CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

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Selvajaria policial em Valência, Espanha

Na passada segunda feira, jovens da cidade espanhola de Valência foram alvo da ira criminosa da polícia, reveladora dos tempos de intensificação da repressão que se avizinham com ordens expressas do governo de direita .
Os videos que circulam na net são bem a imagem de qual è o papel das polícias, seja em Portugal ou Espanha, mesmo em qualquer outro país capitalista tem um único objectivo, proteger o sistema capitalista e os seus capatazes nos diversos governos.

E assim se comeca mais um ano:

"Começamos o ano com uma má notícia para o Hip Hop Tuga. O NTS
encontra-se em coma, devido a um disparo à queima-roupa de um agente
da autoridade.
NTS ocupava o lugar da frente do passageiro de uma viatura, juntamente
com alguns amigos, e foram ter a uma operação Stop, e ao darem meia
volta para a evitá-la, o agente disparou contra os jovens desarmados.
Parece que já vimos isto em algum lado (RIP Snake).
Chegámos uma vez a falar com ele, e parece um jovem com muita força!
Em nome de todos, queremos desejar-lhe as rápidas melhoras, e que
muito brevemente o voltemos a ver nos palcos e com novos trabalhos.
Comentários em relação à actuação do polícia… nem vale a pena!

[Actualização] Pelo que se sabe a GNR avisou o INEM e escreveu que se
tratou de um acidente de viação, e só depois do médico do Hospital de
Santa Maria da Feira ter reparado que tinha sido uma bala a causa do
acidente é que chamou a PJ. Quando a Polícia Judiciária chega ao local
do “crime“, depara-se com a GNR a fazer a sua própria peritagem. Foi
ainda dito ao condutor, ao irmão e ao tio da vítima “lamentamos o
sucedido, mas numa operação de rotina o nosso agente escorregou e
atingiu o passageiro com um disparo de uma 9mm.”"

Fonte: http://www.gangdomoinho.net/2012/01/nts-em-coma.html#more-6356

Arrentela- Mais uma vez alvo da violência policial

"Mais uma acção violenta da polícia, sete meses depois de terem agredido violentamente o dutxi, desta fez com uma forte carga sobre mulheres, homens (em frente às suas crianças) depois da festa de aniversário dum bebe de 1 de ano e, motivado por uma queixa de barulho às 22h00, em frente à sede da Associação Khapaz.
É mais um episódio da sistemática violência institucional contra os negros e negras, ciganos e brancos pobres deste país e do mundo.
Justiça e paz."

O Colectivo de Solidariedade Mumia Abu-Jamal manifesta a seu mais veemente repúdio por mais uma agressão despropositada das polícias do sistema contra o povo. Uma acção manifestamente racista não só pela cor da pele , mas pela condição social das vítimas.

DIAP investiga espancamentos em esquadra da PSP

As agressões em esquadras da PSP são uma constante,os casos que relatamos constam do jornal público nestes últimos dois dias.
Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
14.07.2011
Por José Bento Amaro (Público)

Os dois agentes da PSP que esta semana foram condenados a quatro anos de prisão efectiva por, em 2008, terem agredido um estudante alemão, na esquadra das Mercês, no Bairro Alto, em Lisboa, também foram sujeitos a identificação num outro processo de ofensas corporais graves supostamente cometidas no mesmo local. As queixas de agressões alegadamente praticadas naquela esquadra são frequentes. No Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) correm, actualmente, pelo menos mais três inquéritos contra efectivos daquele posto policial.

"Estava numa rua a beber, com um amigo. Senti um empurrão nas costas. Era a polícia. Revistaram e identificaram dezenas de pessoas. Depois, aos que não tinham identificação, como eu, levaram-nos para a esquadra", disse ao PÚBLICO Bruno Oliveira, um jovem actualmente com 23 anos e que terá sido espancado dentro daquelas instalações policiais.

"Estive na esquadra durante uma hora e meia a duas horas. Passei muito tempo com os braços cruzados por cima da cabeça. Depois, tal como as cerca de 20 pessoas que foram levadas para a esquadra, fui enfiado numa sala e espancado. Por fim a porrada era tanta que optei por me deitar para o chão, para levar menos. Pisaram-me e deram-me pontapés. Havia um rapaz que pediu para ir à casa de banho. Levaram-no, não sei para onde, e só se ouvia gritar. Espancaram-no", diz ainda o jovem lembrando os acontecimentos daquela noite de 27 de Novembro de 2009.

João Miguel terá sido outra das vítimas dessa mesma noite. Conta a mesma versão do amigo Bruno Oliveira, salientando que foi o primeiro a ser agredido. "Um agente bateu-me com uma cadeira nas costas e, mais tarde, obrigou-me a limpar o sangue que estava no chão dizendo: "Olha o porco que tu és"", relata.

Estes dois jovens foram assistidos no Hospital de Santa Maria e possuem relatórios médicos que confirmam as mazelas. Aguardam ambos que terminem as identificações que desde então estão a ser realizadas no DIAP de Lisboa. De acordo com Bruno Oliveira, alguns dos agressores até já foram reconhecidos. "Identifiquei quem me bateu e outros que estavam na esquadra", diz.

No DIAP lisboeta, de acordo com o que o PÚBLICO apurou, correm ainda inquéritos que visam agentes policiais da 3.ª esquadra (a esquadra das Mercês ou dos "Terramotos") que terão agredido diversas pessoas. Terá sido assim com o turista inglês Richard Lewis (inquérito 325/10.7) ou com outros jovens portugueses que ainda aguardam pelas conclusões do inquérito número 884/10.4 cuja origem foram alegados espancamentos cometidos no dia 1 de Junho do ano passado.

As primeiras investigações das eventuais agressões praticadas na esquadra das Mercês (ou noutro qualquer posto policial) passam sempre pela Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI). É ali, após coordenação de efectivos policiais e magistrados, que se recolhem os primeiros depoimentos e se fazem sugestões visando o eventual encaminhamento dos casos para os tribunais. No entanto, falta celeridade nas decisões e as recomendações nem sempre merecem resposta por parte dos comandos policiais. Tal terá sido o que aconteceu no caso ontem noticiado pelo PÚBLICO relativo à condenação dos dois agentes da PSP que agrediram o alemão Adrian Grunert.

A sentença proferida (a mais severa de que há conhecimento, suplantando as penas aplicadas em casos em que houve mortes) contemplou apenas dois dos quatro polícias que a IGAI interrogou. O graduado de serviço na esquadra na noite das agressões e a oficial de serviço ao Comando Distrital de Lisboa, para os quais foi sugerido que se instaurassem processos disciplinares, passaram incólumes. Também as recomendações para que no futuro fossem revistos (na Escola Prática de Polícia) os procedimentos para abordagem de cidadãos, bem como a sua condução às instalações policiais, não mereceu qualquer resposta.

O PÚBLICO tentou obter junto da Direcção Nacional da PSP dados relativos a penas aplicadas a polícias condenados por crimes de ofensas corporais A PSP informou não possuir dados estatísticos. O relatório da IGAI de 2010 refere que nesse período se registaram 167 casos de ofensa à integridade dos cidadãos. Respondendo a esses números, a Associação Sindical dos Profissionais da PSP (ASPP) lembrou que esse número não corresponde às condenações decretadas pelos tribunais, lembrando ainda a especificidade do trabalho dos polícias.
Publicada por SOS PRISÕES

Jovem de 23 anos foi espancado e humilhado numa esquadra em 2008
Dois agentes da PSP condenados a pena de prisão efectiva
13.07.2011
Por Andreia Sanches (Púbico)

Dois agentes da PSP foram ontem condenados a uma pena considerada rara em Portugal: quatro anos e três meses de prisão efectiva, num caso, e quatro anos, noutro. Em Julho de 2008, agrediram um estudante alemão no interior da esquadra das Mercês, no Bairro Alto, com murros e pontapés. Os juízes da 5.ª Vara Criminal de Lisboa entenderam que as atitudes provadas durante o julgamento colocam em causa os próprios fundamentos do Estado. O colectivo lembrou que um Estado de Direito afere-se pela forma como trata os delinquentes, mas também pelo modo como pune os seus agentes quando estes se comportam como os arguidos. Foram dados como provados os crimes de ofensa à integridade física qualificada, coacção grave e abuso de poder.

O caso remonta a Julho de 2008: Adrian Grunert, um alemão então com 23 anos que se encontrava a estudar Linguística em Portugal, ao abrigo do programa Erasmus, saiu de casa no dia 25 à tarde para ir ao Museu de Arte Antiga, em Lisboa, com a namorada. O casal apanhou um eléctrico. Ela entrou, ele pendurou-se na traseira do veículo e seguiu viagem sem pagar bilhete. No Largo Conde Barão, quando o eléctrico estava parado, foi agarrado por dois agentes - Rui Neto e Osvaldo Magalhães.

Apesar de inicialmente recusar acompanhar os polícias, dizendo que tinha consigo os documentos de identificação e que a namorada estava dentro do eléctrico, acabou por ser levado para a esquadra das Mercês, sozinho. E é aqui, segundo o tribunal, que os agentes, usando luvas de couro, lhe desferiram vários murros que o atingiram na cara, têmporas e orelhas.

Ontem, ao PÚBLICO, a Direcção Nacional da PSP fez saber que não tinha informação oficial sobre a condenação. Quanto aos dois agentes, nunca admitiram as agressões.

Quando foi agredido, Adrian tentou fugir, mas foi empurrado, caindo no chão. Segundo o tribunal, foi então pontapeado nas costas, no peito e nas pernas. Pediu ajuda e os agentes ter-se-ão rido.

Durante o tempo em que esteve na esquadra, também lhe foi exigido que se despisse totalmente para que lhe fosse feita uma revista. Não queria, mas acabou por se despir e foi-lhe ordenado que se colocasse de cócoras e se baixasse e levantasse algumas vezes. Um método de revista que um dos agentes admitiria, durante o julgamento que começou já em Abril deste ano, que foi excesso de zelo. Um método que, para o tribunal, constitui uma enorme humilhação. Mais: os juízes entendem que o facto de o jovem viajar sem bilhete nem sequer justificaria a detenção para identificação.

Adrian tinha consigo 0,2 gramas de haxixe, que lhe foram apreendidos. Mas os agentes não elaboram nenhum auto de ocorrência, concluíram ainda os juízes.

Depois de sair das Mercês, o jovem foi directamente à esquadra da Lapa apresentar queixa. E, de seguida, ao hospital. Lesões detectadas: traumas múltiplos no corpo, hematoma retroauricular, escoriações no cotovelo, no hipocôndrio e nas costas, cervicalgias.

Pena "relativamente anormal"

Contactado pelo PÚBLICO, Carlos Paisana, o advogado de Adrian - que, entretanto, regressou à Alemanha, onde vive - diz que os agentes da PSP terão intenção de recorrer da sentença. Recorda que outros terão participado nas agressões, mas que não foram acusados. Mas considera a sentença "muito correcta e muito importante".

"O facto de o tribunal não suspender a pena mostra que esta deve ser entendida como exemplar", explica. "O juiz destacou a especial censurabilidade de actos cometidos sob, disse, a habitual cortina de fumo de uma esquadra."

Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, não conhece o caso em concreto. Mas diz que a pena "não é pesada em face da gravidade dos crimes imputados". É, contudo, "relativamente anormal dada a tradição de complacência do poder judicial em relação à arbitrariedade da polícia". O bastonário afirma que há "cenas de verdadeira tortura praticadas nas esquadras da PSP, postos da GNR e pela PJ" e que os magistrados "tendem a ter uma complacência exagerada".

Também Francisco Teixeira da Mota, advogado, não se recorda de penas de prisão efectiva aplicadas a agentes policiais, nomeadamente em casos em que não há mortes. "É seguramente uma condenação rara."

A não suspensão da pena, explica, significa que o tribunal quer dar à sociedade um sinal de que há "uma condenação efectiva" deste tipo de actos.
Publicada por SOS PRISÕES

Magistrada do MP ouvida como testemunha "arrasa" actuação da PSP




(Público)

A sentença relativa ao caso dos dois activistas do movimento
Democracia Verdadeira Já foi hoje marcada para segunda-feira, após uma
audiência de julgamento em que uma magistrada relatou, como
testemunha, ter sido agredida no local por um dos polícias.
Face aos depoimentos prestados na sessão de julgamento na Pequena
Instância Criminal de Lisboa foi pedida a absolvição dos dois
activistas, que tiveram como testemunha de defesa uma magistrada do
Ministério Público, cujo depoimento foi comprometedor para a actuação
da polícia durante o acampamento no Rossio.
Após os agentes da PSP, João Paulo Henriques e Edgar Salta, relatarem
em tribunal a sua versão dos factos e justificado as detenções dos
activistas com a agressão com um telemóvel por parte de um deles
(Ricardo Salta) e injúrias supostamente proferidas por Tiago
Castelhano, a testemunha e magistrada do Ministério Público, Sónia
Maria Pinhão, 'arrasou' a actuação da polícia.
O facto de um dos polícias e um dos activistas terem o mesmo apelido
(Salta) mereceu um reparo irónico do procurador, mas ficou esclarecido
em tribunal que se trata de mera coincidência.
Sónia Maria, 39 anos, magistrada na Pequena Instância Cível, contou
que no dia 4 de Junho estava num café do Rossio com uma amiga quando
um amigo lhe disse que estava a haver uma carga policial na zona.
Sendo magistrada, entendeu que podia ajudar a resolver eventuais
alterações da ordem pública, tendo-se identificado perante os polícias
que, entretanto, moveram uma perseguição em pleno Rossio a um dos
activistas, atirando-o bruscamente ao chão.
"Pareceu-me uma intervenção violenta que não justificava uma actuação
com aquela gravidade e força", disse a magistrada, revelando que ao
tentar intervir um dos agentes a agrediu, agarrando-a pelo pescoço.
A magistrada contraditou os polícias dizendo não ter visto qualquer
agressão a polícias, nem ter ouvido insultos à autoridade, garantindo
que o jovem Tiago Castelhano "não ofereceu resistência".
Sónia Maria frisou que alguns dos polícias "portaram-se bem e com
lucidez", mas que outros pareciam estar "cegos e surdos", relatando
que após se ter identificado e pedido para falar com o oficial de
serviço um dos polícias "a agarrou pelo pescoço".
Este depoimento da magistrada como testemunha de defesa perante a
juíza e o seu colega de acusação foi o momento mais marcante da sessão
de julgamento, em que um dos polícias ouvidos apareceu com uma
't-shirt' branca onde se lia em letras negras "I'm the Law" [Eu Sou a
Lei].
Este julgamento sumário esteve previsto para o passado dia 6, mas foi
adiado para hoje.
A 4 de Junho, a PSP realizou uma intervenção no Rossio, onde há duas
semanas estavam mobilizados vários activistas, em protesto contra a
qualidade da democracia, as condições de vida e a precariedade e
pedindo novas políticas e mais reflexão aos portugueses.
A polícia recolheu tendas, cartazes e outros materiais e deteve três
pessoas, duas das quais foram constituídas arguidas. Os detidos foram
mais tarde libertados.
O movimento repudiou a operação, que classificou de "violenta,
desproporcional e despropositada".

Solidariedade com as Assembleias Populares "Democracia Verdadeira Já!"

As organizações da sociedade civil portuguesa representadas neste
comunicado expressam o seu repúdio veemente à acção policial do dia 4 de Junho,
na praça do Rossio, contra os participantes na Assembleia Popular"Democracia Verdadeira Já".
Exprimem, ainda, profunda consternação com a demonstração da ignorância dos
agentes policiais a respeito de direitos consagrados na Constituição da
República Portuguesa, em particular o Direito de Reunião (nº 1 do artº 45º):
"Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo
em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização."
Tratou-se de um duplo atentado à ordem democrática e à integridade da comunidade
de cidadãs e cidadãos.
Acresce, a tudo isto, a gravidade do dia da acção policial; no dia anterior
ao exercício de um dos direitos cívicos conquistados com Abril, qualquer acção
repressiva ganha uma dimensão simbólica adicional. O grupo profissional dos
agentes policiais deve reflectir, em conjunto, acerca das razões que têm
levado, nos últimos tempos, a uma escalada de violência que prenuncia novos e
intensificados actos de violência.
Os acontecimentos de Setúbal, do Rossio e do Bairro 6 de Maio demonstram que
é necessário repudiar toda a repressão policial, criticar as suas origens e é
necessário questionar todas as instituições envolvidas na tomada de decisões
que resulta em actos de violência e repressão policial, incluindo o
Ministério da Administração Interna, as divisões relevantes da Polícia de
Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana, além dos departamentos da
Polícia Municipal. Embora os actos ocorridos a 4 de Junho se refiram à Polícia
Municipal de Lisboa (cujos agentes pertencem aos quadros da PSP), este
comunicado visa expressar um repúdio generalizado a todo e qualquer acto de
repressão policial cujas razões não sejam justificáveis à luz do ordenamento
jurídico relevante.
Assinalando a relevância dos objectivos destas Assembleias, em particular o
de intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e
económica, organizações signatárias manifestam a sua total solidariedade com a
referida Assembleia Popular.

As organizações/movimentos subscritores:
Associação Comunidária
Attac- Portugal
CMA-J - Colectivo de Solidariedade Mumia Abu-Jamal Colectivo Revista Rubra
Comité de Solidariedade com a Palestina
FERVE
GAIA
Marcha Mundial das Mulheres - Portugal
Movimento 12 de Março
Panteras Rosas
Portugal Uncut
projecto casaviva - porto
Solidariedade Imigrante - Associação para a
defesa dos direitos dos imigrantes
SOS-Racismo
UMAR

Do Rossio ao B.rro 6 de Maio Violência Policial

O Colectivo de Solidariedade Múmia Abu-Jamal, manifesta o seu mais vivo repúdio pela violência gratuíta das forças policiais que no passado fim de semana cometeram abusos contra cidadãos, como se os seus actos tivessem legitimidade santificada. As constantes arbitrariedades das polícias e o silêncio ou o amén das instituições põem completamente a nu o tipo de democracia reinante neste protectorado do imperialismo alemão.
Assistimos assim aos episódios tristes envolvendo a polícia municipal e a polícia de intervenção que sábado agiram impunemente sobre jovens que se manifestavam pacificamente.
Na madrugada de sábado para domingo coube ao B.rro 6 de Maio a invasão da polícia, que a pretexto de um pequeno incidente provocou uma guerra, ao cercar e invadir o bairro: invadindo casas , partindo portas, fazendo detenções num total de 17, ferindo algumas pessoas incluindo um bébé de 1 ano.
Que se pretende com estes actos atentatórios à liberdade? Afirmações de autoridade a roçar práticas demasiado repetitivas e típicas de regimes autoritários.

Contra a Violência Policial !

Incrementa-se a cada dia que passa a violência física do estado contra os seus cidadãos, sobretudo através da actuação das suas forças policiais. Manifestações de cidadãos que são violentamente reprimidas. Intervenções brutais quase diárias nos bairros populares, em particular nas periferias urbanas. Espancamento de trabalhadores e sindicalistas. E a história das polícias nos anos mais recentes inclui também muitas mortes em todo o país: Tony em Setúbal, Corvo, MC Snake, Angol, PTB, Tete, Kuku e muitos outros. O racismo e a prepotência são permanentes.

É altura de denunciarmos e nos revoltamos contra a violência policial !

Setúbal: Polícia reprime manifestação do 1º de Maio

No passado domingo a polícia reprimiu violentamente os manifestantes do 1º de Maio em Setúbal. Numa atitude de clara provocação e violenta repressão, a polícia atacou a manifestação anticapitalista e anti-autoritária, depois de ela ter terminado, e disso resultou muita gente agredida, algunsferidose outros detidos. Muitos manifestantes foramtambém abusivamente identificados pela polícia.Tratou-se de uma actuação completamente inaceitável por parte da polícia e as suas vítimas merecem a nossa total solidariedade.

A repressão poícial em Setúbal tem uma longa história, de que podemos lembrar as primeiras pessoas mortas pela GNR logo após a sua criação (fez esta semana 100 anos), que aconteceram precisamente em Setúbal, a repressão constante ao movimento revolucionário, antes e depois do 25 de Abril, até às recentes e constantes incursões contra os jovens dos bairros pobres da região, com inúmeros incidentes, incluíndo o assassinato do jovem António Pereira (Tony) no Bairro da Bela Vista, morto por um polícia com uma shotgun.

Reproduzimos excertos um relato do Colectivo TerraLivre:

A manifestação concentrou-se por volta das 13:00h no Largo da misericórdia em Setúbal e por volta das 14:00h eram já cerca de 100 os participantes.

Colocaram-se faixas e bandeiras a toda a volta do Largo e ligou-se o sistema de som para se lerem panfletos, comunicados e se ouvir música.

A chuva começou a cair mais ou menos ao mesmo tempo em que chega uma panela de sopa para ser distribuída a toda a gente que estava no largo.

Perto das 15:00 começaram-se a levantar as faixas para compor a manifestação, foi lançado algum fogo de artificio e arranca-se a passo lento pela rua Arronches Junqueiro em direcção ao miradouro das fontainhas.

Durante a permanência no Largo da misericórdia a carrinha da Equipa de Intervenção Rápida da PSP rondou variadíssimas vezes o Largo da Misericórdia sem nunca nele entrar.

Chegada ao miradouro, em frente ao Museu do Trabalho, a manifestação parou para novamente se lerem comunicados, lançar mais fogo de artifício e desceu pela Rua Doutor Vicente José Carvalho circundando o jardim dos Palhais

Neste ponto a manifestação pôde passar pelo túnel do Quebedo já que o trânsito se encontrava aqui cortado devido à manifestação da CGTP convocada para o jardim do outro lado da linha

No outro lado do túnel uma carrinha da EIR da PSP, bem como cerca de 6 elementos da mesma força policial, cortava a passagem na estrada impedindo a manifestação de se juntar à cauda do desfile da CGTP. Esta linha policial, feita especialmente para nos separar da concentração da intersindical e do contacto com pessoas na mesma e na rua, permaneceu numa atitude provocadora durante toda a avenida 5 de Outubro.

Em frente à sede do PCP no edifício Arrábida encontravam-se vários indivíduos com postura agressiva, eventualmente polícias à paisana, eventualmente grupo de ordem do PC.

A manifestação seguiu sob acompanhamento policial até à Avenida 22 de Dezembro e virou então à direita para a Avenida dos Combatentes

Aqui, os elementos policiais deixaram de acompanhar a manifestação e esta seguiu no mesmo tom combativo e passo lento até ao fim da Avenida, virou à esquerda e avançou até à rotunda frente ao largo José Afonso. A ausência da polícia nada alterou no espírito ou actividade da manifestação.

A partir daqui seguiu pela Avenida Luisa Tody até entrar no Bairro da Anunciada pelo largo da Palmeira onde parou para mais uns inócuos fogos de artifício antes de fazer, sob cânticos e frases de ordem, a rua Vasco da Gama até ao largo da Fonte Nova.

Chegados a esse ponto final as faixas foram colocadas no chão e estava novamente a chegar comida para ser distribuída no Largo para quem quisesse. Terminava aí a manifestação.

Passados cerca de 10 minutos, um carro patrulha da PSP aproximou-se de um automóvel que transportava o sistema de som que já havia estado no início da manifestação no Largo da Misericórdia. Os agentes dirigiram-se a alguns indivíduos que estavam junto a esse automóvel exigindo que se diminuísse o volume. O volume foi diminuído. Seguidamente tentaram descobrir alguém que fosse responsável pela manifestação ou seu porta-voz, tentativa esta que, devido à natureza da convocatória, seria à partida impossível.
Os agentes pediram então a um indivíduo que se identificasse passando instantaneamente para a tentativa de detenção. Esta detenção, completamente aleatória e injustificada, foi questionada por manifestantes nesse local e consequentemente impedida.

Na mesma altura chega uma carrinha de intervenção vinda da Rua Vasco da Game de onde saem vários agentes armados com shotguns que, sem qualquer ordem de dispersão, iniciaram prontamente disparos de balas de borracha em todas as direcções. Literalmente.
Esta actuação, acompanhada da utilização de gás lacrimogéneo e bastões fez com que logo nesse local dezenas de pessoas fossem feridas com maior ou menor gravidade. Muitas conseguiram-se defender e manter a polícia à distância. Alguns dos residentes e comerciantes também se insurgiram contra a violência policial o que resultou, na maioria das situações, na agressão gratuita da polícia.

Os manifestantes dispersaram pelas ruas da Fonte Nova e a polícia reorganizou-se em torno do Bairro esperando que estes de lá saíssem. Hesitaram muitas vezes e tiveram medo que o conflicto se generalizasse visto muitos dos habitantes estarem visivelmente enojados com a situação totalmente criada pelas forças policiais. A polícia inicia a partir daqui uma caça com motas , carros, carrinhas e jipes pelo bairro do Montalvão e centro da cidade, realizando uma nova carga no túnel da Rua Frei António das Chagas e nas Pracetas do Montalvão onde foram novamente disparadas balas de borracha indiscriminadamente contra dezenas de pessoas.

Depois foi preciso dar assistência aos feridos, encontrar os desaparecidos, cancelar o trabalho do dia seguinte ou ir trabalhar todo amachucado, reunir relatos e cruzar os dados.

No total e contrariamente ao que a polícia e os jornais afirmam, registou-se:

- Com toda a certeza 12 detenções para efeitos de identificação, eventualmente mais.

- Espancamentos aos detidos durante e depois do transporte para a esquadra.

- Um espancamento realizado por meia dúzia de agentes contra um isolado e tombado manifestante aos gritos de «atira lá pedras agora»… A já famosa cobardia da polícia.

- 4 a 5 tiros de fogo real.

- Um número impossível de determinar mas em todos os casos elevado de disparos de «balas de borracha» ( houve cartuchos recolhidos pelos manifestantes, pelo cordão da polícia para recolher cartuchos e mais tarde ainda cartuchos recolhidos pelos habitantes)

- As ordens policiais mandadas para o Hospital no sentido de identificar e denunciar pessoas que entrassem feridas, nomeadamente aquelas «com ferimentos de bala»

- Cerca de 30 feridos sendo que a maioria foi tratada por vizinhos e integrantes da manifestação

- A entrada no hospital de dois polícias com dores nas costas e ombro, mas sem quaisquer ferimentos

- Outras tantas histórias não registadas de abusos e violência, tal como acontece todos os dias de Norte a Sul do país pelas mãos criminosas da polícia.

3 de Maio 2011

Terra Livre

O estado português tortura nas prisões

É inadmissível a actual situação nas prisões, em que os presos são sujeitos, para alem das penas que lhes são impostas pelos tribunais, a toda uma série de penas acessórias completamente arbitrárias e normalmente injustificadas. Muitas vezes, essas punições são pura e simplesmente tortura, que apenas visam impor a autoridade brutal e animalesca de guardas e responsáveis prisionais. O caso mais recente (apenas porque passou a barreira da censura mediática e veio a público), foi o do preso cruelmente atacado em Paços de Ferreira em Setembro de 2010 com um taser eléctrico, uma arma que descarrega uma alta densidade de energia eléctrica e que é conhecida por causar lesões no sistema nervoso e mesmo a morte. Não podemos admitir nenhuma forma de tortura, ainda para mais vinda do estado, independentemente das circunstâncias da situação do preso.

Para saberes mais informações sobre a situação nas prisões, consulta: http://www.sosprisoes.blogspot.com/

Basta de brutalidade policial!

Diariamente têm lugar incidentes em que as forças ditas da ordem usam de grande brutalidade e se exprimem de uma forma abertamente racista ao interpelarem jovens negros dos bairros periféricos das grandes cidades.

No passado sábado a vítima foi o jovem Dutchi Pedro Sá, de 17 anos, jogador do Arrentela, após o jogo da sua equipa, abordado por agentes da PSP: "tu, ó preto de merda, vens connosco à esquadra". Quando questionou o porquê, foi logo espancado no local, com a sua cabeça projectada contra o capô da viatura da polícia, pontapeado no chão e levado para a esquadra, onde esteve durante 3 horas. De lá saiu em tal estado que desmaiou frente à esquadra e acabou no hospital, nos cuidados intensivos.
A indignação dos jovens dos bairros tem suscitado actos de revolta em consequência de actos recorrentes de provocação e brutalidade policial.

Entretanto, também começou o julgamento do polícia que matou um jovem rapper em Março do ano passado. O polícia está acusado de homicídio qualificado por ter morto o rapper MCSnake na sequência dos disparos que fez contra a viatura que ele conduzia e há indícios de disparo intencional.
Até quando vamos continuar a assistir a esta violência animalesca das forças policiais?
Até quando este tipo de práticas ficarão impunes?

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