CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Supremo Tribunal decide devolver recurso a tribunal de Filadélfia

A 19 de Janeiro, e tal como a equipa legal de Mumia já esperava, o Supremo Tribunal dos EUA decidiu devolver o processo de Mumia ao Tribunal de Recurso do 3º Circuito de Filadélfia, para uma nova apreciação à luz de uma decisão tomada na semana anterior pelo Supremo sobre um outro caso, Smith v. Spisak.

O advogado de Mumia considera que esta decisão não é necessariamente má. Desta forma, a litigação sobre a pena de morte regressa a um tribunal inferior que já antes tinha decidido que o juíz do julgamento original tinha enganado os jurados quanto à pena a aplicar, pelo que Mumia teria direito a um novo julgamento sobre a questão da pena de morte ou não, o que continua a ser o caso. O advogado de Mumia considera que o caso de Mumia é diferente, tanto a nível processual como factual, do caso Smith v. Spisak, ao contrário do que argumenta a procuradoria.

Petição de apoio a Mumia Abu-Jamal

Data: 17 de Janeiro de 2010

De: Robert R. Bryan, Lead Counsel

Assunto: Mumia Abu-Jamal, condenado à morte, Pensilvânia

Caros Amigos:
Há importantes desenvolvimentos a respeito do meu cliente, Mumia Abu-Jamal, que tem estado no corredor da morte há quase três décadas, na Pensilvânia, Estados Unidos da América.

Há 15 meses que estou em litígação no Supremo Tribunal em nome de Mumia. Em causa está a pena de morte. Parece que o tribunal vai finalmente tomar uma decisão durante a próxima semana, depois de analisar o caso em conferência a 15 de Janeiro.

O Supremo Tribunal tem evitado tomar uma decisão devido à pendência de um processo no Ohio, Smith v. Spisak, o qual tem uma questão semelhante sobre erros ocorridos na fase de instrução da pena, apesar de os factos serem diferentes. A 12 de Janeiro, o tribunal revogou, nesse caso, a decisão do tribunal inferior que havia anulado a pena de morte. Baseou-se, essencialmente, num complexo parecer de que as instruções e formulários do júri no caso Spisak não violam a Constituição dos EUA. Isto preparou o terreno para a decisão prevista para o caso de Mumia.

Estamos preocupados com a futura decisão. Ou temos luz verde para avançar com o novo julgamento com júri que já ganhámos no Tribunal de Recurso do Terceiro Circuito sobre a questão da morte ou vida, ou estamos mais perto de uma execução.

É-me impossível prever o que vai decidir o Supremo Tribunal, enbora as pessoas me continuem a perguntar. É complicado e existem vários cenários possíveis do que pode acontecer.

Nos últimos dias tem havido declarações incorrectas colocadas na Internet por pessoas que não compreendem o caso. A mais irresponsável é a de que ele "pode ser morto em 48 horas" devido à decisão do Supremo Tribunal. Outros falam na possibilidade de a pena de morte ser "reimposta", embora não haja nada a reimpor: Mumia continua no corredor da morte e com uma sentença de morte. Tais informações incorrectas apenas servem para prejudicar o meu cliente e o nosso esforço para salvá-lo. As pessoas devem verificar sempre os factos no nosso site (http://www.mumialegaldefense.org/).

Petição ao Presidente Barack Obama

A 14 de Janeiro de 2010 foi colocada on-line uma petição ao Presidente Barack Obama sobre Mumia (Mumia Abu-Jamal e a Abolição Global da Pena de Morte). Está em 10 línguas, ou seja, inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, russo, chinês (simplificado), chinês (tradicional), urdu e árabe. É importante que seja assinada por tantas pessoas quanto possível. O link para a petição é: http://www.PetitionOnline.com/Mumialaw/petition.html.

Teve mais de 5.000 signatários nos primeiros dias, principalmente da Europa. Entre eles incluem-se a primeira signatária, Danielle Mitterrand (ex-primeira-dama de França), Günter Grass (vencedor do Prêmio Nobel da Literatura), Fatima Bhutto (escritora, Paquistão), Noam Chomsky (filósofo e autor), Ed Asner (actor), Mike Farrell (actor) e Michael Radford (realizador do filme O Carteiro, vencedor de um Oscar).

Em resposta aos pedidos de informações sobre este caso complexo, lançámos um novo site: http://www.mumialegaldefense.org/

Há também uma página no Facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=407654295516&ref=mf.

Conclusão: Mumia está agora num perigo maior do que já esteve em qualquer outro momento desde a sua prisão há 28 anos. Independentemente de quais sejam as decisões do Supremo Tribunal na próxima semana, a procuradoria prometeu avançar com a pena de morte. A minha carreira tem sido marcada pelo êxito ao representar pessoas que enfrentam a pena de morte e não vou deixá-los matar Mumia.

Atenciosamente,
Robert R. Bryan

Law Offices of Robert R. Bryan
2088 Union Street, Suite 4
San Francisco, Califórnia 94123-4117

Fonte: http://mumialegal.org/sites/default/files/2010%20Jan.%2017.pdf
E-mail: MumiaLegalDefense@gmail.com;
Website: http://www.mumialegaldefense.org/

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PETIÇÃO TRADUZIDA PARA PORTUGUÊS

Ao Presidente Barack Obama:

NÓS, ABAIXO-ASSINADOS, pedimos-lhe que se pronuncie contra a execução de Mumia Abu-Jamal e de todos os homens, mulheres e crianças condenados à morte no mundo. Esta pena máxima é inadmissível numa sociedade civilizada e diminui a dignidade humana. (Assembleia Geral das Nações Unidas, moratória sobre o uso da pena de morte, Resolução 62/149, 18 de Dezembro de 2007; referendada, Resolução 63/168, 18 de Dezembro de 2008).

O senhor Abu-Jamal, conhecido jornalista e escritor negro, está no corredor da morte há quase três décadas, no pavilhão da morte da Pensilvânia. Embora você não tenha controlo directo sobre o destino do senhor Abu-Jamal, na sua qualidade de condenado estatal à pena de morte, pedimos-lhe que, na sua qualidade de líder moral à escala internacional, faça um apelo mundial a uma moratória global sobre a pena de morte, neste e em todos os casos de pena capital. O senhor Abu-Jamal converteu-se num símbolo mundial, é “A Voz dos que não têm Voz”, na luta contra a pena de morte e o abuso dos direitos humanos.´Há mais de 20.000 pessoas à espera de execução em todo o mundo, sendo que mais de 3000 estão nos corredores da morte dos Estados Unidos.

No julgamento, em 1982, do senhor Abu-Jamal, foi praticado racismo. O julgamento decorreu em Filadélfia, cuja história de corrupção e discriminação entre as forças policiais é bem conhecida. A organização Amnistía Internacional, ganhadora do Prémio Nobel, "concluiu que muitos dos aspectos deste caso não cumpriram as normas internacionais que garantem a justiça dos actos jurídicos. O interesse da justiça seria melhor servido com a concessão de um novo julgamento a Mumia Abu-Jamal. Esse julgamento deveria cumprir todas as normas internacionais de justiça e não deveria permitir uma nova aplicação da pena de morte.”

(A Life In the Balance - The Case of Mumia Abu-Jamal, en 34; Amnistia Internacional, http://www.amnesty.org/en/library/info/AMR51/001/2000

[Nota: Esta petição tem a aprovação de Mumia Abu-Jamal e do seu principal advogado, Robert R. Bryan, San Francisco.]

Manifestação em Filadélfia, hoje: Não à pena de morte para Mumia / decisão do Supremo Tribunal

O Supremo Tribunal já jultrapassou uma decisão de primeira instância que anulou a sentença de morte para o ex-Black Panther Mumia Abu-Jamal. O tribunal de apelações tem agora a opção de voltar a impor a pena de morte ou requisitar um novo julgamento federal para ouvir outras pretensões de injustiça levantadas por Abu-Jamal.

Não à pena de morte para Mumia!

Em Filadélfia manifestação, hoje, quarta-feira, 20 janeiro na esquina SE da Prefeitura (Juniper St.).

Fora da Filadélfia: se você não pode estar em Filadélfia amanhã, por favor, organizar atividades de resposta de emergência na sua comunidade.

Icffmaj@aol.com (e-mail para que se saiba o que planeiam fazer)
Enviar fotos / vídeo / áudio dos eventos que podem ser compartilhados online
De CNN http://www.cnn.com/2010/CRIME/01/19/scotus.abu.jamal/

WASHINGTON (CNN) - A Suprema Corte já ultrapassou uma decisão de primeira instância que anulou a sentença de morte para o ex-Black Panther Mumia Abu-Jamal.

Ele tem sido um ativista profíquo atrás das grades, alegando que houve erros de procedimento durante a sua condenação capital, e que os negros eram muito poucos no júri. Ministério Público da Pensilvânia apelou de uma decisão do tribunal federal sobre a questão de que a condenação favoreceu de Abu-Jamal, em 2008.

Os juízes fizeram anúncio segunda-feira, requisitando uma sessão de apelações para rever a sua decisão anterior, que concede uma nova audição de sentença. a Abu
Isso foi negado no ano passado.
Actualmente existe uma petição para novo julgamento.

O tribunal de apelações tem agora a opção de voltar a impor a pena de morte ou requisitar um novo julgamento federal para ouvir outras pretensões de injustiça levantadas por Abu-Jamal.

FONTE:
http://www.phillyimc.org/

VÍDEOS
Mumia Abu Jamal ; Justice Denied - Part 1
http://www.youtube.com/watch?v=iwxPezovwFc

Mumia Abu Jamal 2; Justice Denied
ttp://www.youtube.com/watch?v=_gJmZbjVxRQ&feature=related

Mumia Abu Jamal 3; Justice Denied
http://www.youtube.com/watch?v=zZe_ibKAN4E

Sobre Mumia:
http://www.onamove.com/mumia/

ACTUALIZAÇÃO E INFORMAÇÕES MAIS RECENTES:

http://www.freemumia.com/

http://abu-jamal-news.com


Retirado do site do Indymedia Portugal: http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/452#comment-616

Lembrar Gaza - Vigília

27 de Dezembro das 15h às 19h
à frente da Embaixada de Israel
(R. Filipe Folque, 16, Lisboa)

Para evocar o massacre de Gaza!
Para exigir o fim do cerco ilegal a Gaza!


Para apelar ao apuramento da responsabilidade pelos crimes de guerra e crimes contra a Humanidade! Para exigir o levantamento do cerco ilegal a Gaza!

No dia 27 de Dezembro de 2008, as forças armadas do Estado de Israel desencadearam um assalto militar em larga escala contra toda a população de Gaza, após ano e meio de um bloqueio cruel que transformou 1,5 milhão palestinianos em reclusos nas suas próprias casas.

Os bombardeamentos massivos dos primeiros dias culminaram numa invasão devastadora. Na operação militar “Chumbo fundido” as forças armadas israelitas lançaram fósforo branco sobre zonas urbanas densamente populadas e lançaram fogo a mesquitas, escolas, hospitais, cimenteiras, instalações da ONU, padarias e habitações.

Finda em 18 de Janeiro de 2009, a operação assassinou mais de 1400 palestinianos, a maior parte civis – crianças, mulheres e idosos – e causou ainda milhares de feridos em três semanas de violência desmedida.

Israel invocou auto-defesa como justificação para o ataque contra Gaza e chamou à operação uma guerra, mas, na verdade, foi um massacre! A consciência do mundo ficou chocada com esta demonstração de força militar desumana.

Passado um ano sobre o massacre, o cerco ilegal a Gaza continua e a ocupação e colonização israelita dos territórios palestinos intensifica-se. e não permite ao povo palestino recuperar da destruição.

Não nos podemos esquecer de Gaza!

A Iniciativa “Lembrar Gaza” convoca, por isso, uma vigília, no próximo dia 27 de Dezembro, pelas 15h, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa, para evocar, solenemente, as vítimas e a destruição, os crimes de guerra e contra a Humanidade e exigir o cumprimento do direito
internacional e o levantamento do cerco ilegal a Gaza!

Organizações e personalidades subscritores da Iniciativa Lembrar Gaza
SPGL - Sindicato de Professores da Grande Lisboa
CGTP - Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses
CPPC - Conselho Português para a Paz e Cooperação
MPPM - Movimento pelos direitos do povo palestino e pela paz no Médio Oriente
CIDAC - Centro de Informação e Documentação Anti-Colonial
PCP - Partido Comunista Português
BE - Bloco de Esquerda
CMA-J - Colectivo Múmia Abu-Jamal
Comité pela Palestina
Fórum pela Paz e Cidadania
AEFCSH - Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL
ATTAC Portugal

Manuel Duran Clemente
Maria do Céu Guerra
Helena Roseta
Miguel Graça
Boaventura Sousa Santos
Paulo Sucena
António Avelãs
Paula Cabeçadas
Alípio de Freitas
Guadalupe Magalhães
Alan Stoleroff
Hélder Costa

Vigília de Solidariedade com Aminetu Haidar

O grupo promotor do apelo firmado por 42 personalidades e entregue ontem nas embaixadas de Espanha e de Marrocos (ver Anexo), decidiu, em estreita colaboração com a AMNISTIA INTERNACIONAL - Portugal, convocar uma nova Vigília de Solidariedade com Aminetu Haidar.

A VIGILIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR realiza-se na próxima para terça-feira, dia 15 de Dezembro de 2009, às 18:30h, em frente ao CENTRO JEAN MONET

Pedimo-vos a máxima divulgação da iniciativa. TRAZ UMA VELA E MUITOS AMIGOS!

VIGÍLIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR

Terça-Feira, dia 15 de Dezembro, às 18:30h, frente ao CENTRO JEAN MONNET (Largo Jean Monnet, junto à Rua do Salitre, em Lisboa)

Vigília de Solidariedade com Aminetu Haidar

Vigília de Solidariedade com Aminetu Haidar

há 18 dias em greve fome pelo regresso ao Sahara Ocidental

Salvemos a vida desta mulher que apenas quer:

· Regressar à sua pátria;

· Juntar-se à sua família e aos seus dois filhos

· Que o seu povo possa decidir o destino num referendo de autodeterminação livre

Dado o grave estado de saúde de Aminetu Haidar, defensora dos Direitos Humanos saharaui, há 18 dias em greve de fome no aeroporto de Lanzarote, Canárias, pelo regresso à sua aterra natal, o Sahara Ocidental, de onde foi expulsa pelas autoridades marroquinas no passado dia 14 de Novembro;

A Amnistia Internacional - Portugal convoca todos defensores dos Direitos Humanos para uma VIGÍLIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR, a realizar 5.ª Feira, dia 3 de Dezembro, entre as 18h30 e as 20h00, na Av. da Liberdade, frente ao Consulado na Espanha, junto ao monumento de Homenagem aos Mortos da 1.ª Guerra Mundial.

O CMA-J convoca todos defensores dos Direitos Humanos para esta VIGÍLIA de SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR

TRÁS UMA VELA... E OUTRO AMIGO TAMBÉM

Acções de Solidariedade na Alemanha

As Acções de Solidariedade para com Múmia Abu Jamal prossegem por todos os pontos do planeta desta damos conhecimento da jornada de luta em quatro cidades alemãs nestas últimas semanas: A exigência da libertação do jornalista negro Mumia Abu-Jamal e dar visibilidade a esta luta que é mais necessária que nunca,quebrando o silêncio dos média ocidentais enfeudados aos desígnios do império americano.

Manifestação Mumia Abu-Jamal

Na sexta-feira (6), cerca de 100 pessoas manifestaram-se no centro de Frankfurt até o Consulado dos EUA da cidade, com faixas, cartazes e palavras de ordem. No protesto os manifestantes cantaram a música "Sacco e Vanzetti" para Mumia. Em frente ao Consulado vários grupos e organizações fizeram discursos pela necessidade de lutar pela vida e liberdade de Mumia e o fim da pena de morte racista.

Manifestação Mumia Abu-Jamal


Após longa espera, o Vice-Cônsul-Geral dos EUA recebeu uma delegação que fez a entrega de uma resolução contra a pena de morte e pela liberdade de Mumia Abu-Jamal. Na ocasião uma escultura que devia ser enviada para Mumia foi negada pelo representante estadunidense, a qual vai agora ser enviada pelo correio. À noite, numa praça pública, foi exibido o filme sobre Mumia In Prison My Whole Life (Na Prisão Minha Vida Inteira). Foram distribuídos folhetos, bem como cartões postais para serem enviados a Mumia. Segundo os organizadores do protesto tratou-se de uma jornada de acção bem sucedida.


Mumia Abu-Jamal é um ex-integrante do Partido dos Panteras Negras que se tornou jornalista na Filadélfia e ficou popular com o seu programa de rádio "A voz dos sem-voz". Está há mais de 25 anos em isolamento total no corredor da morte nos EUA, falsamente acusado pela morte de um agente da polícia.

Em 27 de março de 2008, o Tribunal Federal de Apelações dos EUA anulou a sentença de morte, convertendo-a em prisão perpétua. Em abril de 2009 o Supremo Tribunal Federal dos EUA recusou o último recurso legal de Mumia Abu-Jamal para um novo julgamento, restando apenas por decidir um pedido da acusação para o restabelecimento da pena de morte a Mumia, o que poderá levar à sua execução imediata.

Moção de Solidariedade com Mumia aprovada no Fórum pela Cidadania e Justiça Social

No passado domingo dia 12 de Julho, no Fórum pela Cidadania e Justiça Social, reunido no Fórum Lisboa nos dias 11 e 12, foi aprovada por unanimidade a seguinte Moção de Solidariedade com Mumia apresentada pelo CMA-J:

Moção

Salvemos a Vida de Mumia Abu-Jamal!

Considerando que:
  • Mumia Abu-Jamal é um jornalista e radialista negro norte-americano, conhecido pela sua denúncia do racismo e da brutalidade policial, sobretudo na cidade de Filadélfia, EUA, que o levou a ser múltiplas vezes premiado e reconhecido como «A voz dos que não têm voz»
  • Mumia foi falsamente acusado e julgado pela morte de um polícia, estando preso desde 1981 e no corredor da morte da Pensilvânia desde 1982, confinado a uma cela minúscula e com direito a ver a luz do sol apenas uma hora por dia, há 27 anos;
  • O seu julgamento foi considerado injusto por organizações e pessoas como a Amnistia Internacional, os Parlamentos Português e Europeu, a Dieta Japonesa, Nelson Mandela e José Saramago;
  • Entre os procedimentos ilícitos do julgamento contam-se uma selecção racista do júri que afastou possíveis jurados negros, a imposição de um advogado incompetente, a coacção de testemunhas, provas balísticas incoerentes, a alteração da versão da polícia, uma «confissão» que só os polícias ouviram e de que só se «lembraram» meses depois;
  • No julgamento foi invocado repetidamente o passado e as posições políticas de Mumia, indicando a verdadeira motivação política da sua condenação pelo seu activismo político e social;
  • Desde o julgamento têm vindo a público novas provas, incluindo fotos do local do crime ignoradas pela polícia e mesmo o depoimento de outra pessoa que confessou a autoria da morte do polícia;
  • A execução de Mumia já esteve marcada, mas foi cancelada devido a um grande movimento internacional de protesto contra essa injustiça;
  • Em 2008, um tribunal superior comutou a pena de morte em prisão perpétua, com base em que as instruções dadas pelo juiz Albert Sabo aos jurados na fase de decisão da pena foram enganadoras (um dos muitos procedimentos ilegais atribuídos nesse julgamento a esse juiz notoriamente racista);
  • Os tribunais têm sucessivamente recusado libertar Mumia Abu-Jamal, ou sequer realizar um novo julgamento onde as novas provas possam ser vistas, sempre com base em argumentos processuais, e recusando-se assim a ter em conta o grande de número de provas a favor de Mumia;
  • Uma recente decisão (Abril de 2009) do Supremo Tribunal Federal dos EUA recusou o último recurso legal de Mumia Abu-Jamal, restando apenas por decidir um pedido da acusação para o restabelecimento da pena de morte a Mumia, o que poderá levar à sua execução imediata, colocando assim Mumia em perigo de vida iminente;
As pessoas e organizações reunidas a 11 e 12 de Julho de 2009 no Fórum pela Cidadania e Justiça Social, em Lisboa, decidem:
  • Manifestar a sua solidariedade para com Mumia e a sua luta pela liberdade;
  • Repudiar todos os procedimentos racistas e ilegais nos tribunais dos EUA e de todo o mundo;
  • Exigir a realização de um julgamento justo para Mumia Abu-Jamal;
  • Exigir a liberdade para Mumia e todos os outros presos políticos ilegalmente presos nos EUA e no mundo
Lisboa, 11 e 12 de Julho de 2009

Moção apresentada por: Colectivo Mumia Abu-Jamal (CMA-J)

FÓRUM PELA CIDADANIA E JUSTIÇA SOCIAL

O CMA-J estará presente no Fórum pela Cidadania e Justiça Social, que decorrerá nos próximos dias 11 e 12 de Julho no Fórum Lisboa (Av. de Roma).

Festa junta centenas de pessoas em solidariedade com Mumia

A Festa de Solidariedade com Mumia Abu-Jamal, que decorreu no passado dia 6 de Junho no Grupo Desportivo da Mouraria (Lisboa), juntou quase trezentas pessoas que vieram mostrar a sua solidariedade com o preso político norte-americano Mumia Abu-Jamal. Estiveram disponíveis diversas bancas com literatura e música, nomeadamente documentação sobre a luta de diversos presos políticos e a luta contra a brutalidade policial e a discriminação racial.

A festa incluiu um jantar com comida vegetariana e africana (cachupa) confeccionada por diversos activistas. Num espírito de grande animação e combatividade, seguiram-se as actuações de vários grupos de músíca e algumas intervenções que salientaram a necessidade de se manter o espírito de luta e solidariedade. A festa prolongou-se noite dentro, com pessoas a entrar e a sair durante toda a noite. Estão previstas para breve diversas novas iniciativas de solidariedade com Mumia, cuja corre perigo.

FESTA DE SOLIDARIEDADE COM MUMIA ABU-JAMAL

A vida de Mumia está em perigo! Temos de o salvar!

Ao recusar o pedido de recurso de Mumia, o Supremo Tribunal Federal dos EUA pôs em perigo a vida de Mumia. Graças a uma lei do tempo de Bill Clinton, ele só tinha direito a um recurso e esse foi agora utilizado. A manter~se a pena actual, Mumia passará o resto da vida na prisão. Mas o Supremo também pode ainda decidir favoravelmente ao Estado da Pensilvânia que também recorreu para reimpor a pena de morte, o que levaria à sua execução imediata.

O CMA-J vai realizar uma Festa de Solidariedade com Mumia Abu-Jamal no próximo sábado, 6 de Junho, a partir das 19h no Grupo Desportivo da Mouraria (Travessa da Nazaré, 21, 2º, Lisboa).

A tua presença é muito importante. Vem solidarizar-te com Mumia!

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Jantar às 19h: Cachupa e comida vegetariana.
Reservas: cmaj@mail.pt

Múaica e DJs:
Chullage
Hezbollah
LBC
Mentis Afro
Pedro e Diana
Primero G
Ritmos da Resistência
DJ Cucurucho

Fim à Ocupação Policial do Bairro da Bela Vista!

No passado dia 29 de Abril, mais um jovem do Bairro da Bela Vista foi morto pela polícia. Desta vez foi Antonino de Jesus Vieira ('Toninho Tchibone'), de 23 anos, morto pela GNR numa fuga após um assalto no Algarve. Deixa órfão um filho com menos de 1 ano. Foi o quarto jovem deste bairro morto nos últimos anos pelas «forças da ordem», que assim põem em prática a pena de morte há muito abolida em Portugal, ainda por cima sem julgamento e em retaliação pelo roubo de alguns míseros euros, ao mesmo tempo que deixam em liberdade quem rouba milhões de euros. Para os jovens dos bairros pobres, não são precisos tribunais nem legislação, a polícia trata de os abater regularmente e de os intimidar diariamente, com métodos racistas e xenófobos.

Os recentes acontecimentos na Bela Vista

O que agora se passou na Bela Vista vem na sequência de vários acontecimentos, entre os quais o assassinato pela polícia em Janeiro do jovem Kuku (14 anos) na Amadora, que têm feito aumentar a indignação em todos os bairros degradados â volta das grandes cidades.

Atingido pela polícia a 29 de Abril, 'Toninho' viria a morrer a 1 de Maio no Hospital S. José em Lisboa, mas a polícia só entregaria o seu corpo à família 5 dias depois. A seguir ao funeral a 7 de Maio, a população da Bela Vista concentrou-se frente à casa de 'Toninho', perto da esquadra da polícia no bairro, para mostrar a sua indignação por mais uma morte que pode ficar impune, a exemplo de todas as outras mortes recentes às mãos da polícia. Perante a concentração de muitas centenas de moradores, a polícia disparou vários tiros de shotgun, desencadeando assim os acontecimentos que há vários dias assolam as ruas do bairro.

A revolta que se tem sentido nas ruas da Bela Vista revelam o descrédito dos seus moradores face à sociedade capitalista que os explora e oprime, que lhes nega os mais elementares direitos e a justiça mais básica e que os força a viver em condições de fome e miséria humilhantes em ilhas de pobreza como a Bela Vista e que depois lhes atira para cima toda a força repressiva das forças policiais.

Sócrates, Rui Pereira e todos os membros do governo são cúmplices destes crimes. Por mais que instiguem a comunicação social a estigmatizar os mais carenciados como sendo os causadores do CAOS, a realidade é bem diferente. Não são necessários mais polícias ou otras provocações do mesmo género. Do que os moradores precisam é de mais emprego, melhor habitação, saúde, bairros sem lixo, melhores condições de vida!

Os crime das polícias não podem ficar impunes: Toninho, Tony, Corvo, PTB, Tete, Angoi, Kuku, até quando? As atitudes racistas e xenófobas da polícia têm que ser denunciadas e os seus autores punidos!

Manifestação pelos Direitos dos Migrantes

Movimento de apoio a Mumia inicia campanha para exigir uma investigação de direitos civis

A Coligação Free Mumia Abu-Jamal de Nova Iorque iniciou uma petição online (www.iacenter.org/mumiapetition) para exigir uma investigação de direitos civis sobre os 27 anos de violações judiciais dos direitos constitucionais e internacionais de Mumia Abu-Jamal, um jornalista reconhecido, múltiplas vezes premiado e agraciado internacionalmente.

A petição (em inglês) tem a forma de uma carta dirigida ao Procurador-Geral Eric Holder. Cópias da carta podem e devem ser enviadas a outras autoridades e personalidades para que a apoiem. Em particular, deve-se ter em conta que o Parlamento português já aprovou uma moção de apoio a Mumia. É altura de transformar as palavras em actos. Mumia precisa do nosso apoio e nós precisamos de Mumia!

Supremo Tribunal dos EUA rejeita recurso de Mumia

O seguinte artigo, escrito por C. Clark Kissinger, um apoiante de Mumia de longa data e activista das organizações Refuse and Resist, Not in Our Name e World Can't Wait, saíu no jornal Revolution/Revolución, de 19 de Abril de 2009 (revcom.us).

A 6 de Abril de 2009, o Supremo Tribunal dos EUA recusou-se a ouvir o recurso do preso político Mumia Abu-Jamal, mantido no corredor da morte. Não houve nenhuma decisão sobre esse processo; foi pura e simplesmente incluído numa lista de casos que o Tribunal Supremo se recusou sequer a analisar. Preocupantemente, a lista de processos recusados não incluiu um recurso do Estado da Pensilvânia com vista a reinstaurar a pena de morte originalmente aplicada a Mumia.

Isto aumenta enormemente o perigo de Mumia poder vir a enfrentar uma execução.

Em 1982, Mumia foi declarado culpado do assassinato de um polícia de Filadélfia, depois de um julgamento completamente injusto. Ele já está em prisão solitária no corredor da morte há quase 27 anos.

Pouco antes da madrugada de 19 de Dezembro de 1981, Mumia conduzia o seu táxi numa rua do centro da cidade de Filadélfia. Viu um polícia a espancar violentamente o seu irmão, William Cook, com uma lanterna metálica. Mumia apressou-se a ajudar o seu irmão. Foi atingido a tiro no tórax – e foi encontrado sentado na calçada numa enorme poça do seu próprio sangue. Um polícia foi encontrado numa rua vizinha, a morrer de ferimentos de bala. A polícia acusou Mumia, que era bem conhecido deles por ser um jornalista revolucionário e antigo Pantera Negra, do assassinato do polícia.

No seu julgamento em 1982, Mumia viu negado o direito a ser o seu próprio advogado e foi afastado da sala do tribunal durante metade do seu julgamento. A acusação alegou que Mumia tinha confessado – uma confissão de que os polícias só se "lembraram" vários meses depois do incidente. Houve testemunhas coagidas a prestar depoimentos falsos. Uma prova chave nunca foi vista pelos jurados. Um repórter do tribunal ouviu o juiz desse julgamento dizer que ia ajudar os polícias "a fritar o pr**o". Mumia foi considerado culpado e condenado à morte.

Um crescente movimento de massas impediu a execução de Mumia em 1995, mas a justiça continuou a ser-lhe negada e ele foi mantido no corredor da morte. Em 2000, o caso de Mumia já se tinha tornado numa questão internacional. O Parlamento Europeu, a Amnistia Internacional e outras pessoas e organizações pediam um novo julgamento. Em 2001, um juiz do tribunal federal de distrito manteve o veredicto sobre Mumia mas comutou a sua pena de morte devido a instruções inconstitucionais dadas aos jurados.

A essência do recurso de Mumia aos tribunais federais tem sido a utilização pela acusação de desafios peremptórios para impedir 10 ou 11 afro-americanos de estarem no júri de Mumia. A discriminação racial dos júris em Filadélfia era uma prática tão comum nessa altura que o próprio gabinete do Procurador Distrital produziu mesmo um filme de treino para novos assistentes de procurador sobre como fazê-lo.

Tudo isso foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal na sua marcante decisão de 1986 sobre o processo Batson vs. Kentucky. De facto, quando o actual Juiz do Supremo Tribunal Samuel Alito ainda era um juiz do Tribunal de Recurso do 3º Circuito, num caso semelhante ao de Mumia, escreveu que se um só potencial jurado tivesse sido removido de um painel por motivos de raça ou religião, então o veredicto desse julgamento estaria fatalmente viciado e teria que ser anulado.

Mas o caso de Mumia Abu-Jamal demonstra que as necessidades políticas da classe dominante se sobrepõem constantemente aos detalhes da lei. Linn Washington Jr., um colunista do jornal Philadelphia Tribune e professor de jornalismo na Univerdade de Temple escreveu: "Esta decisão do Supremo Tribunal sublinha novamente a 'Excepção Mumia' em que os tribunais ignoram ou alteram radicalmente os precedentes existentes para evitarem conceder a esse preso os mesmos direitos legais dados a outros que levantaram as mesmas questões legais".

Mumia nunca desistiu face a tudo isso. E o sistema manteve a sua determinação de esmagar a sua postura revolucionária sem arrependimento. Em 2008, o 3º Circuito rejeitou o recurso de Mumia por um voto de 2-1. O juiz de recurso Thomas Ambro criticou a maioria dos juízes, perguntando porque é que, para este requerente em particular, se estava a elevar a barra das evidências exigidas como prova de preconceito racial.

A Lei da Efectividade da Pena de Morte de 1996, assinada por Bill Clinton, limita cada acusado a um e um só recurso federal. Desta forma, a recusa do Supremo Tribunal a sequer analisar o caso de Mumia marca o fim da linha para os seus recursos aos tribunais federais.

Os tribunais federais inferiores já tinham comutado a pena de morte de Mumia devido às instruções inconstitucionais dadas aos jurados originais. Mas o Supremo Tribunal ainda pode reinstituir essa pena de morte em resposta a um recurso do Estado da Pensilvânia que ainda está pendente. Mesmo que o supremo tribunal se recuse a reinstituir a pena de morte original, a Pensilvânia ainda tem a opção de constituir um novo júri e reconstituir a fase do veredicto do julgamento original de Mumia – pedindo a um novo júri que escolha entre a prisão perpétua e a execução.

Este sistema criminal sob o qual vivemos já sujeitou Mumia a mais de um quarto de século de tortura sistemática. Ele é mantido numa cela minúscula durante 23 horas por dia e só está autorizado a ver a família e os advogados através de uma janela de plexiglas. Fora da sua cela ele está sempre algemado e acorrentado.

Escrevendo na edição de 30 de Março da revista The New Yorker, o Professor Atul Gawande da Escola de Medicina de Harvard, salienta que manter prisioneiros em prisão solitária durante longo períodos era um mecanismo de tortura. "Não tem sido sempre assim", escreveu o Prof. Gawande. "A utilização do isolamento em larga escala é, quase exclusivamente, um fenómeno dos últimos vinte anos... A América mantém neste momento pelo menos vinte e cinco mil presos em isolamento em prisões supermax".

CMA-J no 25 de Abril

O CMA-J vai estar presente no Arraial 25 de Abril, que decorre no próximo dia 24 de Abril a partir das 18h no Largo do Carmo em Lisboa. O CMA-J vai ter instalada uma banca com diversa literatura e comida.

O CMA-J também estará presente com uma faixa própria na Manifestação do 25 de Abril que tem início às 15 do dia 25 a partir do Marquês de Pombal até ao Rossio (Lisboa).

Supremo Tribunal dos EUA rejeita pedido de novo julgamento para Mumia Abu-Jamal

O Supremo Tribunal dos EUA rejeitou hoje (6 de Abril) um pedido de Mumia Abu-Jamal para a repetição da fase da decisão da culpabilidade do seu julgamento. O advogado principal de Mumia, Robert R. Bryan, anunciou que iria dar entrada a uma "petição para uma re-audiência".

O pedido de Mumia tinha por base a decisão "Batson v Kentucky" tomada pelo Supremo Tribunal em 1986, segundo a qual os réus têm direito a um novo julgamento se se provar que a acusação usou de "medidas irrevogáveis" para afastar jurados simplesmente com base na sua origem étnica. No julgamento de Mumia em 1982, o procurador Joseph McGill usou de pelo menos 10 dessas medidas (das 15 a que tinha direito) para afastar jurados negros que, sem isso, poderiam ter integrado o júri. Trata-se uma vez mais da aplicação do que alguns autores já chamam a "Excepção para Mumia", uma vez que essa regra já levou à repetição de julgamentos noutros casos, mas foi agora negada a Mumia. O ano passado, o Supremo Tribunal tinha decidido que essa regra se aplicaria mesmo que só houvesse suspeita de racismo no caso de um único jurado. Neste caso houve pelo menos 10!

O Supremo Tribunal irá ainda decidir sobre um recurso da Procuradoria do Estado da Pensilvânea em relaçao à decisão de outro tribunal de anular a pena de morte para Mumia e "comutá-la" em prisão perpétua. Caso o Supremo Tribunal decida a favor da Procuradoria, Mumia pode vir a ser executado sem direito a que as suas razões (e provas de inocência) sejam sequer ouvidas.

Não podemos deixar que isso aconteça!

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