que se produzem e exprimem. Não será certamente fácil descortinar um traço contínuo que percorra tamanha variedade. A primeira tentação é o recurso à «crise» como factor explicativo, uma certa ideia difusa de crise, imagem de um mundo que colapsa e se transfigura, mas um olhar mais próximo sobre cada um destes episódios facilmente descobre não uma mas sim múltiplas crises, inúmeros fragmentos de práticas sociais, de experiências políticas, de ideias e ideologias, que se afirmam e/ou rejeitam. Citando, inventando ou transformando conceitos, expressões e imagens com proveniências muito diversas, de antigas tradições populares a uma nova linguagem mediática e cibernética, de repertórios de contestação próprios dos movimentos sociais da modernidade aos termos dos mais recentes debates teóricos, os acontecimentos que hoje vivemos parecem dispensar uma espécie de metalinguagem que os descreva ou os interprete.

É neste contexto que a Unipop e o Teatro Maria Matos organizam um seminário de debate sobre a relação entre a palavra e a política, tomando como ponto de partida a discussão sobre a natureza, os limites e as vantagens de uma das formas mais consagradas por que a palavra se faz política, a forma-manifesto, e como ponto de chegada os manifestos, discursos e palavras que têm sido elaborados nas revoltas e revoluções em curso. Para este efeito, reunimos um conjunto de activistas, militantes e teóricos de diferentes proveniências.

A participação no seminário é livre, mas pede-se aos interessados que efectuem uma inscrição prévia, enviando, até dia 18 de Janeiro, um e-mail com o nome para cursopcc@gmail.com.

Sexta-feira, 20 de Janeiro

18h – Apresentação do seminário, pela Unipop

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18h15 – Conversa: O que é um manifesto?
Em Império, obra já apelidada de «manifesto comunista para o século XXI», Antonio Negri e Michael Hardt, retomando a discussão de Louis Althusser sobre os pontos de contacto entre O Príncipe, de Maquiavel, e o Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels, ensaiam uma definição da forma-manifesto: «Nos nossos dias, um manifesto, um discurso político, deveria aspirar a preencher (…) a função de um desejo imanente que organiza a multidão. Não há aqui, em última instância, nem determinismo nem utopia [como sucederia, respectivamente, com O Príncipe e com o Manifesto do Partido Comunista]: trata-se antes de um contrapoder radical, ontologicamente assente não em qualquer “vazio para o futuro”, mas na actividade real da multidão, sua criação, sua produção e seu poder». Nesta conversa com Antonio Negri pretende-se reflectir sobre o papel do manifesto e a sua relação com a prática política, designadamente à luz das características do ciclo de revoltas do último ano e meio, por ele saudadas como levantamentos insusceptíveis de produzir novas lideranças.

Antonio Negri, filósofo italiano. Autor, entre outros, de Império, Multidão e Commonwealth, com Michael Hardt.

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20h30 – Mesa de Comunicações: A política das palavras
A construção de alternativas políticas tem implicado tentativas de rejeitar, reivindicar ou ressignificar determinadas palavras, num jogo que tanto se trava a nível de conceitos monumentais, como por exemplo democracia, liberdade ou terrorismo, como a nível de expressões mais particulares, como por exemplo em «geração (à) rasca». Estas possibilidades políticas das palavras têm sido, todavia, confrontadas com outras alternativas que frequentemente se fundamentam na crítica ao imperialismo da palavra na política, o qual tornaria esta última a uma ordem emocional particularmente acalentada, por exemplo, em projectos populistas ou em acções directas.

Bruno Monteiro, sociólogo e investigador do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Raúl Sánchez Cedillo, licenciado em Filosofia. Tem trabalhado, desde 2000, em projectos de autoeducação, em Madrid. Membro da Universidad Nómada.
Judith Revel, filósofa francesa. Tem trabalhado sobre o pensamento de Michel Foucault e publicado livros e artigos em torno da relação entre a filosofia da linguagem e a literatura nos anos 1950-60 e da passagem da biopolítica à subjectivação entre o final dos anos 1970 e o início dos anos 1980.

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Sábado, 21 de Janeiro

10h – Oficina: Para um Dicionário das Revoltas Actuais
Discussão a partir de um conjunto de manifestos, panfletos e textos reunidos num arquivo vivo do actual ciclo de revoltas e revoluções, procurando discernir pontos de contacto e de contraste entre as revoluções árabes, os protestos na Europa do Sul e nos Estados Unidos ou, ainda, os motins de Londres.

António Guerreiro, crítico no jornal Expresso, tradutor e ensaísta.
Tomás Herreros, professor de Ciência Política Universidade Aberta da Catalunha. Membro da Universidad Nómada.
Miguel Cardoso, doutorando em Literatura Inglesa em Birkbeck College, University of London. Membro da Unipop.

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11h45 – Mesa-redonda: O Movimento dos Indignados – Balanço e Perspectivas
Em Espanha, mas também em Portugal e um pouco por todo o mundo, de Israel aos Estados Unidos, os últimos meses viram emergir uma nova realidade no espaço político e social a que se tem chamado o movimento dos indignados. Este debate visa fazer um balanço dessa experiência e lançar perspectivas de futuro, reunindo-se para o efeito intervenientes nas lutas que têm decorrido em cidades ibéricas, do Porto a Barcelona, passando por Lisboa e Madrid.

Paulo Raposo, antropólogo, professor no Departamento de Antropologia do ISCTE.
Gui Castro Felga, arquitecta.
Javier Toret, investigador e esquizoanalista. Activista do movimento Democracia real ya!, em Barcelona e Membro da Universidad Nómada.
Ricardo Noronha, investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Membro da Unipop.


Este desenho de Rashid Johnson, um prisioneiro numa solitária na prisão de Red Onion na Virgínia, foi criado para simbolizar a greves da fome que começaram na Califórnia 01 de julho de 2011, continuadas a 26 de setembro e agora foram retomadas novamente em 28 de dezembro na Prisão Estadual de Corcoran .
Tornou-se o ícone do movimento dos direitos dos prisioneiros.

Morte de testemunha-chave no caso de Mumia

Por Baba Bob Shipman em 2 de janeiro de 2012

Nota introdutória: eu aprendi com a esposa de William Singletary, Jeannette, que morreu esta manhã. Bill era um homem corajoso que vivia lutando para se tornar conhecida a verdade de que Mumia é inocente na morte a tiros de oficial de polícia Daniel Faulkner.Por que Bill sofreu graves consequências pessoais e financeiros. Conheçia Bill desde Junho de 1990, quando ele veio para a frente com o seu testemunho ocular de Mumia e como uma testemunha na audiência PCRA em 1995, quando eu era co-conselheiro de Mumia.

William Dale Singletary morreu em 31 de dezembro de 2011 com a idade de 61. Sendo uma testemunha ocular do assassinato de Daniel Faulkner, e sua insistência inabalável de que Mumia não era o atirador, mudou para sempre sua vida.

Jeannette, a sua esposa tinha uma mensagem final de Bill para Mumia e todos os seus apoiantes: "Eu não conhecia Mumia pessoalmente, mas amáva-o como um irmão eu sei o que ele passou e ele é inocente Eu daria tudo para Mumia.. ser livre. "

William Singletary foi uma das primeiras vítimas da vingança policial contra Mumia. Na Casa Redonda imediatamente após a 9 de dezembro de 1981 após o tiroteio, os detetives de homicídios interrogaram Bill durante horas ameaçando-o com lesões corporais e o fim do seu negócio, a menos que ele dissesse que viu Daniel Faulkner ser alvo de um tiro de Mumia ou que ele não presenciou o tiroteio . Ele não foi autorizado a deixar a Casa Redonda, até que ele escrevesse o que a polícia queria. Bill, um veterano do Vietname, era o proprietário de uma uma empresa de reparação de automóveis e de reboque.

Nos meses que antecederam o julgamento de Mumia, oficiais da polícia aparecem no negócio de Bill com armas em punho ameaçando-o no seu local de trabalho. Este assédio obrigou-o a fechar os negócios e Bill,sendo expulso de Philadelphia, vendo a sua vida ameaçada e a segurança da sua família em causa.

Em 1995, William Singletary testemunhou numa audiência no PCRA apresentando o seu testemunho verdadeiro, o que foi notícia de primeira página: Witness: Mumia Innocent." Diário do Philadelphia News notícia de primeira página depois de agosto de Bill 11, 1995 testemunho foi manchete: "Para Mumia Melhor Vem Última testemunha de defesa final reivindicações outro homem assassinado Diretor Faulkner .

Sob juramento, Bill descreveu que Mumia não disparou sobre o polícia Faulkner e que chegou depois deste ter sido baleado. Ele disse que um passageiro de altura na viatura de Bill Cook, vestindo uma jaqueta verde exército disparou sobre Faulkner. Cynthia White, testemunha de acusação, não estava na cena, mas veio até Bill depois. Ele testemunhou que os números da polícia, incluindo "camisas brancas" apareceram momentos após o tiroteio. Bill também descreveu por escrito a forma como a polícia cruelmente teria espancado e pontameado Mumia, que foi baleado e gravemente ferido, antes de o atirarem para o interior da viatura polícial.

Bill declarou que detetives rasgaram as declarações do seu testemunho na Casa Redonda. "A Green Detective disse-me para escrever o que ele queria que eu escrevesse ou eles iriam me levar no elevador e me bater. A acusação auxiliado a supressão da verdade que Mumia não era o atirador, e fabricou uma declaração de um gabinete da polícia de que Bill não estava no local durante o tiroteio.

O testemunho de William Singletary era uma componente-chave da prova produzida nas três audiências PCRA em 1995, 1996 e 1997 nesse caso, a acusação que visava a condenação de Mumia não tinha bases reais. As declarações de testemunhas oculares , as provas balísticas resultaram da coação da polícia e do Ministério Público, visando a fabricação de provas falsas .

É um testamento para a integridade e a coragem de William Singletary que ele veio para a frente para depor em defesa de Mumia. Ele deu muito de sua vida à luta pela verdade no caso de Mumia que Mumia é inocente na morte a tiros de policial Daniel Faulkner e que a prisão de Mumia, convicção de que a sentença de morte resultou duma
fabricação da polícia e do Ministério Público .

William Singletary estava a morar na Carolina do Norte quando morreu. Deixou sua esposa e uma filha Jeannette Sheadale.

Mensagem De Robert King

Robert King / Angola 3 Boletim / 2011/12/31

Queridos amigos,

Este ano viu o movimento e, juntos, fortalecer as nossas vozes não podem ser ignorados.

No próximo ano marca outro passo fundamental na luta Herman e Albert para a liberdade e mais um ano em que o apoio popular será fundamental. Nas suas ações contínuas, a indignação moral, a recusa de simplesmente deixar que as coisas sigam o seu curso e com o apoio de organizações como a Anistia Internacional são o combustível para a nossa luta.

Este ano, perdemos alguns camaradas queridos que voltaram aos antepassados; Geronimo ji Jaga, todos aqueles no meio e terminando com o Estado da Geórgia assassinar Troy Davis.

Estamos conscientes do fato de que enquanto a Mumia foi concedido um adiamento da morte iminente, temos que nos lembrar que na América a vida na prisão é a morte . A prisão fomenta a morte .

A luta em nome de todos os prisioneiros políticos deve continuar, este é um legado que deve ser assumido por todos nós.


Power to the People. King….. Rei ... ..

Em Portugal estuda-se a criminalização da denúncia da tortura

Dois colaboradores da ACED têm audiência de julgamento marcada para 6 de fevereiro de 2012, em Faro, acusados de difamação e lesão da honra de um polícia acusado de tortura por uma pessoa presa, a quem a ACED deu voz pública, como sempre faz, por ser esse o seu desígnio principal.

O Ministério Público e a PJ são conhecidos no meio prisional pela sua incapacidade de investigação de casos de crimes graves, em geral, e tortura em particular. O que é reconhecido por alguns procuradores envolvidos nessas investigações. No caso concreto de que trata o processo acima citado, não só a tortura foi reconhecida por acórdão judicial como o polícia alegadamente difamado foi condenado por mentir ao tribunal e assim obstruir a justiça. No mesmo tribunal de Faro. No que terá sido bem sucedido, já que ninguém terá sido identificado como autor dos actos de tortura reconhecidos.


A vítima confirmou ao tribunal o rigor da transcrição da sua declaração que a ACED divulgou. Mas, pelos vistos, a verdade pode ser ofensiva da honra de agentes do Estado envolvidos em crimes que deveriam perseguir mas com que, na prática, colaboram.
Ler mais em http://home.iscte-iul.pt/~apad/ACED/


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Colaborar com a ocupação israelita paga-se - mais uma vitória da campanha BDS

Colaborar com a ocupação israelita BDS : Veolia paGA MAIS UMA VEZ PELA SUA contribuiÇÃO PARA A coloniZAÇÃO israELITA

Veolia acaba de perder um novo contrato de 485 milhões de libras (cerca de 600 milhões de euros) em Londres, após uma campanha dos militantes BDS denunciando as violações do direito internacional pela empresa francesa.
A"West London Waste Authority" (WLWA) acaba de afastar a Veolia de um concurso para a gestão do lixo doméstico de 1,4 milhão de residentes dos bairros de Brent, Ealing,
Harrow, Hillingdon, Hounslow e Richmond-upon-Thames.

Isto, depois de uma campanha de 6 meses levada a cabo por activistas da campanha BDS e uma petição assinada por 600 habitantes desse sector ocidental londrino, divulgando a maneira como a Veolia viola os direitos humanos e o direito internacional em Jerusalém e na Cisjordânia, nomeadamente através da recolha do lixo dos colonos para descarregá-lo em seguida nos locais onde vivem os palestinianos.
Mas também através da exploração das linhas de autocarros reservadas aos colonos e do recrutamento em Israel baseado em critérios racistas.Este é o segundo contrato perdido pela Veolia, menos de 6 meses após o da municipalidade de Ealing em Londres, com um valor de 300 milhões de libras!
"E é o que espera todos os que colaboram com a política de ocupação e de opressão israelita", declarou Sarah Colborne, directora da Palestine Solidarity Campaign na Grã-Bretanha.Fonte : http://www.palestinecampaign.org/index7b.asp?m_id=1&l1_id=4&l2_id=25&Content_ID=2312

Jorge dos Santos (George Wright) não será extraditado.

O Supremo Tribunal Português confirma a decisão de recusa do Tribunal de Justiça de Lisboa do pedido de Extradição dos EUA

Por Jürgen Heiser
Junge Welt: 29.12.2011
http://www.jungewelt.de/2011/12-29/015.php

No caso de ex-cidadão dos EUA, George Wright, o Supremo Tribunal de Portugal decidiu negar o recurso apresentado pelo Departamento de Justiça dos EUA, pouco antes do Natal. Com o seu recurso, registado há quatro semanas, os EUA pretendiam a extradição do ex-militante do Partido Black Panther. Um tribunal em Lisboa já tinha recusado a extradição a 17 de Novembro de 2011. A recusa do tribunal foi baseada na nacionalidade Portuguesa válida de Wright. Wright tem vivido com a sua esposa Portuguesa perto de Lisboa há mais de 20 anos, sob o nome de Jorge dos Santos e tem dois filhos adultos. A recusa foi também baseada no facto de que, entretanto, pretensões penais dos EUA ultrapassaram o estatuto de limitações.


O Supremo Tribunal não encontrou nenhum erro legal neste raciocínio e confirmou a recusa de extradição. " O Supremo Tribunal informou-me hoje da sua decisão", declarou o advogado de defesa de Wright, Manuel Luis Ferreira, sexta-feira passada à Associated Press. Não havia mais detalhes do tribunal, porque, em Portugal, os casos de extradição são realizadas em segredo. Os EUA podem apresentar recurso ao Tribunal Constitucional de Portugal. O Procurador-geral dos EUA ainda não deu conhecimento do seu próximo passo.


Jorge Dos Santos, hoje com 68 anos de idade, nasceu George Wright, em Halifax, Virginia. Em 1970, ele e três outros detidos escaparam da prisão estadual de Bayside em Leesburg, New Jersey, e juntou-se uma ala clandestina política do movimento de libertação afro-americana. No momento de sua fuga, ele tinha cumprido sete de uma sentença de 15-30 anos ano por um roubo de 70 US dolares em 1962. O proprietário do posto de gasolina, Walter Patterson, foi baleado e morto por um cúmplice, que posteriormente foi sentenciado a pena perpétua. Ele encontra-se em liberdade há muito tempo.


O caso Wright, alvo de alto perfil da caçado FBI, ganhou as manchetes internacionais, quando ele foi localizado em Portugal, no final de Setembro, após 41 anos de longa odisseia através dos EUA, África e Europa.


Desde sua detenção, o Departamento de Justiça não foi o único a exercer pressão sobre asautoridades Portuguesas, para que Wright fosse extraditado para cumprimento do resto da sua sentença. Políticos, como o senador Frank Lautenberg (Dem. NJ) intervieram directamente junto do governo. "George Wright é culpado do assassinato de Walter Patterson", escreve Lautenberg na sua carta ao Primeiro-Ministro Português, Passos Coelho, "e tem ainda que cumprir a sua sentença completa para esse crime hediondo nos Estados Unidos."


Na sua carta, Lautenberg omite que Wright, de 19 anos de idade na época, era apena cúmplice e aceitou o acordo do promotor. Com a sua aceitação de não se defender contra a acusação, ele procurou evitar ser condenado à morte. Se ele não tivesse estado sob a ameaça da pena de morte e tivesse tido aconselhamento de defesa adequado, ele não teria de fugir da prisão em 1970. Ele teria recebido uma pena curta e teria saído em liberdade condicional dentro de poucos anos.

Lembrar Gaza


Ontem cerca de meia centena de activistas concentraram-se no Largo de S.Domingos em Lisboa manifestando a sua solidariedade para com Gaza, alvo de um bárbaro ataque pelas forças armadas de Israel, provocando morte e destruição entre o milhão e meio de palestianos que aí vivem.


"A 27 de Dezembrode 2008, o Governo de Israel iniciou uma brutal intervenção militar contra a população palestiniana na Faixa de Gaza, planeada e preparada durante meses. Durante três semanas até 18 de Janeiro de 2009, os bombardeamentos e a acção das tropas israelitas provocariam mais de 1300 mortos – entre os quais, centenas de crianças – e 5000 feridos palestinianos,assim como a destruição de inúmeras infra-estruturas na Faixa de Gaza.

As tropas israelitas bombardearam e destruíram escolas, hospitais, dezenas de milhar de habitações, instalações da ONU, infra-estruturas básicas, privando deliberada e
sistematicamente a população de Gaza – cerca de 1,5 milhões de pessoas –, de energia, de água, de alimentação e de cuidados médicos.

A população palestiniana da Faixa de Gaza vivia, desde Junho de 2007, sob um criminoso bloqueio que, dificultando a entrada de alimentos, água e medicamentos, combustíveis e outros bens de primeira necessidade, assim como o acesso de muitos palestinianos aos seus locais de trabalho, violava os seus mais elementares direitos e a condenava a inaceitáveis condições de vida.

No seu bárbaro ataque, as tropas israelitas utilizaram contra a população palestiniana armas com grande poder de destruição e fósforo branco, o que é proibido por convenções internacionais.

A agressão à população palestiniana na Faixa de Gaza perpetrada por Israel representou uma intencional e sistemática violação dos mais elementares direitos humanos, um autêntico crime contra o povo palestiniano."

Decorridos três anos evocar Gaza è quebrar o silêncio sobre os crimes que Israel comete diáriamente sobre o povo da Palestina, violando todas as leis internacionais com o silêncio dos países ocidentais com os Estado Unidos da América à cabeça.

PALESTINA LIVRE !

Música pela libertação imediata de Mumia


A crew de hiphop de Rebel Diaz compôs um som pela libertação imediata de Mumia Abu-Jamal - para fazer free download:

http://rebeldiaz.bandcamp.com/track/never-a-prisoner-free-mumia

Activistas portugueses e israelitas apelam à cantora Ana Moura para que cancele o seu concerto em Israel

Ao tomar conhecimento de que a cantora portuguesa Ana Moura tencionava actuar em Televive no dia 27 de Janeiro 2012, o Comité de Solidariedade com a Palestina enviou-lhe uma carta pedindo-lhe que não o fizesse e que se juntasse assim ao movimento internacional de boicote contra a política israelita de ocupação e de apartheid.
Este tipo de apelo tem sido lançado em todo o mundo e dirigido a muitas dezenas de artistas, em particular músicos e realizadores. Elvis Costello, Roger Waters, Marianne Faithless são apenas alguns dos que aderiram à campanha de boicote e se recusaram a actuar em Israel.
O realizador britânico Ken Loach é talvez o mais conhecido dos que se recusaram a participar em festivais israelitas.
Portugal não ficou fora desse movimento. Em Janeiro deste ano, Dulce Pontes
acabou por cancelar um concerto seu programado em Telavive, após a insistência de vários activistas portugueses e internacionais. Uns meses antes, várias organizações, entre as quais Panteras Rosa,Comité de Solidariedade com a Palestina, SOS Racismo e Colectivo Mumia Abu-Jamal – tinham-se juntado para pressionar a organização do Festival Queer de cinema a recusar o apoio da embaixada de Israel
ao festival. O realizador canadiano John Greyson obrigou o festival a retirar dois filmes seus quando soube que Israel apoiava o evento. O resultado foi que na edição de 2011, o Queer Lisboa já não estava associado a um Estado cuja história é marcada pelo roubo e a ocupação de um território de onde o seu povo é expulso e oprimido.
Os apelos para que Ana Moura não ajude a branquear os crimes desse Estado partem também dos próprios israelitas, como é o caso da organização BOYCOTT! Supporting the Palestinian BDS Call from Within (http://boycottisrael.info/), que se dirigem à cantora nestes termos: “Os palestinianos fãs da sua música que vivem na Cisjordânia, numa terra governada por Israel, estão sob a lei marcial e não serão autorizados a deslocar-se até Telavive para desfrutar do seu concerto. (…) Performances de alta qualidade como o seu concerto agendado têm servido para branquear os crimes [de Israel] e a criar uma imagem de Israel como a de um 'Estado moderno', onde as
celebridades vêm actuar e ver as localidades turísticas. Na verdade, algumas das localidades estão situadas em território ocupado, e mais de 3 milhões de pessoas, incluindo fãs seus palestinianos, não podem assistir aos concertos em Telavive, mesmo
quando estão a viver sob o controlo israelita, nomeadamente a ocupação”.

Em Portugal, juntamo-nos às vozes palestinianas e israelitas que apelam a uma tomada de posição de Ana Moura : a arte, a boa música e o talento da cantora não devem ser postos ao serviço de um regime de apartheid e limpeza étnica.

LEMBRAR GAZA!

LIBERDADE PARA A PALESTINA!

No dia 27/12/2011, às 18:30, no Largo de São Domingos, em Lisboa,
vamos evocar o Massacre de Gaza perpetrado pelas forças militares israelitas, o qual teve início precisamente no dia 27 de Dezembro de 2008, prolongando-se por 3 (três) semanas, até dia 18 de Janeiro de 2009. As tropas israelitas só se retiraram da Faixa de Gaza no dia 21 de Janeiro de 2009, deixando atrás de si um terrível rasto de destruição e morte. 1.417 palestinianos foram assassinados, entre eles muitas crianças. Do lado israelita terá havido 13 mortes, 4 das quais provocadas por fogo das próprias forças de Israel.
Vamos, pois evocar este dia de luto para a Humanidade e exigir Liberdade para a Palestina .


Como dizia Shulamit Aloni, ex-ministra israelita da Educação, «não é preciso fornos crematórios nem câmaras de gás para perpetrar um genocídio». Como qualificar o comportamento israelita relativo ao corte de água ou de electricidade aos palestinianos?
Em Gaza, apenas 10% dos 1,6 milhões de habitantes têm acesso à água todos os dias. A companhia israelita de electricidade fornece 60% das necessidades da faixa de Gaza, tudo pago com as taxas alfandegárias palestinianas cobradas pelas autoridades israelitas.
Gaza compra 5% da electricidade no Egipto e procura produzir ela própria os outros 35% na única fábrica eléctrica de Gaza, gravemente danificada quando foi bombardeada por Israel em 2006.
No dia 26 de Novembro, Danny Ayalon, adjunto do ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, ameaçou cortar a electricidade e a água provenientes de Israel, assim como todas as ligações de infraestrutura que servem os 1,6 milhões de habitantes da faixa de Gaza.
O verdadeiro sentido do castigo colectivo «É o verdadeiro sentido do castigo colectivo », declarou Jaber Wishah do Palestinian Centre for Human Rights. «As crianças, as mulheres, as pessoas de idade, os doentes, os estudantes, todos ficam sujeitos a esta ameaça».
Após as eleições democráticas de 2006 que levaram o Hamas ao poder, Israel impôs um bloqueio cada vez mas severo na faixa costeira, o que tem por consequência privar os palestinianos da maioria dos bens essenciais e básicos, entre os quais animais de criação, medicamentos, máquinas e peças sobresselentes, e o combustível industrial necessário ao funcionamento da estação de produção de energia.
Uma chantagem absurda
«Israel sempre cortou a electricidade e destruiu as infraestruturas ao longo de todos estes anos, mas é a primeira vez que eles ameaçaram explicitamente cortar tudo e totalmente», declarou Wishah. «É absurdo fazer chantagem sobre a vida de uma população inteira por causa de problemas políticos».
E é também ilegal.
Wishah faz notar que Israel continua a ocupar militarmente e a controlar a faixa de Gaza, apesar da retirada dos colonos israelitas e das bases militares em 2005. Segundo o direito internacional, Israel é responsável pelo bem-estar da população do território ocupado, devendo cuidar nomeadamente do fornecimento de electricidade, de água e da infraestrutura operacional.
[…] Mais de 100 palestinianos morreram em 2009 e no primeiro trimestre de 2010, relatou a Oxfam, por causa dos incêndios ou do monóxido de carbono causados pelos geradores.
[…] «Será uma catástrofe se Israel cortar a electricidade. A metade da população não terá acesso à água», declarou Maher Najjar [director geral adjunto do serviço municipal de gestão das águas costeiras].
Actualmente, 95% da água dos lençóis subterrâneos não se pode beber, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS detectou concentrações de nitratos, que se pensa serem cancerígenos, superior a 330 mg por litro de água, ultrapassando de longe os 50 mg/litro tolerados.
[…] «Israel furou mais de 1000 poços à volta da faixa de Gaza para seu uso próprio. Cortaram o escoamento da água antes de ela atingir a faixa de Gaza», declarou o sr. Najjar.
Enquanto que a quantidade de água fornecida pela Mekorot, a companhia nacional de água de Israel, cobre apenas 5% das necessidades, é a ameaça de Israel de cortar a electricidade e as infraestruturas que os habitantes de Gaza mais temem. «O cloro é vital para o nosso tratamento da água. Sem ele, não podemos consumir um único copo de água», declarou o sr. Najjar.
As águas sujas não tratadas
Já por falta de electricidade e de instalações adequadas para o tratamento da água, até 80 milhões de litros de águas usadas brutas ou parcialmente tratadas são jogadas diariamente desde a faixa de Gaza para o mar.
Em 2008, a Organização Mundial da Saúde constatava níveis perigosos de bactérias fecais ao longo de um terço da costa de Gaza. Em 2010, as Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) assinalaram que a diarreia aguda e a hepatite viral permaneciam as doenças mais graves entre os refugiados da faixa de Gaza.
«Precisamos de electricidade para continuar a bombear as águas sujas provenientes das habitações até às estações de depuração», declarou o sr. Najjar. «Os geradores servem de auxílio durante os cortes de electricidade, mas sem o fornecimento regular de electricidade, os dejectos acabarão por inundar as ruas».
Em Agosto de 2007, uma bacia de retenção de águas sujas na cidade de Beit Lahiya transbordou, afogando cinco habitantes de uma aldeia vizinha.
«Penso que os israelitas estão sérios quanto à sua ameaça», declarou Wishah, «porque eles não se importam com as leis e as convenções internacionais, como as Convenções de Genebra, que eles assinaram e que proíbem os castigos colectivos. Eles sentem que estão acima da lei e para além de qualquer acção judicial».
http://www.info-palestine.net/article.php3?id_article=11540

Mais uma vitória sobre a tentativa de ocultar a ocupação israelita



O Musée de l’Elysée suspendeu a organização do prémio do qual foi afastada Larissa Sansour. A empresa Lacoste considerava que o trabalho desta jovem palestiniana era demasiado pró-palestiniano.

«Lausanne, 21 de dezembro de 2011 – O Musée de l’Elysée decidiu suspender a organização do Prémio Lacoste Elysée 2011. Introduzido em 2010 para apoiar os jovens fotógrafos, este prémio tem um valor de 25.000 euros.
Para esta edição de 2011, 8 artistas foram seleccionados para concorrer. Foi-lhes pedido que produzissem 3 fotos sobre o tema da alegria de viver.
Cada um deles, recebendo uma bolsa de 4.000 euros, tinha carta branca para interpretar esse tema como o entendesse, de maneira directa ou indirecta, com autenticidade ou ironia, baseando-se ou não no seu trabalho anterior.
Um júri de peritos deveria reunir-se no final de Janeiro para escolher o vencedor desse prémio. O Musée de l’Elysée acaba de tomar a decisão de suspender tudo, devido ao desejo do parceiro privado de excluir Larissa Sansour, uma dos 8 candidatos seleccionados.
Reafirmamos o nosso apoio a Larissa Sansour pela qualidade artística do seu trabalho e o seu empenho.
O Musée de L’Elysée propos-lhe até expôr a sua "Nation Estate" nas suas instalações.
Há 25 anos que o Musée de l’Elysée defende com força artistas, o seu trabalho, a liberdade artística e a liberdade de expressão. Ao tomar esta decisão hoje, o Musée de l’Elysée é fiel ao seu compromisso com os seus valores fundamentais.»

Egipto-"Democracia" patrocionada pelos EUA

A luta do povo egipto em particular os jovens está na rua .
O video seguinte dá uma imagem esclarecedora da violência das forças militares egípcias patrocionadas em armamento pelo império amaricano.

A CIA em todo o planeta

A CIA estende os seus tentáculos a todo o planeta. É uma espécie de deus omnipresente. E omnipotente.
Não há país onde a sinistra associação de criminosos não esteja, de uma forma ou de outra: ou através dos seus agentes próprios; ou através de agentes locais devidamente remunerados - e que, em muitos, muitos casos ocupam altos, altíssimos cargos nos respectivos países... - ou infiltrada em organizações as mais diversas; ou organizando o assassinato de dirigentes políticos que defendem os interesses dos seus países; ou, quando os «interesses dos EUA» o exigem, organizando golpes contra governos legítimos e instaurando ditaduras.
Na última década a CIA encetou um nova modalidade de intervenção: a instalação de prisões secretas em vários países - prisões que enchem de indivíduos «suspeitos de terrorismo» e interrogam à sua maneira e segundo o princípio «ou confessam ser terroristas (mesmo que nada tenham a ver com isso), ou morrem».
Essas prisões funcionam o tempo necessário para os «suspeitos» se decidirem... e os que não morrem são enviados para Guantánamo.
Recentemente foi descoberta mais uma dessas prisões secretas. Desta vez, na Roménia.
A prisão funcionou entre 2003 e 2006, em Bucareste, a capital. E, para que não restem dúvidas sobre o envolvimento do governo romeno na criminosas operação, a referida prisão funcionava, nem mais menos do que no edifício onde funciona o Registo Nacional de Segredos do Estado da Roménia...

A prisão tinha «o nome de código de Luz Brilhante e dispunha de seis celas pré-fabricadas, assentes sobre molas, para provocar uma sensação de desequilíbrio e desorientação nos detidos».
Ali, os presos eram privados de sono e de alimentação e submetidos às mais diversas práticas de tortura, incluindo a simulação de afogamento.
São vários os países da Europa onde tem sido descoberta a existência de prisões da CIA.
E é bem possível que, mais dia menos dia, venhamos a saber que, algures em Portugal...
Por Fernando Samuel em
In Cravo de abril

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