CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

Mostrar mensagens com a etiqueta Solidariedade com a Palestina. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Solidariedade com a Palestina. Mostrar todas as mensagens

Contra a nomeação de Israel para presidir à Comissão da Assembleia Geral da ONU


Comunicado do MPPM (Movimento pelos Direitos do povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente)

Israel acaba de ser nomeado para presidir à Sexta Comissão da Assembleia Geral da ONU pelo Grupo dos Estados da Europa Ocidental e Outros, integrado actualmente (além de um observador, os EUA) por 28 Estados, entre os quais se incluem Portugal e — estranhamente — Israel.
A Sexta Comissão é descrita pela ONU como «o fórum principal dedicado ao exame das questões jurídicas na Assembleia Geral». Entre os assuntos em agenda para discussão na 71.a sessão, que terá início em Outubro de 2016, encontram-se questões como «Medidas para eliminar o terrorismo internacional», «O primado do direito aos níveis nacionais e internacionais» e «Responsabilidade dos Estados por actos internacionalmente impróprios». Trata-se de temas que Israel conhece bem, mas perversamente, pelo lado da prática do terrorismo de Estado contra o povo palestino e outros países da região, pelo lado da violação do direito internacional, pelo lado do desrespeito pelas resoluções da ONU.
Israel, impedido de aderir ao Grupo Asiático devido à oposição dos países árabes, é membro permanente do GEEOO desde 2004. Em 2014 Israel tinha já sido nomeado por este bloco regional para presidir à Quarta Comissão da AG da ONU, dedicada à descolonização, o que só por si constituía um insulto às decisões e afirmações da ONU relativamente à erradicação do colonialismo, já que Israel exerce ele próprio um colonialismo de povoamento no território da Palestina e viola persistentemente os direitos nacionais do povo palestino.
É inaceitável que Israel, que continua a infringir o direito e as convenções internacionais, o direito humanitário internacional e incontáveis resoluções da ONU, seja nomeado para encabeçar uma comissão jurídica que visa promover o direito internacional e proteger direitos e liberdades humanos básicos.
Ao nomear Israel, o Grupo dos Estados da Europa Ocidental e Outros está a pôr em causa o sistema jurídico internacional e a recompensar Israel pelas suas violações flagrantes do direito internacional e pelos seus actos de violência e de punição colectiva.
Assim sendo, e tendo em conta as disposições da Constituição, nomeadamente do seu artigo 7º, ao afirmar que «Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos» e que «Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência», o MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente:
— condena esta nomeação e lamenta a participação nela de Portugal;
— exorta o governo português a retirar o apoio à nomeação de Israel pelo GEEOO;
— exorta ainda o governo português a desenvolver na ONU acções tendentes a responsabilizar Israel pelas suas persistentes violações do direito internacional e dos direitos humanos e a assegurar o reconhecimento efectivo do direito do povo palestino a um Estado viável, dentro das fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém oriental e uma solução justa para o problema dos refugiados.
Lisboa, 10 de Junho de 2016
A Direcção Nacional do MPPM

Palestina - No Dia da Terra

Comunicado do MPPM sobre o Dia da Terra 
NO DIA DA TERRA O MPPM APOIAA LUTA DO POVO PALESTINO
PELA PAZ, PELA LIBERDADE E PELA DIGNIDADE
1. Em Março de 1976, as autoridades israelitas anunciaram a expropriação de grandes extensões de terras de palestinos na Galileia para a construção de um campo de treino militar e novos colonatos judaicos, no âmbito de um plano de judaização da região. No dia 30 desse mês, uma greve geral e grandes manifestações de protesto sacudiram as localidades palestinas no território do Estado de Israel (segundo as linhas do armistício de 1949). Na repressão sangrenta que se seguiu, seis palestinos foram mortos pelas autoridades de Israel e centenas foram feridos ou presos. Desde então, o dia 30 de Março ficou conhecido como o Dia da Terra, uma data que simboliza a luta do povo palestino pelo direito aos seus lares, às suas terras de cultivo, à sua Pátria.

2. A ocupação de terras palestinas, com a expulsão dos seus habitantes, não começou, nem terminou em 1976. A limpeza étnica tem sido, desde o início, um aspecto central da criação do Estado sionista. E, não por acaso, desde a assinatura dos acordos de Oslo (1993) e as encenações de paz subsequentes, tem-se registado uma agudização dramática da situação. A contínua ocupação israelita de terra palestina está a modificar a realidade no terreno. Os territórios palestinos ocupados em 1967, incluindo Jerusalém Oriental, reconhecidos por direito aos palestinos pelas resoluções das Nações Unidas, respeitam, apenas, a menos de um quarto (22%) do território da Palestina histórica. Apesar disso, os palestinos só têm controlo, e ainda assim com autonomia limitada, sobre 18 % dessa já de si reduzida parcela, e está-lhes interdito o acesso a cerca de um quarto desse território, que é legitimamente seu!

3. As autoridades sionistas, com o apoio activo ou, pelo menos, a passividade dos Estados Unidos da América e da União Europeia, assim como o silêncio do Conselho de Segurança e a indiferença da comunidade internacional, estão a criar factos consumados que tornam inviável a construção de qualquer Estado Palestino, mesmo apenas numa parte menor da Palestina Histórica. Ao mais de meio milhão de habitantes dos colonatos nos territórios ocupados em 1967, junta-se o retalhamento da Margem Ocidental pelo Muro do Apartheid, pelas estradas exclusivamente reservadas a colonos, pelos terrenos sob controlo directo de Israel, bem como pelo cerco à faixa de Gaza. A ocupação física visa impor, de facto, um único Estado no território da Palestina histórica – o Estado judaico de Israel. Tal objectivo é, ao mesmo tempo, acompanhado pela mais brutal repressão sobre o povo palestino, que se prolonga desde o sistema prisional até à violência quotidiana do exército israelita.
4. O governo de Benyamin Netanyahu, resultante da vitória do Likud nas eleições do ano passado em Israel, não surpreendeu, continuando a política de judaização da Palestina, a inviabilização da construção do Estado Palestino e a negação dos direitos aos palestinos, tanto os dos territórios ocupados como os cidadãos de Israel. E não se vislumbram, nas forças políticas dominantes em Israel, alternativas que deixem entrever a possibilidade de uma inflexão desta política. Enquanto isto, os extremistas sionistas prosseguem livremente a sua campanha de incitamento ao ódio e à violência, ao passo que as organizações que, em Israel, procuram promover a paz e a defesa dos direitos dos palestinos são perseguidas até serem silenciadas.

5. O MPPM, ao assinalar este Dia da Terra em 2016
 Exprime a sua solidariedade ao povo palestino na sua justa luta pela terra, pela paz, pela independência e pelos seus direitos nacionais
Exorta a comunidade internacional – a União Europeia em particular – e bem assim o Governo de Portugal, a empenharem-se, em todos os planos, a favor dos direitos legítimos do povo palestino, exigindo o fim da ocupação e o respeito pelo Estado de Israel da legalidade e dos acordos internacionais que sistematicamente viola com impunidade.


Free Palestine

Activistas pró-palestinianos interrompem concerto do "Jerusalem Quartet" na Gulbenkian




Activistas dos direitos humanos interromperam esta noite o concerto de música clássica do "Jerusalem Quartet" na Fundação Gulbenkian em protesto contra a associação do grupo israelita com o exército de Israel.
O concerto decorria quando da plateia se levantou um grupo de pessoas gritando palavras de ordem contra os crimes de guerra israelita. Quando eram levadas para fora da sala pelos seguranças, ainda lançaram para o ar panfletos explicando a razão do seu acto. Passados uns minutos, a cena repetiu-se com um segundo grupo que conseguiu fazer parar os músicos quando gritava “boicote Israel, Palestina vencerá”.
O forte dispositivo policial, completamente inabitual, dentro e fora do edifício, mostra como uma casa de cultura se pode transformar numa fortificação quando lá actuam israelitas. Israel não pode exportar cultura sem exportar juntamente os seus muros e o seu sistema de repressão.
Os protestos tiveram lugar depois da Fundação Gulbenkian ter ignorado as cartas enviadas pelo Comité de Solidariedade com a Palestina e dezenas de outros cidadãos interessados pedindo que o concerto fosse cancelado devido à associação oficial do "Jerusalem Quartet" com o exército israelita, auto-intitulando-se "os melhores embaixadores do estado de Israel".
"Numa altura em que Israel tem aumentado a repressão violenta contra o povo palestiniano, deixando mais de 100 mortos desde o início de Outubro, é de mau gosto que a Fundação Gulbenkian convide representantes oficiais de um Estado de apartheid," disse um activista do Comité de Solidariedade com a Palestina, "a Fundação não respondeu sequer aos nossos apelos, o que levou a esta acção mais expressiva"
O "Jerusalem Quartet" é alvo de protestos nas cidades onde toca, como em Londres e Nova Iorque, no âmbito da campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, sendo esta a segunda vez que protestos tiveram lugar na Fundação Gulbenkian em Lisboa. Em 2013, a Fundação ignorou apelos semelhantes e manteve o convite ao grupo.
O Comité de Solidariedade com a Palestina declarou que não se opõe à expressão cultural, mas que o "Jerusalem Quartet" politiza a sua arte para ser apologista de um Estado agressor. As mais recentes tournées do grupo na Europa foram financiadas pelo Estado de Israel no âmbito de um programa de propaganda intitulado "Brand Israel" com o objectivo de pintar uma imagem "mais bonita" de Israel e distrair a atenção do mundo da ocupação brutal.
No mês passado arménios da diáspora a viver nos EUA e na Palestina escreveram uma carta à Fundação Gulbenkian apelando para que cancelassem o concerto do Jerusalem Quartet que dá legitimidade às políticas violentas de Israel, invocando o mandato da Fundação a favor da comunidade arménia e a ligação de Calouste Gulbenkian aos arménios da Palestina. A Fundação ignorou os apelos dos próprios arménios, e na resposta que só veio na véspera do concerto, não abordou sequer os argumentos bem fundamentados apresentados na carta.

Aqui, o texto da carta do CSP à Fundação Gulbenkian:

O caso bárbaro de Mohamed Suleiman

 
Por José Goulão em Mundo Cão, Partilhamos

Poucos conhecerão as notícias abjectas sobre Mohamed Suleiman nestas horas em que tanto se fala de terrorismo, barbárie e selvajaria como contraponto à nossa superioridade civilizacional plena de virtudes e bênçãos divinas, provenham elas de entidades supremas ou dos não menos supremos mercados.

Não, Mohamed Suleiman não é nenhum dos bandidos armados que praticaram as chacinas de Paris ou Madrid ou Nova Iorque, ou decapitaram um qualquer “cidadão ocidental”; estes são os verdadeiros terroristas, assim definidos pelos lugares onde actuam e as vítimas que provocam, mas de que ninguém ouviria falar entre nós caso se ficassem pelos massacres simultâneos de centenas de sírios e iraquianos, previamente forçados a cavaram as valas comuns para nelas partirem em busca da eternidade, porque isso era assunto lá entre eles, entre bárbaros, que não encaixa nos padrões exigentes e ilustrados de direitos humanos.

Mohamed Suleiman tem 15 anos, é um adolescente palestiniano de Hares, perto de Nablus, na Cisjordânia, detido numa masmorra israelita desde os 13 anos por “atirar pedras”, pecado gravíssimo porque cometido numa estrada reservada a colonos – a designação verdadeira, ocupantes, é politicamente incorrecta – exemplo das obras públicas israelitas que institucionalizam um civilizado regime de apartheid um quarto de século depois de o apartheid original ter sido extinto.

As autoridades israelitas foram buscar Mohamed Suleiman a casa há dois anos, não havendo qualquer flagrante a invocar, e mantiveram-no na cadeia até completar 15 anos. Torturaram-no, juntamente com mais quatro jovens, até confessarem o crime de “atirar pedras” e agora, que já tem idade para ser “julgado”, um tribunal militar israelita condenou-o a 15 anos de prisão por “25 tentativas de assassínio”, judiciosa versão da acusação original baseada no arremesso de calhaus; mas se a família não conseguir pagar uma multa de sete mil euros até 26 de Janeiro a pena transforma-se automaticamente em prisão perpétua. Como os parentes do garoto não têm esse dinheiro – vivem sob ocupação numa terra submetida à violência sádica e fundamentalista dos colonos, espoliados de todos os meios de sobrevivência pelo Estado de Israel – Mohamed Suleiman corre o sério risco de passar o resto dos seus dias que vão para lá dos 15 anos, idade dos sonhos para os adolescentes livres, numa masmorra às ordens dos civilizados esbirros ocupantes.

Esta é a história de Mohamed Suleiman. Ela não corre nos nossos tão informados telejornais, nos nossos periódicos ditos de referência, nas nossas rádios inundadas de cachas, apesar de tais meios não descansarem um segundo na denúncia do terrorismo, do terrorismo mau, pois claro, mas onde deveria caber, por simples misericórdia, um cantinho para Mohamed Suleiman, ao que parece insuspeito de ser do Estado Islâmico ou da Al-Qaida, cujos mercenários às vezes podem ser terroristas, outras nem tanto, depende.

Tão pouco a ONU, a UNICEF, a omnipresente e justiceira NATO, a democratíssima e vigilante União Europeia, tantos observatórios e organizações não-governamentais parecem conhecer a barbárie terrorista de que é vítima Mohamed Suleiman e os seus companheiros. Já me esquecia das boas razões para tal alheamento: Israel, tal como esse farol da democracia que é a Arábia Saudita e também a fraternal Turquia, agora às portas da União Europeia desde que sirva de tampão à entrada de refugiados na Europa, enquanto nutre bandos terroristas, são exemplos brilhantes de civilização e de respeito pelos direitos humanos. Os amigos e aliados jamais praticam terrorismo, tratam da nossa “segurança”.

O caso de que são vítimas Mohamed Suleiman e os cinco de Hares é um exemplo de terrorismo puro e duro, sem adjectivação porque o terrorismo é um fenómeno único, não existem terroristas bons ou maus, civilizados ou bárbaros. Mas esta é uma tese vinda dos bas-fonds da teoria da conspiração, não conta para a vida nos nossos dias.

Ainda sobram no mundo, porém, algumas organizações solidárias que, enquanto denunciam esta aberração selvática, procuram, para já, ajudar a reunir os sete mil euros necessários (http://www.europalestine.com/spip.php?article11302) para tentar travar, no mínimo, a perpetuidade da prisão.

Quanto ao resto, a história de Mohamed Suleiman e tantas outras histórias que preenchem o quotidiano trágico de Jerusalém Leste, Cisjordânia e Gaza, as histórias de degredos, demolição de casas, assassínios selectivos, escolas e hospitais arrasados, asfixia económica, privação de água e energia, checkpoints e rusgas arbitrárias, muros e outras formas de segregação física e psicológica, mais não é do que exposição da hipocrisia terrorista pela qual se guia a chamada “comunidade internacional”.

Agora que a bandeira da Palestina, Estado fantasma, ondula junto ao palácio de vidro da ONU as boas consciências dos nossos civilizados e democráticos dirigentes sentem-se apaziguadas. Casos escabrosos de terrorismo como o de Mohamed Suleiman poderia, é certo, mascarar essa “paz” tão laboriosamente aparentada, mas que não haja problema: varre-se para o fundo dos tapetes da diplomacia e do desconhecimento, com a prestimosa colaboração do amestrado aparelho de propaganda.

Boicotar a SodaStream é um acto de solidariedade com a Palestina

 
 
 
O dia 29 de novembro é o Dia Internacional de solidariedade com o povo palestiniano.
Aproveitamos esta data para comemorar uma das mais recentes vitórias da campanha internacional de BOICOTE-DESINVESTIMENTO-SANÇÕES em Portugal.
UMA VITÓRIA DA BDS - A WORTEN RETIRA PRODUTOS SODASTREAM DAS SUAS LOJAS 
Em Setembro de 2014, o Comité de Solidariedade com a Palestina iniciou uma campanha contra a venda da SodaStream em Portugal, enviando cartas às duas empresas que comercializavam esse produto, a Auchan e a Worten.

Na nossa carta, alertávamos para o facto de o principal ponto de produção da SodaStream estar situado junto ao colonato Ma'ale Adomim, na Cisjordânia ocupada e de os terrenos para a sua construção terem sido obtidos através da expulsão de várias famílias beduínas. Referíamos que uma segunda fábrica já tinha sido construída no deserto do Negev, de onde Israel planeava expulsar mais 70 mil beduínos.

Chamávamos também a atenção das empresas para a recente aprovação de normas pela União Europeia, incluindo o governo de Portugal, que condenam e desaconselham o financiamento de entidades israelitas e de actividades que incidam sobre os territórios palestinianos da Cisjordânia ou de Jerusalém Oriental.

A nossa carta terminava informando da existência da campanha internacional de Boicote-Desinvestimento-Sanções contra Israel desde 2005 e dando os exemplos da Staples norueguesa e da Ecostream britânica que tinham deixado de vender produtos SodaStream na sequência da campanha BDS de que tinham sido alvo.
Dois meses depois, a Worten tinha retirado das suas lojas todos os produtos SodaStream.

Só podemos felicitar-nos por esta vitória e felicitar a Worten por ter sido sensível aos argumentos da BDS e por não ter querido tornar-se cúmplice da ocupação da Palestina ao comercializar produtos israelitas fabricados em colonatos.
 

 

 
 

Repudiamos a exibição do Jerusalem Quartet em Lisboa


Comunicado do Comité Palestina acerca da presença em Lisboa  do Jerusalém Quartet, grupo pretensamente cultural que está ao serviço do estado sionista . 
 
                  Repudiamos a exibição do Jerusalem Quartet em Lisboa
        O presente comunicado é suscitado pela programação de um concerto do Jerusalem Quartet no próximo mês de Dezembro na Fundação Calouste Gulbenkian e insere-se na onda de protestos que surgem pelo mundo fora, de Nova Iorque a Edimburgo, contra este grupo que instrumentaliza a cultura ao serviço das políticas de opressão do Estado de Israel. 

Por que se tornou o Jerusalem Quartet alvo da campanha internacional de BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções)?

Como todas as entidades e indivíduos financiados pelo Estado de Israel, o Jerusalem Quartet teve de assinar com o governo israelita um contrato que estipula: "O prestador do serviço tem consciência de que o objectivo de lhe encomendar serviços consiste em promover por via da cultura e da arte os interesses da política do Estado de Israel, incluindo a contribuição para criar uma imagem positiva para Israel".

Depois de terem servido o exército de ocupação israelita, os seus membros mantêm o estatuto oficial de "Destacados Músicos do Exército". "Dizem que somos os melhores embaixadores de Israel e nós estamos felizes por isso", disse um dos músicos, Kyril Zlotnikov, em 2006.

Ora, ser embaixador de Israel significa apoiar a colonização crescente do território da Palestina; significa justificar o roubo de terras, a destruição de casas e de infraestruturas, a expulsão de centenas de milhares de palestinianos e um regime de apartheid para os que ainda não foram expulsos. Ser embaixador de Israel implica ser cúmplice assumido dos seus crimes de guerra.

A cultura não pode ser separada da política quando neste caso artistas se põem tão prontamente ao dispor da política criminosa do Estado de Israel. Neste sentido, a Fundação Gulbenkian não se pode declarar neutra ao dar apoio a estes "embaixadores". Como diz o Arcebispo Desmond Tutu, Nobel da Paz sul-africano e apoiante da campanha BDS contra Israel, "ser-se neutro numa situação de injustiça é apoiar o opressor."

As actuações internacionais do Jerusalem Quartet são ocasiões nas quais Israel tenta legitimar a sua presença no seio da comunidade internacional de cientistas, artistas e intelectuais, não obstante prosseguir obstinadamente com a limpeza étnica, a discriminação e a negação do direito dos palestinianos à autodeterminação.

A Fundação Gulbenkian deveria ser particularmente sensível a estes factos, pois é legatária da estreita relação que Calouste Gulbenkian mantinha, e que a Fundação ainda mantém, com a comunidade arménia refugiada na Palestina, ela também fugida de um genocídio e, mais tarde, também vítima da colonização israelita. Fiel a esse espírito de solidariedade, a Fundação Calouste Gulbenkian apoiou nos anos 60 e 70, com generosos donativos, as populações palestinianas expulsas pelas guerras de expansão de Israel.

Seria condenável, numa altura em que o movimento internacional de boicote a Israel está a ganhar terreno, face às flagrantes violações da lei internacional e dos direitos humanos dos palestinianos, a Fundação passar a apoiar tacitamente um país cuja história é uma sucessão interminável de crimes de guerra. Assim, apelamos publicamente à Fundação Gulbenkian para que reflicta sobre as implicações de acolher em sua casa o Jerusalem Quartet e cancele o espectáculo até que Israel respeite a lei internacional.
 

3. Intifada




- KAVEH - 3. Intifada - 3ª intifada (com Qazid & Erko):
rap de Apoio à Luta palestiana
Thawra & Kaveh
"Antideutsche / Tahya Falastin" "Anti-Alemães / Viva a Palestina".
rap contra o regime de Ocupação Israelita, contra às Bandeiras verdes do Hamas, a favor de bandeiras Vermelhas Sobre felestine, Ataca Fortemente TAMBEM OS "anti-Alemães", Uma Corrente Pró-zionista na Alemanha.
Este vídeo ESTÁ um CAUSAR atualmente Uma Onda de protestos na Alemanha devido à SUA Tomada de posição clara a favor de dos palestinianos, Correntes contra "anti-Alemães", OS famosos "anti-antisemitas" que supostamente se posicionam contra o nacionalismo na Alemanha, ... apoiando Israel Abertamente. Integrados NUMA Rede Enorme de propaganda pró-Israel na internet ea nivel de Organizações, sos CONTAM, POR SUA vez, com o Apoio Aberto de ... .... ?? !!!
Thawra, radical E rapper Uma de Berlim that APOIA A Luta dos curdos e dos palestinianos.
https://www.youtube.com/watch?v=2X8emiAO_ls
&
KAVEH, o rapper com sede em Berlim com origens iranianas começou a escrever seus primeiros versos em 1995. Além disso, ele também trabalha como jornalista e assistente social em escolas e centros de juventude.
Passou a infância na França e igualmente vivido no Canadá e Espanha. Suas identidades múltiplas explicar por que ele canta em várias línguas: alemão, francês, persa, Inglês e Espanhol. Juntamente com o cantor e produtor MEHTY ele já gravou e lançou dois CDs em persa (Gush Kon: 2005; Tahe Del: 2009) sob o nome de Daad. Além disso, ele lançou um disco de hip hop alemão (Ich geh mein Weg: 2005), onde você também pode ouvir algumas de suas faixas franceses. Foi em 2001 que ele gravou seu primeiro álbum hip hop com outros rappers Anjun e YASHA e nitro, um produtor do Puppetmastaz, sob o nome de intelecto consciente, o que, infelizmente, nunca foi lançado. Enquanto isso, ele teve dezenas de shows e abundância também apoiou de manifestações e deu concertos de solidariedade.
Desde o início de sua carreira hip hop que ele foi, que estabelece o conhecimento sobre temas controversos que vão desde experiências discriminatórias como um chamado migrante e do racismo estrutural na Europa a resistência contra a opressão, o capitalismo eo imperialismo.


sionismo = a nazismo


Acção de Solidariedade com a Palestina, Participa !


Os serviços secretos israelitas e a intangível revolta palestiniana

 
"Abed Omar Qusini, Reuters A "revolta das facas" é feita por adolescentes, sem chefes, sem partidos, sem armas a não ser as brancas e, muitas vezes, sem vontade de continuar a viver. Para a Mossad e para o Shihn Beth é um inimigo impossível de detectar."
 
"A conclusão é tirada por Yossi Melman, um antigo operacional dos serviços secretos israelitas e, desde há muitos anos, o principal especialista na imprensa sobre a comunidade dos espiões. Em artigo hoje publicado no diário israelita Jerusalem Post, Melman compara a segunda Intifada (2000-2004) com isto que poderá tornar-se a terceira. Segundo recorda, "durante a segunda Intifada, a maioria dos terroristas levava explosivos no corpo, para infligir o maior dano possível aos judeus israelitas". Pelo contrário, a nova geração do que chama "terroristas" está, segundo Melman, "equipada de facas, pedras e cocktails molotov; os carros também são uma arma escolhida. Só numa vez foi usada uma pistola". A outra diferença é a organização. Esta existia na segunda Intifada. Os combatentes palestinianos, diz o autor, "andavam, na sua maioria pelos 20 e tantos anos ou mais velhos e pertenciam a grupos e como o Hamas, a Jihad Islâmica, a Fatah ou a Frente Popular [de Libertação da Palestina]". Melman lembra que os autores dos atentados obedeciam a ordens e que havia uma hierarquia clara, como comandantes e soldados "organizados em células clandestinas e redes com uma divisão de trabalho - recrutadores, fabricantes de bombas, motoristas e outros auxiliares". A organização tinha vantagens para os palestinianos, mas também tinha algumas para os espiões israelitas que não eram de todo despiciendas: "Havia endereços claros e alvos a responsabilizar e contra os quais actuar". Hoje, pelo contrário, diz-nos o mesmo autor, "não há endereço, não há comando central que responsabilizar pelos ataques". Isto porque, continua a explicar, os chamados terroristas "são muito mais jovens - adolescentes entre 13 e 20 anos de idade. Nem estão organizados nem filiados. Agem como lobos solitários, por sua própria iniciativa, por vezes com uma decisão instintiva e espontânea, tomada no momento, de levar a cabo um acto de terrorismo" (na foto: jovem palestiniano, ao ser detido por apedrejar os soldados Reuters) E prossegue: "Por isso, é muito mais difícil para os serviços de segurança (...) prever e impedir os ataques". E lembra que "agências de informações podem infiltrar ou recrutar agentes dentro de estruturas organizadas. Podem ouvir ou interceptar comunicações, descobrir as suas armas e explosivos ou inviabilizar os seus planos. Mas não podem penetrar nas cabeças dos indivíduos e ler-lhes os pensamentos". Um exemplo que dá Melman é a resposta de um falcão do Governo israelita, o ministro da Defesa Moshe Ya'alon, quando um dos seus colegas de gabinete, ainda mais radical, o acusou de não fazer o suficiente para sufocar a nova revolta. Ya'alon respondeu ao seu impaciente colega com uma pergunta: "Queres que apreendamos todas as facas de cozinha das casas palestinianas?" Por tudo isto, Melman não acredita que os palestinianos estejam a apunhalar israelitas por serem incitados a isso pelos líderes e pela imprensa palestiniana, quando acusam Netanyahu de querer mudar o estatuto do Monte do Templo. A explicação, diz o veterano israelita dos serviços secretos, é a de haver neste momento entre os palestinianos um "espírito de desespero e frustração por 48 anos sob ocupação israelita, sujeitos às prepotências dos colonos, aos controlos de segurança e aos bloqueios de estradas, confiscos de terra e de água". Os palestinianos, sublinha em seguida, também descrêem do sistema judicial e policial israelita, que "é tão bem sucedido a resolver ataques terroristas palestinianos, mas tão lento em eliminar células terroristas judias, incluindo aquelas responsáveis pelo acto terrível de queimar viva a família Dawabshe numa aldeia palestiniana há uns meses atrás". E, enfim, a nova revolta é, segundo Melman "uma expressão da desobediencia palestiniana e desconfiança para com os seus próprios líderes, acima de tudo o velho Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, pela sua corrupção e incapacidade de melhorar as vidas deles". A parafrenália de meios repressivos que está agora anunciada não promete, segundo o autor, especial eficácia. E outros responsáveis dos serviços secretos e do Exército parecem ter emitido, em direcção ao Governo, advertências de semelhante teor." Mas, segundo Melman, "o Governo de direita Netanyahu-Ya’alon recusa-se a ouvir (...) Receia uma guerra civil se decidir desmantelar os colonatos e prefere o status quo como vagas cíclicas de terrorismo que, erradamente, espera saber gerir".

in RTP -Notícias

Lider palestiniano preso lança apelo à resistência contra a ocupação


Líder palestiniano preso lança apelo à resistência contra a ocupação

inRTP 12 Out, 2015, 16:15 / atualizado em 12 Out, 2015, 16:15 | Mundo

Marwan Barghouti, condenado a quatro penas de prisão perpétua, e conhecido como o "Mandela palestiniano", fez publicar o seu primeiro texto desde há treze anos, quando foi detido. Enaltece a luta da juventude palestiniana e apela à comunidade internacional para pôr fim à ocupação israelita.
O texto de Barghouti foi ontem publicado no diário britânico The Guardian e dirige-se à comunidade internacional afirmando que o novo surto de violência na Palestina só poderá ser estancado se e quando forem extirpadas as suas raízes. E essas, sustenta Barghouti, são em primeiro lugar constituídas pela "negação da liberdade palestiniana".

No final desta semana deverão reunir-se os representantes do chamado "Quarteto" - ONU, EUA, União Europeia e Rússia - para discutirem precisamente o agravamento das tensões e a escalada no número de mortes diárias na Palestina.

Segundo Bargouthi, "esta nova geração palestiniana (...) não esperou instruções para exercer o seu direito, e o seu dever, de resistir à ocupação. Está a fazê-lo sem armas, confrontando-se com uma das principais potências militares do mundo".

O líder preso é considerado um provável sucessor de Mahmud Abbas na presidência palestiniana, e aquele com perspectivas para reunir à sua volta maior apoio eleitoral, logo que o actual presidente deixe o cargo.

Barghouti apela à sensatez da comunidade internacional, sublinhando que as constantes provocações israelitas, para limitar o acesso dos muçulmanos ao Monte do Templo, lançam lenha na fogueira de uma região convulsionada e podem converter um problema político solúvel num conflito religioso crónico.

Segundo o texto publicado no Guardian, "o colonialismo avança diariamente, o cerco aonosso povo em Gaza continua, a opressão e a humilhação persistem".

E prossegue, mais adiante: "O verdadeiro problema é que Israel escolheu a ocupação em detrimento da paz e usou as negociações como cortina de fumo para promover o seu projecto colonial. Todos os governos do mundo conhecem este simples facto e no entanto tantos deles fingem acreditar que um regresso às receitas falhadas do passado nos permitiria alcançar a liberdade e a paz".

Barghotui lembra a "paciência" que têm tido os palestinianos e acrescenta: "Será útil lembrar ao mundo que a nossa expropriação, exílio forçado e transferência já duram há 70 anos (...) Então, na ausência de acção internacional para acabar com a ocupação e impunidade israelitas, ou mesmo para garantir protecção, o que é que nos pedem para fazer? Ficarmos parados, à espera que a próxima família palestiniana seja queimada, que a próxima criança palestiniana seja presa ou morta, que o próximo colonato seja construído?"

Sem se deter perante a memória do Nobel da Paz Isaac Rabin, que no entanto não menciona pelo nome, o líder palestiniano lembra que este lançou durante a Primeira Intifada a palavra de ordem "quebrar-lhes os ossos, para quebrar-lhes a vontade". Datam desse tempo as imagens de vídeo de soldados israelitas a estropiarem um preso palestiniano, partindo-lhe os ossos com calhaus.

Contudo, apressa-se Barghotui a acrescentar, "geração após geração, o povo palestiniano provou que a sua vontade é inquebrável e que não precisa de ser posta à prova".

Completando agora 20 anos de prisão, dos quais 13 com as sentenças perpétuas de um tribunal que não reconheceu como legítimo, Barghouti vai-se aproximando dos 27 anos de prisão que sofreu Nelson Mandela antes de triunfar sobre o apartheid sul-africano. O artigo agora publicado no Guardian recorda que ele continua a ser um factor político com quem será preciso contar no futuro.
----------------------------------------------------------
Comité de Solidariedade com a Palestina palestinavence.blogs.sapo.PT
Plataforma BDS-Portugal: https://www.facebook.com/BDS.Portugal

Movimento de massa espontâneo e não organizado dos jovens palestinianos


Os palestinianos temem pelos seus filhos, mas estão orgulhosos deles
Um artigo da jornalista israelita Amira Hass

Milhares de famílias, em Jerusalém oriental e na Cisjordânia, tremem pelos seus filhos, mas estão ao mesmo tempo orgulhosas de ver a nova geração mostrar, pela sua acção colectiva, o exaspero de um povo inteiro, escreve Amira Hass no Haaretz.



"Sim, é às dezenas de milhares que as famílias palestinianas de Jerusalém e da Cisjordânia vivem no medo de ver os seus filhos mortos, feridos ou detidos ao oporem-se ao exército israelita, ou ao tentarem levar a cabo ataques solitários.

Quando as crianças deixam o domicílio familiar de manhã, os pais não sabem se elas tomam mesmo o caminho da escola ou se têm encontro com amigos ou então se vão manifestar num check-point do exército ou ainda se têm intenção de atacar um israelita com uma faca.

Assim como os serviços secretos israelitas e palestinianos, os pais ficam estupefactos com o movimento de massa espontâneo e não organizado da nova geração e com os riscos que ela toma.

As famílias sabem que elas próprias podem tornar-se objecto da repressão e que, com a política de castigos colectivos, o exército israelita pode demolir as suas casas, confiscá-las, expulsar um ou mais dos seus membros de Jerusalém, metê-los na prisão e submetê-los a um assédio sem fim do Shin Bet.

No entanto, parece que a luz verde dada por Netanyahu para se atirar sobre os manifestantes e aplicar sistematicamente castigos colectivos não dissuadiu até hoje nem os “lobos solitários” nem esses milhares de jovens que vão para os check-points, desafiando tanto o destino como os soldados.

Uma das “hipóteses” dos aparelhos de segurança israelitas e palestinianos é que os jovens que levam a cabo ataques solitários são influenciados pelas redes sociais. É provavelmente verdade. Mas eles são também influenciados por todos esses vídeos, dos quais alguns aparecem em primeiro mão em sites israelitas e que ilustram a violência constante exercida contra os palestinianos.

Os que falam de incitação subestimam o impacto das imagens mostrando os soldados israelitas a matar civis.

Tomemos o caso de Ahmed Khatatbeh, de Beit Furik (norte da Cisjordânia) e o de Hadil Hashlamun de Hebron (sul da Cisjordânia). O exército israelita pretendeu que eles foram abatidos porque tinham atacado soldados israelitas. Mas os inquéritos jornalistas mostraram que essas alegações eram falsas: não tinha havido qualquer ataque.

Tomemos também o caso de Fadi Alloun, de Issawiyah (Jerusalém), no domingo passado. A polícia afirmou que ele tinha acabado de apunhalar um judeu e que por conseguinte tinha sido abatido. Mas um vídeo no youtube publicado em sites israelitas mostrou claramente que, mesmo se ele tinha acabado de cometer um ataque à faca, não ameaçava a integridade de ninguém no momento em que foi abatido por um tiro de cinco ou seis balas. O vídeo mostra também que os polícias obedeceram à ordem de matar lançada por jovens judeus, quando os próprios polícias não faziam ideia do que Alloun tinha feito ou deixado de fazer.

Os vídeos são um combustível que inflama a situação, mas não são a causa da situação.
As famílias temem pela vida dos seus filhos e filhas, mas não podem reprimir o orgulho de os ver levantar a cabeça e gritar colectivamente: “Estamos fartos da ocupação”.

A geração perdida dos acordos de Oslo dos anos 1990 “está farta” de não ver o Estado independente que lhes foi prometido; ela não tem uma organização política capaz de lhe dar perspectivas, não tem esperança de encontrar um emprego decente e sente uma pressão cada vez mais insuportável dos colonatos.

Há uma diferença enorme entre os “lobos solitários” e os milhares de jovens que saem para enfrentar o exército nos check-points.

O “lobo solitário” está mergulhado numa solidão absoluta, que o conduziu até aos abismos do desespero. Os confrontos nos check-points, e isso vale para qualquer acção colectiva, são manifestações onde os participantes, apesar dos riscos conscientemente vividos, acreditam de algum modo que podem influenciar o curso dos acontecimentos.

Os porta-vozes palestinianos insistem em não qualificar o movimento de Intifada e preferem falar de reacção popular. Uma “Intifada”, na aceitação dos palestinianos, é um levantamento organizado, com objectivos claramente identificados e dispondo de uma direcção reconhecida e aceite. Estamos  longe disso hoje.

Entretanto, Abbas festeja

A Fatah, em plena desagregação, não pode dirigir a revolta e a transformar em levantamento. Os seus dirigentes apelaram ao não recurso às armas de fogo durante as manifestações, o que só serviria os interesses de Israel, disseram.

O Hamas, organização reduzida a uma semi-clandestinidade na Cisjordânia, não pode, e é possível que não ousaria recorrer às armas de fogo, embora o bloco islâmico, a sua representação oficiosa nas universidades, tenha apelado os seus simpatizantes a juntarem-se à luta.

E o presidente Mahmud Abbas? Há uns dias, quando as vítimas da repressão começavam a ser muitas, Abbas conseguiu tempo para ir inaugurar com grande pompa os luxuosos escritórios de uma empresa de promoção imobiliária, a Consolidated Contractors Company, em El Bireh. Isto é, a dois quilómetros apenas do ponto mais quente das manifestações, o check-point de Beit El.

Abbas finge considerar que a situação é normal. Ele tem talvez informações que os jovens não têm. Mas o facto de que ele tenha conseguido tempo para a inauguração da empresa prova que ele está cortado do seu povo. A realidade, é que ele não tem nem o poder nem a autoridade para dissuadir a geração perdida de Oslo de marchar sobre os check-points: e o grito de “estamos fartos” vale também para Mahmud Abbas."

Fonte original:
http://www.haaretz.com/misc/article-print-page/.premium-1.679758
 

Soldados israelitas expulsam 200 palestinos de piscina para que colonos judeus tomem banho

Vanessa Martina Silva | São Paulo - 14/06/2015     

“Eu me recusei [a sair da piscina] e fiquei na borda. Outro soldado veio e apontou a arma para mim dizendo que atiraria se eu não saísse logo. Nós saímos porque ficamos com medo dos soldados”, conta Ibrahim Abu Tabikh, de 15 anos, que estava no parque em Hebron, território palestino ocupado, com o irmão de 16, quando soldados israelenses expulsaram palestinos de uma piscina para permitir que colonos judeus tomassem banho. A denúncia consta em um relatório do grupo de direitos humanos de Israel B’Tselem.

 
Já Muhammad Mahaniyah, de 20 anos, conta que “um policial da fronteira me ordenou que deixasse a água rapidamente. Primeiramente eu recusei e disse a ele que eu queria permanecer na piscina e tinha o direito de estar ali. Eu disse que não havia problema que os colonos nadassem ao meu lado. Ele ameaçou usar a força caso eu não deixasse a água rapidamente, então meus amigos e eu não tivemos escolha e tivemos que deixar o local. Os soldados ordenaram que os palestinos que estavam em torno da piscina fossem para a borda do parque, para ficar ali, e não se aproximar dos colonos”, relatou.
Nasser Nawaj’ah| B’Tselem

Solidariedade com a III Flotilha rumo a Gaza - dia 3, 18h30 - marina do Parque das Nações

 
"No dia 10 de maio, o barco Marianne saiu de Göteborg, na Suécia, para integrar-se no Mediterrâneo à III Flotilha rumo a Gaza. O barco leva um carregamento simbólico de painéis solares e equipamento médico para entregar em Gaza. O objectivo da Flotilha é de denunciar o bloqueio israelita à Faixa de Gaza, que mata lentamente toda uma população cercada.
No seu caminho para se juntar à flotilha, o barco atracará em Lisboa, na marina da Expo, no dia 3 de junho.

Num momento em que se assinala o 5º aniversário do assalto ao barco Mavi Marmara da Iª Flotilha, durante o qual a marinha israelita assassinou dez activistas e feriu mais de 50, também denunciamos a impunidade com que Israel pratica os seus actos de pirataria e de crimes contra a humanidade e a cumplicidade das instituições internacionais e dos vários governos, entre os quais o de Portugal.
Várias organizações e colectivos portugueses solidários com o povo palestiniano na sua luta contra a ocupação sionista se juntarão na quarta-feira 3, a partir das 18h30 para acolher a tripulação do Marianne, com música e intervenções públicas.

Apareçam, quarta-feira 3 às 18h30, à saída do centro comercial Vasco da Gama, junto ao Pavilhão do Atlântico, no Parque das Nações. Dali partiremos para a doca onde estará atracado o Marianne."

Marianne, mais um barco rumo a Gaza


shiptogaza-hbg_8440_0
Marianne chegou hoje a Brest

A Associação Solidariedade França-Palestina apela à mobilização de solidariedade com a equipa do barco Marianne que tentará uma vez mais romper com o bloqueio a Gaza. Marianne atracará hoje no porto do Château, em Brest. Tendo começado a viagem na Suécia e após uma passagem pelo mar Báltico, com alguns problemas técnicos que resultaram num atraso de vários dias, Marianne vai fazer uma escala neste porto. A AFPS apela assim a um acolhimento solidário hoje por volta das 18h. Este barco juntar-se-á a outros no Mediterrâneo, para então rumarem até Gaza. O bloqueio imposto a Gaza é ilegal, pelo que deve parar imediatamente e sem condições prévias. A liberdade de movimento, recusado aos Palestinianos, é um direito inalienável.

Movimento de boicote a Israel pede cancelamento de espetáculo de António Zambujo

Movimento de boicote a Israel pede cancelamento de espetáculo de António Zambujo
Foto: Facebook BDS Portugal

In Site RTP
"Movimento de boicote a Israel pede cancelamento de espetáculo de António Zambujo
O concerto em questão não aparece na página oficial nem nas redes sociais do artista português, mas o movimento “BDS Portugal” opõe-se à sua presença em Israel, no próximo mês de junho. Contactada pela RTP, a agência que representa o cantor não confirmou nem desmentiu até agora a atuação de Zambujo.
Surge nas páginas e redes sociais portuguesas de boicote e solidariedade para com a Palestina, mas é aparentemente uma atuação fantasma, ausente da agenda disponibilizada pelo cantor no seu sítio online.

A aparente pressão sobre o cantor alentejano para boicotar o país acusado da prática do apartheid subiu de tom quando uma artista de origem valenciana, Marinah, anunciou a 17 de maio que não atuaria em Israel, de forma a solidarizar-se com o movimento ativista de expressão mundial.
Na nota que dá conta do cancelamento da artista surge referenciado o nome de outros artistas de renome, entre eles o de António Zambujo. O texto que circulou nas páginas de apoio à Palestina refere ainda que o concerto de dia 11 de junho decorreria no âmbito do "Idan Raichel Project", promovido por um cantor israelita fortemente contestado pelos apoiantes da Palestina. 

Contactada pela RTP, a agente responsável pela promoção e organização da agenda de António Zambujo não esclareceu a existência ou não do concerto, mas argumenta que muitos dos concertos “particulares” do artista não são mencionados nos meios de comunicação oficiais, independentemente do país ou região em que se realizem.

Numa carta do movimento BDS endereçada ao artista, pode ler-se o pedido para que "não associe a sua arte criativa à colonização, opressão e limpeza étnica e que junte a sua voz à dos numerosos artistas que já recusaram ou cancelaram actuações patrocinadas pelo Estado de Israel".

O protesto que pressiona António Zambujo não é um caso isolado de um artista alvo de pressões por parte do movimento global de “Boicote Académico e Cultural a Israel”. Para além da catalã Marinah que acabou por cancelar o concerto, há também uma
petição que pede a Caetano Veloso e Gilberto Gil que cancelem um concerto conjunto em Tel Aviv, marcado para dia 28 de julho. "

15 de Maio - 67 Anos da Nakba


Os 67 anos da Nakba
É aqui a nossa Palestina !
 
Ziad Medoukh
 
15 de Maio de 1948-15 de Maio de 2015, já sessenta e sete anos, sessenta e sete anos decorridos desde que começou o drama dos Palestinianos, sessenta e sete anos de sofrimento e dor, de tragédia e de massacres para um povo digno, sessenta e sete anos desde o início desta injustiça imposta a um povo na sua própria terra, sessenta e sete anos de deportação de um povo para o substituir por um outro povo.
No entanto, foram sessenta e sete anos de resistência, de paciência, de determinação, de coragem e de perseverança para um povo sempre de pé,  um povo sempre ligado à sua terra e à sua Palestina, apesar de todas as medidas tomadas por esta ocupação ilegal, uma ocupação que se mantém e continua!
 
Os Palestinianos comemoram os sessenta e sete anos da catástrofe num contexto particular, marcado nomeadamente pela prossecução da ocupação e da colonização, pelo fracasso do processo de paz, pelo predomínio da extrema-direita na sociedade israelita, pela divisão interna e pela ausência de perspectivas para o futuro.     
Sessenta e sete anos, e as forces da ocupação violam os direitos mais fundamentais de um povo, sessenta e sete anos de política de apartheid, de discriminação e do terrorismo de Estado de Israel.
Em 67 ans, Israel aplicou todas as medidas desumanas ilegais contra os Palestinianos, deteve mais de um milhão, massacrou e assassinou milhares e ocupou todos os seus territórios.   .
O Estado de Israel criou o problema dos refugiados palestinianos que vivem em condições humanitárias terríveis nos países vizinhos e que sofrem permanentemente.  
O Estado de Israel é o único Estado que, com o patrocínio das grandes potências internacionais, nunca aplicou nenhuma resolução das Nações Unidas e tampouco os acordos de paz assinados.   
Em 67 anos, Israel foi sempre um Estado ilegal, um Estado fora da lei, um Estado de Apartheid, um Estado colonial, um Estado que considera os cidadãos árabes dos territórios de 1948 como cidadãos de segunda, um Estado que construiu um Muro da Vergonha na Cisjordânia, um Estado que impõe um bloqueio desumano à população civil de Gaza, um Estado que constrói todos os dias novos colonatos  nos Territórios, um Estado que rouba todos os dias os recursos naturais que pertencem aos Palestinianos.
Um Estado que continua a não ter fronteiras, um Estado que recusa todas as iniciativas de paz regionais e internacionais.  
Podemos citar muitos exemplos da história negra desta ocupação contra os Palestinianos: agressões diárias, massacres, deportações, crimes contra a Humanidade, crimes de guerra, a lista é longa, muito longa, demasiado longa.
O último crime israelita em massa contra os Palestinianos foi a última ofensiva militar contra a população civil da Faixa de Gaza no Verão de 2014.
67 anos de resistência notável de toda uma população que prossegue a sua luta para reconquistar a sua liberdade e viver na sua terra com dignidade.
Sessenta e sete anos depois, os Palestinianos interrogam-se: 67 anos de violação dos nossos direitos não bastam? Não terá chegado o momento de reagir e de impor a Israel a aplicação do direito internacional? Não será tempo de instaurar a justiça na Palestina? Será que os Palestinianos não têm o direito de viver, após tantos anos de sofrimento, num Estado livre e independente?
67 anos depois desta catástrofe, nós, Palestinianos, continuaremos a lutar e a sacrificar-nos pela nossa liberdade, sejam quais forem as medidas de apartheid e as formas de terrorismo de Estado praticadas. Estamos mais do que nunca determinados e temos uma mensagem a enviar ao mundo inteiro, uma mensagem clara e concreta. Continuamos a defender os princípios seguintes:
- Não, jamais esqueceremos a história negra desta ocupação ilegal e os seus diversos crimes contra a nossa população civil.
-Não, não sairemos daqui, continuaremos apegados à nossa terra. Não sairemos daqui. Aqui é a nossa terra, aqui é a nossa vida e aqui é a nossa Palestina!
-Sim, o direito de regresso é sagrado e todos os refugiados palestinianos devem poder voltar às suas cidades e às suas aldeias de origem.
-Sim, continuaremos a resistir de todas as formas, para que possamos viver em liberdade na nossa terra, nesta terra que se chama e chamará sempre Palestina.
- Sim, temos o direito de criar o nossos Estado livre e independente, tendo Jerusalém como capital.
-Sim, estamos dispostos a viver em paz, uma paz duradoura, mas uma paz que passe, antes de mais, pela justiça, pela aplicação do direito internacional, pelo fim da ocupação ilegal e pela consecução de todas as reivindicações legítimas do povo palestiniano. 
A luta continua! O combate prossegue! Por uma Palestina livre e por uma Palestina independente! Todos estamos convencidos de que a nossa liberdade se aproxima, se aproxima, se aproxima.
 
Artigo traduzido por Mizé

SESSÃO PÚBLICA EVOCATIVA DO DIA DA NAKBA


Hoje, ás 18:30 h.s Sessão Evocativa do Dia da Nakba , Comparece !
s

Declaração de guerra do novo governo israelita




Netanyahu acaba de nomear como ministra da justiça Ayelet Shaked, antiga deputada do HaBayit HaYehudi (“Lar Judeu”), partido da extrema-direita israelita. Em 1 de julho de 2014, a agora ministra tinha publicado na sua página facebook um apelo a "não se contentar de matar os terroristas palestinianos, mas a totalidade do povo palestiniano que é nosso inimigo". "É preciso destruir esse povo, incluindo os seus velhos e mulheres, as suas cidades e aldeias, as suas propriedades e infraestruturas", afirmou ela no seu post.
Quanto ao novo ministro da Defesa, Moshe Yaalon, a sua primeira promessa foi a de "matar muitos mais civis palestinianos e de reservar ao Irão a mesma sorte que Hiroshima e Nagasaki". Numa conferência do grupo de advogados Shurat HaDin - especializados em processar pessoas ou associações que defendem os direitos dos palestinianos pelo mundo fora -, Moshe Yaalon declarou que atacaria o conjunto da população civil na próxima ofensiva contra Gaza ou o Líbano. "Também atacaremos as crianças, como fizemos em Gaza", declarou. "Quanto ao Irão, mesmo se ataques cirúrgicos ainda não nos parecem ser adaptados, não hesitaremos em fazer o que fizeram os americamos em Hiroshima e Nagasaki, causando 200 mil vítimas sobre as quais ninguém chorou".
Em relação ao movimento de boicote-sanções-desinvestimento (BDS) contra Israel, recordou que "há dez anos que prefiro não pôr os pés no Reino-Unido ou em Espanha, mesmo se já conseguimos mudar a legislação desses dois países em matéria de competência universal respeitante aos crimes de guerra e crimes contra a humanidade".
___

Etiquetas

Arquivo